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Terça-feira, Março 04, 2008

Manuel Cardoso no "Prós & Contras"

Manuel Cardoso
(Imagem: Apdeites)


Prós & Contras de 25 Fev 2008 - 2ª parte

Depoimento de Manuel Cardoso - Professor de Matemática
EB23 Ribeirão (Famalicão) - Mov Professores Revoltados

...Sou um jovem com muita esperança no ensino, com muita esperança nos alunos aos quais eu transmito aquilo que me foi ensinado na Universidade, e portanto não tenho, como professor já efectivo, nada contra a avaliação.
Os colegas na escola, andam receosos. O espírito é este. Eu vejo aqui líderes de sindicatos, representantes de professores, representantes de muitas instituições, e todos falam burocráticamente. Eu como professor de Matemática, não estou habituado a enrolar a língua para enganar os outros.
E neste caso, eu encaro a nossa ministra como alguém que nos canta o canto da sereia.
A ministra, na minha perspectiva, e possívelmente na dos milhares que já seguem este movimento, porque já somos milhares, consegue mentir com uma cara de verdade...
Tudo aquilo que foi já referido pelos meus colegas, defendeu muito bem a posição dos professores em Portugal.
A avaliação dos professores, começa também com a avaliação dos alunos. Os nossos alunos, neste momento não se devem sentir muito felizes, principalmente aqueles que são esforçados, aqueles que têm "mérito", não se devem sentir muito felizes por saber que o facilitismo impera nas nossas escolas. Eu não falo só dos CEFs, das novas oportunidades, não: no ensino regular.
Eu falo dum caso pessoal. Eu sou um professor empenhado, gosto daquilo que faço, amo aquilo que faço. Prejudico a minha mulher, e a minha filha, em casa, por aquilo que eu defendo que é um ensino de qualidade. Mais do que nada, eu não promovo o facilitismo nas minhas aulas, nos meus alunos...
No ano passado eu fui director de turma de duas turmas, no final do ano por doença de um colega assumi a representação do grupo disciplinar e do Plano de Acção da Matemática. Que é posto em causa, este Plano de Acção da Matemática, que está a ser implementado em muitas escolas, é posto em causa por este sistema de avaliação. Os próprios alunos não concebem que os outros alunos que não estudam, os professores sejam obrigados a passar...
Ainda o ano passado, eu tive uma reunião com um ispector que foi lá à escola, e disse-me isto, a mim e a todos os professores que estavam nessa reunião, professores do 9º ano, porque eram alunos que tinham que transitar, para que as estatísticas pudessem demonstrar aquilo que se passa em Portugal...
O inspector disse literalmente, letra por letra: os alunos, senhores professores, a nota mínima é o três, de zero a cinco...

...Eu dar-lhe-ei o nome do inspector: não tenho comigo, mas está em actas. Mas mais do que isso, sra ministra, nós temos que perceber que os nossos alunos não estão a ser dignificados, e eu estou aqui para lutar pelos meus alunos...
...É verdade, senhora ministra...

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Quinta-feira, Novembro 15, 2007

Falta grave

O Sr Ministro da Saúde facilitou um mês, trinta dias para que a Ordem dos Médicos adaptasse o seu código deontológico à nova realidade legislativa do aborto;
que considera esse acto médico como uma falta deontológica grave;
enquadrando a participação dos médicos na sua prática dentro de determinados condicionalismos de natureza excepcional;
os quais, na douta opinião do ministro, são manifestamente ultrapassados pelos novos condicionalismos decorrentes da legislação que a sua efémera maioria parlamentar traduziu em forma de lei;
ou melhor dizendo, pela falta de condicionalismos que reduzem o aborto a um acto que sai mais barato ao cidadão anónimo do que o IVA que é chamado a desembolsar para adquirir um simples preservativo;
e que pode libertar o estado das manifestações inconvenientes à porta dos tribunais de cada vez que há uma queixa resultante da prática do aborto clandestino;
o qual nos termos da nova lei não deixa de existir, uma vez que ela continua a ilegalizar (por enquanto...) a prática do aborto depois das dez (ou serão doze?) semanas.

Se o Sr ministro está assim tão preocupado com o código deontológico da Ordem dos Médicos, tem bom remédio: não se inscreva nessa associação de criminosos fora da lei.
Cá estaremos para assistir aos próximos episódios.
Da efémera maioria parlamentar.

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