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Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Zé Luis Rebel - Memórias gestuais

(recebido por email: Olinda)





Francisco Goulão, é professor de Educação Visual no Centro António Cândido, Porto, há mais de 14 anos. No entanto, sempre se empenhou nesta profissão durante 32 anos, após se licenciar em Pintura pela Faculdade das Belas Artes da Universidade de Lisboa. E é Surdo de alma e coração, tem 58 anos de idade. Falamos do Professor Surdo Francisco Goulão.

Tem sido uma figura de referência incontornável para muitos Surdos que, na maioria deles, foram seus próprios alunos, não apenas como por entre muitos membros da comunidade Surda, pelo menos, da última geração em que a internet e outros géneros tecnológicos que hoje conhecemos, como o telemóvel, não eram ainda a realidade.
Na altura, havia só jornais em papel que eram acessíveis apenas para quem compreendia razoavelmente o português escrito. E o tradicional e eterno telejornal e outros jornais televisivos continuava a barrar aos Surdos, apesar das imagens de alguma forma elucidativas , o precioso acesso à informação como complemento.
O Professor Francisco Goulão era um dos escassos Surdos que dominavam a compreensão do português escrito e podia ler os jornais sempre que quisesse, mas também preocupava-se em informar e manter os Surdos actualizados do que se passava no nosso mundo em questões políticas e outras de natureza diversa e variada, tanto cá dentro como lá por mundo fora. Em outras palavras, procurava tirá-los da ignorância quase absoluta a que, na ausência de outros recursos possíveis, pareciam inevitavelmente condenados. Para esses mesmos Surdos, o Prof. Goulão era uma espécie de jornal 'vivo', do qual podiam ter acesso à informação generalizada.

O documentário propõe demonstrar, através das entrevistas, as situações pontuais em que como o simples vivenciar de um humilde Surdo numa normal convivência com alguém congénere da geração anterior como o Prof. Goulão, dotado dos conhecimentos que tinha pela simples capacidade de ler jornais, pode potenciar tanto as oportunidades de permitir a um Surdo quase funcionalmente analfabeto esculpir uma visão particular, pessoal e abrangente sobre a realidade externa, a partir da sua própria consciência intrínseca que, com e graças às conversas constantes, pôde desenvolver em grande escala. O elemento central para esta 'ponte da informação' era irrevogavelmente o uso da Língua Gestual. É um daqueles casos que se pode dizer que os gestos não só falam mas que também informam... E mais ainda, informando por vezes pode-se ensinar e aprender de diferentes formas, explorando inúmeros temas e questões por meio da conversa. Vítor foi um dos alunos Surdos do Prof. Goulão, com quem o compartilhar da rotina quotidiana, tanto dentro como fora de aulas, lhe trouxe benefícios e teve ainda enormes influências e impactos determinantes para a vida que leva hoje. Um dos exemplos mais flagrantes passou-se quando Vítor, já adulto, recebeu uma carta da Segurança Social e, em virtude das bases de orientações que recebera das conversas habituais com o Prof. Goulão, pôde entender, em geral e de forma clara, o conteúdo do que vinha escrito na carta. Uma situação aparentemente vulgar para outros, mas para ele, sem dúvida, um marco muito significativo e que vem realçar a importância do modelo Surdo que representa para os Surdos em idade escolar, para fins da construção da identidade pessoal e outros benefícios inerentes como, por exemplo, o crucial desenvolvimento das faculdades cognitivas.


ZLR

Dezembro 2009

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Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

Gabriel Chalipa - Homenagem aos professores

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Terça-feira, Junho 09, 2009

Portugal - Professores unidos

150 000: tantos e ainda tão poucos.
Tentaram dividir-nos
E conseguiram em carreira,
Mas não em número.
Lutámos defendendo os nossos princípios
Viemos do Norte, do Sul, do Centro, do Litoral e Interior.
Enchemos cidades, ruas e praças
Unimos gerações
Fizemos história.
Partimos em busca da verdade,
Percorremos km
Estendemos bandeiras
Cantámos até ficar sem voz
Mas nunca nos calámos.
Já fizemos cordões
Entregámos providências
Dormimos na rua.
Chamaram-nos incompetentes e mentirosos
Sem nunca o termos sido.
Fomos julgados injustamente
Desprestigiados
Confrontados
Manipulados
Demos lições
E continuaremos a dar.
Tantos..
Tantos não podem estar errados.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=yHxvPMxkO08

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Quarta-feira, Maio 27, 2009

Rui Correia - Manifestação dos professores

Tenho percebido um pouco por todo o lado que os professores andam soturnos porque sussurram que a manifestação de dia 30 não vai ter por lá cento e tal mil pessoas; e que era muito importante que lá estivessem cento e tal mil pessoas porque aquilo que os juntou uma, duas vezes, é o mesmo que agora ainda todos pensam. Dizem que já muitos entregaram objectivos, elegeram cgts, recrutaram directores e agora têm vergonha de gritar num lado uma coisa que na prática não cumpriram noutro e que, por essas e por outras, ficou a unidade amputada, a classe dividida, e não vai ser possível juntar outra vez cento e tal mil pessoas.

