Domingo, Julho 06, 2008
Segunda-feira, Junho 30, 2008
Recordando Tito Puente
O Verão está quente e convida ao "Mi ritmo".
O interprete
O compositor
Ao contrário do que parece, não é um compasso quaternário. É um compasso binário m u i to c a l m o (Jorge Ferrão).
Oye como va
Mi ritmo
Bueno pa gozar
Mulata
Latin Jazz
Etiquetas: EUA, musica, Puerto Rico
Quinta-feira, Junho 26, 2008
Sexta-feira, Junho 20, 2008
Domingo, Junho 08, 2008
Domingo, Junho 01, 2008
José Afonso - Bairro Negro
| Olha o sol que vai nascendo Anda ver o mar Os meninos vão correndo Ver o sol chegar Menino sem condição Irmão de todos os nus Tira os olhos do chão Vem ver a luz Menino do mal trajar Um novo dia lá vem Só quem souber cantar Virá também Negro, bairro negro Bairro negro Onde não há pão Não há sossego Menino pobre o teu lar Queira ou não queira o papão Há-de um dia cantar Esta canção Se até da gosto cantar Se toda a terra sorri Quem te não há-de amar Menino a ti Se não é fúria a razão Se toda a gente quiser Um dia hás-de aprender Haja o que houver |
Zeca Afonso: Bairro Negro
Texto: Lyrics Time™
Som: Musikalidades
Etiquetas: crianças, musica, poesia, Portugal, Zeca Afonso
Domingo, Maio 25, 2008
A Guerra segundo Mark Knopfler
Are a home now for me
But my home is the lowlands
And always will be
Some day you'll return to
Your valleys and your farms
And you'll no longer burn
To be brothers in arms
Through these fields of destruction
Baptisms of fire
I've witnessed your suffering
As the battles raged higher
And though they did hurt me so bad
In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms
There's so many different worlds
So many different sounds
And we have just one world
But we live in different ones
Now the sun's gone to heaven
And the moon's riding high
Let me bid you farewell
Every man has to die
But it's written in the starlight
And every line on your palm
We're fools to make war
On our brothers in arms
Texto: Sing 365
Terça-feira, Maio 13, 2008
Madya Kandimba

Neves e Sousa, "Viuva da Quissama"
Imagem: Malambas
Madya Kandimba
Em 1875 surge-nos uma composição, que tem por título Madya Kandimba (Maria Coelhinho). É uma das primeiras peças de coro de Masemba recolhida por Óscar Ribas e que ele nos apresenta no seu livro Misoso III, (1964).
A peça conta-nos a história de um europeu de amores com a sua empregada africana. A mulher, ao tomar conhecimento deste romance, de pistola em punho, põe-se à procura da empregada, que foge de barco. Pela sua estrutura melódica e poética, somos levados a crer que Madya Kandimba é já um produto definido em termos de simbiose cultural. Outras peças mais recentes, têm a mesma estrutura, o que nos leva a crer que a génese da música suburbana é já anterior a 1875.
in Consulado Geral de Angola no Brasil
A peça conta-nos a história de um europeu de amores com a sua empregada africana. A mulher, ao tomar conhecimento deste romance, de pistola em punho, põe-se à procura da empregada, que foge de barco. Pela sua estrutura melódica e poética, somos levados a crer que Madya Kandimba é já um produto definido em termos de simbiose cultural. Outras peças mais recentes, têm a mesma estrutura, o que nos leva a crer que a génese da música suburbana é já anterior a 1875.
in Consulado Geral de Angola no Brasil
Duo Ouro Negro e Sivuca
No ano seguinte (1959, Sivuca) retorna à Europa, residindo em Lisboa e Paris até 1964. Em Portugal, como produtor, gera o primeiro disco de música Angolana, Africaníssimo, Sivuca/Duo Ouro Negro.
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A canção
Duo Ouro Negro e Sivuca: Maria Candimba
Algumas palavras
“...Madya Kandimba wakambe o sonyi
Madya Kandimba tirivida
Wabiti bhu mwelu dya sinyiola...”
Madya Kandimba tirivida
Wabiti bhu mwelu dya sinyiola...”
Incontrolavelmente, meu corpo ginga e treme sob a imposição do ritmo, exatamente como acontecia outrora...
“...Malê, malê
Male, malê
Ituxi ngana
Ya kidiwanu!...”
Male, malê
Ituxi ngana
Ya kidiwanu!...”
A volta no tempo, aos anos de juventude irresponsável, das noites perdidas com cerveja, suor e ritmo nos ambientes pesadamente carregados com uma mistura de fumaça de cigarro e kangonha, katinga e lavanda, em recintos mal iluminados como convinha...
“...Sinyiola wakwata pixitola
Wandala kulosa Madya Kandimba!
Madya Kandimba watele o kulenga...
Kandimba walenge mu vapolo ê...”
Wandala kulosa Madya Kandimba!
Madya Kandimba watele o kulenga...
Kandimba walenge mu vapolo ê...”
A rebita tomou conta e só fisicamente eu permaneço atado ao presente...
in Mukandas do Nelsinho
Isabel Guerreiro - Música e Matemática
Retirado de A Educação do meu Umbigo, com a devida vénia. (AF)

A música, essa aliada esquecida da matemática
A pretexto de uma conferência com especialistas internacionais para debater o insucesso na disciplina de Matemática em Portugal, a Ministra da Educação veio chamar a atenção para o “passivo enorme” nesta área. Atribuídas (mais uma vez) as culpas aos professores, estando presentemente alguns milhares a receber formação contínua nesta matéria; lançado um Plano de Acção para a Matemática, aumentando a carga horária na disciplina, resta‐nos prever quais serão as recomendações que resultarão de mais esta conferência.
Porventura os sucessivos responsáveis pela pasta da educação em Portugal – eles próprios fruto de uma sociedade com fraquíssima cultura musical – não têm sido sensíveis ao papel fundamental que a música pode e deve ter na formação integral do indivíduo, não só ao nível da sensibilidade estética e do desenvolvimento emocional mas também ao nível da estruturação do pensamento lógico e do raciocínio matemático/geométrico, estimulando a concentração, disciplinando a actividade de grupo, favorecendo a comunicação, a cooperação e a entreajuda – tudo isto num clima de grande criatividade e franco prazer.
