Uma fantasia cosmológica

Alexandre, 2011-08-01

A companhia BDH produziu os efeitos especiais para a série da BBC “Wonders of the Universe”, e condensou-os num clip de 16 minutos.

O clip foi cumprimentado pelo seu realismo (se esquecermos alguns “efeitos de câmera” utilizados para dramatizar a ação e pequenos erros como ignorar a tectónica de placas na sequência sobre a Terra).

Em todo o caso pode-se adivinhar algumas etapas do ciclo de vida das estrelas (formação, produção de nebulosas planetárias, pulsars, supernovas, buracos negros, etc).

Bom proveito!

Michael Hudson – FMI, o carrasco da economia

António Ferrão, 2011-07-11

Michael Hudson não é comedido nas palavras. Com palavras doces, não vamos lá. Nesta entrevista, Michael Hudson afirma que se está a instalar um neo-feudalismo na Europa; que o Banco Central Europeu não é um verdadeiro banco central; que as instituições europeias foram tomadas pela alta finança; que não há uma Alemanha contra a Grécia, mas sim banqueiros alemães contra os gregos e também contra os alemães. Que o FMI só espalha pobreza e já ninguém queria saber dele, quando foi chamado (pela Comissão Europeia) para intervir na Grécia. Vale a pena ouvir, a partir do minuto 14 (em inglês).

A origem dos sistemas de numeração

José Ferrão, 2011-07-08

É lugar comum afirmar que a base de numeração que utilizamos, é a decimal em virtude de acontecer que temos dez dedos, e as primeiras contagens foram realizadas com os dedos da mão.
O que é menos conhecido, é que também usamos a base chamada sexagesimal, com a contagem até sessenta, que ainda hoje se utiliza no tempo e nos ângulos.
E ainda menos conhecido, é que a base sexagesimal também teve origem nos dedos da nossa mão, mas contados de outra maneira.
Essa maneira consiste em contar, não os dedos, mas em cada dedo contar até três. No tempo em que eu estudei as Ciências Naturais, se bem me recordo chamava-se a essas partes do dedo a falange, a falanginha e a falangeta, não me perguntem é qual era a primeira e qual a última…
De modo que a contagem dos dedos de UMA mão resultava, não em cinco mas em doze unidades.
Esgotada essa contagem, avançava UM dedo da outra mão, para permitir recomeçar outra vez a contagem na primeira mão.
Este sistema esgotava-se ao chegar aos sessenta, que é o produto de doze unidades de uma mão pelos cinco dedos da outra mão.
Eh, espera aí, então o que é feito do quinto dedo da primeira mão, que parece ter ficado esquecido e que, azar, até nem se divide em três partes, mas sim em duas, que é o polegar?
Calma aí, esse dedo não ficou esquecido, antes pelo contrário, se não fosse com ele, como é que querias fazer a contagem das doze unidades dessa mesma mão?

Leite, a causa da diabete juvenil?

wanda, 2011-06-30

Não dê aos seus filhos leite de vaca, especialmente se houver um historial de diabetes na sua família. Por mais fantasioso que possa parecer, beber leite de vaca, durante a infância, pode despoletar diabetes de tipo I anos mais tarde em jovens predispostos genéticamente para isso. Isto sugere que a diabetes juvenil é um certo tipo de alergia a alimentos. Isto também significa que afastando as crianças dos produtos lácteos durante o primeiro ano de vida, provavelmente o período mais crítico, pode salvar muitas crianças de ficar diabéticas.

A evidência de que o leite pode conduzir á diabetes de tipo I está a aumentar.
Eis como os especialistas pensam que acontece. Algumas proteínas do leite de vaca produzem o antigéne (substância estranha) que enlouquece o sistema imunitário e o faz atacar os seus próprios tecidos – neste caso as células betas do pâncreas – destruindo a capacidade que estas células têm para produzir insulina.
Além disso, as crianças que são alimentadas ao peito da mãe e privadas de leite de vaca por períodos mais longos estão muito menos dispostas a desenvolver diabetes. Outro estudo recente feito pelos investigadores do Children’s Hospital em Helsínquia, comparando a exposição precoce ao leite de vaca com riscos posteriores de diabetes, é incriminatório. Descobriram que crianças que só beberam leite materno durante os primeiros 2 a 3 meses de vida atenuaram as suas hipóteses de desenvolver diabetes em 14 a 40%. Periodos mais longos em que se evita o leite de vaca diminuem ainda mais os riscos de diabetes. Crianças a quem não se forneceu suplementos de leite de vaca até aos 4 anos de idade tiveram um risco 50% menor de desenvolver diabetes.

