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Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

Marta Cochat-Osório - Notícias do Chile

Victor Jara


Ao fim de 36 anos confirmou-se o que já se sabia. Víctor Jara foi torturado, esmagaram-lhe as mãos, vararam-no com dezenas de balas.

Ao fim de 36 anos voltamos a lembrar o Estádio Chile cheio de trabalhadores, intelectuais, estudantes, militantes de partidos de esquerda e democratas em geral, que aos milhares ali foram encerrados, para dia após dia serem torturados e assassinados, enquanto se instalava definitivamente a ditadura militar de Augusto Pinochet, idealizada, cozinhada e levada a cabo a partir dos gabinetes da CIA e da Casa Branca.

Ao fim de 36 anos o seu país tentou sarar essa ferida, dando-lhe um funeral de Estado, acompanhado por milhares de chilenos. Não o que merecia, pois o que Víctor Jara merecia era continuar vivo, ou, a ter já morrido, que tivesse sido de morte natural, rodeado pela ternura da sua família e amigos e não vítima de assassinos.

Ao fim de 36 anos proclamou-se o que já se sabia. Víctor Jara era um homem íntegro e bom!




Manifesto



Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz
canto porque la guitarra
tiene sentido y razon,
tiene corazon de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas,
aqui se encajo mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.



Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morira cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una alondra
hasta el fondo de la tierra.



Ahi donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre sera cancion nueva.



Victor Jara


(via email)

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Quarta-feira, Novembro 25, 2009

O 25 de Novembro de 1975 visto por Chico Buarque

Fado Tropical

Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

«Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar,
trucidar
Meu coração fecha aos olhos e sinceramente chora...»


Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata
Arrebato um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

«Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intencão e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa»


Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-os-Montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Transcrição da letra: Universidade do Minho










Tanto Mar


Revolução

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente alguma flor
No teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera pá
Cá estou doente
Manda urgentemente algum cheirinho
De alecrim

Transcrição da letra: João Gabriel Galdea




Contra-Revolução

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho de alecrim



Transcrição da letra: João Gabriel Galdea



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Segunda-feira, Outubro 05, 2009

Jean-Claude Bonno, o Homem que devorou uma Orquestra


Jean-Claude Bonno é um artista famoso por imitar instrumentos musicais. Neste registo de 1987, Bonno imita os seguintes instrumentos: violino; banjo; guitarra; harmónica; acordeão; e saxofone.

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Sexta-feira, Junho 26, 2009

Triller

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Sábado, Abril 25, 2009

Grândola, Vila Morena

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Quinta-feira, Abril 16, 2009

Israel - Os Voca People

O que estão em vias de escutar é PURA VOZ HUMANA,
EXCLUSIVAMENTE ACCAPELA
Nada de instrumentos
Nada de efeitos acústicos electrónicos.
Pura voz, ao vivo
Os Voca People





O Voca People é um novo fenómeno vocal e teatral internacional, que combina sons vocais espantosos e cantos acappella com imitações de sons de baterias, trompetes, guitarras e outros instrumentos e efeitos musicais, sem usar de facto qualquer instrumento em palco, tudo executado de forma humorística e com a participação do público.


Quem são os Voca People?

São 8 extra-terrestres amigáveis do planeta Voca, um planeta que não dispõe de comunicação verbal, usando expressões vocais para o efeito. Escutaram a música da Terra ao longo de décadas e, com os seus dotes de imitação, decidiram-se agora a prestar uma homenagem à humanidade interpretando numa tarde as canções de que gostaram, como agradecimento.


Os Voca People são um conjunto de oito actores musicais talentosos; 3 cantoras que completam brilhantemente a família de vozes femininas (soprano, mezzo-soprano e contralto) e três cantores (tenor, barítono e baixo). Além destes, há dois artistas que imitam os sons das caixas, considerados dos melhores neste campo.
...


Lidor Events - Vocapeople



Introdução: Era - Ameno
  1. Johann Sebastian Bach - Toccata and Fugue in D minor
  2. Hallelujah
  3. The Entertainer
  4. Chordettes - Mr. Sandman
  5. Glen Miller - In The Mood
  6. Elvis Presley - Tutti Frutti
  7. Beach Boys - I Get Around
  8. Doobie Brothers - Long Train Runnin'
  9. Madonna - Holiday
  10. Michael Jackson - Billie Jean
  11. Eurythmics - Sweet Dreams
  12. Mori Kante - Yeke Yeke
  13. Nirvana - Smells like teen spirit
  14. Spice Girls - If you wanna be my lover
  15. Los Del Rio - La Macarena
  16. Rednex - Cotton Eyed Joe
  17. Britney Spears - Hit Me Baby One More Time
  18. Baha Men - Who Let the Dogs Out?
  19. C+C Music Factory - Gonna Make You Sweet (Everybody Dance Now)
  20. Will Smith - Switch
  21. Madagascar 5 vs. KK Project - I Like To Move It


kareeka007

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Sexta-feira, Abril 10, 2009

Narciso Yepes - Recuerdos de la Alhambra

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Sexta-feira, Março 20, 2009

Hoje começa a grande festa

A efeméride está marcada para as 11H44 da manhã. Consistirá na passagem do Sol pelo ponto vernal médio. Este ponto já esteve na constelação zodiacal do Carneiro, mas deslizou entretanto para a dos Peixes. Os astrólogos não se entenderam com os astrónomos e continuam a dar início ao signo do Carneiro nesta data. Mas isso em nada interessa para a festa.
  1. A duração do Sol acima do horizonte estará hoje equilibrada com a duração da noite, muito aproximadamente 12 horas para cada qual, em toda a extensão da Terra excepto nos pólos;
  2. O Pólo Norte entra num período de seis meses de claridade crepuscular permanente;
  3. O Pólo Sul entra num período de seis meses de obscuridade crepuscular permanente;
  4. Começa hoje o novo ano trópico, a principal medida astronómica para o ano;
  5. Para o hemisfério Sul, começa o Outono hoje;
  6. Para o hemisfério Norte, hoje começa a Primavera.
Portanto, em Portugal inaugura-se oficialmente a explosão da alegria das flores. Bela ocasião para uma malga de caldo verde a fumegar, um bom copo de verde tinto, azeitonas, chouriço assado e broa de milho. Depois de afinadas as gargantas, os pares podem tomar os seus lugares. Segurem-se as concertinas e o clarinete, os cavaquinhos, as guitarras e o violão, o bombo, o pandeiro, os ferrinhos e as castanholas. Apertem-se as faixas à cintura e atem-se os lenços à cabeça. Venha daí a Arrastada, o Senhor da Serra, a Chula Vareira, o Malhão, a Gota da Serra d'Arga, a Cana Verde e os Sinos da Sé de Braga. De aonde? Or' essa, de onde a cultura tradicional portuguesa partiu para chegar mais longe, ultrapassou todas as fronteiras e tocou corações no outro lado do Mundo, pois claro. Todos prontos? Vamos então.
Vira, Maria!
Vira, Manel!