No entanto, desde Pitágoras – que para além de um contributo fundamental para a Matemática e a Geometria, também estabeleceu as bases da Teoria Musical – têm vindo a comprovar‐se as muito estreitas relações entre a Música e a Matemática.
Na verdade, vários estudos revelam que a maioria dos jovens que aprendem música, para além de serem alunos mais criativos em todas as áreas, também obtêm bons resultados em Matemática, sendo certo que, para alem de um papel muito positivo no ensino de crianças disléxicas e autistas, a Música é, de facto, aquela aliada que, como por encanto, leva qualquer criança a fazer a ponte entre o concreto e o abstracto, levando‐a a descobrir novas formas de comunicação e linguagem e ajudando‐a assim a apreender a lógica e a simbólica da Matemática.
A Educação Musical consta, de facto, do currículo da escola em Portugal desde 1971, ano da reforma de Veiga Simão que introduziu alterações significativas neste campo. No entanto, ao contrário do que sucede em muitos outros países, para lá de se iniciar já numa idade tardia, a Educação Musical tem estado confinada ao 2º Ciclo do ensino básico – no 3º Ciclo tem expressão muitíssimo limitada – e, a partir da última reforma curricular, a sua carga horária sofreu mesmo uma redução substancial de 45 m, passando a dispor apenas de 90 m semanais.
Foi feita alguma avaliação destas reformas?
Ainda a este propósito, é importante também referir que uma manifesta falta de instrumentos disponíveis nas salas de aula – e o facto de muitos dos que existem já estarem anificados – o que limita, muitas vezes, os professores a um ensino elementar da prática de flauta, impedindo, dessa forma, os alunos de adquirirem as “competências” (irrealistas) previstas para a disciplina pelo próprio Ministério da Educação.
A nível do 1º Ciclo, a recente introdução do ensino da Música, embora louvável, mais não fez do que pôr em prática um aspecto que, previsto no currículo, geralmente se não cumpria, sendo que os professores, recrutados em empresas privadas, trabalham em condições muito discutíveis.
Como se tudo isto não bastasse, mais recentemente ainda, sob a capa de uma alegada “Democratização do Ensino Artístico” o Governo decidiu acabar com o chamado regime de ensino supletivo, que permitia a frequência de disciplinas de formação especializada nos Conservatórios, a par das de formação geral numa escola à sua escolha.
Promovida pela Unesco, teve lugar em Lisboa, em 2006, a 1ª Conferência Mundial de Educação Artística, da qual resultaram orientações importantes no domínio da educação artística. A sua aplicabilidade foi debatida no ano seguinte na Conferência Nacional de Educação Artística. Que repercussões têm tido eventos como estes no ensino da Música em Portugal?
O Ministério da Educação insiste agora na avaliação dos professores mas não deveria ser o próprio Ministério a ser objecto de avaliação, entre outras coisas, pela sua manifesta desatenção relativamente ao ensino da Música?
Ainda vamos a tempo de investir numa formação musical de qualidade desde o jardim de infância, da qual a Matemática, bem como as outras áreas possam vir a beneficiar e de que possa resultar um maior equilíbrio emocional dos jovens.
Sigamos então as tão apregoadas “boas práticas”: sigamos o exemplo da Finlândia onde os pais podem mandar os filhos para escolas de música patrocinadas pelo estado desde tenra idade; sigamos o exemplo da própria Venezuela (retratado numa reportagem transmitida na televisão há dias), onde a fundação «El Sistema» recorre à música para reabilitar, ensinar e proteger crianças de meios desfavorecidos, prevenindo comportamentos criminosos...!
Leibniz (filósofo e matemático alemão) afirmou: Musica est exercitium arithmeticae occultum nescientis se numerare animi (A música é o exercício oculto de matemática do espírito que não se apercebe que calcula).
Os fracos resultados dos estudantes portugueses na disciplina de matemática estarão, seguramente, na proporção exacta do desprezo que tem sido dado ao ensino da Música na Escola Pública.
Porventura os sucessivos responsáveis pela pasta da educação em Portugal – eles próprios fruto de uma sociedade com fraquíssima cultura musical – não têm sido sensíveis ao papel fundamental que a música pode e deve ter na formação integral do indivíduo, não só ao nível da sensibilidade estética e do desenvolvimento emocional mas também ao nível da estruturação do pensamento lógico e do raciocínio matemático/geométrico, estimulando a concentração, disciplinando a actividade de grupo, favorecendo a comunicação, a cooperação e a entreajuda – tudo isto num clima de grande criatividade e franco prazer.
No entanto, desde Pitágoras – que para além de um contributo fundamental para a Matemática e a Geometria, também estabeleceu as bases da Teoria Musical – têm vindo a comprovar‐se as muito estreitas relações entre a Música e a Matemática.
Na verdade, vários estudos revelam que a maioria dos jovens que aprendem música, para além de serem alunos mais criativos em todas as áreas, também obtêm bons resultados em Matemática, sendo certo que, para alem de um papel muito positivo no ensino de crianças disléxicas e autistas, a Música é, de facto, aquela aliada que, como por encanto, leva qualquer criança a fazer a ponte entre o concreto e o abstracto, levando‐a a descobrir novas formas de comunicação e linguagem e ajudando‐a assim a apreender a lógica e a simbólica da Matemática.
A Educação Musical consta, de facto, do currículo da escola em Portugal desde 1971, ano da reforma de Veiga Simão que introduziu alterações significativas neste campo. No entanto, ao contrário do que sucede em muitos outros países, para lá de se iniciar já numa idade tardia, a Educação Musical tem estado confinada ao 2º Ciclo do ensino básico – no 3º Ciclo tem expressão muitíssimo limitada – e, a partir da última reforma curricular, a sua carga horária sofreu mesmo uma redução substancial de 45 m, passando a dispor apenas de 90 m semanais.