Desculpem-me os activistas e os amedrontados pela sua própria consciência mas acho este raciocínio completamente pacóvio.

Antes de mais nada, sempre que ouço falar deste embaraço antecipado que sentem por esta manifestação não ir reunir tanta gente como deveria, creio que alguém se está a esquecer do que realmente significa juntar em Portugal cem mil pessoas de uma mesma classe profissional. Parecemos um daqueles soldados napoleónicos que, depois de ter encontrado a pedra de Rosetta, anos depois do achado ainda não tinha a noção do que fizera por uma civilização inteira. Aqui, como se percebe, deixo que entre em cena a minha costela de historiador. Creio ser indispensável recordar que nunca mais nada do género se fará em Portugal tão cedo e que os professores fizeram história, quer isso se reconheça, quer não. E que isso, ninguém nos tira.

Ou seja, essa vitória, que ninguém esperaria lograr, foi conseguida. E dessa vitória resultaram importantes conquistas. A senhora ministra, em pleno Parlamento, mostrou-se disponível para deixar cair o seu próprio modelo, “mas não este ano”. A senhora ministra recuou nas mais aberrantes propostas que o modelo de avaliação inicialmente exigia que fossem cumpridas. E foi obrigada a fazê-lo por duas vezes. E isto não aconteceu por causa de outra coisa que não fosse a nossa justa campanha.

Em todos os partidos da oposição, em todas as crónicas dos opinion-makers, é voz corrente que esta equipa ministerial é duma incompetência arrogante e desorganizada que não tem paralelo. Esta convicção unânime não nasceu do nada; estes incapazes ficarão para a história por causa da maior incúria legislativa e desorientação educativa desde que há democracia em Portugal. De nada poderão orgulhar-se. Já viram? Nada. Nem uma coisinha pequenina. Por seu turno, os professores já pertencem à melhor história recente deste país, como aqueles que produziram a maior manifestação profissional de sempre. E isto, meus amigos, digo-o com a serenidade de quem passou grande parte da sua vida a pensar como devem as coisas ficar escritas em livros de História.

A honorabilidade dos professores, da sua união, foi tão impressionante e tão eloquente que nada, por muito irrisória que fosse a manifestação de dia 30, nada pode minimizar o que mais importa: os professores ficam na história pelas melhores razões e este governo perde a sua desejada maioria por causa dos professores. Repito-o, isto só acontece por causa do que já fizemos. A culpa é toda nossa. Dizer-se que estamos soturnos com os nossos insucessos é, por isso mesmo, historicamente, uma miopia grosseira.

Se até aqui nos erguemos contra um modelo de gestão e de avaliação estúpidos, agora juntamo-nos para lembrar a todo o país, aos nossos alunos, que sempre que nos unamos com aquela dignidade cívica que demonstrámos antes, o veredicto da história ser-nos-á devidamente lisonjeador.

Diverte-me muitíssimo que nos reunamos para dizer adeus a este ministério. Porque é o que irá acontecer. Aqui há uns tempos sugeri um modelo de manifestação mais festivo, com canções e alegria. Era por isto. Por saber que há hoje, mais do que antes havia, muitas razões para esse júbilo.

Voltarmos a Lisboa exige, portanto, uma outra atitude: é uma celebração antecipada. Por mim, vou a Lisboa deitar foguetes antes da festa. E irei levando comigo essa minha saloia satisfação, porque sei que esta, ao contrário de todas as outras, representa o selo histórico que há muito todos os professores desejam carimbar: o adeus a esta equipa ministerial.

Cada campanha tem sempre muitos desfechos. A história está cheia disso. Nunca ninguém ganha tudo. Acho que há quem julgue que devia ser assim com os professores. Isso é parvo. Ganhamos umas. Perdemos outras. É por isso que a campanha continua. Mas uma delas, uma das mais ambicionadas, é nossa e diz-se assim:

“Adeus”

No próximo dia 30 erguemo-nos de novo para dizermos a todos os portugueses e à história que os professores podem parecer David, mas Golias vai cair. Vejam bem, até a Bíblia foi escrita só para falar de coisas destas. Por isso vos digo: com OIs entregues ou não, com directores ou com caps (e, aqui em Sto Onofre, não podemos gastar os confettis todos porque um dia destes comemoraremos também o CAPs LOCK), com fichas de avaliação ou não, só se fossemos uns bimbos é que não nos juntávamos para celebrar a coisa devidamente.