Hei-de cantar, hei-de rir
Hei-de ser muito alegre
Hei-de mandar a tristeza
P'ró diabo que a leve

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Quarta-feira, Março 18, 2009

Pequeno-almoço musical


(Grato ao Teodoro Manuel pela indicação)

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Sábado, Fevereiro 21, 2009

Seal

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Sexta-feira, Novembro 07, 2008

Enya - Onorico Flow

É preciso sonhar...


let me sail, let me sail, let the orinoco flow,
let me reach, let me beach on the shores of Tripoli.
let me sail, let me sail, let me crash upon your shore,
let me reach, let me beach far beyond the Yellow Sea.
da da, da da, da da, da da, da da

sail away, sail away, sail away
sail away, sail away, sail away
sail away, sail away, sail away
sail away, sail away, sail away

from Bissau to Palau - in the shade of Avalon,
from Fiji to Tiree and the Isles of Ebony,
from Peru to Cebu hear the power of Babylon,
from Bali to Cali - far beneath the Coral Sea.

da da, da da, da da, da da, da da

turn it up, turn it up, turn it up, up, up adieu
turn it up, turn it up, turn it up, up, up adieu
turn it up, turn it up, turn it up, up, up adieu

sail away...

from the North to the South, Ebudæ into Khartoum,
from the deep sea of Clouds to the island of the moon,
carry me on the waves to the lands I've never been,
carry me on the waves to the lands I've never seen.

we can sail, we can sail, with the orinoco flow,
we can sail, we can sail,
sail away, sail away, sail away
we can steer, we can near with Rob Dickins at the wheel,
we can sigh, say goodbye Ross and his dependencies
we can sail, we can sail,
sail away, sail away, sail away

we can reach, we can beach on the shores of Tripoli
we can sail, we can sail,
sail away, sail away, sail away

from Bali to Cali - far beneath the Coral Sea
we can sail, we can sail,
sail away, sail away, sail away

from Bissau to Palau - in the shade of Avalon
we can sail, we can sail,
sail away, sail away, sail away

we can reach, we can beach far beyond the Yellow Sea.
we can sail, we can sail,
sail away, sail away, sail away

from Peru to Cebu hear the power of Babylon,
we can sail, we can sail,
sail away, sail away, sail away
we can sail, we can sail,
sail away, sail away, sail away...


Lírica; Lyrics.time

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Segunda-feira, Novembro 03, 2008

Kimbo de Angola Feiticeira


Veja mais fotos como esta em Kimbo de Angola Feiticeira

Bonga:

Mu Nhango

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Terça-feira, Outubro 28, 2008

N'Gola Ritmos com Lurdes Van-Dunem - Monami

(Meu filho)

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Quinta-feira, Julho 24, 2008

Anna Netrebko e Rolando Villazon - O soave fanciulla

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Domingo, Julho 20, 2008

A Orquestra Vegetal

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Domingo, Julho 06, 2008

Foi assim no castelo...





Registo do concerto de António Raposo & Ensemble

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Segunda-feira, Junho 30, 2008

Recordando Tito Puente

O Verão está quente e convida ao "Mi ritmo".

O interprete



O compositor


Ao contrário do que parece, não é um compasso quaternário. É um compasso binário m u i to c a l m o (Jorge Ferrão).

Oye como va
Mi ritmo
Bueno pa gozar
Mulata

Latin Jazz


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Quinta-feira, Junho 26, 2008

António Raposo

António Raposo

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Sexta-feira, Junho 20, 2008

Solstício de Junho

Dançarina

Duo Ouro Negro:

Cidrálea

Som:Quipiri
Imagem:Lycos

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Domingo, Junho 08, 2008

Maksim Mrvica - O vôo do moscardo

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Domingo, Junho 01, 2008

José Afonso - Bairro Negro

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar


Menino sem condição
Irmão de todos os nus
Tira os olhos do chão
Vem ver a luz

Menino do mal trajar
Um novo dia lá vem
Só quem souber cantar
Virá também

Negro, bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego


Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção

Se até da gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti

Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver


Zeca Afonso:

Bairro Negro


Texto: Lyrics Time™
Som: Musikalidades

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Domingo, Maio 25, 2008

A Guerra segundo Mark Knopfler


These mist covered mountains
Are a home now for me
But my home is the lowlands
And always will be
Some day you'll return to
Your valleys and your farms
And you'll no longer burn
To be brothers in arms

Through these fields of destruction
Baptisms of fire
I've witnessed your suffering
As the battles raged higher
And though they did hurt me so bad
In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms

There's so many different worlds
So many different sounds
And we have just one world
But we live in different ones

Now the sun's gone to heaven
And the moon's riding high
Let me bid you farewell
Every man has to die
But it's written in the starlight
And every line on your palm
We're fools to make war
On our brothers in arms


Texto: Sing 365

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Terça-feira, Maio 13, 2008

Madya Kandimba


Neves e Sousa, "Viuva da Quissama"
Imagem: Malambas


Madya Kandimba

Em 1875 surge-nos uma composição, que tem por título Madya Kandimba (Maria Coelhinho). É uma das primeiras peças de coro de Masemba recolhida por Óscar Ribas e que ele nos apresenta no seu livro Misoso III, (1964).
A peça conta-nos a história de um europeu de amores com a sua empregada africana. A mulher, ao tomar conhecimento deste romance, de pistola em punho, põe-se à procura da empregada, que foge de barco. Pela sua estrutura melódica e poética, somos levados a crer que Madya Kandimba é já um produto definido em termos de simbiose cultural. Outras peças mais recentes, têm a mesma estrutura, o que nos leva a crer que a génese da música suburbana é já anterior a 1875.

in Consulado Geral de Angola no Brasil



Duo Ouro Negro e Sivuca

No ano seguinte (1959, Sivuca) retorna à Europa, residindo em Lisboa e Paris até 1964. Em Portugal, como produtor, gera o primeiro disco de música Angolana, Africaníssimo, Sivuca/Duo Ouro Negro.

Duo Ouro NegroSivuca
in Som Barato


A canção


Duo Ouro Negro e Sivuca:

Maria Candimba


Algumas palavras


“...Madya Kandimba wakambe o sonyi
Madya Kandimba tirivida
Wabiti bhu mwelu dya sinyiola...”

Incontrolavelmente, meu corpo ginga e treme sob a imposição do ritmo, exatamente como acontecia outrora...

“...Malê, malê
Male, malê
Ituxi ngana
Ya kidiwanu!...”

A volta no tempo, aos anos de juventude irresponsável, das noites perdidas com cerveja, suor e ritmo nos ambientes pesadamente carregados com uma mistura de fumaça de cigarro e kangonha, katinga e lavanda, em recintos mal iluminados como convinha...

“...Sinyiola wakwata pixitola
Wandala kulosa Madya Kandimba!
Madya Kandimba watele o kulenga...
Kandimba walenge mu vapolo ê...”

A rebita tomou conta e só fisicamente eu permaneço atado ao presente...


in Mukandas do Nelsinho

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Isabel Guerreiro - Música e Matemática

Retirado de A Educação do meu Umbigo, com a devida vénia. (AF)
Musica e Matematica

A música, essa aliada esquecida da matemática


A pretexto de uma conferência com especialistas internacionais para debater o insucesso na disciplina de Matemática em Portugal, a Ministra da Educação veio chamar a atenção para o “passivo enorme” nesta área. Atribuídas (mais uma vez) as culpas aos professores, estando presentemente alguns milhares a receber formação contínua nesta matéria; lançado um Plano de Acção para a Matemática, aumentando a carga horária na disciplina, resta‐nos prever quais serão as recomendações que resultarão de mais esta conferência.

Porventura os sucessivos responsáveis pela pasta da educação em Portugal – eles próprios fruto de uma sociedade com fraquíssima cultura musical – não têm sido sensíveis ao papel fundamental que a música pode e deve ter na formação integral do indivíduo, não só ao nível da sensibilidade estética e do desenvolvimento emocional mas também ao nível da estruturação do pensamento lógico e do raciocínio matemático/geométrico, estimulando a concentração, disciplinando a actividade de grupo, favorecendo a comunicação, a cooperação e a entreajuda – tudo isto num clima de grande criatividade e franco prazer.

No entanto, desde Pitágoras – que para além de um contributo fundamental para a Matemática e a Geometria, também estabeleceu as bases da Teoria Musical – têm vindo a comprovar‐se as muito estreitas relações entre a Música e a Matemática.

Na verdade, vários estudos revelam que a maioria dos jovens que aprendem música, para além de serem alunos mais criativos em todas as áreas, também obtêm bons resultados em Matemática, sendo certo que, para alem de um papel muito positivo no ensino de crianças disléxicas e autistas, a Música é, de facto, aquela aliada que, como por encanto, leva qualquer criança a fazer a ponte entre o concreto e o abstracto, levando‐a a descobrir novas formas de comunicação e linguagem e ajudando‐a assim a apreender a lógica e a simbólica da Matemática.

A Educação Musical consta, de facto, do currículo da escola em Portugal desde 1971, ano da reforma de Veiga Simão que introduziu alterações significativas neste campo. No entanto, ao contrário do que sucede em muitos outros países, para lá de se iniciar já numa idade tardia, a Educação Musical tem estado confinada ao 2º Ciclo do ensino básico – no 3º Ciclo tem expressão muitíssimo limitada – e, a partir da última reforma curricular, a sua carga horária sofreu mesmo uma redução substancial de 45 m, passando a dispor apenas de 90 m semanais.

Foi feita alguma avaliação destas reformas?

Ainda a este propósito, é importante também referir que uma manifesta falta de instrumentos disponíveis nas salas de aula – e o facto de muitos dos que existem já estarem anificados – o que limita, muitas vezes, os professores a um ensino elementar da prática de flauta, impedindo, dessa forma, os alunos de adquirirem as “competências” (irrealistas) previstas para a disciplina pelo próprio Ministério da Educação.

A nível do 1º Ciclo, a recente introdução do ensino da Música, embora louvável, mais não fez do que pôr em prática um aspecto que, previsto no currículo, geralmente se não cumpria, sendo que os professores, recrutados em empresas privadas, trabalham em condições muito discutíveis.

Como se tudo isto não bastasse, mais recentemente ainda, sob a capa de uma alegada “Democratização do Ensino Artístico” o Governo decidiu acabar com o chamado regime de ensino supletivo, que permitia a frequência de disciplinas de formação especializada nos Conservatórios, a par das de formação geral numa escola à sua escolha.

Promovida pela Unesco, teve lugar em Lisboa, em 2006, a 1ª Conferência Mundial de Educação Artística, da qual resultaram orientações importantes no domínio da educação artística. A sua aplicabilidade foi debatida no ano seguinte na Conferência Nacional de Educação Artística. Que repercussões têm tido eventos como estes no ensino da Música em Portugal?

O Ministério da Educação insiste agora na avaliação dos professores mas não deveria ser o próprio Ministério a ser objecto de avaliação, entre outras coisas, pela sua manifesta desatenção relativamente ao ensino da Música?

Ainda vamos a tempo de investir numa formação musical de qualidade desde o jardim de infância, da qual a Matemática, bem como as outras áreas possam vir a beneficiar e de que possa resultar um maior equilíbrio emocional dos jovens.

Sigamos então as tão apregoadas “boas práticas”: sigamos o exemplo da Finlândia onde os pais podem mandar os filhos para escolas de música patrocinadas pelo estado desde tenra idade; sigamos o exemplo da própria Venezuela (retratado numa reportagem transmitida na televisão há dias), onde a fundação «El Sistema» recorre à música para reabilitar, ensinar e proteger crianças de meios desfavorecidos, prevenindo comportamentos criminosos...!

Leibniz (filósofo e matemático alemão) afirmou: Musica est exercitium arithmeticae occultum nescientis se numerare animi (A música é o exercício oculto de matemática do espírito que não se apercebe que calcula).

Os fracos resultados dos estudantes portugueses na disciplina de matemática estarão, seguramente, na proporção exacta do desprezo que tem sido dado ao ensino da Música na Escola Pública.

Isabel Guerreiro
Professora de Educação Musical do Ensino Público
Monte Estoril


Fonte: Opiniões - Isabel Guerreiro
publicado por A Educação do meu Umbigo em 12 de Maio de 2008

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Sexta-feira, Abril 25, 2008

José Afonso - Por trás daquela janela

Belíssima canção de aniversário, dedicada por José Afonso a Alfredo Matos, quando se encontrava preso pela PIDE. No dia 25 de Abril de 1974, foi retirada rapidamente do baú das canções proibidas e passada largas vezes na rádio, como forma de encorajar os militares sublevados a libertar os presos políticos. Foi a minha canção preferida do dia. (AF)

Por trás daquela janela


Por trás daquela janela:



Som:Francisco José S.N.Santos
Texto:Crave online lyrics
Imagem:Vadiando

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Quinta-feira, Abril 24, 2008

25 de Abril de 1974 - 25 de Abril de 2008

Aquele dia já distante parecia-me semelhante aos dias que haviam passado. Um pequeno pormenor, porém, me chamou a atenção logo no noticiário da manhã. O Hino Nacional apresentou-se na versão cantada ao invés da instrumental.
Passados 34 anos, estou com uma vontade enorme de cantar novamente A Portuguesa.


A Portuguesa (versão cantada):




Registo sonoro retirado de Maniche 18

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Jonathan Sherwood - Novo ponto de partida para a gravação musical

De há muito que é sabido que, no torvelinho aparentemente desordenado de factos, se sobrepoem dois tipos de constituintes: por um lado, o conjunto de elementos estruturantes, relativamente estáveis e possíveis de tipificar, por outro, o conjunto de elementos imprevisíveis ou contingentes, singulares e específicos de cada momento. As técnicas de gravação musical clássicas, devido ao desenvolvimento prodigioso da electrónica digital dos últimos anos, seguiu a via mais fácil de acompanhar o valor instantâneo da amplitude sonora, estreitando cada vez mais a distância temporal entre amostras consecutivas, isto é actuando na dimensão do ritmo da amostragem. É sabido também que existe um grau de redundância imenso na informação sonora e, por este motivo, esta abordagem mais não representou senão uma desistência de distrinçar entre as duas categorias de informação: a estruturante e a aleatória. Por ocasião do sexagésimo aniversário da Teoria da Informação, eis que a Universidade de Rochester tomou a dianteira numa direcção decisiva do processamento da Informação. Sendo este um dos meus temas de estimação, penso voltar a ele amiude ao longo deste ano. (AF)

Universidade de Rochester

20 segundos de um solo de clarinete foram acomodados num único kilobyte. (Não, não se trata de uma brincadeira do dia das mentiras.)

Um grupo de investigadores da Universidade de Rochester reproduziu música de um ficheiro digital 1000 vezes mais compacto que um ficheiro normal MP3 (norma definida pelo Moving Picture Expert Group, version 3).
O registo do trecho musical, um solo de clarinete com 20 segundos codificado em menos de um kilobyte, foi possível graças a duas inovações: processamento pelo computador dos aspectos físicos específicos tanto do clarinete como do instrumentista.

Este marco, anunciado hoje na Conferência Internacional sobre a Acústica da Voz e Processamento de Sinais que se realizou em Las Vegas, não é ainda uma reprodução impecável do som original, mas os investigadores afirmam que se aproxima bastante.

"Trata-se de uma abordagem da técnica de reprodução sonora adaptada à natureza humana como ele é produzido", afirma Mark Bocko, um professor de engenharia eléctrica e de computadores e co-autor desta tecnologia.
"As pessoas agem com a língua, a respiração e os dedos com uma rapidez limitada pelo que, em teoria, não deverá ser necessário efectuar medidas a um ritmo de dezenas de milhares de vezes por segundo como acontece na actual técnica de produção de CD's. Em conformidade, penso que nos aproximámos do limite inferior absoluto da quantidade de informação contida num trecho musical."

Ao reproduzir a música, o computador usa exaustivamente a informação que foi dispensada sobre o clarinete e a pessoa que toca o clarinete. Dois dos doutourandos do Professor Bocko, Xiaoxiao Dong e Mark Sterling, mediram tudo o que havia a medir no clarinete capaz de influenciar o som deste instrumento - desde as diferentes pressões impostas no bucal pelas dedilhações às diversas intensidades com que o som se propaga pelas direcções do espaço a partir da posição do instrumento.
Com estes dados, construiram um modelo do clarinete completamente baseado em medidas acústicas reais.

A equipa concentrou-se depois na criação de um instrumentista virtual para este clarinete virtual. Representaram no modelo a forma como o músico interage com o clarinete, incluindo a dedilhação, a pressão do sopro, a pressão dos lábios sobre a embocadura para determinar infuência que tem sobre o som. Foi então possível, afirma Bocko, deixar o computador "escutar" o executante, para reconhecer e registar a sequência das suas acções conducentes àquela interpretação musical particular.
O som original é simulado apresentando ao clarinete virtual o registo daquelas acções deduzidas da execução real.

No estado actual desta técnica, o som reproduzido fica bastante próximo do original, embora ainda não seja uma réplica perfeita.

"Continuamos as pesquisas para incluir no modelo os efeitos dos movimentos da língua, usados nas notas das passagens 'staccato'", acrescenta Bocko.
Em músicas com notas sustentadas normalmente, o método já funciona muito bem, sendo difícil distinguir-se entre o músico verdadeiro e o músico sintetizado.

Jonathan Sherwood in Music File Compressed 1,000 Times Smaller than MP3
publicado por University of Rochester News a 1º de Abril de 2008

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Segunda-feira, Abril 21, 2008

Os Tribalistas - Já sei namorar

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Domingo, Abril 13, 2008

Sérgio Godinho - Com um brilhozinho nos olhos



Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar.
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa
no mundo não há.

Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro
muito à frente, muito à frente dos bois
ou seja, fizemos promessas
trocamos retratos
trocamos projectos os dois
trocamos de roupa, trocamos de corpo,
trocamos de beijos, tão bom, é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
tocamos guitarra
p'lo menos a julgar pelo som

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco

Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos a rádio no "on"
acendemos a já costumeira
velinha de igreja
pusemos no "off" o telefone
e olha, não dá p'ra contar
mas sei que tu sabes
daquilo que sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos parados
depois do que não te contei

Com um brilhozinho nos olhos
dissemos, sei lá
o que nos passou pela tola [o que nos passou pelo goto]
do estilo és o "number one"
dou-te vinte valores
és um treze no totobola [és o seis do meu totoloto]
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos imóveis
a dar uma de "tête a tête"

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco

E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser
e quais as esperanças
que a vida roubou
e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações
com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões.

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco


Sérgio Godinho



Fonte: Fumaças

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Sábado, Abril 12, 2008

Quarteto de cordas e canto



Aos amantes de cordas, aqui fica o endereço para ouvirem uma gravação fresquinha:
Antonio Raposo & Ensemble

Saudações musicais

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Terça-feira, Abril 08, 2008

Recordando Angela Maria

Quando o rádio da casa ainda não era transistorizado. (AF)


Angela Maria

Onde estás coração?


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Fonte: Quipiri




Garota solitária


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Fonte: Letinha_53

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Domingo, Março 30, 2008

Boris Vian - Le Déserteur

Durante a Guerra da Indochina (Vietname, ainda sob domínio colonial francês), três meses antes da queda de Diem Biem Phu, Boris Vian escreveu "O Desertor". Quando foi publicada, a canção provocou um escândalo e, pior que isso, em Novembro de 1954, quando se desencadeou a sublevação na Argélia, foi proibida de ser reproduzida na rádio por anti-patriotismo.



Monsieur le Président
Je vous fais une lettre
Que vous lirez peut-être
Si vous avez le temps
Je viens de recevoir
Mes papiers militaires
Pour partir à la guerre
Avant mercredi soir
Monsieur le Président
Je ne veux pas la faire
Je ne suis pas sur terre
Pour tuer des pauvres gens
C'est pas pour vous fâcher
Il faut que je vous dise
Ma décision est prise
Je m'en vais déserter

Depuis que je suis né
J'ai vu mourir mon père
J'ai vu partir mes frères
Et pleurer mes enfants
Ma mère a tant souffert
Elle est dedans sa tombe
Et se moque des bombes
Et se moque des vers
Quand j'étais prisonnier
On m'a volé ma femme
On m'a volé mon âme
Et tout mon cher passé
Demain de bon matin
Je fermerai ma porte
Au nez des années mortes
J'irai sur les chemins

Je mendierai ma vie
Sur les routes de France
De Bretagne en Provence
Et je dirai aux gens:
Refusez d'obéir
Refusez de la faire
N'allez pas à la guerre
Refusez de partir
S'il faut donner son sang
Allez donner le vôtre
Vous êtes bon apôtre
Monsieur le Président
Si vous me poursuivez
Prévenez vos gendarmes
Que je n'aurai pas d'armes
Et qu'ils pourront tirer



Na versão original, os dois últimos versos eram:
"que je tiendrai une arme ,
et que je sais tirer ..."
Boris Vian aceitou a alteração sugerida pelo seu amigo Mouloudji para conservar o teor pacifista da canção.