Foi feita alguma avaliação destas reformas?
Ainda a este propósito, é importante também referir que uma manifesta falta de instrumentos disponíveis nas salas de aula – e o facto de muitos dos que existem já estarem anificados – o que limita, muitas vezes, os professores a um ensino elementar da prática de flauta, impedindo, dessa forma, os alunos de adquirirem as “competências” (irrealistas) previstas para a disciplina pelo próprio Ministério da Educação.
A nível do 1º Ciclo, a recente introdução do ensino da Música, embora louvável, mais não fez do que pôr em prática um aspecto que, previsto no currículo, geralmente se não cumpria, sendo que os professores, recrutados em empresas privadas, trabalham em condições muito discutíveis.
Como se tudo isto não bastasse, mais recentemente ainda, sob a capa de uma alegada “Democratização do Ensino Artístico” o Governo decidiu acabar com o chamado regime de ensino supletivo, que permitia a frequência de disciplinas de formação especializada nos Conservatórios, a par das de formação geral numa escola à sua escolha.
Promovida pela Unesco, teve lugar em Lisboa, em 2006, a 1ª Conferência Mundial de Educação Artística, da qual resultaram orientações importantes no domínio da educação artística. A sua aplicabilidade foi debatida no ano seguinte na Conferência Nacional de Educação Artística. Que repercussões têm tido eventos como estes no ensino da Música em Portugal?
O Ministério da Educação insiste agora na avaliação dos professores mas não deveria ser o próprio Ministério a ser objecto de avaliação, entre outras coisas, pela sua manifesta desatenção relativamente ao ensino da Música?
Ainda vamos a tempo de investir numa formação musical de qualidade desde o jardim de infância, da qual a Matemática, bem como as outras áreas possam vir a beneficiar e de que possa resultar um maior equilíbrio emocional dos jovens.
Sigamos então as tão apregoadas “boas práticas”: sigamos o exemplo da Finlândia onde os pais podem mandar os filhos para escolas de música patrocinadas pelo estado desde tenra idade; sigamos o exemplo da própria Venezuela (retratado numa reportagem transmitida na televisão há dias), onde a fundação «El Sistema» recorre à música para reabilitar, ensinar e proteger crianças de meios desfavorecidos, prevenindo comportamentos criminosos...!
Leibniz (filósofo e matemático alemão) afirmou: Musica est exercitium arithmeticae occultum nescientis se numerare animi (A música é o exercício oculto de matemática do espírito que não se apercebe que calcula).
Os fracos resultados dos estudantes portugueses na disciplina de matemática estarão, seguramente, na proporção exacta do desprezo que tem sido dado ao ensino da Música na Escola Pública.
Isabel Guerreiro
Professora de Educação Musical do Ensino Público
Monte Estoril
Professora de Educação Musical do Ensino Público
Monte Estoril
Fonte: Opiniões - Isabel Guerreiro
publicado por A Educação do meu Umbigo em 12 de Maio de 2008
Etiquetas: ensino, matematica, musica
Sexta-feira, Abril 25, 2008
José Afonso - Por trás daquela janela
Belíssima canção de aniversário, dedicada por José Afonso a Alfredo Matos, quando se encontrava preso pela PIDE. No dia 25 de Abril de 1974, foi retirada rapidamente do baú das canções proibidas e passada largas vezes na rádio, como forma de encorajar os militares sublevados a libertar os presos políticos. Foi a minha canção preferida do dia. (AF)

| Som: | Francisco José S.N.Santos |
| Texto: | Crave online lyrics |
| Imagem: | Vadiando |
Etiquetas: 25 de Abril, liberdade, musica, Portugal, Zeca Afonso
Quinta-feira, Abril 24, 2008
25 de Abril de 1974 - 25 de Abril de 2008
Aquele dia já distante parecia-me semelhante aos dias que haviam passado. Um pequeno pormenor, porém, me chamou a atenção logo no noticiário da manhã. O Hino Nacional apresentou-se na versão cantada ao invés da instrumental.
Passados 34 anos, estou com uma vontade enorme de cantar novamente A Portuguesa.
Passados 34 anos, estou com uma vontade enorme de cantar novamente A Portuguesa.
Registo sonoro retirado de Maniche 18
Etiquetas: musica, Portugal, soberania nacional
Jonathan Sherwood - Novo ponto de partida para a gravação musical
De há muito que é sabido que, no torvelinho aparentemente desordenado de factos, se sobrepoem dois tipos de constituintes: por um lado, o conjunto de elementos estruturantes, relativamente estáveis e possíveis de tipificar, por outro, o conjunto de elementos imprevisíveis ou contingentes, singulares e específicos de cada momento. As técnicas de gravação musical clássicas, devido ao desenvolvimento prodigioso da electrónica digital dos últimos anos, seguiu a via mais fácil de acompanhar o valor instantâneo da amplitude sonora, estreitando cada vez mais a distância temporal entre amostras consecutivas, isto é actuando na dimensão do ritmo da amostragem. É sabido também que existe um grau de redundância imenso na informação sonora e, por este motivo, esta abordagem mais não representou senão uma desistência de distrinçar entre as duas categorias de informação: a estruturante e a aleatória. Por ocasião do sexagésimo aniversário da Teoria da Informação, eis que a Universidade de Rochester tomou a dianteira numa direcção decisiva do processamento da Informação. Sendo este um dos meus temas de estimação, penso voltar a ele amiude ao longo deste ano. (AF)

20 segundos de um solo de clarinete foram acomodados num único kilobyte. (Não, não se trata de uma brincadeira do dia das mentiras.)
Um grupo de investigadores da Universidade de Rochester reproduziu música de um ficheiro digital 1000 vezes mais compacto que um ficheiro normal MP3 (norma definida pelo Moving Picture Expert Group, version 3).
O registo do trecho musical, um solo de clarinete com 20 segundos codificado em menos de um kilobyte, foi possível graças a duas inovações: processamento pelo computador dos aspectos físicos específicos tanto do clarinete como do instrumentista.
