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Quarta-feira, Janeiro 14, 2009

Paula Montez - Não estamos sozinhos

Recebido por email da Kaotica. (AF)




Luta dos professores em Portugal


Não nos conformemos! Não estamos sozinhos!

"Cada um deve lutar no sítio em que estiver, no seu meio, com os seus pares, nas oportunidades que for construindo."

E nós? Também temos a nossa parte de responsabilidade. Esperar que dali saia a resolução para o meu problema é errado. Se tenho um problema EU tenho de agir!

Até agora pode dizer-se que a luta foi fácil.

Bastou-nos juntar a nossa voz, o nosso nome ao de dezenas de professores do nosso agrupamento, ao de milhares de professores de todo o país.

Agora, confrontados com um papel que exige que assumamos individualmente a nossa recusa ou aceitação desta avaliação e desta carreira dividida, é chegada a hora de mostrarmos ser capazes de defender as nossas convicções com coerência e coragem.

Ninguém nos disse que esta luta ia ser fácil … ou rápida.

De facto não o é.
  1. Ninguém é obrigado a entregar objectivos individuais
  2. Ninguém está a obrigado a outro procedimento que não seja o da auto-avalização
  3. Nenhum professor concorda com este SIMPLEX porque ele nega tudo o que é fundamental numa avaliação de professores – o seu envolvimento com os seus colegas e alunos no ensino e nas aprendizagens.
  4. Este SIMPLEX revela as verdadeiras intenções do ME – impedir a progressão, poupar à custa dos professores, semear desconfianças que alimentem hierarquias dentro das escolas.


Mas atenção não é preciso que essa recusa passe a escrito, tão simplesmente. Basta não o fazer.

Se forem poucos a assumir com coragem aquilo que a maioria deseja, podem passar por momentos difíceis … e isso não é justo, pois não? A Força desta nossa luta é a unidade de todos em torno de objectivos comuns. VAMOS CONTINUAR UNIDOS!

Para isso, o que podemos fazer?

MANTER A SUSPENSÃO EM CADA ESCOLA, EM CADA AGRUPAMENTO, APOIANDO-NOS UNS AOS OUTROS. VOLTANDO A FAZER TUDO DE PRINCÍPIO COMO JÁ FIZEMOS.

Não é verdade que já passámos pelos 2/2008 e 11/2008? Não resistimos? Não fomos obrigando o ME a recuos e ao descrédito?

Parar agora é morrer! Estou de acordo com a estratégia:
  1. 13 de Janeiro encher salas de reunião – fazer bons plenários
  2. 19 de Janeiro fazer uma grande greve – voltar a fechar escolas
  3. Daí para a frente manter a suspensão nas escolas e intervir durante os processos de negociação que vão decorrer com os sindicatos. Penso que será muito importante para que os Sindicatos aproveitem as nossas sugestões e propostas e vão construindo a partir delas


MÃOS À OBRA, COLEGAS!



Ilustração: bilros & berloques

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Quinta-feira, Novembro 20, 2008

Sobre a avaliação dos docentes em Portugal

Esta é uma reacção a quente sobre as últimas evoluções da situação. Em primeiro lugar, acho extraordinário que um problema administrativo tenha assumido proporções tais que se tenha transformado num problema político, ao extremo de exigir um Conselho de Ministros Extraordinário. Quando os problemas pequenos não são resolvidos, acabam por se transformar em grandes. A função primordial da liderança reside precisamente nisso: dirigir de modo a que tal não aconteça. Maria de Lurdes Rodrigues falhou, porque não o conseguiu evitar. José Sócrates falhou também, enquanto dirigente, porque não tirou a conclusão acertada.
Tanto um como o outro começaram repentinamente a reclamar a necessidade de diálogo. Mas passaram-se já três anos e, na hipótese de ter havido algum nível de diálogo, nunca teria sido possível mobilizar a quase totalidade de uma classe profissional de um país contra uma política. Note-se a dimensão dos acontecimentos, tão invulgar que, mesmo à escala planetária, não deve ter precedente histórico. Apostar na mesma pessoa que conseguiu esse feito histórico para conduzir um processo de diálogo é, no mínimo, uma má aposta. Maria de Lurdes Rodrigues tem limitações, como qualquer pessoa. Mas nem todos temos a mesma inconsciência para desempenhar papeis para os quais sabemos, de antemão, que não estamos suficientemenete preparados.
Não houve falta de oportunidades para alimentar o diálogo em permanência. Houve, em vez disso, uma aposta declarada no possível efeito da intimidação levada a cabo por uns tantos aspirantes a caciques espalhados pelas escolas.
A cultura do medo não é primordialmente alimentada por pequenos caciques locais. A condição necessária para que o medo alcance efeitos duradoiros reside, antes de mais nada, na intervenção intempestiva de forças de repressão especializadas, sempre disponíveis e ao alcance dos humores desses pequenos tiranetes. Ora aqui reside o último engano de José Sócrates. Para governar com base no medo, chegou tarde demais a Portugal.