Investigadores suecos no instituto Karokinska em Estocolmo também verificaram que os jovens desde o nascimento até aos 14 anos que comem mais comidas ricas em proteínas e hidratos de carbono complexos, e alimentos com nitrosaminas estão mais sujeitos a desenvolver diabetes. Eles põem a hipótese de que algumas proteínas podem atacar directamente as células beta do pâncreas; por exemplo, alimentos ricos em hidratos de carbono complexos tais como o pão também são muitas vezes ricos em gliadina de trigo: uma proteína que já foi demonstrada prejudicar células beta em ratazanas. As nitrosaminas, agentes causadores de cancro, algumas vezes encontrados em toucinho cozinhado, poderão também ser tóxicas para as células beta.

Sabemos que os factores genéticos predispõem algumas pessoas para a diabetes. Mas todos os dados sugerem que o estilo de vida, sobretudo dieta e exercício, podem determinar se esses factores genéticos se manifestam em doença.“-James Barnard, Ph.D, professor de ciência fisiológica na UCLA.

Autor: Carper, Jean

Titulo: Food, your miracle medicine
London, Simon & Schuster Inc, 1997
p.488

Fernanda Canaud no Palácio da Foz, 20 de Junho 2011

Lúcio Ferrão, 2011-06-03

Fernanda Ferreira Chaves Canaud é uma pianista consagrada com actuações pelo mundo a fora.

Finalmente congratula Portugal com um concerto seu, no próximo dia 20 de Junho de 2011, na Sala dos Espelhos no Palácio Foz em Lisboa.

Junto deixo o convite para quem quiser ir ver e ouvir o seu concerto (clique as imagens para ampliar).


via Manuela Ortega

debtOcracy

Lúcio Ferrão, 2011-05-29

O filme Debtocracy já está disponível completo e com legendas em Português. O filme investiga as causas da crise da dívida e compara a situação actual com o passado recente.

Vale a pena ver.

NÃO à abstenção.

José Ferrão, 2011-05-26

Se tu és daqueles que antes das eleições, exprimes a tua indignação e adicionas a tua voz à acção dos partidos, RECUSANDO QUE A ACÇÃO POLÍTICA SEJA UM EXCLUSIVO DOS PARTIDOS,
então nesse caso, nas eleições só tens que fazer a mesma coisa.
Não deixes os partidos a votar sózinhos, porque no teu caso, o voto não é apenas um dever, não é apenas uma obrigação, é passar à prática as tuas legítimas convicções.
Se me vens dizer antes das eleições, que não votas porque o jogo está viciado, então nesse caso, vais ter que me explicar EM NOME DE QUAL PARTIDO É QUE ESTÁS A FALAR.
Porque a votação e a acção política, quer queiras quer não FAZEM PARTE DO MESMO JOGO.
E esse jogo não é o dos partidos, é o da democracia.

National Inflation Association – O embuste do ensino superior

António Ferrão, 2011-05-15

As faculdades estão a destruir as vidas de milhões de norte-americanos, que merecem um ensino de muito melhor qualidade por uma fracção apenas daquilo que pagam hoje.
Este documentário irá abrir o jogo a milhões de estudantes que têm sido enganados toda a vida pela propaganda. O sistema que temos transforma-os em escravos da dívida, ao mesmo tempo que a Reserva Federal facilita aos banqueiros o roubo da riqueza da classe média, por via da inflacção.
Chegou a hora dos jovens norte-americanos tirarem conclusões por si próprios.

Você tem duas vacas

José Ferrão, 2011-04-30

CAPITALISMO IDEAL

Você tem duas vacas.
Vende uma e compra um boi.
Eles multiplicam-se, e a economia cresce.
Você vende a manada e aposenta-se. Fica rico!

CAPITALISMO AMERICANO

Você tem duas vacas.
Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas.
Fica surpreso quando ela morre.

CAPITALISMO JAPONÊS

Você tem duas vacas.
Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite.
Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e vende-os para o mundo inteiro.

CAPITALISMO BRITÂNICO

Você tem duas vacas.
As duas são loucas.

CAPITALISMO HOLANDÊS

Você tem duas vacas.
Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.

CAPITALISMO ALEMÃO

Você tem duas vacas.
Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário
previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa.
Mas o que você queria mesmo era criar porcos.

CAPITALISMO RUSSO

Você tem duas vacas.
Conta-as e vê que tem cinco.
Conta de novo e vê que tem 42.
Conta de novo e vê que tem 12 vacas.
Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.

CAPITALISMO SUÍÇO

Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.
Você cobra para guardar as vacas dos outros.

CAPITALISMO ESPANHOL

Você tem muito orgulho de ter duas vacas.

CAPITALISMO BRASILEIRO

Você tem duas vacas.
E reclama porque o rebanho não cresce…

CAPITALISMO HINDU

Você tem duas vacas.
Ai de quem tocar nelas.