Este marco, anunciado hoje na Conferência Internacional sobre a Acústica da Voz e Processamento de Sinais que se realizou em Las Vegas, não é ainda uma reprodução impecável do som original, mas os investigadores afirmam que se aproxima bastante.
"Trata-se de uma abordagem da técnica de reprodução sonora adaptada à natureza humana como ele é produzido", afirma Mark Bocko, um professor de engenharia eléctrica e de computadores e co-autor desta tecnologia.
"As pessoas agem com a língua, a respiração e os dedos com uma rapidez limitada pelo que, em teoria, não deverá ser necessário efectuar medidas a um ritmo de dezenas de milhares de vezes por segundo como acontece na actual técnica de produção de CD's. Em conformidade, penso que nos aproximámos do limite inferior absoluto da quantidade de informação contida num trecho musical."
Ao reproduzir a música, o computador usa exaustivamente a informação que foi dispensada sobre o clarinete e a pessoa que toca o clarinete. Dois dos doutourandos do Professor Bocko, Xiaoxiao Dong e Mark Sterling, mediram tudo o que havia a medir no clarinete capaz de influenciar o som deste instrumento - desde as diferentes pressões impostas no bucal pelas dedilhações às diversas intensidades com que o som se propaga pelas direcções do espaço a partir da posição do instrumento.
Com estes dados, construiram um modelo do clarinete completamente baseado em medidas acústicas reais.
A equipa concentrou-se depois na criação de um instrumentista virtual para este clarinete virtual. Representaram no modelo a forma como o músico interage com o clarinete, incluindo a dedilhação, a pressão do sopro, a pressão dos lábios sobre a embocadura para determinar infuência que tem sobre o som. Foi então possível, afirma Bocko, deixar o computador "escutar" o executante, para reconhecer e registar a sequência das suas acções conducentes àquela interpretação musical particular.
O som original é simulado apresentando ao clarinete virtual o registo daquelas acções deduzidas da execução real.
No estado actual desta técnica, o som reproduzido fica bastante próximo do original, embora ainda não seja uma réplica perfeita.
"Continuamos as pesquisas para incluir no modelo os efeitos dos movimentos da língua, usados nas notas das passagens 'staccato'", acrescenta Bocko.
Em músicas com notas sustentadas normalmente, o método já funciona muito bem, sendo difícil distinguir-se entre o músico verdadeiro e o músico sintetizado.
Jonathan Sherwood in Music File Compressed 1,000 Times Smaller than MP3
publicado por University of Rochester News a 1º de Abril de 2008

20 segundos de um solo de clarinete foram acomodados num único kilobyte. (Não, não se trata de uma brincadeira do dia das mentiras.)
Um grupo de investigadores da Universidade de Rochester reproduziu música de um ficheiro digital 1000 vezes mais compacto que um ficheiro normal MP3 (norma definida pelo Moving Picture Expert Group, version 3).
O registo do trecho musical, um solo de clarinete com 20 segundos codificado em menos de um kilobyte, foi possível graças a duas inovações: processamento pelo computador dos aspectos físicos específicos tanto do clarinete como do instrumentista.
Este marco, anunciado hoje na Conferência Internacional sobre a Acústica da Voz e Processamento de Sinais que se realizou em Las Vegas, não é ainda uma reprodução impecável do som original, mas os investigadores afirmam que se aproxima bastante.
"Trata-se de uma abordagem da técnica de reprodução sonora adaptada à natureza humana como ele é produzido", afirma Mark Bocko, um professor de engenharia eléctrica e de computadores e co-autor desta tecnologia.
"As pessoas agem com a língua, a respiração e os dedos com uma rapidez limitada pelo que, em teoria, não deverá ser necessário efectuar medidas a um ritmo de dezenas de milhares de vezes por segundo como acontece na actual técnica de produção de CD's. Em conformidade, penso que nos aproximámos do limite inferior absoluto da quantidade de informação contida num trecho musical."
Ao reproduzir a música, o computador usa exaustivamente a informação que foi dispensada sobre o clarinete e a pessoa que toca o clarinete. Dois dos doutourandos do Professor Bocko, Xiaoxiao Dong e Mark Sterling, mediram tudo o que havia a medir no clarinete capaz de influenciar o som deste instrumento - desde as diferentes pressões impostas no bucal pelas dedilhações às diversas intensidades com que o som se propaga pelas direcções do espaço a partir da posição do instrumento.
Com estes dados, construiram um modelo do clarinete completamente baseado em medidas acústicas reais.
A equipa concentrou-se depois na criação de um instrumentista virtual para este clarinete virtual. Representaram no modelo a forma como o músico interage com o clarinete, incluindo a dedilhação, a pressão do sopro, a pressão dos lábios sobre a embocadura para determinar infuência que tem sobre o som. Foi então possível, afirma Bocko, deixar o computador "escutar" o executante, para reconhecer e registar a sequência das suas acções conducentes àquela interpretação musical particular.
O som original é simulado apresentando ao clarinete virtual o registo daquelas acções deduzidas da execução real.
No estado actual desta técnica, o som reproduzido fica bastante próximo do original, embora ainda não seja uma réplica perfeita.
"Continuamos as pesquisas para incluir no modelo os efeitos dos movimentos da língua, usados nas notas das passagens 'staccato'", acrescenta Bocko.
Em músicas com notas sustentadas normalmente, o método já funciona muito bem, sendo difícil distinguir-se entre o músico verdadeiro e o músico sintetizado.
Jonathan Sherwood in Music File Compressed 1,000 Times Smaller than MP3
publicado por University of Rochester News a 1º de Abril de 2008
Etiquetas: estrutura de dados, EUA, informação, musica
Segunda-feira, Abril 21, 2008
Domingo, Abril 13, 2008
Sérgio Godinho - Com um brilhozinho nos olhos
Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar.
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa
no mundo não há.
Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro
muito à frente, muito à frente dos bois
ou seja, fizemos promessas
trocamos retratos
trocamos projectos os dois
trocamos de roupa, trocamos de corpo,
trocamos de beijos, tão bom, é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
tocamos guitarra
p'lo menos a julgar pelo som
E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco
Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos a rádio no "on"
acendemos a já costumeira
velinha de igreja
pusemos no "off" o telefone
e olha, não dá p'ra contar
mas sei que tu sabes
daquilo que sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos parados
depois do que não te contei
Com um brilhozinho nos olhos
dissemos, sei lá
o que nos passou pela tola [o que nos passou pelo goto]
do estilo és o "number one"
dou-te vinte valores
és um treze no totobola [és o seis do meu totoloto]
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos imóveis
a dar uma de "tête a tête"
E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco
E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser
e quais as esperanças
que a vida roubou
e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações
com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões.
E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco
Sérgio Godinho
Fonte: Fumaças
Sábado, Abril 12, 2008
Quarteto de cordas e canto

Aos amantes de cordas, aqui fica o endereço para ouvirem uma gravação fresquinha:
Saudações musicais
Terça-feira, Abril 08, 2008
Recordando Angela Maria
Quando o rádio da casa ainda não era transistorizado. (AF)

Onde estás coração?
|
Fonte: Quipiri
Garota solitária
|
Fonte: Letinha_53
Domingo, Março 30, 2008
Boris Vian - Le Déserteur
Durante a Guerra da Indochina (Vietname, ainda sob domínio colonial francês), três meses antes da queda de Diem Biem Phu, Boris Vian escreveu "O Desertor". Quando foi publicada, a canção provocou um escândalo e, pior que isso, em Novembro de 1954, quando se desencadeou a sublevação na Argélia, foi proibida de ser reproduzida na rádio por anti-patriotismo.
Je vous fais une lettre
Que vous lirez peut-être
Si vous avez le temps
Je viens de recevoir
Mes papiers militaires
Pour partir à la guerre
Avant mercredi soir
Monsieur le Président
Je ne veux pas la faire
Je ne suis pas sur terre
Pour tuer des pauvres gens
C'est pas pour vous fâcher
Il faut que je vous dise
Ma décision est prise
Je m'en vais déserter
Depuis que je suis né
J'ai vu mourir mon père
J'ai vu partir mes frères
Et pleurer mes enfants
Ma mère a tant souffert
Elle est dedans sa tombe
Et se moque des bombes
Et se moque des vers
Quand j'étais prisonnier
On m'a volé ma femme
On m'a volé mon âme
Et tout mon cher passé
Demain de bon matin
Je fermerai ma porte
Au nez des années mortes
J'irai sur les chemins
Je mendierai ma vie
Sur les routes de France
De Bretagne en Provence
Et je dirai aux gens:
Refusez d'obéir
Refusez de la faire
N'allez pas à la guerre
Refusez de partir
S'il faut donner son sang
Allez donner le vôtre
Vous êtes bon apôtre
Monsieur le Président
Si vous me poursuivez
Prévenez vos gendarmes
Que je n'aurai pas d'armes
Et qu'ils pourront tirer
Na versão original, os dois últimos versos eram:
"que je tiendrai une arme ,
et que je sais tirer ..."
Boris Vian aceitou a alteração sugerida pelo seu amigo Mouloudji para conservar o teor pacifista da canção.
"que je tiendrai une arme ,
et que je sais tirer ..."
Boris Vian aceitou a alteração sugerida pelo seu amigo Mouloudji para conservar o teor pacifista da canção.
Fonte: Paroles.net
Sexta-feira, Março 07, 2008
The Carpenters - There's a kind of hush
| There's a kind of hush All over the world tonight All over the world You can hear the sound of lovers in love You know what I mean Just the two of us And nobody else in sight There's nobody else and I'm feelin good Just holding you tight So listen very carefully Get closer now and you will see what I mean It isn't a dream The only sound that you will hear Is when I whisper in your ear I love you For ever and ever There's a kind of hush All over the world tonight All over the world People just like us are fallin' love |
The Carpenters
| Fonte | Poema | Upper cut |
| Video | prezlitrotyi |
Fanhais - Porque
| Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam mas tu não. Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os outros são hábeis mas tu não. Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos. Porque os outros calculam mas tu não. |
Sophia de Mello Breyner Andresen
| Fonte | Poema | As tormentas |
| Video | Portugal ... somos nós! |
Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
Bob Dylan - Blowing in the wind
How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
How many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
How many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
Pretending he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
How many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
How many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
Pretending he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
Fonte: Bob Dylan songs
Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008
Quinta-feira, Janeiro 10, 2008
Sábado, Dezembro 22, 2007
Weihnachtslieder
Três canções de Natal em vozes brancas, como eram cantadas na Escola Alemã da Chicuma em Angola. Votos de boas festas para todos os nossos visitantes. (AF)
Stille Nacht
Stille Nacht! Heilige Nacht!
Alles schläft; einsam wacht
Nur das traute hochheilige Paar.
Holder Knabe im lockigen Haar,
Schlaf in himmlischer Ruh!
Schlaf in himmlischer Ruh!
Stille Nacht! Heilige Nacht!
Hirten erst kundgemacht
Durch der Engel Halleluja.
Tönt es laut von Ferne und Nah:
Christ, der Retter ist da!
Christ, der Retter ist da!
Stille Nacht! Heilige Nacht!
Gottes Sohn! O wie lacht
Lieb aus deinem göttlichen Mund,
Da uns schlägt die rettende Stund,
Christ in deiner Geburt!
Christ in deiner Geburt!
Oh du Fröhliche
Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Welt ging verloren,
Christ ward geboren,
Freue, freue dich, oh Christenheit!
Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Christ ist erschienen,
Uns zu versühnen,
Freue, freue dich, oh Christenheit!
Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Himmlische Heere
Jauchzen Dir Ehre,
Freue, freue dich, oh Christenheit!
Oh Tannenbaum
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Wie grün sind deine Blätter.
Du grünst nicht nur zur Sommerzeit,
Nein auch im Winter wenn es schneit.
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Wie grün sind deine Blätter!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Du kannst mir sehr gefallen!