Fonte: Paroles.net

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Sexta-feira, Março 07, 2008

The Carpenters - There's a kind of hush


There's a kind of hush
All over the world tonight
All over the world
You can hear the sound of lovers in love
You know what I mean

Just the two of us
And nobody else in sight
There's nobody else and I'm feelin good
Just holding you tight

So listen very carefully
Get closer now and you will see what I mean
It isn't a dream
The only sound that you will hear
Is when I whisper in your ear I love you
For ever and ever

There's a kind of hush
All over the world tonight
All over the world
People just like us are fallin' love


The Carpenters

FontePoemaUpper cut
Videoprezlitrotyi

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Fanhais - Porque


Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


Sophia de Mello Breyner Andresen

FontePoemaAs tormentas
VideoPortugal ... somos nós!

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Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Bob Dylan - Blowing in the wind

How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

How many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.



How many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
Pretending he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.


Fonte: Bob Dylan songs

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Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008

Pop Tops - Mamy blue

Mammy Blue

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Quinta-feira, Janeiro 10, 2008

Gaiteiros - Chula da Póvoa

Chula da Póvoa


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Sábado, Dezembro 22, 2007

Weihnachtslieder

Três canções de Natal em vozes brancas, como eram cantadas na Escola Alemã da Chicuma em Angola. Votos de boas festas para todos os nossos visitantes. (AF)



Stille Nacht


Stille Nacht! Heilige Nacht!
Alles schläft; einsam wacht
Nur das traute hochheilige Paar.
Holder Knabe im lockigen Haar,
Schlaf in himmlischer Ruh!
Schlaf in himmlischer Ruh!

Stille Nacht! Heilige Nacht!
Hirten erst kundgemacht
Durch der Engel Halleluja.
Tönt es laut von Ferne und Nah:
Christ, der Retter ist da!
Christ, der Retter ist da!

Stille Nacht! Heilige Nacht!
Gottes Sohn! O wie lacht
Lieb aus deinem göttlichen Mund,
Da uns schlägt die rettende Stund,
Christ in deiner Geburt!
Christ in deiner Geburt!

Oh du Fröhliche


Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Welt ging verloren,
Christ ward geboren,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Christ ist erschienen,
Uns zu versühnen,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Himmlische Heere
Jauchzen Dir Ehre,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh Tannenbaum



Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Wie grün sind deine Blätter.
Du grünst nicht nur zur Sommerzeit,
Nein auch im Winter wenn es schneit.
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Wie grün sind deine Blätter!

Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Du kannst mir sehr gefallen!
Wie oft hat nicht zur Winterszeit
Ein Baum von dir mich hoch erfreut!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Du kannst mir sehr gefallen!

Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Dein Kleid will mich was lehren:
Die Hoffnung und Beständigkeit
Gibt Mut und Kraft zu jeder Zeit!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Dein Kleid will mich was lehren


Fonte: bassam1958

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Quarta-feira, Dezembro 12, 2007

L'arbre de les 1000 Musiques

Há um lugar da internet onde todos os melómanos se sentem bem. Alonsii vive na Catalunha, porém os músicos de quem fala podem estar em qualquer parte do Mundo. Sobre cada música tem uma história para contar.
Em tempos chegou a pedir às visitas portuguesas que manifestassem as suas preferências musicais.
Reflexivamente, fez-me notar que quase nada conheço da música catalã. Nem fica nada longe, a Catalunha. Vivemos demasiado tempo de costas voltadas. Escolhi por isso um tema, mas deixo a apresentação a Alonsii.
(AF)

Txala
Txala:
La Mestressa


En catalán Xalar significa divertirse. Y suena como Txala, el diminutivo con el que los Vascos llaman la Txalaparta. Txala es el nombre que adoptan esta formación catalana centrada en la fusión de los folklores Vasco y Catalán. Así instrumentos de las dos tierras comparten historias. El flabiol y el tamborí típicos de la música catalana acompañan a txalapartas de todos los tamaños y materiales. Temas típicos de aquí (Catalunya) que suenan con sabor de allá (Pais Vasco). Instrumentos de allá con sabor de aquí.

Pero que nuestros amigos del PP no se preocupen, que tan solo es música, cultura, no separatismo nacionalista. Que si se junta un catalán y un vasco , puede ser que, con toda seguridad, también salga algo bueno. Pero por desgracia, a veces se niegan como propias las diversas herencias culturales de la península; la música, las palabras, la comida, la gente, las ideas van siempre se un lado para otro y al final no son ni de aquí ni de allá. Quién lo entienda ya sabe de lo que hablo.

El disco me lo cede el amigo Txiribita, de ekaitzaldi, Posiblemente el blog más importante dedicado a la música y cultura de Euskalerria. De verdad, no dejéis de hecharle un ojo.

Si queréis saber cómo se ve el tema de Txala desde Euskalherria, mirar lo que nos dice Txiribita, aquí.


in Xalar é divertir-se
publicado por Alonsii em L'arbre de les 1000 musiques em 3 de Dezembro de 2007

Som: Rapidshare

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Sexta-feira, Novembro 30, 2007

Ary dos Santos - Os putos

Canção encontrada em João Tilly, apropriada ao dia que atravessamos.


Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.

Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.

Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.

As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo

Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.



Poema:José Carlos Ary dos Santos
Música:Paulo de Carvalho
Interpretação:Carlos do Carmo
Video:cabalaprod
Divulgação da poesia:Casa do Bruxo

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Segunda-feira, Novembro 26, 2007

Maria do Ceo - Lela




Están as nubes chorando
por un amor que morreu
Están as rúas molladas
de tanto como choveu (bis)

Lela, Lela,
Leliña por quen eu morro
quero mirarme
nas meniñas dos teus ollos

Non me deixes
e ten compasión de min.
Sen ti non podo,
sen ti non podo vivir.

Dame alento das túas palabras,
dame celme do teu corazón,
dame lume das túas miradas,
dame vida co teu dulce amor. (bis)

Lela, Lela....

....
Sen ti non podo,
sen ti non podo vivir.

