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Quarta-feira, Março 25, 2009

Ana Monteiro - Porque escolhi este poema

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim, em cada lago a Lua toda
Brilha, porque alto vive.
Ricardo Reis



Eu escolhi este poema de Ricardo Reis por três motivos:
Primeiro: o poema expressa uma máxima a que eu aspiro – “Se tiveres que fazer algo, fá-lo bem feito.” – pois quando se faz algo, por mais pequeno ou insignificante que seja, por nós, pelos outros, quer gostemos ou nao, ficamos bem com nós próprios e orgulhosos, mesmo que ninguém repare ou elogie, porque temos a certeza de que o fizemos bem e é isso que conta.
O segundo motivo pelo qual escolhi este poema foi devido ao facto de ele nos mostrar que devemos procurar exceder sempre as nossas expectativas e a dos outros, porque a vida é o nós fazemos dela e o nosso futuro está sempre a mudar a cada pequena decisão que tomamos. Já que estamos neste mundo, por que não “rock it out with style?!” (não sei se podemos escrever em inglês, mas não sabia como expressar isto em português.)
E, por último, mas não menos importante, o facto de este poema possuir uma complexidade sintática, o que o torna interessante para mim, pois eu gosto de procurar o singnificado das coisas. A complexidade deste poema encontra-se na sua sintaxe, pois é clássica, latina e muito diferente daquela que estudámos em Alberto Caeiro. Este poema apresenta uma sintaxe latina, como já referi, com a frequente inversão da ordem lógica, favorecendo o ritmo das suas (Ricardo Reis) ideias disciplinadas.

Ana Monteiro, 12ºA Começar o ano... em grande!, 6 de Janeiro de 2009




Amigo Leitor

Deseja entregar-se ao poder encantatório das palavras? Então não deixe de visitar este one of a kind blog feito numa escola de Barcelos:

No Limiar das Palavras

onde, no dizer da professora que o criou, escrever não é um acto inútil. Inútil é calar-se.

(AF)

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Quinta-feira, Outubro 23, 2008

Várias escolas pedem suspensão da avaliação

Professores de várias escolas aprovaram moções e abaixo-assinados a exigir ao Ministério da Educação a suspensão do processo de avaliação de desempenho, segundo sindicatos e professores contactados pela Agência Lusa.

Ler o resto em Portugal Diário, 23 de Outubro de 2008

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Domingo, Fevereiro 03, 2008

Vídeos para o ensino da Física e da Química

Para professores de Física e de Química do Ensino Secundário existe um blogue muito interessante e de fácil compreensão, para ajuda ( ou não ) nas suas aulas das várias disciplinas.
A autoria é do Professor Carlos Portela.
Veja e satisfaça a sua curiosidade aqui.
Como exemplo extraímos este pequeno vídeo já legendado pelo autor do blogue:

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Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