Rui Correia em A educação do meu umbigo

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Terça-feira, Maio 05, 2009

Alain Refalo - Em consciência, recuso-me a obedecer

Alain Refalo
A acção que desencadeei através da carta que dirigi ao meu inspector, na qual o informo de que, em consciência, me recuso a obedecer a determinadas decisões ou recomendações emanadas superiormente no início do ano lectivo, foi uma acção cuidadosamente ponderada. Ao mesmo tempo, reflecte situações já antigas pois, nos últimos meses, tivemos muitas reuniões, dedicámos tempo a discutir com colegas e com pais de alunos, onde analisámos o conjunto das medidas ou reformas que nos caíram em cima, reformas para as quais nunca fomos ouvidos nem achados e que, consideradas de uma ponta à outra, concluímos que iriam conduzir ao desmantelamento da educação nacional. Pelo que creio ter havido um amadurecimento do processo que me levou, já no início do ano, a tomar algumas decisões para as minhas aulas que eram conformes às conclusões que tirámos e, ao fim de algumas semanas, decidi dar conhecimento formal ao meu inspector sobre tais decisões, além de as publicitar para o público em geral num blogue. O que se verificou nos últimos quinze dias foi que outros professores retomaram o modelo de carta que publiquei no blogue, usaram os termos da carta que eu escrevi, escreveram eles próprios outras cartas dirigidas aos seus inspectores ou aos seus reitores e deram disso conhecimento. público Assim, publicamos todos os dias uma nova carta individual no nosso blogue. Mas, mais interessante ainda, surgiram iniciativas colectivas no seio das escolas, os professores juntaram-se, redigiram as suas próprias cartas, assinaram-nas colectivamente e enviaram-nas aos respectivos inspectores. Muito recentemente na Euro, uma intersindical, o conjunto dos sindicatos da Intersindical de L'Enseignement de l'Euro consertaram-se sobre um modelo de carta que vão difundir largamente entre os colegas professores e essas cartas serão enviadas colectivamente a 17 de Dezembro à Inspecção Escolar.
Encontramo-nos portanto no meio de um movimento colectivo que exercerá uma pressão forte sobre o ministério. É verdade que a desobediência pedagógica ou a desobediência civil não fazem parte dos meios de acção tradicionais dos sindicatos, não faz parte da cultura sindical. Os sindicatos são mais propensos a acções como as manifestações, as petições ou as greves. Creio termos hoje atingido, infelizmente, os limites destes métodos de acção na medida em que o próprio governo proclama abertamente que está pronto a resistir a esse tipo de acções, está pronto a suportá-las. O Sr Sarkozy declarou mesmo que, quando há hoje uma greve em França, já ninguém repara nela, o que é bem verdade. O governo está preparado para enfrentar um movimento grevista maciço. Portanto, a questão que se coloca é: como podemos nós alterar a nosso favor a correlação de forças? Como iremos nós radicalizar - no bom sentido - a luta, na direcção de uma marcha inédita, feita de desobediência civil e pedagógica, que permita finalmente aos professores apropriarem-se de novos instrumentos de luta. Exige-se aos professores, em suma, descartar, recusar um certo número de reformas, contrariarem tais reformas. Exige-se agora, finalmente, aos professores (...).
Assim, coloca-se à consciência uma questão forte: Será que, enquanto professores e funcionários, estamos condenados a colaborar no desmantelamento da educação nacional? Será que, ao obedecermos ou ao nos mantermos silenciosos, não assumimos uma responsabilidade? Creio que aí encontramos um incentivo, um posto de observação, a partir do qual cada professor, individualmente ou em conjunto, pode decidir-se a enveredar pela resistência. Não apenas resistência por palavras, mas também por actos, actos concretos que comprometem, que levantam o risco de sanções. Creio ser inédito na educação nacional, não apenas que se tenha tomado a iniciativa de desobedecer, como a de se tornar pública essa desobediência. É a publicitação dessa desobediência, pela amplitude social que assume, que tem a possibilidade de alterar a correlação de forças.
Esta acção de resistência pela desobediência não é apenas uma acção de contestação, uma acção de oposição. É também uma acção que se destina a construir, a propor. Claro que o modelo de escola a que aspiramos não é o da escola-competição, não é o modelo do escalonamento dos alunos, não é o do despique entre os estabelecimentos escolares, creio que o modelo a que aspiramos é o modelo em que as crianças reencontrarão o prazer em se dirigirem à escola, reencontrarão o prazer em aprender e, no plano pedagógico, a empreender projectos cooperativos capazes de as pôr a construir coisas em conjunto, a aprender em conjunto, a se ajudarem mutuamente. Creio, finalmente, tratar-se de uma escola ao serviço de uma sociedade da solidariedade, de uma sociedade onde não estejamos uns contra outros mas uns com outros. Creio ser também este o sentido do actual movimento. Ao mesmo tempo que recusamos, que contestamos e que desobedecemos, sem mesmo esperarmos que a lei mude, concretizamos alternativas pedagógicas que despertem a chama da cooperação e da solidariedade.
Relativamente à minha situação pessoal, de momento decorre um inquérito administrativo. Quer dizer que o inspector da Academia deu ordem ao inspector da Circunscrição para elaborar um relatório, no qual devem constar os pontos de desobediência. Este último procurou-me para averiguar as minhas motivações e certificar-se que as minhas palavras durante as entrevistas confirmam aquilo que deixei escrito. Agora vem às minhas aulas com regularidade para verificar se aquilo que disse e que escrevi corresponde exactamente àquilo que faço, ou inversamente. Está portanto na fase da redacção do relatório baseado naquilo que observou durante as visitas às minhas aulas. Depois disso, penso que a Inspecção da Academia irá convocar-me e mais tarde virá o tempo de reflexão sobre a sanção, caso venha a ter lugar. É preciso saber que hoje decorre uma petição na internet, no sítio do SNIPP para me apoiar e exigir que não recaia sobre mim qualquer sanção. Esta petição já foi assinada por muitos milhares de pessoas. Está a ser constituído um comité de apoio. Os pais dos alunos da minha classe têm uma proposta que será dirigida à Inspecção da Academia junto com uma carta na qual expressam a sua preocupação com o que acontecerá com os meus alunos.
Sou Alain Refalo, professor desde há dezoito anos; além disso, sou um militante da não-violência desde há mais de vinte e cinco anos. A não-violência é uma forma de luta, uma forma de resistência. Tem já uma longa história a não-violência, desde os combates de Gandi e de Martin Luther King e é nestes combates que hoje me encontro, é nesses combates que hoje me inspiro. Creio ser um professor militante, muito simplesmente.

En conscience, je refuse d’obéir
(Tradução da entrevista filmada)

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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

Carnaval em Paredes de Coura

Carnaval em Paredes de Coura
Notícia em IOL Diário

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Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

Alberto Matos - Mais papistas…

Não posso começar esta crónica sem uma saudação muito especial aos mais de cem mil professores que ontem estiveram em greve. Duas paralisações na casa dos 90%, no espaço de um mês e meio, é um facto sem paralelo no sindicalismo português, antes ou depois do 25 de Abril. A actual luta dos professores constitui aliás um movimento social inédito no nosso país, que extravasa muito as fronteiras do sindicalismo. Desde logo porque nasceu nas próprias escolas, como resposta genuína à prepotência e ao autoritarismo da equipa ministerial teimosamente apoiada por José Sócrates. A contestação generalizada a este modelo de avaliação anti-pedagógico surpreendeu os próprios sindicatos que assinaram o polémico Acordo com o ME, em Abril de 2008.

Mas as causas e consequências dos protestos dos professores vão muito para além da avaliação, do estatuto que separou artificialmente a carreira entre titulares e não-titulares e dum modelo de gestão anti-democrático que pretende, de algum modo, restaurar a bafienta figura do "senhor reitor". A luta não ficou confinada nas escolas, ganhou o espaço público e protagonizou, em pouco mais de meio ano, duas das maiores manifestações de sempre em Portugal, com 100 e 120 mil participantes, seguramente as únicas que conseguiram trazer à rua a maioria qualificadíssima de uma só classe profissional. Tudo isto apesar da chantagem, das ameaças e dos cantos de sereia. É obra!

As repercussões sociais e políticas deste movimento ainda nos escapam. Mas, justamente por ele se situar no coração do sistema educativo, por ter envolvido pais, alunos e toda a sociedade, o mínimo que se pode dizer é que estamos a assistir a uma aula magistral de educação cívica. Os direitos e a dignidade profissional dos professores não cederam a ameaças nem estão à venda perante recuos "simplex" que apenas confirmam a falta credibilidade de um modelo de avaliação mal copiado de paragens longínquas e que já nem é levado a sério pelos seus promotores.

Perante esta afirmação de dignidade profissional e cívica de que se orgulha legitimamente a classe docente, destoa o clima de intimidação e as pressões intoleráveis exercidas sobre os professores de duas escolas da cidade de Beja – a Mário Beirão e a D. Manuel I – por sinal, tive o gosto de ser professor, delegado e dirigente sindical nestas duas escolas, na já longínqua década de 80. Não posso pois calar a indignação perante o que se tem passado, em particular na Secundária D. Manuel I, a nossa velhinha Escola Industrial e Comercial de Beja.

Mais de 90 dos 114 professores desta Escola pediram, no final do primeiro período lectivo, a suspensão de avaliação, depois da greve a que aderiram cerca de 80 docentes. Já em Janeiro, na sequência do Dia de Reflexão, mais de 70 subscritores solicitaram a convocação de uma Reunião Geral de Professores, ao abrigo do Artigo 497 da Lei 99/2003 – vulgo Código do Trabalho. Espantosa foi a reacção dos órgãos de gestão da Escola: esta reunião seria ilegal à face a um regulamento recentemente imposto à função pública – como se os funcionários do Estado pudessem ver os seus direitos diminuídos face à lei geral e, sobretudo, face á Constituição da República Portuguesa que consagra o direito de reunião no seu Artigo 45.