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Quinta-feira, Novembro 06, 2008

A constestação dos professores no googlemaps

Contestação ao modelo de avaliação docente em Portugal

Está disponível a partir de hoje o mapa da constestação das escolas ao modelo de avalição docente do Ministério da Educação. Os dados têm sido extraídos da barra lateral do Movimento Escola Pública, podendo no futuro complementar-se com outras fontes de centralização da informação. Os endereços das escolas estão, em geral, disponíveis nos respectivos sítios da internet. Por vezes, a localização não é fácil, e optou-se por uma aproximação. Pode, no entanto, haver erros. Caso o leitor observe algum, agradeço que me dê conhecimento (antonio@ferrao.org). Para aceder ao googlemaps com este mapa, basta clicar sobre a figura no canto superior direito desta página. As informações serão actualizadas, pelo menos, uma vez cada dois dias.

O que é que o googlemaps permite que uma página estática de Hipertext Mark-Up Language (HTML) não permite?
- Arrastar para qualquer direcção e ampliar ou reduzir a escala.

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Quinta-feira, Outubro 23, 2008

APEDE reune com FENPROF

APEDE
No próximo dia 29 de Outubro, a APEDE, o MUP e outros movimentos que se queiram juntar irão reunir com a direcção da Fenprof.

Fonte: APEDE, 23 de Outubro de 2008

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Quarta-feira, Outubro 15, 2008

João Vasconcelos - Apelo à unidade

MEMBRO DA FENPROF APELA À UNIDADE SINDICATOS/MOVIMENTOS

CONTRA A ESPADA DE DÂMOCLES O MEU GRITO DE REVOLTA!

UNIDADE E LUTA É O CAMINHO!
João Vasconcelos (*)