João Paulo Soares - Manifesto de professores

via A Educação do meu Umbigo

ProfessorOs professores estão a atravessar o momento mais negro da sua vida profissional desde o 25 de Abril. Com um pacote legislativo concebido em sucessivas fases, começando pelo novo Estatuto da Carreira Docente e culminando com o novo modelo de gestão escolar, passando pelo Decreto Regulamentar da avaliação de desempenho, a actual equipa do Ministério da Educação desferiu um golpe profundo na imagem social dos professores, na sua identidade enquanto grupo profissional e nas condições materiais e simbólicas necessárias para que os mesmos se empenhem na qualidade do ensino. A um sentimento de enorme frustração soma-se hoje a insegurança quanto ao futuro profissional, uma insegurança decorrente de todos os mecanismos de fragilização da carreira e de instabilidade de emprego que o governo actual tem vindo a introduzir.
Torna-se agora cada vez mais evidente que os professores deste país foram as cobaias de um ataque aos direitos laborais, segundo uma receita de efeitos garantidos: uma campanha inicial de difamação orquestrada com a cumplicidade de uma comunicação social subserviente, que visou justificar, no plano retórico e propagandístico, a redução sistemática de direitos no plano jurídico. Hoje é também óbvio que este programa teve como objectivo essencial a quebra do estatuto salarial dos professores, que passaram a trabalhar mais pelo mesmo dinheiro, que viram a progressão na carreira arbitrariamente interrompida, e que foram, desse modo, uma das principais fontes drenadas pelo governo para satisfazer a sua obsessão de combate ao défice.
Hostilizados por uma opinião pública intoxicada e impreparada para reconhecer aos docentes a relevância da sua profissão, desprovidos dos meios legais e materiais que lhes permitiriam dignificar o seu trabalho, é com fatalismo, entremeado por uma revolta surda, que os professores deste país encaram hoje o futuro mais próximo. Muitos consideram o Estatuto da Carreira Docente como um facto consumado, procurando adaptar-se-lhe o melhor possível. No entanto, as piores consequências desse Estatuto só agora começarão a revelar-se, e há sinais de que a ofensiva do governo contra os professores e contra a escola pública não chegou ainda ao fim:
· Este ano vai ter início o processo de avaliação do desempenho, pautado pela burocratização extrema, por critérios arbitrários e insuficientemente justificados que poderão abrir a porta para acentuar o clima de divisão e a quebra de solidariedade entre os professores, para «ajustes de contas» adiados, para a perseguição aos profissionais que se desviem da ideologia pedagógica dominante, para a subordinação dos resultados dos alunos à demagogia ministerial do sucesso escolar compulsivo.
· O governo prepara-se para aprovar, sem discussão pública que mereça esse nome, um novo modelo de gestão escolar que se traduz pela redução ainda maior da democracia nos estabelecimentos de ensino, já antecipada ao nível do Estatuto da Carreira Docente, pela diminuição drástica da influência dos professores, atirados para uma posição subalterna nos órgãos directivos, pela sua subordinação a instâncias externas, muitas vezes movidas por interesses opostos ao rigor e à exigência do processo educativo.
· Finalmente, o governo tem também a intenção de suprimir as nomeações definitivas para a grande maioria dos funcionários públicos, iniciativa que terá particular incidência numa classe docente cuja garantia de emprego já está, em muitos casos, consideravelmente ameaçada.
Tudo isto deveria impor, desde já, a mobilização dos professores e o abandono de uma postura de resignação. Não há processos legislativos irreversíveis. Por outro lado, não podemos esperar por uma simples mudança de ciclo eleitoral ou de legislatura para que o ataque à nossa condição profissional seja invertido. Ninguém, a não sermos nós, poderá lutar pelos nossos direitos.
Por tudo isto, e para contrariar a atitude cabisbaixa que impera entre a classe docente, consideramos importante lançar um conjunto de iniciativas, algumas delas faseadas, outras que poderão ser desenvolvidas em paralelo. Assim, propomos:
- apoiar o movimento, que começa a surgir na blogosfera dedicada à nossa profissão, no sentido de se alargar o prazo de discussão do novo modelo de gestão escolar, e organizar nas escolas espaços de debate desse projecto-lei, tendo o cuidado de o situar no quadro mais geral dos constrangimentos legislativos a que hoje se encontra sujeita a nossa actividade profissional;
- promover, nas diferentes escolas e nos agrupamentos de escolas, a discussão sobre as condições de aplicação do Decreto que regulamenta a avaliação de desempenho dos professores, tendo em conta a necessidade de se fixar critérios mínimos de rigor e de justiça nessa avaliação, e considerando que, se a avaliação dos alunos tem sido objecto de muita elucubração teórica, as escolas se preparam para avaliar os docentes sem ponderarem devidamente as dificuldades científicas e deontológicas que semelhante processo suscita;
- encetar um processo de contestação do Estatuto da Carreira Docente nos tribunais portugueses e nas instâncias judiciais europeias, considerando que esse diploma atinge direitos que não são simplesmente corporativos, mas que constituem a base mínima da dignificação de qualquer actividade profissional.
- pressionar os sindicatos para que estes retomem os canais de comunicação com os professores e efectuem um trabalho de proximidade junto destes, o qual passa pela deslocação regular dos seus representantes às escolas a fim de auscultar directamente os professores e de discutir com eles as iniciativas a desenvolver;
- contactar jornalistas e opinion-makers que, em diferentes órgãos de comunicação, tenham mostrado compreensão pelas razões do descontentamento dos professores e apreensão perante o rumo do sistema de ensino em Portugal, no intuito de os incentivar a prosseguirem com a linha crítica das suas intervenções e de lhes fornecer informação sobre o que se passa nas escolas;
- propor políticas educativas que se possam constituir em defesa de uma escola pública de qualidade, que não seja encarada como simples depósito de crianças e de adolescentes e como fábrica de «sucesso escolar» estatístico, políticas capazes de fornecer alternativas para as orientações globais do Ministério da Educação e para as reformas mais gravosas que o mesmo introduziu na nossa profissão.
Se concordas com o MANIFESTO divulga-o o mais possível.
Para mais informações usa o seguinte e-mail profsemluta@hotmail.com