Pior: além de "não autorizar" uma reunião que apenas tinha de ser comunicada e nem carece de autorização, o órgão de gestão da Escola marcou ele próprio, para o mesmo dia e a mesma hora, uma reunião, com um ponto único: "Esclarecimento de dúvidas concretas em relação ao processo de avaliação de desempenho na forma simplificada". E impõe logo uma metodologia: "as questões serão respondidas por ordem de inscrição pelos elementos do CCAD, partindo-se do princípio que os docentes consultaram os sites do ministério relativos à legislação". Ou seja: temos uma sessão de explicações aos meninos que ainda não apreenderam a excelência deste modelo de avaliação! Às vezes dá-me uma saudade de voltar á Escola… Ah! E se me perguntarem quem é que me contou tudo isto, como agora está na moda, aprendi há muitos anos que não se fala, nem na PIDE.

Alberto Matos – Crónica semanal na Rádio Pax – 20/01/2009
APEDE

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Terça-feira, Janeiro 20, 2009

Fátima Inácio Gomes - Carta Aberta aos meus Colegas de Departamento

Caríssimos,

Fátima Inácio GomesEm breve fará um ano que me elegestes Coordenadora do Departamento de Línguas. Um ano depois, escrevo-vos para vos comunicar que entreguei, hoje, o meu pedido de demissão do cargo. Sinto, pela confiança que em mim depositastes naquela data e desde então, que vos devo uma explicação. Conforme aleguei no meu pedido de demissão
"Os acontecimentos que se arrastam desde Janeiro de 2008 em torno do processo de Avaliação de Desempenho dos Professores, os avanços e recuos em matéria legal e funcional nesta matéria, assim como no Estatuto do Aluno do Ensino não Superior, a degradação do clima relacional e o desgaste provocado por um acréscimo de trabalho de ordem burocrático que acresce irremediavelmente por força de constantes alterações dos diplomas legais, criaram condições cada vez mais difíceis para o desempenho sério e rigoroso do trabalho que a professora reputa de maior importância – a leccionação da disciplina de que é titular e responsável.".

Creio que contribui, ao longo deste ano, para um debate sério e responsável das matérias que nos têm atormentado. Saio com a consciência de tudo ter feito para derrotar o monstro da prepotência ministerial em sede de pedagógico e de o ter feito olhando-o de frente. Não encaro a minha saída como uma desistência da luta que nos envolve a todos - conhecem-me sobejamente para saberem que estou longe de baixar os braços. A verdade é que o Conselho Pedagógico perdeu qualquer capacidade de acção – o Ministério tratou de o esvaziar, no último decreto – e em breve perderá até qualquer sentido de representatividade democrática – o novo modelo de gestão deu-lhe a estocada final. Não posso, de todo, manter-me num cargo que, como nunca, consagra o desnivelamento injusto entre os professores. Não serei parasita de um sistema contra o qual tenho lutado! Agora sim, seria fácil ficar… todo o trabalho está feito, o desgaste de horas e horas a tentar lapidar as perversidades de umas fichas insanas faz parte do passado, quase não terei de observar aulas, ou seja, nem vos avaliarei, poderia tirar proveito da redução que me deram para o meu merecido descanso, e, ainda por cima, até poderia trabalhar descansadamente para um Excelente (no pior dos casos, um Muito Bom), quando tenho o privilégio de não precisar de ser avaliada na componente científico-pedagógica! Pois agora é a hora certa para eu sair! Não quero, não posso, tirar proveito de algo que me repugna e contra o qual tenho lutado. Onde ficaria a minha dignidade? O meu amor-próprio? A minha decência? O meu sentido de justiça?

Por ter sido eleita, ainda tenho espaço para tomar uma decisão destas. Preocupava-me prejudicar-vos com a minha saída, mas agora até esse cuidado se desvaneceu – só quem solicitar aulas observadas precisará de mim e, num momento destes, como já vos disse pessoalmente, considero uma falta de solidariedade para com os colegas solicitá-las. Daí que não me sinta moralmente obrigada em relação a quem o fizer. Não sei o que o dia de amanhã me reserva. Não sei se serei obrigada a avaliar. Mas dormirei tranquila, com a consciência de que não me deixei vencer pela letargia, pelo comodismo, pelos meus próprios interesses. Continuarei a falar com a liberdade com que me tendes ouvido, porque terei sido coerente e verdadeira até ao fim. Porque a minha voz nunca se ergueu para defender uma causa própria, mas uma causa comum, uma causa justa. E não há nada que aqueça mais o coração!

Como despedida, e não querendo parecer arrogante, lembro-vos um hino à integridade:

Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim, em cada lago a Lua toda

Brilha, porque alto vive.