Wie oft hat nicht zur Winterszeit
Ein Baum von dir mich hoch erfreut!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Du kannst mir sehr gefallen!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Dein Kleid will mich was lehren:
Die Hoffnung und Beständigkeit
Gibt Mut und Kraft zu jeder Zeit!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Dein Kleid will mich was lehren
Fonte: bassam1958
Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
L'arbre de les 1000 Musiques
Há um lugar da internet onde todos os melómanos se sentem bem. Alonsii vive na Catalunha, porém os músicos de quem fala podem estar em qualquer parte do Mundo. Sobre cada música tem uma história para contar.
Em tempos chegou a pedir às visitas portuguesas que manifestassem as suas preferências musicais.
Reflexivamente, fez-me notar que quase nada conheço da música catalã. Nem fica nada longe, a Catalunha. Vivemos demasiado tempo de costas voltadas. Escolhi por isso um tema, mas deixo a apresentação a Alonsii.(AF)
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En catalán Xalar significa divertirse. Y suena como Txala, el diminutivo con el que los Vascos llaman la Txalaparta. Txala es el nombre que adoptan esta formación catalana centrada en la fusión de los folklores Vasco y Catalán. Así instrumentos de las dos tierras comparten historias. El flabiol y el tamborí típicos de la música catalana acompañan a txalapartas de todos los tamaños y materiales. Temas típicos de aquí (Catalunya) que suenan con sabor de allá (Pais Vasco). Instrumentos de allá con sabor de aquí.
Pero que nuestros amigos del PP no se preocupen, que tan solo es música, cultura, no separatismo nacionalista. Que si se junta un catalán y un vasco , puede ser que, con toda seguridad, también salga algo bueno. Pero por desgracia, a veces se niegan como propias las diversas herencias culturales de la península; la música, las palabras, la comida, la gente, las ideas van siempre se un lado para otro y al final no son ni de aquí ni de allá. Quién lo entienda ya sabe de lo que hablo.
El disco me lo cede el amigo Txiribita, de ekaitzaldi, Posiblemente el blog más importante dedicado a la música y cultura de Euskalerria. De verdad, no dejéis de hecharle un ojo.
Si queréis saber cómo se ve el tema de Txala desde Euskalherria, mirar lo que nos dice Txiribita, aquí.
in Xalar é divertir-se
publicado por Alonsii em L'arbre de les 1000 musiques em 3 de Dezembro de 2007
Som: Rapidshare
Etiquetas: blogs, catalunha, musica, pais basco
Sexta-feira, Novembro 30, 2007
Ary dos Santos - Os putos
Canção encontrada em João Tilly, apropriada ao dia que atravessamos.
Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.
Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.
Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.
As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo
Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.
| Poema: | José Carlos Ary dos Santos |
| Música: | Paulo de Carvalho |
| Interpretação: | Carlos do Carmo |
| Video: | cabalaprod |
| Divulgação da poesia: | Casa do Bruxo |
Segunda-feira, Novembro 26, 2007
Maria do Ceo - Lela
Están as nubes chorando
por un amor que morreu
Están as rúas molladas
de tanto como choveu (bis)
Lela, Lela,
Leliña por quen eu morro
quero mirarme
nas meniñas dos teus ollos
Non me deixes
e ten compasión de min.
Sen ti non podo,
sen ti non podo vivir.
Dame alento das túas palabras,
dame celme do teu corazón,
dame lume das túas miradas,
dame vida co teu dulce amor. (bis)
Lela, Lela....
....
Sen ti non podo,
sen ti non podo vivir.
Daniel Alfonso Rodríguez Castelao
Fonte: Galicia Espallada
Sexta-feira, Novembro 23, 2007
Bonga - Mona Ngi Ki Xica
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I don't remember what I was doing when they played "Mona Ki Ngi Xica," or "The Child I Am Leaving Behind," but I remember I stopped and sat and listened. I put that song on the first mix tape I made in bulk, one of those crappy tape-to-tape-to-tape jobs I sent out to a handful of friends. At least one of those tapes is still kicking around; my college roommate stumbled across it when packing for a recent move. He'll tell you, it's a weird tape: Thinking Fellers and Funkadelic and Marian Anderson. And Bonga.
Bonga Kwenda recorded Angola 72 in Rotterdam; he'd been exiled for his affiliation with the anti-colonial insurgency, the Popular Movement for the Liberation of Angola. The album was banned in his homeland, offensive to Portuguese sensibilities on two counts: its lyrics described the desperate poverty of Angolans under colonial rule and its music contained coded shout-outs to Angolan national pride. Bonga's band back home was called Kisseuia, or "poor people's suffering." He wrote songs based on the traditional semba style, the ancestor or close cousin of Brazilian samba (depending on your read of the circular genealogy of Afro-Latin music). He included Angolan instruments like the dizanka, a bamboo-scraper-type beat-keeper that reminds me of the fish. Wait, is that what it's called, the fish? You can hear it in this song:
I don't know the lyrics to "Mona Ki Ngi Xica" - it's sung in Kimbundu - but the emotion needs no translation: the plaintive guitars, the throaty hum, Bonga's husky cries, all speak anguished accusation. In 1974, a coup in Portugal brought down the colonial government; in 1975, a newly independent Angola imploded into a 27-year civil war that left the country in ruins. For many Africans, especially Bonga's fellow exiles in Europe, Angola 72 and the follow-up, Angola 74, became landmarks in time, music made in an explosive moment and instantly imbued with history (see Marvin Gaye, op cit).
I didn't have access to that history or those memories when I first heard the song, but it haunted me. Little by little, I learned new stories - about the song, about Bonga, about Angola.
Maybe eight years after that first hearing, another friend who got the tape I made picked up a copy of Angola 72 on a trip to San Francisco. Hearing Bonga then called up a lost moment in my own history: a rough, disheveled time when it was easy and necessary to imagine a radically different life-to-come. I grew to love another song on the album, "Muimbo Ua Sabalu," about which I can say nothing except, listen.
Hearing Bonga changed my life. It wasn't a conversion experience; I just learned something. And because I had some time on my hands, and because I bothered, the Bonga spread. I even got a little of the Bonga back. Nice, huh?