João VasconcelosSou membro do Conselho Nacional da Fenprof e também faço parte do Movimento Escola Pública pela Igualdade e Democracia. Mas acima de tudo sou um modesto professor. Um professor que discordou – tal como todos os professores do meu Agrupamento que reuniram no Dia D - do Memorando de Entendimento assinado entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical de Professores. E porquê? As razões encontram-se expostas num artigo que escrevi no passado dia 14 de Abril (antes do Dia D, 15 de Abril e em que a Plataforma já anunciara que aceitava o Memorando). Este artigo, com o título Vitória Pírrica?, circulou pelos blogues e até motivou a criação do blogue Fénix vermelha (aqui se encontra como 1º artigo), perante o grande descontentamento e revolta face à previsível assinatura do memorando. Na reunião do Conselho Nacional da Fenprof, de Junho, continuei a discordar do acordo e, a realidade dos últimos desenvolvimentos – com apenas um mês de aulas – estão a provar a justeza das minhas posições (e de todos aqueles que não aceitaram o memorando, um pouco por todo o país).
Escrevi em “Vitória Pírrica?” que o «Memorando (…) se transformará numa grande vitória de Sócrates e da Ministra e numa profunda e dramática derrota dos professores, se estes não continuarem vigilantes e mobilizados. Afinal o que se conseguiu com o Memorando? Muito pouco, tendo em conta que vieram 100 mil professores para a rua. A Marcha da Indignação do passado dia 8 de Março é a prova provada do descontentamento e da revolta de uma classe profissional como nunca se viu neste país. E tudo levava a crer que os professores estavam dispostos a continuar uma luta que só agora a iniciaram em força. Ficamos com um sentimento de vazio e com uma sensação de que era possível ir muito mais além. Conseguiram os professores uma vitória pírrica? Se assim foi, vão ser, nos próximos tempos, inevitável e clamorosamente derrotados. E a Escola Pública vai ser, inexoravelmente destruída».
Efectivamente, digo e reafirmo hoje que os professores conseguiram “uma mão cheia de nada” e a questão central – esta avaliação de desempenho - apenas foi protelada no tempo. Com uma agravante: bem muito pior do que julgou a Plataforma Sindical. Passou apenas um mês de aulas e os docentes estão fartos, já não aguentam mais. Tal como no início do ano, a sua revolta surda sente-se e ouve-se nas escolas e vai explodir de novo. É por isso cedo para Sócrates e a Maria de Lurdes cantarem vitória, pois os professores vão mobilizar-se de novo e voltar à rua, não obstante ter sido assinado um Memorando de entendimento. A próxima vitória não poderá ser à moda de Pirro – as consequências para a classe docente seriam desastrosas.
Voltando ao artigo, sublinhava a dado passo: «Só nos meses de Junho e Julho de 2009 – como prevê o Memorando – é que haverá ‘um processo negocial com as organizações sindicais, com vista à introdução de eventuais modificações ou alterações’ do modelo. Mas então não se trata de um modelo de avaliação altamente burocrático, injusto, punitivo, subjectivo, arbitrário, economicista, quer vai manter as quotas e assente numa estrutura de carreira dividida em duas categorias? É este o cerne da questão – o Estatuto da Carreira Docente tem de ser revisto, alterado, revogado e os professores jamais poderão aceitar estarem divididos, de forma arbitrária, em duas categorias. O grito dos professores mais ouvido foi: ‘categoria só há uma, a de professor e mais nenhuma’. Disto não podemos abdicar».
Reafirmo que aqui reside o cerne da questão – trata-se de um modelo de avaliação que divide os docentes em duas categorias e que é economicista, punitivo, subjectivo, arbitrário, injusto e terrivelmente burocratizado. Veja-se o que está a acontecer nas nossas escolas – são reuniões e mais reuniões, grelhas para tudo e para nada, objectivos individuais que não têm ponta por onde se pegue, mais instrumentos para isto e para aquilo, são os inúmeros planos de aula, as aulas assistidas por titulares com formação científica diferente dos assistidos, é o receio da não obtenção de créditos e a penalização daí decorrente, é a conflitualidade nas escolas a aumentar (e infelizmente há sempre os mais papistas que o Papa). São medidas que não promovem a melhoria pedagógica e científica, antes pelo contrário e que visam o controlo administrativo dos professores e a proibição de ascenderem ao topo da carreira. É a Espada de Dâmocles que se encontra suspensa sobre a cabeça dos professores e educadores deste país. Nunca, em caso algum, a Plataforma Sindical –e em particular a Fenprof, como a estrutura sindical mais representativa da classe docente – devia ter assinado um acordo que contemplasse a manutenção do actual ECD. E os professores estavam dispostos a continuar com a luta.
Concluía em “Vitória Pírrica?” que os professores «terão de continuar a lutar (…), mostrando à Plataforma Sindical que é possível obter conquistas bem mais significativas (…). A Plataforma deverá continuar a manter a unidade e continuar a ser a porta-voz dos anseios e reivindicações dos professores. Um passo precipitado ou mal calculado poderá deitar tudo a perder, depois será tarde demais para voltar atrás. Por mim não assinava o acordo e continuava com a luta. Há razões muito fortes para tal. Temos a força de 100 mil professores na rua. Este é o nosso ponto forte e, simultaneamente, o ponto fraco de Sócrates, de Maria de Lurdes e do governo».
Os 100 mil professores que protagonizaram a Marcha da Indignação no passado dia 8 de Março nas ruas de Lisboa, responderam em uníssono aos apelos dos Sindicatos e dos Movimentos. A unidade foi a razão da nossa força e todos compreenderam isso. Cometeu-se um erro com a assinatura do Memorando. Mas tudo isto pode ser ultrapassável continuando a apostar na unidade e de novo na luta. Um novo passo errado acarretará, certamente, consequências desastrosas para o movimento docente e para a Escola Pública, que perdurará por largos anos. Respondendo aos anseios, aspirações e revolta dos professores alguns Movimentos convocaram uma manifestação nacional, para Lisboa, dia 15 de Novembro. Mais uma vez os Movimentos se anteciparam aos Sindicatos, não havendo nenhum mal nisto. Já não vivemos nos séculos XIX e XX, a vida mudou, os tempos são outros – só não mudou a exploração e a opressão dos poderosos sobre os mais fracos, antes agravou-se. E os Movimentos hoje fazem parte da vida e das lutas dos Povos. Assim como os Sindicatos continuam a ser imprescindíveis – quem não compreender isto não percebe a realidade onde se movimenta.
A divisão será o pior se acontecer no seio dos professores e em nada acrescentam as declarações anti-sindicais ou anti-movimentos. Todos fazemos falta, tal como aconteceu no passado dia 8 de Março. Quem protagonizar a divisão só irá dar mais força a um governo que despreza, massacra e procura destruir a classe docente e a Escola Pública e, será meio caminho andado para, mais cedo do que espera, ficar arredado da marcha inexorável da História.
O meu apelo é para que todos se entendam – Sindicatos e Movimentos de Professores – chegando a um consenso para a realização, em conjunto, de uma poderosa Manifestação Nacional no mês de Novembro. Condição indispensável para a obtenção da vitória. Os professores irão provar que têm voz e que têm força. Entendimento sim, mas desde que se aniquile o “monstro” (esta avaliação de desempenho e o ECD). Caso contrário, seremos devorados. Contra a “Espada de Dâmocles” o meu grito de revolta! Unidade e luta é o caminho!

(*) Membro do Conselho Nacional da Fenprof, do Movimento Escola Pública e Delegado Sindical na Escola E. B. 2, 3 D. Martinho de Castelo Branco – Portimão

Nota: Caso considerem útil, agradeço a divulgação pelos vossos contactos e blogues.


João Vasconcelos, CONTRA A ESPADA DE DÂMOCLES O MEU GRITO DE REVOLTA! UNIDADE E LUTA É O CAMINHO!, Fénix Vermelha, 15 de Outubro de 2008

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Quarta-feira, Setembro 10, 2008

A democracia defende-se nas escolas

(Imagens do Público de 10 de Setembro de 2008)

Fatima GomesFrancisco Santos
Isabel SantosMauricio Brito
Olinda GilPaulo Guinote

Com o início do ano lectivo, em cada nova reunião, os campos vão-se demarcando. Face a uma ofensiva governamental que procura estilhaçar a dignidade dos professores e criar obstáculos para que a escola funcione, sempre há os que procuram, na nova situação, somar dividendos. Começam já a mostrar as unhas, porém, a voz sai-lhes embargada pela natureza inconfessa dos objectivos, senão mesmo pela incerteza dos resultados. Facilmente se exaltam, perdem as estribeiras. As suas hipóteses assentam na sua capacidade de se transformarem em retransmissores do medo. O mesmo medo, muito medo, que Maria de Lurdes Rodrigues tem tentado espalhar pelas escolas. Só que não gozam, como ela, do conforto de um quartel-general, estão expostos às duras vicissitudes do campo de batalha, onde todas as dúvidas são legítimas. Como tanta papelada burocrática, visivelmente, só pode retirar disponibilidades para a dedicação às aulas, essas dúvidas, além de legítimas, são muitas, entre os professores. Cada dúvida transforma-se numa bala no caminho dos adesivos. Não há, no mundo, inteligência suficiente para harmonizar o trabalho de um professor com o papel de burocratas a tempo inteiro em que o ministério os quer ver reduzidos. Logo, a voz destas caixinhas de ressonância embarga-se em justificações esfarrapadas, ou altera-se num insulto ou gritaria. Quem por aí decide caminhar, já dispensou o uso da inteligência algures pelo caminho. Esse é o sinal claro, melhor mesmo, o sinal esperado, por quem não baixou os braços e resolveu aceitar o combate. É o prelúdio da vitória, pois esta, como outras batalhas políticas, será vencida somente com inteligência. É a altura para baixar o tom de voz e falar muito devagarinho, acentuando a pertinência do ponto em dúvida e a necessidade do seu cabal esclarecimento, sempre com sentido naqueles outros professores, que são muitos, que anseiam por vislumbrar uma luz no fundo do túnel. Naqueles muitos que ainda não se atreveram a exprimir qualquer opinião, mas que estão expectantes quanto ao rumo dos acontecimentos. Com eles, existe uma sólida base de confiança para derrotar a asfixia da escola engendrada por este governo. É preciso acreditar nisso, pois não há heróis, quando muito o despertar de uma consciência mais ampla do que cada um é capaz de fazer para melhorar a sua sorte profissional.
A gigantesca máquina governamental procura espalhar a confusão sobre a real situação. Ignora que os portugueses tomam os professores entre as classes profissionais mais prestigiadas, enquanto os responsáveis governamentais rastejam no lugar dos lanternas vermelhas na escala de credibilidade. Criam apaniguados para dar uma falsa imagem dos anseios dos pais dos alunos. Distorcem estatísiticas e, pior ainda, distorcem mecanismos administrativos para condicionar os resultados a miragens estatísticas pré-definidas. Abusam da demagogia, ao apelidarem os críticos das suas mistificações de gabinete de vulgares cínicos, que só se comprazem com o desaire educativo. Tudo isto com a máxima impunidade que o desigual acesso aos meios de informação permite. Aos professores cabe hoje desfazer todos esses equívocos. Defendendo a sua profissão, defendem também as aspirações dos alunos e as esperanças dos portugueses. Não será uma tarefa fácil. Não devem, porém, sentir-se sozinhos. Há muitos que acompanham essa luta. Eu estou entre eles.


Zeca Afonso: Os eunucos
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Som: Voz do seven

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Terça-feira, Setembro 09, 2008

Luta dos professores - ProfAvaliação

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