Ricardo Reis


Um abraço a todos,

a vossa,



Fátima Inácio Gomes

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Segunda-feira, Janeiro 19, 2009

Greve contra o Estatuto da Carreira Docente

Greve Nacional dos professores de 19 de Janeiro de 2009, Portugal

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Domingo, Janeiro 18, 2009

Contestação dos professores - Faro

O distrito


Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Faro
(clique para ampliar)

Ricardo Araújo


Corridinho do Nelito

Faro e Olhão


Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Faro
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Albufeira e Quarteira


Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Faro
(clique para ampliar)

Lagos e Portimão


Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Faro
(clique para ampliar)

Silves


Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Faro
(clique para ampliar)

São Brás de Alportel


Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Faro
(clique para ampliar)

Tavira


Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Faro
(clique para ampliar)

Vila Real de Santo António


Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Faro
(clique para ampliar)



Com o Distrito de Faro termina a publicação do mapa da contestação. Se o leitor se espantou com o número de escolas referidas ao longo destes artigos, cerca de 480, talvez seja melhor adiantar que estas são apenas uma parte daquelas em que se verificaram actos de contestação. (AF)

Som: Ricardo Araújo

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Sexta-feira, Janeiro 16, 2009

Contestação dos professores - Beja

O distrito


Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Beja
(clique para ampliar)


Cante alentejano


Eu ouvi o passarinho

A cidade


Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Beja
(clique para ampliar)

Odemira


Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Beja
(clique para ampliar)


Som: Marius

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Quinta-feira, Janeiro 15, 2009

Agrupamento de Escolas de Celeirós- Braga

Escola de Celeirós, Braga

Analisada toda a produção normativa publicada, com particular destaque para o Decreto Lei n.º 15/ 2007 de 19 de Janeiro (Estatuto da Carreira Docente) e ainda a simplificação estabelecida pelo Decreto - Regulamentar 1-A/ 2009, de 5 de Janeiro, os professores/as e educadores/as do Agrupamento de Escolas de Celeirós , reunidos no dia 13 de Janeiro, entendem que as condições objectivas para aplicação do modelo de avaliação de desempenho dos docentes não se alteraram, no sentido de promover uma avaliação séria, credível e objectiva, tendo em conta os seguintes aspectos:
  1. O modelo de avaliação preconizado revela no essencial uma visão controladora, centralizadora e não reguladora e formativa;
  2. A implementação do referido modelo, nas suas linhas estratégicas, tem gerado e continuará a gerar e a agravar o clima de insatisfação, mal-estar e até conflitualidade entre pares e hierarquias;
  3. A sua aplicação, apesar da mais recente simplificação do processo de avaliação estabelecida através do Decreto - Regulamentar 1-A/ 2009, de 5 de Janeiro, não evitará o aumento do trabalho burocrático nas escolas, em detrimento das funções pedagógicas que constituem a tarefa prioritária dos professores e educadores;
  4. O desenvolvimento de todo o processo, tem por base a divisão da carreira em duas categorias (professor titular e não titular), ditado por um concurso injusto e arbitrário;
  5. Os professores avaliadores, artificialmente encontrados, carecem naturalmente de falta de formação e de experiência em supervisão (as competências de avaliação dos alunos não são as mesmas da avaliação dos seus pares);
  6. O modelo apresentado, apenas suspende temporariamente a inclusão de critérios de avaliação, tais como os resultados escolares dos alunos e taxas de abandono escolar. Esta suspensão não tem carácter definitivo, pelo que estes critérios, podem ser incluídos a qualquer momento no processo de avaliação dos docentes.
    Acresce, mais uma vez referir a centralização da responsabilidade no docente em factores que são exógenos ao exercício da sua actividade.
  7. O regime de quotas impõe uma manipulação dos resultados da avaliação, devido aos “ acertos” impostos pela existência de percentagens máximas para a atribuição das menções qualitativas de Muito Bom e Excelente;
  8. Questiona-se ainda a intenção da tutela, em impor um modelo de avaliação tão restritivo e persecutório que não segue os ditames ou parâmetros europeus que tanto evoca relativamente a outros aspectos. Fica patente a suspeita da prevalência de valores economicistas, em detrimento de valores que promovam o desenvolvimento profissional em benefício da qualidade das aprendizagens leccionadas.
  9. Questiona-se ainda a legitimidade de um modelo, que na sua génese apresenta graves lacunas, uma vez que aspectos inicialmente tidos como essenciais e intocáveis foram agora alterados e revogados. Referimo-nos concretamente à avaliação da componente científico – pedagógica, bem como á observação de aulas, que podem ou não ser requeridas em função do interesse da obtenção final pretendida.
Por tudo quanto foi referido anteriormente, os professores/ as e educadores/ as presentes na reunião, os quais representam 76 % do total de elementos do quadro docente deste agrupamento, manifestam:
  • A sua disponibilidade para continuar a lutar por um ECD que dignifique e valorize a profissão docente;
  • A vontade de serem avaliados segundo um modelo justo, digno e semelhante àquele que é aplicado noutras classes profissionais ou mesmo dos seus pares europeus;
  • A sua determinação e vontade inequívoca de suspender todas as iniciativas e actividades relacionadas com o modelo de avaliação proposto, recusando como tal a entrega dos Objectivos Individuais.