Daniel Alfonso Rodríguez Castelao


Fonte: Galicia Espallada

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Sexta-feira, Novembro 23, 2007

Bonga - Mona Ngi Ki Xica

Rio Kwanza


I don't remember what I was doing when they played "Mona Ki Ngi Xica," or "The Child I Am Leaving Behind," but I remember I stopped and sat and listened. I put that song on the first mix tape I made in bulk, one of those crappy tape-to-tape-to-tape jobs I sent out to a handful of friends. At least one of those tapes is still kicking around; my college roommate stumbled across it when packing for a recent move. He'll tell you, it's a weird tape: Thinking Fellers and Funkadelic and Marian Anderson. And Bonga.

Bonga Kwenda recorded Angola 72 in Rotterdam; he'd been exiled for his affiliation with the anti-colonial insurgency, the Popular Movement for the Liberation of Angola. The album was banned in his homeland, offensive to Portuguese sensibilities on two counts: its lyrics described the desperate poverty of Angolans under colonial rule and its music contained coded shout-outs to Angolan national pride. Bonga's band back home was called Kisseuia, or "poor people's suffering." He wrote songs based on the traditional semba style, the ancestor or close cousin of Brazilian samba (depending on your read of the circular genealogy of Afro-Latin music). He included Angolan instruments like the dizanka, a bamboo-scraper-type beat-keeper that reminds me of the fish. Wait, is that what it's called, the fish? You can hear it in this song:


Bonga:
Mona ngi ki xica


I don't know the lyrics to "Mona Ki Ngi Xica" - it's sung in Kimbundu - but the emotion needs no translation: the plaintive guitars, the throaty hum, Bonga's husky cries, all speak anguished accusation. In 1974, a coup in Portugal brought down the colonial government; in 1975, a newly independent Angola imploded into a 27-year civil war that left the country in ruins. For many Africans, especially Bonga's fellow exiles in Europe, Angola 72 and the follow-up, Angola 74, became landmarks in time, music made in an explosive moment and instantly imbued with history (see Marvin Gaye, op cit).

I didn't have access to that history or those memories when I first heard the song, but it haunted me. Little by little, I learned new stories - about the song, about Bonga, about Angola.

Maybe eight years after that first hearing, another friend who got the tape I made picked up a copy of Angola 72 on a trip to San Francisco. Hearing Bonga then called up a lost moment in my own history: a rough, disheveled time when it was easy and necessary to imagine a radically different life-to-come. I grew to love another song on the album, "Muimbo Ua Sabalu," about which I can say nothing except, listen.

Hearing Bonga changed my life. It wasn't a conversion experience; I just learned something. And because I had some time on my hands, and because I bothered, the Bonga spread. I even got a little of the Bonga back. Nice, huh?

But thinking about Angola 72 makes me revise my lonely thesis. Maybe lonely isn't quite right. Loneliness is too diffuse. Maybe what I'm really talking about is longing - for home, for a time long past, for a better tomorrow - whatever endlessly deferred dream traps you, arms outstretched, in the infinite present. It's longing that opens the door. It's the door left open, waiting for someone to come home. Lower the arms, shut the door, miss the chance? No, I'm stuck with the longing, I guess. What are you gonna do?



in Megan Matthews
Mona ngi ki xica,Muimbu ua sabalu, Bonga, Angola 72
publicado em Moistworks em 22 de Julho de 2006

Som:Radio Muximangola
Imagem:Moistworks

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Adivinhem quem é que eu fui ouvir em concerto?


Oi gente!

Pois é, a Belgica anda a convidar uma data de gente conhecida da Lusofonia... Primeiro fui ouvir uma conferencia do Agualusa e agora...



Fomos ver o Bonga, aqui, em Bruxelas! Foi o maximo!!! Num ambiente muito descontraido, com as anedotas todas que ele conta, o Bonga conseguiu pôr estes Belgas (quase) todos a mexer! E até a minha mae fartou-se de dançar :)

Ai que saudade...

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Quarta-feira, Novembro 21, 2007

Matos Carlos - Sítio Web cultural brasileiro em risco

Cecilia Gallerani

Recebido por email. (AF)
-Imaginem um site (lugar) onde se pode ler gratuitamente as obras de Machado de Assis ou A Divina Comédia, ou ter acesso às melhores historinhas infantis de todos os tempos.
-Um lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci. Onde você pudesse escutar (de graça) músicas em MP3 de alta qualidade...
-Pois esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter isso, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Ao invés de divulgar o site, é mais barato eliminá-lo , é um absurdo !!!
Divulgue para o máximo de pessoas, www.dominiopublico.gov.br

A Cultura pede socorro ...

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Domingo, Novembro 18, 2007

Ao novo mundo: Um brinde!

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Domingo, Novembro 11, 2007

Kalinka

Oi, Tónio, prefiro o kalinka...

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Sábado, Novembro 10, 2007

Coro do Exército Vermelho - Poljuschka polje

Post dedicado.

Por ocasião dos 90 anos da Grande Revolução de Outubro.(AF)








A propósito, a entrada na Wikipedia com a letra em russo.
...

A crença na propriedade privada



Repare-se, por exemplo, na crença da propriedade privada - crença nascida originariamente com a família patriarcal e que consiste no direito que cada homem supõe ter relativamente ao produto do seu próprio trabalho, ou o direito que ele foi capaz de obter naquilo que conquistou pela espada. Apesar da antiguidade e diminuição de poder destas origens remotas da crença na propriedade privada e apesar do facto de nenhumas novas origens serem apontadas, a grande maioria da humanidade tem uma profunda e indiscutível crença nestas inviolabilidades, devidas am grande parte ao tabu que resulta das palavras não roubarás. É certo que a propriedade privada é uma herança da era pré-industrial, quando um indivíduo ou uma família podiam fazer qualquer produto por suas próprias mãos. Num sistema industrial um homem nunca faz o todo de qualquer coisa, mas antes a milésima parte de um milhão de coisas. Nestas circunstâncias, é totalmente absurdo dizer que um homem possui um direito relativamente ao produto do seu próprio trabalho. Considerai um carregador numa estação, cuja ocupação é carregar e descarregar comboios de mercadorias: que proporção de mercadorias carregadas pode representar o produto do seu trabalho? A questão é totalmente impossível de resolver.

Deste modo, é impossível assegurar a justiça social dizendo que cada homem deve possuir o que ele próprio produz.