CAPITALISMO PORTUGUÊS

Você tem duas vacas.
Foram compradas através do Fundo Social Europeu.
O governo cria O IVVA – Imposto de Valor Vacuum Acrescentado.
Você vende uma vaca para pagar o imposto.
Um fiscal vem e multa-o, porque embora você tenha pago correctamente o IVVA, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais.
O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do seu
consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha
200 vacas.
Para se livrar do sarilho, você dá a vaca que resta ao inspector das finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho…

Convergência nacional em torno do emprego e da coesão social

António Ferrão, 2011-04-17

Num momento dramático como o que vivemos, a sociedade portuguesa precisa de debate e de convergências democráticas. Precisa também de reconhecer que a crise do liberalismo económico, de que a acção dos programas patrocinados pelo FMI tem sido uma expressão, obriga a reavaliar opiniões e prioridades e a construir soluções novas, assentes em ideias e escolhas claras e num programa explícito, sabendo que na democracia nunca há a inevitabilidade de uma escolha única, porque a democracia procura as melhores soluções da forma mais exigente.

É indiscutível que o estado das finanças públicas, que é em grande medida o resultado da profunda crise económica, exige um conhecimento e avaliação exigentes de todos os compromissos públicos. E que se torna urgente identificar a despesa pública desnecessária, supérflua e geradora de injustiças sociais, distinguindo-a da que é indispensável, colmata problemas sociais graves e qualifica o país.É também útil que se reconheça a importância do trabalho, dos salários e dos apoios sociais na sociedade portuguesa, se admita a presença de carências profundas, sob a forma de pobreza e de desigualdades crescentes, e se considere que os progressos alcançados na nossa sociedade são o resultado da presença de mecanismos de negociação colectiva e de solidariedade cujo desmantelamento pode significar uma regressão socioeconómica que debilitará o país por muito tempo.

Qualquer solução para os nossos problemas tem de partir de uma constatação realista: até agora as intervenções externas foram a expressão de uma União Europeia incapaz de perceber que a alternativa à solidariedade, traduzida em cooperação económica e integração sem condicionalidade recessiva, é o enfraquecimento das periferias sob pressão da especulação e de cúmplices agências de notação. A zona euro paga o preço de não ter mecanismos decentes para travar a especulação em torno da dívida soberana e para promover políticas de investimento produtivo que permitam superar a crise. As periferias pagam o preço da sua desunião política, única forma de colocar o centro europeu, principal responsável por este arranjo, perante as suas responsabilidades.

No momento em que se vão iniciar negociações entre o Governo e a troika FMI-BCE-CE, sabe-se que a austeridade provoca recessão económica e gera fracturas profundas, de que o desemprego elevado é a melhor expressão. As experiências grega e irlandesa exigem uma revisão das condições associadas aos mecanismos de financiamento em vigor. De facto, devido à austeridade intensa dos últimos dois anos, a economia irlandesa contraiu-se mais de 11% e a recessão grega atingiu 6,5% só entre o último trimestre de 2009 e o último de 2010. O desemprego ultrapassa já os 13% nestes dois países. A este ritmo, e apesar dos cortes orçamentais intensos, nenhum deles conseguirá reduzir a sua dívida. Isso só acontecerá com crescimento económico e com uma noção clara de que não é nos salários e no trabalho, mas antes na escassa inovação e na fraqueza organizacional de grande parte das empresas portuguesas, que residem os problemas de competitividade. Portugal não pode ser um laboratório para repetir as mesmas experiências fracassadas, e corremos o risco de uma recessão ainda mais prolongada, se tomarmos em consideração as previsões do próprio FMI.

Por tudo isto, considera-se necessário um apelo a um compromisso sob a forma de um programa de salvaguarda da coesão social em Portugal, de manutenção e reforço das capacidades produtivas do país para gerar emprego, com atenção às pessoas, evitando sacrifícios desnecessários. Os pontos essenciais de tal compromisso são os seguintes:

