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Domingo, Agosto 10, 2008

Eugénio Rosa - Sobre a ERSE e a EDP

Eugénio RosaCaro (a) amigo(a)

O presidente da CE do Conselho da Adminsitração da EDP, ufano e sorridente, acabou de apresentar as contas do grupo referentes ao 1º semestre de 2008. E de acordo com essas contas a EDP obteve, em apenas 6 meses, lucros de 962,4 milhões de euros antes de impostos, o que representa um aumento de 44% relativamente aos obtidos em identico periodo de 2007. Como os impostos a pagar subiram apenas 4% ( ataxa efectiva desceu 7 postos percentuais), apesar dos lucros terem aumentado 44%, os lucros liquidos cresceram 56,6% , e os lucros a distribuir aos accionistas subiram 66,6%

Neste estudo, para além desta análise dos resultados das contas apresentadas pela EDP, mostro que essses elevadissimos lucros são conseguidos à custa de preços de electricidade impostos pela empresa a mais de 4 milhões de consumidores domesticos que são superiores entre 16,4% e 21,1% aos preços médios da União Europeia. Nessa análise utilizo os preços de electricidade sem impostos, porque são aqueles que revertem integralmente para as empresas, e que constituem a fonte dos seus elevadissimos lucros.

Para toda esta situação tem contado não só a passividade do governo mas fundamentalmente o comportamento colaborante da propria entidade reguladora, a ERSE, que no lugar de exercer uma fiscalização actuante, tem até apresentado propostas que só beneficiam a empresa, de que são exemplos a proposta das dividas incobraveis da EDP serem pagas pelos consumidores que pagam assim como a relativa à chamada tarifa social que analiso no meu estudo.

Apesar destes elevadissimos lucros a EDP prepara-se para tentar impor em 2009 um aumento de preços varias superior à subida dos salários com a justificação da existência de um elevado défice tarifário. É de prever que para isso conte com o apoio da ERSE. A campanha com esse objectivo já começou em varios orgãos de comunicação social.

Espero que este estudo possa ser útil.

Com consideração

Eugénio Rosa
Economista

edr@mail.telepac.pt . 2.8.2008

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Segunda-feira, Junho 25, 2007

Patrick Keefe - Não privatizem os nossos espiões

Nem só a Câmara Municipal de Lisboa anda em roda livre no outsourcing. Veja-se até onde já chegam os campeões do neo-liberalismo.(AF)


David SuterLogo a seguir ao 11 de Setembro, o senador Bob Graham, presidente da Comissão do Senado para a espionagem, apelou à "relação simbiótica entre a comunidade de espionagem e o sector privado". Foi então dito que deveríamos ter cuidado com o que queríamos.

Nos anos subsequentes foi desenvolvido um imenso complexo industrial de espionagem, à medida que o governo contratava externamente tudo, desde a tecnologia de vigilância até gestão de gabinetes oficiais no estrangeiro. Hoje, menos de metade dos membros em serviço no Centro Nacional de Contra-terrorismo em Washington são funcionários do estado, segundo noticiou o Los Angeles Times; No escritório da CIA em Islamabad, Paquistão, as contrataçóes externas ultrapassam o número de empregado na razão de três para um.

Que parte do orçamento de espionagem vai parar a mãos privadas? Como o orçamento está abrangido pelo mais alto grau de secretismo e muitos contratos são feitos sem controlo de custos ou confontos de competitividade, parece que nunca haveremos de saber. Até que, no mês passado, um funcionário superior da Procuradoria do Gabinete de Direcção da National Intelligence fez uma apresentação em PowerPoint numa conferência no Colorado e deixou escapar um dado estatístico espantoso - os contratos privados ascendem agora a 70% do orçamento para a espionagem.

Excerto do artigo de Patrick Radden Keefe:
Don’t Privatize Our Spies
publicado pelo New York Times em 25 de Junho de 2007

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