  • Esta posição visa a defesa de um ensino público de qualidade em que todos os “actores”, incluindo os docentes, se devem sentir como parte integrante da valorização e credibilização do sistema e não como o “bode expiatório” dos problemas do mesmo.

    Celeirós, 13 de Janeiro de 2009

    Os docentes reunidos em Assembleia Geral

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    Contestação dos professores - Évora

    O distrito


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Évora
    (clique para ampliar)


    Cante Alentejano


    Ao passar da ribeirinha

    A cidade


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Évora
    (clique para ampliar)

    Estremoz


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Évora
    (clique para ampliar)


    Som: Marius

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    Quarta-feira, Janeiro 14, 2009

    Maria da Glória Costa - O tempo urge

    Deixem-se de conversas, pois é agora ou nunca!

    Onde estais vós, gente de pouca fé?! Hoje dói-me a alma, a desilusão apoderou-se de mim. Tenho vergonha de pertencer a uma classe de professores que tem medo; que não acredita que para se conseguir algo são necessários sacrifícios; que é agora ou nunca; que o tempo urge; que já não há que acreditar em falsas promessas.O hoje passou e o amanhã não será melhor, se nada fizermos. Onde pára essa gente de fortes convicções? Estou cansada de ouvir tantos disparates, tanta caricaturização, tanta justificação , tanta falta de informação !!! Onde estão os 120 mil ? fizeram como a avestruz?

    Hoje confirmei que portugueses há muitos, mas quero aqui tecer um elogio a todos aqueles que acreditam e têm vontade de mudar este país.

    Tenho vergonha dos nossos representantes políticos. Politizaram uma questão tão séria como é o ensino público, pondo em risco a continuação de um ensino público credível, brincaram com a vida de 120 mil profissionais.

    Não sou fundamentalista, mas temo pela democracia neste país e quero que os meus filhos vivam em democracia.

    Nestes últimos anos senti-me ultrajada por um ministério que não me respeita.

    Hoje dei mais um passo em frente...não entrego, nem entregarei os objectivos individuais, faço uma greve por período indeterminado, faço tudo o que ainda estiver ao meu alcance para derrubar esta política de ensino insana. Não aceito que um ano de luta acabe por parir um rato.

    Não me venham com a treta de que devo ter outros meios de me sustentar. Não, não tenho. Tenho quatro filhos a estudar, um na Universidade, um apartamento e um carro que pago às prestações e todas as despesas inerentes a uma família numerosa. Não tenho pais ricos, aliás a minha mãe é viúva e aposentada. Ah e já não tenho marido.

    Quando ouço alguns colegas que desabafam: Ai eu tenho um filho a estudar na universidade e não posso perder parte do meu ordenado. Pois eu também tenho um na universidade e mais três em idade escolar.

    Esses três mais novos acompanharam-me a Lisboa, quis dar-lhes uma lição de democracia ao vivo e a cores e quero ser um exemplo para eles. Quero que eles no futuro sigam o meu exemplo, não aceitem nada com base no medo, que lutem pelos seus ideais, que sejam gente com valores, carácter, com fortes convicções e cidadãos bem formados.



    Maria da Glória Costa, uma mulher de uma só cara!

    (Escola Secundária de Barcelos)



    (Recebido via email de Fátima Gomes) (AF)

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    Contestação dos professores - Setúbal

    O distrito


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Setúbal
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    Adiafa


    As meninas da ribeira do Sado

    A cidade


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Setúbal
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    Palmela


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Setúbal
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    Sesimbra


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Setubal
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    Almada e Seixal


    Contestação do modelo de avaliação docente no distrito de Setúbal
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    Barreiro


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Setúbal
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    Santo André


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Setúbal
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    Marateca


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Setúbal
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    Som : IMEEM

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    Paula Montez - Não estamos sozinhos

    Recebido por email da Kaotica. (AF)




    Luta dos professores em Portugal


    Não nos conformemos! Não estamos sozinhos!

    "Cada um deve lutar no sítio em que estiver, no seu meio, com os seus pares, nas oportunidades que for construindo."

    E nós? Também temos a nossa parte de responsabilidade. Esperar que dali saia a resolução para o meu problema é errado. Se tenho um problema EU tenho de agir!

    Até agora pode dizer-se que a luta foi fácil.

    Bastou-nos juntar a nossa voz, o nosso nome ao de dezenas de professores do nosso agrupamento, ao de milhares de professores de todo o país.

