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Sábado, Julho 11, 2009

BPP - Ecos de uma campanha publicitária

Estas pérolas de retórica foram recuperadas graças à atenção da matriarca Wanda. (AF)


Banco Privado Português

  • Expresso, 5 de Fevereiro de 2000 - Hoje abrimos o livro na página do patriotismo. O dinheiro viaja, não tem pátria, não tem língua, não tem fidelidades. O dinheiro anda de um lado para o outro, de onde nada se passa para onde passa a render.
    Sempre que vir o seu dinheiro a desaparecer, pense antes que ele está a aparecer no bolso de outra pessoa qualquer. (...) Pode parecer patriótico ter todo o dinheiro em bancos portugueses, investido em fundos compostos por acções dos próprios bancos e de empresas a eles ligadas. Um patriotismo duvidos e que sai caro. Caro, porque com rentabilidades decepcionantes na nossa bolsa de valores e com taxas inferiores à inflacção na maioria dos produtos financeiros, você perde dinheiro. E duvidoso porque, ao perder aqui o seu dinheiro ele está a aparecer noutros blsos que não de portugueses.
  • Expresso, 3 de Junho de 2000 - Hoje ter dinheiro já não é o que era. Mesmo uma fortuna não é condição suficiente para se ter uma renda permanente.
    As razões ... prendem-se com a baixa rentabilidade de grande parte dos produtos tradicionais a que, por hábito, tradição ou falta de alternativas, os portugueses mais recorrem.
    Neste contexto é difícil, mesmo com um considerável património financeiro, obter uma boa renda ou, no mínimo, assegurá-la para que você se reforme sem comprometer o nível de vida.
  • Expresso, 24 de Junho de 2000 - Somos especialistas em gestão de activos. Isto significa procurar por esse mundo fora a maior rentabilidade para um mesmo nível de risco. Significa trabalhar xom os melhores gestores e com os mais rentáveis activos e ser-se independente para dizer não quando os mellhores deixam de ser.
    Um último conselho para os autodidactas. Nos mercados, a "automedicação" pode ser fatal. É que se tomar as opões erradas e perder tudo, não há nos mercados o equivalente à lavagem do estômago.
  • Expresso, 8 de Julho de 2000 - Passar o dia a pensar em dinheiro é uma opção de vida... Claro que o Banco Privado Português tem Private Bankers para que os seus clientes passem a vida a pensar noutras coisas.
    Mas se essa é a opção do investidor, quem somos nós para recriminar quem quer que seja.
    Afinal, pensar em dinheiro é a nossa vida.
  • Expresso, 17 de Julho de 2000 - ...o melhor, se calhar, é ter a grande parte do dinheiro quietinho numa qualquer conta a prazo. "Não vá o diabo tecê-las", pensa você.
    Pois pensa mal.
    Não é a primeira vez que falamos sobre os perigos de ter o dinheiro parado. E se hoje voltamos ao assunto é porque temos boas razões para o fazer. (...)
    O Banco Privado Português é um banco com uma missão: fazer dinheiro para os seus clientes.

Canto de sereia

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Quarta-feira, Outubro 08, 2008

Dirk Kurbjuweit - Capitalismo em crise, pacto quebrado com o povo

Primeiro, estranhei que ontem o Presidente dos EUA, George Bush, tivesse telefonado a Gordon Brown, Sarkozy e Berlusconi, não tendo feito o mesmo a Angela Merkel. Agora, percebo porquê. (AF)


De confiar no Capitalismo e fugir à interferência do governo, estamos falados. Mas banqueiros irresponsáveis viram uma oportunidade de enriquecer rapidamente e foram atrás dela. O seu fiasco, tornou-se nosso - e a promessa de um bem comum evaporou-se tal como a fé no capitalismo democrático.

A Alemanha subiu aos céus. Às 9H00 da mnahã de terça-feira 2 de Outubro, o Airbus A310 da Luftwaffe - o equivalente alemão do Air Force One - havia descolado da pista do Aeroporto Tegel de Berlim, meia-hora antes. O avião ruma para Leste, com destino a São Petersburgo, Rússia. Elementos da tripulação servem o pequeno-almoço farto como é costume, incluindo omeletes, carnes, fatiados, quejo e mel. A bordo, estão muitas pessoas que determinaram a posição que a Alemanha ocupa no Mundo: a Chanceler Alemã Angela Merkel e seis ministros, os presidentes de algumas das maiores empresas, como a Siemens, o Deutsche Gahn e a E.on, além de jornalistas. Não há banqueiros no avião, mas eles ocupam o lugar principal nas preocupações de todos os presentes e também nas suas conversas.