João Paulo Soares
BioTerra
Matosinhos - Portugal

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Quarta-feira, Janeiro 09, 2008

A lógica do Ministério da Educação




Parece que Portugal recebeu dinheiro da U.E. para formação profissional. Verdade?
Parece que o M.E., afinal, continua a exigir acções de formação aos seus professores para eventual progressão na carreira. Verdade?
O que eu sei é que estão já disponíveis mapas de acções de formação em várias escolas. Conforme a sua duração assim lhes corresponderão créditos que os professores vão acumulando.
O que eu também sei é que essas acções de formação vão ser pagas pelos formandos, pelo menos para já, e que ficam entre 50 e 70 euros cada.

Ora, todos sabemos que as empresas privadas investem na formação dos seus quadros, pagando-lhes essa formação. Também sabemos que até 28 de Agosto de 2005 o Estado pagava a formação dos seus professores, pelo menos a que lhes exigia, pois cada profissional podia reforçar os seus conhecimentos, actualizar-se, com outras formações que pudesse pagar.

É espantoso o que estamos a observar todos os dias, especialmente a actuação deste governo no que diz respeito às suas atitudes para com o corpo docente público.
Despojam-no de dignidade, sugam-lhe as algibeiras, retiram-lhe autoridade, exploram-no até à exaustão com implicações na qualidade do Ensino em Portugal.
Mas Sócrates não está preocupado com a Educação, está ocupado em apresentar números, não para os nacionais mas para os seus congéneres estrangeiros a quem ele "bate a pala". Assim com a diminuição da qualidade, com a exaustão, passarão muitos mais alunos de ano, a todos os níveis, que irão engrossar o exército de analfabetos funcionais de que já dispomos em grande número de unidades.

Há que tomar medidas que impeçam este estado de coisas!

....

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Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

Paulo Guinote - Debate sobre a Gestão das Escolas

Já que não se percebe como a tutela pensa envolver todos os interessados na discussão do novo modelo de gestão escolar, para além do espaço reservado no site do ME para quem quiser deixar o seu contributo, parece sentir-se a necessidade em muitos de nós de conhecer melhor o novo modelo proposto para a gestão das escolas públicas, assim como de debater a solução apresentada.

Se com os contributos que foram deixados para o Debate Nacional sobre a Educação foi o que se viu (tudo na gaveta), com todo o aparato formal que teve, já sabemos que neste caso a “consulta pública” não passará de uma formalidade com um sentido: o ME apresenta a sua proposta, os parceiros e o vulgo lêem-na e está tudo resolvido. Acertam-se umas vírgulas, emendam-se as incongruências mais disparatadas e o projecto faz-se lei com todas as suas insuficiências, equívocos e contradições com outros diplomas legais em vigor.

Pelo menos com o RAAG houve algum cuidado em, gostássemos ou não do projecto, tentar explicá-lo às pessoas, com sessões abertas ao público interessado e mesmo com debates sobre o tema. Podiam não ser as melhores iniciativas - assisti a uma perfeitamente caricata com um técnico superior do ME, apoiado num powerpoint, que não aceitava interrupções na sua exposição e escrutinava as questões a que não respondia - mas era alguma coisa.

Agora adivinha-se pouco mais do que nada: um destes dias alguém do ME reúne-se com os “parceiros” e dessa reunião sairão sindicatos zangados, Confap feliz e a ANMP a pedir mais dinheiro. Consta que o Conselho de Escolas emitirá um parecer, mas desconhecem-se os trâmites para a sua elaboração.