  1. Garantir que em todas as decisões económicas e financeiras se coloca o objectivo de promoção exigente do crescimento e do emprego, reconhecendo que a sociedade portuguesa não comporta níveis de desemprego que outras sociedades registam, dada a fragilidade da estrutura de rendimentos e a insuficiência dos mecanismos de protecção social. A presença, já sugerida, da OIT nas negociações entre o Governo e a troika FMI-BCE-CE seria um sinal construtivo muito importante, colocando a questão do trabalho digno.
  2. Desencadear um escrutínio rigoroso da despesa pública, auditando a dívida do país, sobretudo a externa, identificando com rigor as necessidades reais e os desperdícios da administração pública e salientando a necessidade de concentrar os recursos na esfera essencial das políticas públicas que combatem a exclusão social e a desigualdade, qualificam as pessoas e promovem a actividade produtiva, a competitividade e o crescimento da economia.
  3. Afirmar que a educação, a saúde e a segurança social, bem como outros bens públicos essenciais como os correios, não podem ser objecto de privatização, fazendo da lógica lucrativa um mecanismo de regulação nestes domínios, visto que tal solução seria cara e insustentável financeiramente, levaria à exclusão de muitos e generalizaria injustiças sociais e regionais.
  4. Recusar qualquer diminuição do papel do Estado no sector financeiro, sublinhando que a Caixa Geral de Depósitos deve permanecer integralmente pública e com uma missão renovada e que a regulação do sector terá mesmo de ser reforçada para evitar novos abusos. Os signatários entendem que um compromisso deste tipo viabiliza as acções necessárias ao momento presente, capacita a sociedade para enfrentar positivamente as dificuldades e tem como objectivo tornar claro que, em circunstâncias graves, há direitos associados à dignidade do trabalho, ao respeito pelas pessoas e à garantia da coesão social que não podem ser postos em causa, sob pena de fragilizar gravemente o país e de eliminar qualquer capacidade própria de superar a situação dramática em que nos encontramos.

  • Albano da Silva Pereira, Fotógrafo, Director do Centro de Artes Visuais de Coimbra;
  • Alexandre Alves Costa, Arquitecto;
  • Anália Torres, Socióloga, Professora do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa;
  • António Arnaut, Advogado;
  • António Chora, Coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa;
  • António Manuel Hespanha, Professor da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa;
  • António Pinho Vargas, Compositor;
  • António Romão, Economista, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa;
  • Augusto M. Seabra, Crítico de cinema, literatura e música;
  • Boaventura de Sousa Santos, Sociólogo, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Director do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra;
  • Carlos Fortuna, Sociólogo, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
  • Cristina Andrade, Activista do FERVE – Fartos/as d’Estes Recibos Verdes;
  • Daniel Oliveira, Jornalista;
  • Eduardo Paz Ferreira, Advogado, Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa;
  • Elísio Estanque, Sociólogo, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
  • Eugénio Fonseca, Presidente da Caritas Portuguesa;
  • Fernanda Rollo, Historiadora, Professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa;
  • Fernando Catroga, Historiador, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra;
  • Fernando Roque de Oliveira, Economista, Presidente do Observatório sobre a Produção, o Comércio e a Proliferação de Armas Ligeiras;
  • Helena Roseta, Arquitecta;
  • Isabel Allegro, Professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa;
  • João Abel Freitas, Economista;
  • João Cravinho, Militante socialista;
  • João Ferrão, Geógrafo, Investigador do Instituto de Ciência Sociais da Universidade de Lisboa;
  • João Ferreira de Almeida, Sociólogo, Professor do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa;
  • João Ferreira do Amaral, Economista, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa;
  • João Proença, Sindicalista;
  • João de Deus, Sindicalista;
  • João Rodrigues, Economista, Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra;
  • Jorge Vala, Psicólogo Social, Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa;
  • José de Faria Costa, Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra;
  • José Luís Pio Abreu, Médico Psiquiatra;
  • José Maria Brandão de Brito, Economista, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa;
  • José Maria Castro Caldas, Economista, Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra;
  • José Reis, Economista, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
  • Luís Moita, Professor da Universidade Autónoma de Lisboa;
  • Manuel Alegre, Escritor, militante socialista;
  • Manuel Carlos Silva, Sociólogo, Professor da Universidade do Minho;
  • Manuel Carvalho da Silva, Sindicalista;
  • Manuela Silva, Economista, Professora do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa;
  • Manuel Brandão Alves, Economista, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa;
  • Maria Eduarda Gonçalves, Jurista, Professora do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa;
  • Mário Murteira, Economista, Professor do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa;
  • Mário Ruivo, Biólogo, Oceanógrafo;
  • Miguel Henriques, Músico;
  • Octávio Teixeira, Economista;
  • Paula Gil, Activista da Geração à Rasca;
  • Paulo Areosa Feio, Geógrafo, IGOT – Universidade de Lisboa;
  • Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
  • Ricardo Paes Mamede, Economista, Professor do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa;
  • Rui Namorado, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
  • Rui Tavares, Historiador e Eurodeputado;
  • Sandra Monteiro, Directora do Le Monde diplomatique – edição portuguesa;
  • Sandro Mendonça, Economista, Professor do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa;
  • Sérgio Azevedo, Compositor;
  • Tiago Gillot, Activista dos Precários Inflexíveis;
  • Vasco Lourenço, Associação 25 de Abril.

Público, 16 Abril 2011
Ladrões de bicicletas