Após o pequeno-almoço, a Chanceler Ângela Merkel convidou os jornalistas a dirigirem-se a uma sala à frente para uma conversa off-the-record com a imprensa. Todos se aninharam na pequena sala, 25 pessoas no total, em pé, ou vários sentados na mesma cadeira, alguns mesmo sentados no chão. "O microfone avariou-se outra vez", disse a chanceler para começar.

Falou sobre a Rússia e depois referiu-se à crise financeira. De vez em quando, ouve-se o som do autoclismo: a casa de banho do avião fica adjacente à sala de conferências. A discussão é sincera. Os jornalistas põem questões com ar sério e a chanceler responde com gentileza. Cada palavra transmite preocupação.


in Dirk Kurbjuweit, CAPITALISM IN CRISIS The Broken Pact with the People, Der Spegel, 8 de Outubro de 2008

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Sábado, Setembro 20, 2008

Angela Merkel - É preciso regular os mercados

Angela MerkelHá muito tempo que se diz: 'Deixem que os mercados tomem conta de si próprios' e que 'já não há necessidade de mais transparência'.
Hoje já demos um passo em frente, pois são os próprios Estados Unidos da América (EUA) e Reino Unido (RU) a reclamar: 'Sim, precisamos da mais transparência, precisamos de novos padrões para as instituições de regulação'.
Não aceito a visão de que os mercados financeiros se auto-regulam. Aliás, oposeram-se durante demasiado tempo à introdução, pelos governos dos EUA e do RU, de regulamentos para a actividade bancária.
Para além dos regulamentos nacionais, precisamos também de acordos que barrem a especulação financeira irresponsável


Angela Merkel, citada por Deutsche-Weller em 20 de Setembro de 2008

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Quarta-feira, Junho 04, 2008

Eugénio Rosa - A formação dos preços dos combustíveis

A Autoridade da Concorrência (AdC) acabou de apresentar o seu relatório sobre a formação dos preços dos combustíveis em Portugal. O cálculo dos preço dos combustível à saída da refinaria por parte das petrolíferas ( o chamado “pricing”) não se faz adicionando os custos suportados pela produção do combustível, que inclui o preço da matéria prima, que é o petróleo, e todos os custos de refinação, somando depois uma margem de lucro. As petrolíferas para estabelecerem os preços à saída da refinaria, recolhem os preços dos combustíveis no mercado de Roterdão, e depois os preços de venda dos combustíveis de cada dia aos distribuidores, à saída da refinaria, são os preços correspondentes aos do mesmo dia da semana anterior verificado naquele mercado do norte da Europa, a que deduzem apenas o chamado desconto de quantidade, que até beneficia mais a própria GALP, pois é ela que detém a maior quota a nível de distribuição (a GALP distribuição).

O que a Autoridade de Concorrência devis ter feito, mas não fez, era analisar se a adopção deste tipo de formação de preços se justificava, e se não estaria a determinar lucros especulativos para as petrolíferas à custa dos portugueses? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão o petróleo utilizado apesar de ter sido o adquirido 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, no entanto na formação dos preços à saída da refinaria ele é considerado como tivesse sido adquirido na semana anterior? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão os lucros da GALP só determinados pelo chamado “efeito sotck”, ou seja, pela razão referida no ponto anterior, tenham aumentado, entre o 1º Trimestre de 2007 e o 1º Trimestre de 2008, em 228,6%, pois passarem de 21 milhões de euros para 69 milhões de euros? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão a GALP passou a estabelecer os preços dos combustíveis com base nos preços de Roterdão da semana anterior, quando antes estabelecia com base nos preços de Roterdão do mês anterior, tendo passado depois para quinzenalmente, e agora semanalmente, e é de prever que, com a cobertura deste relatório, se prepare para ser diariamente o que, a concretizar-se, inflacionaria ainda mais os seus lucros com base na especulação à custa dos portugueses?

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