But thinking about Angola 72 makes me revise my lonely thesis. Maybe lonely isn't quite right. Loneliness is too diffuse. Maybe what I'm really talking about is longing - for home, for a time long past, for a better tomorrow - whatever endlessly deferred dream traps you, arms outstretched, in the infinite present. It's longing that opens the door. It's the door left open, waiting for someone to come home. Lower the arms, shut the door, miss the chance? No, I'm stuck with the longing, I guess. What are you gonna do?
in Megan Matthews
Mona ngi ki xica,Muimbu ua sabalu, Bonga, Angola 72
publicado em Moistworks em 22 de Julho de 2006
| Som: | Radio Muximangola |
| Imagem: | Moistworks |
Adivinhem quem é que eu fui ouvir em concerto?

Oi gente!
Pois é, a Belgica anda a convidar uma data de gente conhecida da Lusofonia... Primeiro fui ouvir uma conferencia do Agualusa e agora...
Fomos ver o Bonga, aqui, em Bruxelas! Foi o maximo!!! Num ambiente muito descontraido, com as anedotas todas que ele conta, o Bonga conseguiu pôr estes Belgas (quase) todos a mexer! E até a minha mae fartou-se de dançar :)
Ai que saudade...
Etiquetas: Angola, Belgica, literatura, musica
Quarta-feira, Novembro 21, 2007
Matos Carlos - Sítio Web cultural brasileiro em risco

Recebido por email. (AF)
-Imaginem um site (lugar) onde se pode ler gratuitamente as obras de Machado de Assis ou A Divina Comédia, ou ter acesso às melhores historinhas infantis de todos os tempos.
-Um lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci. Onde você pudesse escutar (de graça) músicas em MP3 de alta qualidade...
-Pois esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter isso, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Ao invés de divulgar o site, é mais barato eliminá-lo , é um absurdo !!!
Divulgue para o máximo de pessoas, www.dominiopublico.gov.br
A Cultura pede socorro ...
Etiquetas: Brasil, cultura, literatura, musica, Portugal
Domingo, Novembro 18, 2007
Domingo, Novembro 11, 2007
Sábado, Novembro 10, 2007
Coro do Exército Vermelho - Poljuschka polje
Post dedicado.
Por ocasião dos 90 anos da Grande Revolução de Outubro.(AF)
A propósito, a entrada na Wikipedia com a letra em russo.
A crença na propriedade privada
Repare-se, por exemplo, na crença da propriedade privada - crença nascida originariamente com a família patriarcal e que consiste no direito que cada homem supõe ter relativamente ao produto do seu próprio trabalho, ou o direito que ele foi capaz de obter naquilo que conquistou pela espada. Apesar da antiguidade e diminuição de poder destas origens remotas da crença na propriedade privada e apesar do facto de nenhumas novas origens serem apontadas, a grande maioria da humanidade tem uma profunda e indiscutível crença nestas inviolabilidades, devidas am grande parte ao tabu que resulta das palavras não roubarás. É certo que a propriedade privada é uma herança da era pré-industrial, quando um indivíduo ou uma família podiam fazer qualquer produto por suas próprias mãos. Num sistema industrial um homem nunca faz o todo de qualquer coisa, mas antes a milésima parte de um milhão de coisas. Nestas circunstâncias, é totalmente absurdo dizer que um homem possui um direito relativamente ao produto do seu próprio trabalho. Considerai um carregador numa estação, cuja ocupação é carregar e descarregar comboios de mercadorias: que proporção de mercadorias carregadas pode representar o produto do seu trabalho? A questão é totalmente impossível de resolver.
Deste modo, é impossível assegurar a justiça social dizendo que cada homem deve possuir o que ele próprio produz.
Os primeiros socialistas antes de Marx sugeriram isto como uma cura para as injustiças do capitalismo, mas as suas sugestões foram a um tempo utópicas e retrógradas, desde que se tornaram incompatíveis com a indústria em larga escla. É, por conseguinte, evidente que a injustiça do capitalismo não pode ser sarada enquanto a inviolabiliade da propriedade privada for reconhecida. Os bolcheviques observaram isto e, por consequência, confiscaram todo o capital privado para uso do Estado. Foi por terem recusado a crença na inviolabilidade da propriedade privada que a perseguição contra eles foi tão grande. Mesmo entre os socialistas declarados, há muitos que sentem um estremecimento de horror ao pensar na expulsão dos homens ricos das suas casas, para darem lugar aos proletários. Tais sentimentos instintivos são difíceis de vencer, por razões óbvias. Os poucos homens que conseguem isto, tais como os chefes bolcheviques, têm de enfrentar a hostilidade do mundo. Mas com a criação actual de uma ordem social que não tenha em vista somente os malefícios tradicionais, está-se mais habilitado a destruir tais malefícios nos espíritos vulgares do que o que pode ser feito num século de propaganda teórica. Creio que se mostrará, quando, na devida altura, os homens observarem as coisas na sua verdadeira proporção, que o principal serviço prestado pelos bolcheviques assenta na sua recusa prática da crença na propriedade privada, crença que não existe, de modo algum, somente entre ricos e constitui no momento presente um obstáculo ao progresso fundamental - e um tão grande obstáculo, que unicamente a sua destruição tornará possível um mundo melhor.