    Agora, confrontados com um papel que exige que assumamos individualmente a nossa recusa ou aceitação desta avaliação e desta carreira dividida, é chegada a hora de mostrarmos ser capazes de defender as nossas convicções com coerência e coragem.

    Ninguém nos disse que esta luta ia ser fácil … ou rápida.

    De facto não o é.
    1. Ninguém é obrigado a entregar objectivos individuais
    2. Ninguém está a obrigado a outro procedimento que não seja o da auto-avalização
    3. Nenhum professor concorda com este SIMPLEX porque ele nega tudo o que é fundamental numa avaliação de professores – o seu envolvimento com os seus colegas e alunos no ensino e nas aprendizagens.
    4. Este SIMPLEX revela as verdadeiras intenções do ME – impedir a progressão, poupar à custa dos professores, semear desconfianças que alimentem hierarquias dentro das escolas.


    Mas atenção não é preciso que essa recusa passe a escrito, tão simplesmente. Basta não o fazer.

    Se forem poucos a assumir com coragem aquilo que a maioria deseja, podem passar por momentos difíceis … e isso não é justo, pois não? A Força desta nossa luta é a unidade de todos em torno de objectivos comuns. VAMOS CONTINUAR UNIDOS!

    Para isso, o que podemos fazer?

    MANTER A SUSPENSÃO EM CADA ESCOLA, EM CADA AGRUPAMENTO, APOIANDO-NOS UNS AOS OUTROS. VOLTANDO A FAZER TUDO DE PRINCÍPIO COMO JÁ FIZEMOS.

    Não é verdade que já passámos pelos 2/2008 e 11/2008? Não resistimos? Não fomos obrigando o ME a recuos e ao descrédito?

    Parar agora é morrer! Estou de acordo com a estratégia:
    1. 13 de Janeiro encher salas de reunião – fazer bons plenários
    2. 19 de Janeiro fazer uma grande greve – voltar a fechar escolas
    3. Daí para a frente manter a suspensão nas escolas e intervir durante os processos de negociação que vão decorrer com os sindicatos. Penso que será muito importante para que os Sindicatos aproveitem as nossas sugestões e propostas e vão construindo a partir delas


    MÃOS À OBRA, COLEGAS!



    Ilustração: bilros & berloques

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    Terça-feira, Janeiro 13, 2009

    Contestação dos professores - Lisboa

    O distrito


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Lisboa
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    Carlos do Carmo


    Lisboa, menina e moça

    A cidade


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Lisboa
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    Benfica


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Lisboa
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    Queluz e Amadora


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Lisboa
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    Belém


    Contestação do modelo de avaliação docente no distrito de Lisboa
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    Algés


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Lisboa
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    Cascais e Oeiras


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Lisboa
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    Sintra e Cacem


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Lisboa
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    Loures e Sacavem


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Lisboa
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    Póvoa de Santa Iria


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Lisboa
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    Olaias


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Lisboa
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    Som : IMEEM

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    Segunda-feira, Janeiro 12, 2009

    Contestação dos professores - Portalegre

    O distrito


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Portalegre
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    Brigada Vitor Jara


    Ao romper da bela aurora

    A cidade


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Portalegre
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    Som: Marius

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    Domingo, Janeiro 11, 2009

    Ana Maria Bonifácio - Mensagem de uma professora

    Caríssimos:
    Este foi o mail que enviei à minha antiga orientadora de estágio agora excelsa deputada pelo PS. É uma das deputadas, que apesar de professora, apoia esta avaliação.

    Rosalina:
    Parabéns! Já vi que alguns anos no Parlamento te fizeram esquecer o que era ser professora. É triste ver que outros "valores mais altos se levantam" (se é que ainda reconheces a citação, pois esses ares poluídos de S. Bento perturbam os espíritos). É pena que os anos que aí passaste te permitam a reforma sem teres que voltar a dar aulas! Seria bom reencontrar-te na escola a ser sujeita a esta avaliação que tanto defendes. Eu continuo a mesma! "Homem de um só parecer, de uma só fé, muitas coisas pode ser mas homem da corte não é." (esta vou-te dizer de quem é pois podes não chegar lá sozinha: Sá de Miranda).

    Ana Maria Bonifácio
    (Escola Secundária de Barcelos)

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    Sexta-feira, Janeiro 09, 2009

    Contestação dos professores - Santarém

    O distrito


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Santarém
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    Agora é que se vai matar o porco. (Milo Mac-Mahon)
    Eugénia Lima:

    Fandango

    A cidade


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Santarém
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    Almeirim


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Santarém
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    Rio Maior


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Santarém
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    Entroncamento


    Contestação do modelo de avaliação docente no Santarém
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    Abrantes


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Santarém
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    Tomar


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Santarém
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    Som : IMEEM

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    Contestação dos professores - Leiria

    O distrito


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Leiria
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    A cidade


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Leiria
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    Caldas da Rainha


    Contestação do modelo de avaliação docente no Distrito de Leiria
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