Os primeiros socialistas antes de Marx sugeriram isto como uma cura para as injustiças do capitalismo, mas as suas sugestões foram a um tempo utópicas e retrógradas, desde que se tornaram incompatíveis com a indústria em larga escla. É, por conseguinte, evidente que a injustiça do capitalismo não pode ser sarada enquanto a inviolabiliade da propriedade privada for reconhecida. Os bolcheviques observaram isto e, por consequência, confiscaram todo o capital privado para uso do Estado. Foi por terem recusado a crença na inviolabilidade da propriedade privada que a perseguição contra eles foi tão grande. Mesmo entre os socialistas declarados, há muitos que sentem um estremecimento de horror ao pensar na expulsão dos homens ricos das suas casas, para darem lugar aos proletários. Tais sentimentos instintivos são difíceis de vencer, por razões óbvias. Os poucos homens que conseguem isto, tais como os chefes bolcheviques, têm de enfrentar a hostilidade do mundo. Mas com a criação actual de uma ordem social que não tenha em vista somente os malefícios tradicionais, está-se mais habilitado a destruir tais malefícios nos espíritos vulgares do que o que pode ser feito num século de propaganda teórica. Creio que se mostrará, quando, na devida altura, os homens observarem as coisas na sua verdadeira proporção, que o principal serviço prestado pelos bolcheviques assenta na sua recusa prática da crença na propriedade privada, crença que não existe, de modo algum, somente entre ricos e constitui no momento presente um obstáculo ao progresso fundamental - e um tão grande obstáculo, que unicamente a sua destruição tornará possível um mundo melhor.

in Romeu de Melo:
O Pensamento de Bertrand Russel, Selecção de textos
publicado por Editorial Presença, Lda, LISBOA, 1966

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Quarta-feira, Outubro 31, 2007

Kisangela - Solo do Maqui

Rio Kwanza

Rio Kwanza em Angola em fotos

Kisangela:
Solo do Maqui

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Quinta-feira, Outubro 18, 2007

Ildo Lobo + Lura - Raboita Mundo

Por ocasião do terceiro aniversário do falecimento de Ildo Lobo.(AF)


IncondicionalCabo Verde... Allá en el atlántico, más cerca de africa dando la espalda a la temida américa, funesto destino para tantos africanos... Qué conocemos de esta Isla? SIempre se habla de Cesaria Evora, la embajadora de la Morna, el estilo más conocido .Pero a mi me apetecía hablar de otras cosas de otras personas. Este archipielago de origen volcánico, es pobre, muy pobre, y tiene dificultades de todo tipo. Las nubes pasan sobre las islas, mientras sus gentes miran hacia arriba esperando que la lluvia les sonría... pero al final se van como llegaron, sin decir adiós, sin dejar agua como recuerdo... La isla mira siempre al mar, todo lo que necesita para la vida llega de fuera. Praia es la capital de Cabo Verde, tiene serios problemas con el suministro eléctrico, así diferentes sectores de la ciudad se quedan sin luz regularmente para evitar la sobrecarga de los generadores. Tranquilos, que si váis a la isla el barrio de hoteles, turistas y embajadas, nunca se queda sin luz. Las carreteras, sin acabar, el trabajo se lo inventan los isleños y si no pueden el grog les ayuda a olvidar. Los músicos hasta hace unos años no podían grabar en la isla porque no había ningún estudio. Las cuerdas de guitarra se vendían como si fueran hilos de oro. La emigración se presenta como la única solucción, pero a su vez comporta otros problemas...

Según el músico Mario Lucio Sousa, la música del archipielago se centra en 4 o 5 temas: la saudade, que tiene que ver con la emigración, el mar y el amor (el amor que se va a otras tierras), el hambre y la lluvia. Esta claro que no hace falta hacer letras enrevesadas o surrealistas, para transmitir con tanta fuerza el sentir de un pueblo, sobretodo cuando la vida es lo suficiente dura para no necesitar de ello.

Ildo Lobo fue mucho antes que Cesaria uno de los embajadores de la música de este país. Era los años 70 cuando al frente de su grupo Os Tubarões, llevaba la música de estas islas por toda Europa. Aquel país alegre e ilusionado que acababa de conseguir la libertad, que buscaba signos de identidad tras la colonización portuguesa y que quería cantar sus esperanzas de una vida mejor. Músico muy comprometido con su gente, es fiel al marxismo que impulsó la revolución, pero a la vez es capaz de ser crítico con el poder. Grabó 3 discos en solitario tras la separación de su grupo. Este "Incondicional" (2004) fue su disco póstumo, publicado un més después de su muerte el 20 de octubre del 2004. Encontraréis en él todos los ingredientes de este género tan bello.

Sirva también como recuerdo de todos aquellos grandes músicos de la isla y de la diáspora: Herminia, Boy Gé Mendes, Vasco Martins, Mario Lucio de Sousa, el grupo Simentera, Lura, Tito Paris, Rita Lobo, Nancy Vieira,Danny Silva,Bana,Fantcha, Teofilo Chantré, Dulce Matias, Mayra Andrade...

ILDO LOBO "Incondicional" publicado por Alonsii em L'Arbre de les 1000 Musiques a 22 de Abril de 2007


...

Àfrica Lusófona (AL): Outra grande referência da música de Cabo Verde foi o Ildo Lobo, que faleceu recentemente. Qual foi foi a sua relação com o Ildo?

Lura (L): Foi menos duradoira do que eu gostaria. Mas enquanto durou foi boa e edificante para mim. Sempre tive uma atitude um bocado tímida em relação ao Ildo Lobo, como tenho, aliás, com todos os artistas e pessoas que admiro. No início, tinha difi culdade em tratá-lo por tu, como faziam todos os que o conheciam, grandes e pequenos. Ele insurgiase, claro, porque era uma pessoa muito aberta e generosa. Aos poucos fui combatendo essa timidez em relação ao Ildo, que antes de o conhecer julgava ser uma pessoa muito formal, devido à sua obra e à dimensão que ele tinha na música de Cabo Verde. E ele revelou ser exactamente o oposto.

AL: Entretanto, gravou um dueto com ele para o disco “Incondicional”, que teve edição póstuma...

L: Quando soube que o Ildo queria gravar essa canção comigo, fi quei siderada. Nem queria acreditar. É claro que era uma coisa que eu tinha em mente fazer um dia, mas nunca tive a ousadia de dizer isso a ninguém nem imaginava que pudesse chegar tão cedo. Foi a realização de um sonho, embora não tenha tido a oportunidade de estar ao vivo com ele, nessa gravação, que foi trabalho separado, de estúdio.

AL: Mas já tinham estado várias vezes juntos em concerto, embora nunca em dueto…

L: Sim, há cerca de 3 anos ambos fi zemos parte da tournée “Cesária Évora and Friends”, que nos levou a muitos países da Europa. Já antes tínhamos estado juntos naquele célebre espectáculo, também em homenagem à Cesária Évora, que se realizou em 2001 no Zénith, em Paris. E foi justamente desse concerto que nasceu a ideia da tournée, que me permitiu estar, pela primeira vez, durante um tempo prolongado, num ambiente genuinamente ligado à música de Cabo Verde. Aprendi muito com os outros artistas, não só sobre a nossa música mas também sobre outras coisas do dia-a-dia do nosso país. Costumo dizer que fiquei muito mais rica depois de ter participado nessa experiência. Basta dizer que, para além do Ildo Lobo, tínhamos a Fancha, o Luís Morais, o grupo Ferro Gaita, a Maria Alice e muitos outros. Foi também dessa vivência que me veio a inspiração para compor o tema “Tem Um Hora Pa Tudo”.

Excerto da entrevista Nha vida contada di corpu ku alma publicada por africaluso em 26 de Abril de 2005



Ildo Lobo e Lura:

Raboita Mundo

Som: Sharebee.com

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Quinta-feira, Outubro 11, 2007

N'Gola Ritmos - Cultura versus Multicultura

Lurdes Van Dunen entrou para o N'Gola Ritmos quando o seu tio e fundador do grupo, o grande compositor e nacionalista angolano Liceu Vieira Dias, foi preso pela Pide. Vendo à distância no tempo o contraste entre esta frágil figura ainda jovem, ainda sufocada pela sorte da sua família, ainda a tentar lançar pontes de entendimento (1965), por um lado, e o sorriso de auto-contentamento dos defensores da vitória absoluta pela força bruta, por outro, apercebemo-nos facilmente das ironias da História.(AF)



Lurdes Van Dunen

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Som: Athena Pallas

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Segunda-feira, Outubro 01, 2007

Dorival Caymmi - Samba da minha terra

Samba



Fontes:FotosAlcione Brazil
SomNovos Baianos
LetraBossa Nova Guitar


Fruto dessa convivência existencial e artística, o grupo lança o álbum Novos Baianos Futebol Clube, de 73, lançado pela Continental.
Destaques desse LP são as faixas: O Samba da Minha Terra, de Dorival Caymmi, numa releitura com arranjos que se dissolvem numa orgia de guitarras.
(Universidade Federal da Bahia)

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Sexta-feira, Setembro 28, 2007

Helena Langrouva - Maria Faia

CamponesaOs cantos de trabalho

A maioria dos cantos de trabalho pertencem à Beira Baixa. São canções que acompanham a ceifa (“Oh que calma vai caindo”, Cantos Velhos, Rumos Novos), a monda (“Milho Verde, Cantigas do Maio), a colheita da azeitona (“Maria Faia”, Traz outro amigo também). Em todos perpassa a relação do trabalho com a paz e a beleza da mulher.

“Maria Faia” é uma canção de grande beleza musical e de notável riqueza simbólica. O seu nome vive da fusão de Maria com o nome de uma árvore – Faia - , símbolo da vida na sua expansão e verticalidade bem enraizada na terra. Quem a ela se dirige procura dar-lhe um outro nome, do qual ficam excluídos “rosa” e “cravo” , para escolher “espelho”: “chamo-te antes espelho”. A simbólica multímoda do espelho converge na luz, na procura de verdade, da manifestação da inteligência criadora, da alma, de uma realidade englobante:

Eu não sei como te chamas,

Ó Maria Faia

Nem que nome te hei-de eu pôr

Ó Maria Faia, ó Faia Maria

Cravo não que tu és rosa…

Rosa não que tu és flor…

Chamo-te antes espelho…

Onde espero de me ver

Zeca Afonso:

Maria Faia


in JOSÉ AFONSO E A POESIA POPULAR PORTUGUESA CANTADA BREVE SÍNTESE TEMÁTICA
De 1964 a 1977

Helena Langrouva

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Sexta-feira, Setembro 21, 2007

Ermelinda Duarte - Somos livres

Gaivota

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Fonte:SomVoz do Seven
TextoUniversidade do Minho
ImagemBill Horn's Birds of Oklahoma

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Domingo, Setembro 16, 2007

Tubarões - Avenoda Marginal

Mindelo Avenida Marginal

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Fonte: Octávio Mendes (som)

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Quinta-feira, Setembro 06, 2007

Luciano Pavarotti - Torna a Surriento

Luciano Pavarotti (1935-2007) partiu, mas ainda podemos escutá-lo cantando a sua bela Itália


Vide 'o mare quant''e bello!
Spira tantu sentimento,
Comme tu a chi tiene mente,
ca scetato 'o faie sunna'.

Guarda, gua' chistu ciardino;
Siente, sie' sti sciure arece:
Nu prufumo accussì fino
Dinto 'o core ase ne va...

E tu dice: "I' parto, addio!".
T'alluntane da stu core...
Da la terra de l'ammore...
Tiene 'o core 'e nun turna'?

Ma nun me lassa',
Nun darme stu turmiento!
Torna a surruento,
Famme campa'!

Vide 'o mare de Surriento
Che tesoro tene nfunno;
Chi ha girato tutto 'o munno
Nun l'ha vista comm'a cca'

Guarda attuorno sti Sserene,
Ca te guardano 'nacantate
E te vonno tantu bene...
Te vulessero vasa'.

E tu dice: "I' parto, addio!".
T'alluntane da stu core...
Da la terra de l'ammore...
Tiene 'o core 'e nun turna'?

Ma nun me lassa',
Nun darme stu turmiento!
Torna a surruento,
Famme campa'!


Letra: Canzioni napoletane

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Ciao, Luciano Pavarotti, ed grazie

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Domingo, Agosto 26, 2007

Fred d Lima - Noite di Sanjon



Que dizer desta exibição? Que a dança está no sangue dos cabo-verdeanos?
Que esta dança é executada na ilha do Sal durante as procissões na noite de São João, padroeiro dos pescadores.
Acho que não é preciso dizer nada.
Sentir esta música, este ritmo, ver, ouvir esta espiral de música que embriaga (com a ajuda do grogue*) é o suficiente.
É preciso observar, estar lá e depois ficar com sôdad, sôdad...(MR e AF)

* Aguardente de cana do açúcar.

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Sexta-feira, Agosto 17, 2007

A roda "da" vida



A long time ago came a man on a track
Walking thirty miles with a pack on his back
And he put down his load where he thought it was the best
Made a home in the wilderness
He built a cabin and a winter store
And he ploughed up the ground by the cold lake shore
And the other travellers came riding down the track
And they never went further, no, they never went back
Then came the churches then came the schools
Then came the lawyers then came the rules
Then came the trains and the trucks with their loads
And the dirty old track was the telegraph road

Then came the mines - then came the ore
Then there was the hard times then there was a war
Telegraph sang a song about the world outside
Telegraph road got so deep and so wide
Like a rolling river. . .

And my radio says tonight its gonna freeze
People driving home from the factories
Theres six lanes of traffic
Three lanes moving slow. . .

I used to like to go to work but they shut it down
I got a right to go to work but theres no work here to be found
Yes and they say were gonna have to pay whats owed
Were gonna have to reap from some seed thats been sowed
And the birds up on the wires and the telegraph poles
They can always fly away from this rain and this cold
You can hear them singing out their telegraph code
All the way down the telegraph road

You know Id sooner forget but I remember those nights
When life was just a bet on a race between the lights
You had your head on my shoulder you had your hand in my hair
Now you act a little colder like you dont seem to care
But believe in me baby and Ill take you away
From out of this darkness and into the day
From these rivers of headlights these rivers of rain
From the anger that lives on the streets with these names
cos Ive run every red light on memory lane
Ive seen desperation explode into flames
And I dont want to see it again. . .

>from all of these signs saying sorry but were closed
All the way down the telegraph road

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