in Romeu de Melo:
O Pensamento de Bertrand Russel, Selecção de textos
publicado por Editorial Presença, Lda, LISBOA, 1966
Quarta-feira, Outubro 31, 2007
Quinta-feira, Outubro 18, 2007
Ildo Lobo + Lura - Raboita Mundo
Por ocasião do terceiro aniversário do falecimento de Ildo Lobo.(AF)
Cabo Verde... Allá en el atlántico, más cerca de africa dando la espalda a la temida américa, funesto destino para tantos africanos... Qué conocemos de esta Isla? SIempre se habla de Cesaria Evora, la embajadora de la Morna, el estilo más conocido .Pero a mi me apetecía hablar de otras cosas de otras personas. Este archipielago de origen volcánico, es pobre, muy pobre, y tiene dificultades de todo tipo. Las nubes pasan sobre las islas, mientras sus gentes miran hacia arriba esperando que la lluvia les sonría... pero al final se van como llegaron, sin decir adiós, sin dejar agua como recuerdo... La isla mira siempre al mar, todo lo que necesita para la vida llega de fuera. Praia es la capital de Cabo Verde, tiene serios problemas con el suministro eléctrico, así diferentes sectores de la ciudad se quedan sin luz regularmente para evitar la sobrecarga de los generadores. Tranquilos, que si váis a la isla el barrio de hoteles, turistas y embajadas, nunca se queda sin luz. Las carreteras, sin acabar, el trabajo se lo inventan los isleños y si no pueden el grog les ayuda a olvidar. Los músicos hasta hace unos años no podían grabar en la isla porque no había ningún estudio. Las cuerdas de guitarra se vendían como si fueran hilos de oro. La emigración se presenta como la única solucción, pero a su vez comporta otros problemas...Según el músico Mario Lucio Sousa, la música del archipielago se centra en 4 o 5 temas: la saudade, que tiene que ver con la emigración, el mar y el amor (el amor que se va a otras tierras), el hambre y la lluvia. Esta claro que no hace falta hacer letras enrevesadas o surrealistas, para transmitir con tanta fuerza el sentir de un pueblo, sobretodo cuando la vida es lo suficiente dura para no necesitar de ello.
Ildo Lobo fue mucho antes que Cesaria uno de los embajadores de la música de este país. Era los años 70 cuando al frente de su grupo Os Tubarões, llevaba la música de estas islas por toda Europa. Aquel país alegre e ilusionado que acababa de conseguir la libertad, que buscaba signos de identidad tras la colonización portuguesa y que quería cantar sus esperanzas de una vida mejor. Músico muy comprometido con su gente, es fiel al marxismo que impulsó la revolución, pero a la vez es capaz de ser crítico con el poder. Grabó 3 discos en solitario tras la separación de su grupo. Este "Incondicional" (2004) fue su disco póstumo, publicado un més después de su muerte el 20 de octubre del 2004. Encontraréis en él todos los ingredientes de este género tan bello.
Sirva también como recuerdo de todos aquellos grandes músicos de la isla y de la diáspora: Herminia, Boy Gé Mendes, Vasco Martins, Mario Lucio de Sousa, el grupo Simentera, Lura, Tito Paris, Rita Lobo, Nancy Vieira,Danny Silva,Bana,Fantcha, Teofilo Chantré, Dulce Matias, Mayra Andrade...
ILDO LOBO "Incondicional" publicado por Alonsii em L'Arbre de les 1000 Musiques a 22 de Abril de 2007
Àfrica Lusófona (AL): Outra grande referência da música de Cabo Verde foi o Ildo Lobo, que faleceu recentemente. Qual foi foi a sua relação com o Ildo?
Lura (L): Foi menos duradoira do que eu gostaria. Mas enquanto durou foi boa e edificante para mim. Sempre tive uma atitude um bocado tímida em relação ao Ildo Lobo, como tenho, aliás, com todos os artistas e pessoas que admiro. No início, tinha difi culdade em tratá-lo por tu, como faziam todos os que o conheciam, grandes e pequenos. Ele insurgiase, claro, porque era uma pessoa muito aberta e generosa. Aos poucos fui combatendo essa timidez em relação ao Ildo, que antes de o conhecer julgava ser uma pessoa muito formal, devido à sua obra e à dimensão que ele tinha na música de Cabo Verde. E ele revelou ser exactamente o oposto.
AL: Entretanto, gravou um dueto com ele para o disco “Incondicional”, que teve edição póstuma...
L: Quando soube que o Ildo queria gravar essa canção comigo, fi quei siderada. Nem queria acreditar. É claro que era uma coisa que eu tinha em mente fazer um dia, mas nunca tive a ousadia de dizer isso a ninguém nem imaginava que pudesse chegar tão cedo. Foi a realização de um sonho, embora não tenha tido a oportunidade de estar ao vivo com ele, nessa gravação, que foi trabalho separado, de estúdio.
AL: Mas já tinham estado várias vezes juntos em concerto, embora nunca em dueto…
L: Sim, há cerca de 3 anos ambos fi zemos parte da tournée “Cesária Évora and Friends”, que nos levou a muitos países da Europa. Já antes tínhamos estado juntos naquele célebre espectáculo, também em homenagem à Cesária Évora, que se realizou em 2001 no Zénith, em Paris. E foi justamente desse concerto que nasceu a ideia da tournée, que me permitiu estar, pela primeira vez, durante um tempo prolongado, num ambiente genuinamente ligado à música de Cabo Verde. Aprendi muito com os outros artistas, não só sobre a nossa música mas também sobre outras coisas do dia-a-dia do nosso país. Costumo dizer que fiquei muito mais rica depois de ter participado nessa experiência. Basta dizer que, para além do Ildo Lobo, tínhamos a Fancha, o Luís Morais, o grupo Ferro Gaita, a Maria Alice e muitos outros. Foi também dessa vivência que me veio a inspiração para compor o tema “Tem Um Hora Pa Tudo”.
Excerto da entrevista Nha vida contada di corpu ku alma publicada por africaluso em 26 de Abril de 2005
Ildo Lobo e Lura: Raboita Mundo
Etiquetas: Cabo Verde, musica
Quinta-feira, Outubro 11, 2007
N'Gola Ritmos - Cultura versus Multicultura
Lurdes Van Dunen entrou para o N'Gola Ritmos quando o seu tio e fundador do grupo, o grande compositor e nacionalista angolano Liceu Vieira Dias, foi preso pela Pide. Vendo à distância no tempo o contraste entre esta frágil figura ainda jovem, ainda sufocada pela sorte da sua família, ainda a tentar lançar pontes de entendimento (1965), por um lado, e o sorriso de auto-contentamento dos defensores da vitória absoluta pela força bruta, por outro, apercebemo-nos facilmente das ironias da História.(AF)











