"; PlayWin.document.write(winContent); PlayWin.document.close(); // "Finalizes" new window // UniqueID = UniqueID + 1 // newWinOffset = newWinOffset + 20 // subsequent pop-ups will be this many pixels lower }

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

Joseph Stiglitz - Ligações perigosas

A macro-economia vai atingindo a maturidade. A validade universal de alguns conceitos é contestada por novos modelos. Os acontecimentos recentes levaram um grupo de investigadores a empreender um estudo que completa os conhecimentos adquiridos até à data nesta área. (AF)


Procurámos caracterizar o comportamento de uma rede de créditos financeiros ao longo do tempo por meio de um sistema de processos estocásticos interdependentes, cada um dos quais satisfazendo as condições da sua própria robustez financeira. A ligação entre os processos advem de a robustez de cada agente financeiro estar dependente da robustez dos seus parceiros, tornando os nós da rede acoplados e, por arraste, a própria rede acoplada. Os elementos de acoplamento são a partilha do risco (associado a cada operação de crédito), a propagação dos incumprimentos das dívidas e das bancarrotas em cascata. Neste cenário, considerámos o impacto da quebra de um nó particular em diversas redes, com o grau de conectividade (interdependências) cada vez mais forte. Assumidas determinadas condições à partida, à redução do risco individual - tornando-o partilhado - correspondia um incremento do risco sistémico - com o alastramento dos incumprimentos. Quanto maior o número de nós adjacentes a que cada agente se interligava, menor o risco de colapso individual, mas maior o risco sistémico. Por outras palavras, no nosso estudo, a relação entre grau de interligação e risco sistémico não decresce indefinidamente, contrariamente ao que está previsto na literatura. A intervenção isolada do factor risco seria o de diluir até ao desaparecimento completo o risco para o sistema global, à medida que o número de interligações da rede aumentasse. Quando associada aos outros dois factores, ao que se acrescenta ainda a auto-alimentação - isto é, o facto de a rede acabar por repercurtir num nó individual financeiramente frágil os efeitos da sua própria fragilidade - o choque inicial sai muito reforçado e pode conduzir à crise sistémica completa, caso excedam o contrapeso do risco partilhado.


Resumo de Liasons Dangereuses: Increasing Connectivity, Risk
Sharing, and Systemic Risk

Stefano Battiston, Domenico Delli Gatti, Mauro Gallegati, Bruce Greenwald e Joseph E. Stiglitz
17 de Outubro de 2008

Etiquetas: , , , ,

Quinta-feira, Setembro 25, 2008

Saul Hansell - Como a Wall Street mentiu aos seus computadores

A maior parte dos modelos computacionais usados na Wall Street subestimam fortemente o risco das complexas operações hipotecárias, em parte porque o nível de exposição financeira estava próximo "de aplicações capitalizáveis por cem anos", disse o presidente do Capital Market Risk Advisor, Leslie Rahl. Rahl e outros disseram que as pessoas, que gerem as empresas financeiras, preferem programas de gestão de risco que se baseiem em parâmetros optimistas, aos quais são fornecidos dados excessivamente simplificados, desta forma dificultando a detecção atempada de problemas que acabam por se revelar apenas quando é demasiado tarde. Os principais banqueiros não podem simplesmente ignorar os modelos computacionais usados nos seus computadores, porque os reguladores exigem das instituições financeiras que monitorizem o risco das suas posições. Se o modelo indica que a firma comporta um risco crescente, essa firma tanto pode ser obrigada a ruduzir o risco da operação que pretenda efectuar, como a oferecer uma garantias adicionais em capital, como precaução caso as coisas não corram conforme esperado. "Houve um propósito deliberado de projectar os sistemas de medida de risco de forma tal que não fossem revelados todos os riscos apropriados", disse Gregg Berman, da RiskMetrics. "Pretendeu-se manter o capital tão estável quanto possível, de maneira que os limites impostos aos seus delegados se mantivessem estáveis". Berman acresentou que uma das formas utilizadas foi garantir que os modelos de computadores dispusessem de dados espraiados por muitos anos, em vez de os dos últimos meses, o que teve como consequência que os programas demorassem a detectar o crescimento súbito do risco, pois o mercado manteve-se plácido durante muitos anos.

Saul Hansell, How Wall Street Lied to Its Computers, 18 de Setembro de 2008

Etiquetas: , , , ,


hits: