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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

Sébastian Ticavet - O euro amplia a crise?

Slowdown in Europe
De leitura obrigatória é a publicação de investigação económica da Natixis, intitulada:

"Que futuro para os países da zona euro mais penalizados pela crise?" (datada de 3 de Fevereiro de 2009 e redigida pelo economista Patrick Artus).

Se é certo que o autor afasta a hipótese da saída do euro, nota-se contudo que só razões ideológicas determinam essa opção (a saída da zona euro é descrita como "não realista" (página 11), sem que o autor apresente outros argumentos além dos "custos técnicos" (quais?) e a "taxas de juro muito elevadas" (é possível demonstrar?).

As seis linhas que o autor dedica ao assunto (página 7) são insuficientes. Tanta ligeireza parece denunciar algum incómodo do autor ao lidar com a questão, o seu acondicionamento ideológico não o permite encarar a alternativa.

Sintomaticamente, as consequências da saída do euro merecem toda uma abordagem que tem sido desenvolvida por numerosos economistas menos temerosos.

Não se poderá imaginar o caso de ser a zona euro a padecer com a partida de um ou vários dos seus membros? Estaremos certos de que os mercados apenas castigariam pesadamente os países que partissem, poupando o euro que, no mesmo acto, acabaria por demonstrar a sua própria inviabilidade? Questão a meditar.

Tanta prudência não surpreende, vinda da parte de um economista conhecido pelas suas orientações muito "clássicas".

Deve, no entanto, ser-lhe reconhecido o mérito de ter revelado muitas fraquezas essenciais da moeda europeia.

O texto é, efectivamente, muito interessante sob vários aspectos:
  • Admite a fraqueza existencial do euro e lembra que a crise financeira e económica a revela com grande clareza:
    "É bem plausível a consequência, largamente antecipada por muitos economistas, de a zona euro não constituir uma zona monetária optimal: uma situação muito prolongada de taxa de desemprego elevada atingindo os países afectados por um choque desfavorável"
    (página 1).

    Para os não-iniciados, uma "zona monetária optimal" é uma região ideal para uma moeda única e uma política monetária única, devida à sua grande homogeneidade económica. Ou seja, precisamente aquilo que a zona euro não é.

    Um "choque desfavorável" é o resultado de uma crise que não afecta por igual todos os países, com a mesma intensidade. Assim, na zona euro, alguns países serão mais duramente atingidos que outros devido à posição que ocupam na escala da economia mundial, às suas especializações e a outras características próprias como a demografia, por exemplo.
  • O autor enumera quatro países mais fortemente penalizados pela crise e pelos efeitos amplificadores do euro: Espanha, Irlanda, Grécia e Portugal.
  • Também esclarece um outro problema maior da moeda única:
    "a reacção da política monetária da zona euro arrisca-se a ser ineficaz, porque é determinada para a situação média da zona euro"
    (página 4)

    Por outras palavras, uma política monetária única e uma moeda única sobre um território tão grande e diverso como o da zona euro não permite contemplar ajustes finos às necessidades de cada país, tão somente uma política "média".

    A analogia mais sugestiva é a de um hospital que prescrevesse o mesmo tratamento a todos os doentes, uma espécie de tratamento "médio". É fácil imaginar que alguns doentes não sobrevivam...
  • Desta situação resultará uma crise de desemprego explosiva nos países mais expostos:
    "um choque assimétrico e o crescimento do desemprego impossível de corrigir nos países afectados"
    (página 12)

    "Impossível de corrigir" porque, na falta da moeda nacional, não será possível usar a margem de manobra monetária.
  • O euro chega então ao cúmulo das suas contradições. O que tinha de acontecer, começou a acontecer. As consequências, segundo o autor, são
    "Um desemprego que não pára de crescer, cenário muito perigoso social e politicamente"
    (página 12)


Resta estalar o verniz ideológico que impede às "elites" admitir que a ultrapassagem deste impasse está na saída da zona euro.

Hoje, quatro países europeus, entre os quais a Espanha com os seus 40 milhões de habitantes, sofrem agudamente com o euro.

Poder-se-ía ainda acrescentar a Itália onde, de forma cada vez mais aberta, se questiona a reintrodução da lira. Amanhã, quando estes países se encontrarem asfixiados (o FMI prevê pelo menos 3 anos consecutivos de forte recessão em Itália) e nós próprios (*) muito enfraquecidos pela crise, pagaremos todos dramaticamente as consequências da moeda única.

É tempo de reagir.

No Vrai Débat, escrevemos que era necessário antecipar uma saída do euro para evitar que uma crise nos viesse impor os seus ditames, forçando-nos a pagar pela medida grande.

Não nos tendo antecipado, agora já estamos dentro dela. Reajamos ao menos com urgência, para que o preço não se torne demasiado alto.


(*) Em França - NT

Sébastian Ticavet -
L’euro amplifie-t-il la crise ?, AgoraVox, 9 de Fevereiro de 2009

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Segunda-feira, Outubro 20, 2008

Previsões políticas para 2009

Laboratoire Européen d'Antecipation Politique
  1. A evolução recente, em alta, do dólar é uma consequência directa e provisória da queda das bolsas mundiais
  2. O "baptismo político" do euro acaba de ter lugar dando uma alternativa "de crise" ao dólar, enquanto "valor refúgio" crível
  3. A dívida pública americana incha de maneira doravante incontrolável
  4. O colapso em curso da economia real dos Estados Unidos impede toda solução alternativa à cessação de pagamentos.
  5. "Forte inflação ou hiper-inflação nos Estados Unidos em 2009", esta é a única questão.


Laboratoire Européen d'Antecipation Politique, Alerte Crise Systémique Globale - Eté 2009 : Cessation de paiement du gouvernement américain, 15 de Outubro de 2008

Tradução para português em Resistir.info, 20 de Outubro de 2008

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Terça-feira, Novembro 13, 2007

Brent Goff - How much bang can you get for your buck?

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Quinta-feira, Novembro 08, 2007

M. Grynbaun e P. Goodman - Afundam-se o mercado e o dólar e eleva-se o receio do abrandamento

DolarO artigo merece ser lido integralmente. Aqui reproduzo (em português) um excerto. Na parte não traduzida é evidente outro facto: que o valor do trabalho se deprecia, tal como as matérias primas.(AF)
As acções em bolsa chumbaram (plummeted) e o dólar afundou-se num novo recorde face ao euro ontem, quando os investidores em todo o mundo se assustaram com a nova subida de preço do petróleo conjugada com um abrandamento significativo da economia dos Estados Unidos da América (EUA).

O indicador industrial médio Dow Jones caiu 360 pontos e o conjunto das acções do mercado mais geral desceu 3 porcento, quedas que acentuam o receio de que os problemas provocados pelo mercado imobiliário se prolongarão para bem dentro do próximo ano, contribuindo para prejuízos adicionais no mercado dos créditos e espalhando o medo pelos restantes sectores da economia. Após um Verão relativamente forte, prevê-se que os gastos dos consumidores se reduzam e que os lucros dos negócios abrandem nos próximos meses, segundo os analistas.

Pressentimos através dos nossos clientes que os EUA se encontram numa grande aflição, disse Erik Nielsen, economista principal da Goldman Sach.

A subida dos preços do petróleo, que foi negociado por momentos a 98 dólares o barril - estacionando depois a 96,37 - está aparentemente a arrastar a subida do preço da gasolina, assim como dos combustíveis para aquecimento e para a aviação. Isto só faz subir os receios de que os consumidores americanos não consigam continuar a suportar as suas despesas noutros bens e serviços, especialmente nos veículos de alto consumo de gasolina que continuam a ser fabricados pelos industriais deste ramo em Detroit.

A razão próxima que desencadeou a venda de dólares ao desbarato, segundo os negociadores, foi o sinal áspero de que a China se preparava para trocar uma parte das suas enormes reservas em divisas estrangeiras - avaliadas acima de 1,4 biliões de dólares em que predominam o dólar e moedas fixadas ao dólar - para outras divisas de maneira a garantir melhor retorno.

Somos favoráveis a divisas mais fortes e iremos reajustar-nos em conformidade, disse Cheng Siwei, vice presidente da Comissão Permanente do Congresso Nacional Popular, durante uma conferência que teve lugar em Pequim na quarta-feira. Por outro lado, o director adjunto de um banco chinês, Xu Jian, afirmou que o dólar estava a perder o seu estatuto de divisa mundial, segundo relato da Bloomberg News.

O Sr Cheng afirmou mais tarde aos repórteres que não havia estipulado que a China poderia comprar mais euros e deixar cair o dólar. Contudo, no momento em que os mercados europeus se abrem, estas palavras ressoam como um convite para vender moeda americana.

O dólar caiu para o seu nível mais baixo relativamente ao dólar canadiano desde 1950, relativamente à libra britânica desde 1981, e ao franco suisso desde 1955. O euro subiu a um novo recorde de 1,4729 - antes de se retrair.

Ainda que as reacções às declarações chinesas possam parecer desproporcionadas, os analistas são da opinião de que as forças que minam o dólar e as acções em bolsa são mais amplas e profundas: a incerteza quanto à extensão da crise do crédito das hipotecas imobiliárias, bem como a convicção que se vai firmando de que, mais cedo ou mais tarde, as revelações do mercado das casas americanas venham a manchar o conjunto da economia.

As últimas semanas foram pródigas em incidentes desagradáveis para os principais bancos cotados na Wall Street, com muitos milhares de milhões de dólares a deslizarem das folhas de balanço por prejuízos no mercado imobiliário. Contudo, os investidores suspeitam que maiores dores estão para vir, sem que consigam precisar quanto ou quando, dada a complexidade da teia de aranha que envolve os negócios financeiros responsáveis pela bolha das casas.

in MICHAEL M. GRYNBAUM and PETER S. GOODMAN
Markets and Dollar Sink as Slowdown Worry Increases
publicado pelo The New York Times em 8 de Novembro de 2007

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Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

Joseph Stiglitz - Pode a economia ser salva?

Pode a economia mundial ser salva? Os dias do sistema de reserva dólar estão contados.



Um dos meus antecessores como Presidente do Conselho Económico gracejou um dia: aquilo que não é sustentável não será sustentado. O défice da balança comercial dos Estados Unidos da América (EUA)- que atinge actualmente os 900 mil milhões de dólares po ano - não é sustentável. O endividamento enorme e prolongado tranquilizou quem se convenceu que a posição excepcional dos EUA os tornava capaz de sustentar esta situação. Mas os optimistas do dólar deveriam lembrar-se que, no passado, tais défices enormes resultaram em sérios enfraquecimentos do dólar.

Há 35 anos apenas, Richard Nixon foi obrigado a pôr termo à paridade do dólar em ouro, tornando esta divisa flexível. Os grandes défices durante a administração Reagan foram um factor determinante para o enfraquecimento do dólar, no princípio dos anos de 1980.

Tudo isto é importante porque os países no mundo à volta possuem dólares nas suas reservas. Fazem-no para dar confiança à sua própria moeda e à sua economia e também como modo de assegurar aos seus credores que os seus empréstimos contraídos serão liquidados em dólares.

Mas a sua confiança no dólar decresce na mesma medida que cresce a dívida total dos EUA.

Os países que guardam montanhas de dólares em reserva estão a ver essa reserva a diminuir. Talvez preferissem comprar euros. Afinal, com os biliões de dólares que possuem em reserva, as suas perdas são enormes. Ainda ninguém entrou em pânico, no entanto, são cada vez mais os bancos centrais que adoptam um princípio basilar, daqueles que se aprendem em qualquer escola de negócios: diversificar. Vendem dólares e compraram outras divisas, e desta forma o dólar deverá continuar a cair, talvez de forma gradual, talvez não.

Os EUA têm conseguido forçar a China a suportar o peso do seu défice - insistindo em que, se a China não desvalorizar o dólar, os EUA deixarão de comprar muitas das suas mercadorias. E, se a China optar por reavaliar o dólar, a situação poderá até agravar-se. Os EUA poderiam continuar a comprar noutros lados, mas isso terminaria quando estivesse a negociar com países que não estão dispostos a retribuir a preferência adquirindo títulos do Tesouro dos EUA. Até ao momento, a China está, de facto, a financiar a exportação para os EUA dos seus texteis, equipamento e bens de consumo. Outros exportadores, tais como o Bangla Desh ou o Camboja, talvez prefiram reinvestir no país os seus ganhos ou então comprar euros.

Quem financiará nessa altura o défice dos EUA? A natureza do mercado é tal que de uma coisa poderemos estar certos: ele será financiado de alguma maneira. O ajuste é que poderá ser um processo indisciplinável, acompanhado por abrandamentos económicos ou mesmo por recessões. Dado o papel chave que os EUA desempenham na economia global, isto é um assunto que interessa não apenas aos EUA, mas também ao seu principal parceiro comercial, o Canadá, bem como ao resto do mundo.

Muitos economistas questionam os EUA pelo seu nível de endividamento, e têm razão. No entanto, os erros do passado colocaram os EUA e todo o mundo numa posição incómoda. Se o défice fiscal dos EUA fosse eliminado, digamos, por cortes repentinos da despesa pública, o decréscimo geral da procura poderia desencadear uma recessão - ampliando o quase inevitável abrandamento devido ao enfraquecimento do mercado interno.

Uma política fiscal mais inteligente - com subida de impostos para os mais ricos e cortes de impostos para os pobres já esgotados e para os trabalhadores de rendimentos médios - poderia conduzir a um aumento global do consumo. É difícil imaginar que tal política fosse seguida por uma administração apostada em cortar nos impostos para os ricos, indiferente às consequências para a economia. Além disso, com os consumidores domésticos a gastar hoje mais do que aquilo que produzem, os ganhos a curto prazo seríam obtidos à custa de problemas futuros.

Alternativamente, em princípio, uma desvalorização suficientemente forte do dólar estimularía o valor bruto das exportações, mantendo a economia a funcionar. Mas as mudanças para tal podem ser disruptivas, requerendo ajustes que não parecem suaves. E a erosão da confiança no dólar e no sistema de reserva do dólar podem ser prolongadas.

O que está claro, é que os dias da reserva em dólar estão contados. Alguns na Europa regozijam-se com a oportunidade de se tornarem a nova sede da divisa internacional, mas deveríam refrear os seus ânimos. Se se tornarem a nova reserva cambial, encontrar-se-ão mais adiante na mesma situação que estão hoje os EUA, enfrentando um défice da balança comercial resultante da "exportação" de euros para que outros o enterrem como forma de se protegerem contra dias mais agitados.

Mas exportar euros não cria empregos da mesma forma que a exportação de máquinas ou outros bens, e assim o nível de desemprego da Europa subiria ainda mais. E, com uma flexibilidade reduzida nas suas políticas macroeconómicas - um banco central exclusivamente preocupado com a inflacção e um pacto de estabilidade e crescimento que restringe os défices governamentais - pouca coisa poderá ser feita para estimular a economia.

O mundo precisa de um sistema financeiro global melhor. A instabilidade está instalada: à medida que mais e mais dólares fiquem em mãos estrangeiras como reserva, torna-se praticamente inevitável que a confiança no dólar desapareça. A questão não está em saber se tal irá acontecer, mas quando.

Também as centenas de milhares de milhões de dólares postos como reserva todos os anos afastam-nos da circulação monetária, não alimentam a procura. O défice dos EUA adiou os efeitos depressivos do sistema de reserva, mas isto é insustentável. Em vez disso, é necessária uma solução mais duradoira. Há quase 75 anos, o grande economista John Maynard Keynes detectou esta falha essencial no sistema financeiro global e propugnou uma divisa global de reserva (designou-a por bancor). No entanto, a necessidade do seu conselho não se fez sentir naquela altura, pois os problemas britânicos, marcados por um prolongado crescimento lento, ficaram resolvidos quando o dólar tomou o lugar da libra estrelina como divisa de reserva global.

O mundo está hoje muito mais globalizado que então. A necessidade da reforma ainda é maior, e este é o nosso entendimento do sistema financeiro e económico - com algum esforço, poderíamos adaptar as ideias de Keynes à realidade actual. A questão é, retomaremos estas ideias antes ou depois da próxima crise?



Tradução do original em inglês no sítio do autor,
publicado em 12 de Outubro de 2006

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Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

FARS - Venezuela e Irão negoceiam em euros









O acordo de 211 milhões de euros, o primeiro baseado nesta divisa assinado entre estes dois países, foi alcançado entre o director executivo da Sadra e o Ministro do Petróleo deste país da América Latina.

Por este contrato, a Sadra compromete-se a fornecer o primeiro de quatro petroleiros de 104 mil toneladas à Venezuela nos próximos trinta meses. O grupo entregará então os restantes ao ritmo de um por cada seis meses.

O Irão comprometeu-se também a fornecer parte substancial da tecnologia à Venezuela, habilitando este país a tornar-se auto-suficiente na construção naval no futuro.

Notícia completa em inglês na
Agência de Notícias FARS (Teerão)
Venezuela contratou 4 petroleiros ao construtor naval Sadra
Publicado em 21 de Dezembro de 2006

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