Por isso mesmo é necessário que algo mais se faça, em tão curto espaço de tempo. E nesse sentido a Isabel Guerreiro enviou-me no passado domingo o mail que passo a transcrever na íntegra (e a que já aludira em post anterior):

Olá Paulo

Não me conheces mas como tu sou professora e descobri há pouco tempo o teu blogue, onde me revejo (como muitos outros colegas aliás) nas tuas tomadas de posição perante o descalabro que tem sido a actuação deste governo no campo da educação.

Ao mesmo tempo constato, com desânimo, que muitas das vozes de protesto que se ouviam/liam se remeteram ao silêncio (de mim falo) ou andam por aí espalhadas pelos vários umbigos da blogosfera.

Esta notícia do Público (ver anexo) não é uma surpresa e faz antever a machadada final que se preconiza para a escola pública, republicana e laica.

Penso que, se não fizermos alguma coisa agora, será muito difícil reavê-la mais tarde.

Sabemos como é a nossa “classe” e os nossos “sindicatos” mas ninguém me convence de que esperarmos de braços cruzados é a única alternativa.

Por que não esquecermos as divergências pontuais de alguns professores e pedagogos mais lúcidos e activos da nossa (pobre) praça (estou a pensar em Santana Castilho, Mithá Ribeiro, Amélia Pais e outros tantos que certamente conhecemos) e nos reunimos para tomar uma posição firme e clara perante tudo isto?

O projecto de lei vai estar em debate público durante o mês de Janeiro, não há tempo a perder.

Um dos pontos de partida poderia ser um abaixo-assinado on line que permitisse também agregar o maior número de pessoas em torno desta questão central para a democracia, de modo que, mesmo o governo leve avante o seu projecto, se possa constituir um grupo mais ou menos organizado de resistentes.

A escola pública tem de ser uma questão transversal de cidadania acima de lógicas “politiqueiras” mesquinhas!

Uma vez que muitos colegas nossos frequentam o teu blogue, deixo-te este desafio: não queres tomar a iniciativa de promover um debate público aberto sobre esta questão (não faltarão espaços onde um evento desses possa ter lugar)?

Isabel Guerreiro
(professora de educação musical)

Como a ideia é boa, reencaminhei este mail para uma dúzia de colegas, autores de blogues e não só, no sentido de auscultar ideias e se procurarem propostas de acção concreta para as próximas semanas. O Fernando Martins divulgou a ideia no Geopedrados, o Miguel Pinto fez o mesmo, acrescentando a sua opinião no outrÒÓlhar, o José Matias Alves já vem abordando o assunto há alguns dias no Terrear, assim como já terão aparecido entretanto outras prosas em outros blogues, à medida que fui recebendo resposta aos mails e comentários aqui no Umbigo por parte de pessoas de que não tenho o contacto directo.

Neste momento, e para facilitar, eu sintetizaria algumas das opções em aberto, para serem concretizadas em rede ou isoladamente, a partir da ideia original. Nos próximos dias (até final da semana) irei tentar sistematizar prós e contras e avaliar da exequibilidade de cada uma:
  • Realização de um encontro de âmbito nacional sobre o tema, organizado a partir da blogosfera, mas com ancoragem em grupos locais/regionais de professores.
  • Realização de uma rede de encontros locais/regionais deste tipo, com um calendário adequado às possibilidades de cada grupo dinamizador, reunindo-se no final os diversos contributos.
  • Sensibilização dos órgãos de gestão das Escolas/Agrupamentos e Centros de Formação para a realização - em prazo útil - de iniciativas destinadas ao debate do tema.
  • Organização de um abaixo-assinado/petição online para que o debate em torno desta legislação seja mais alargado.
  • Produção de materiais sobre o tema para um suplemento especial do Correio da Educação a publicar na segunda/terceira semana de Janeiro, sob coordenação do J. Matias Alves.
  • Abordagem sistemática do diploma apresentado pelo ME, assim como do modelo de gestão da Escola Pública nos blogues.
Penso que, no essencial, são estas as ideias que até ao momento recolhem maior consenso, sendo evidente que quase todos os que se pronunciaram parecem concordar que, mesmo articulando esta iniciativa com organizações existentes, deveria ser algo que emanasse directamente dos professores e da sua vontade de participar na discussão do seu futuro, sem filtragens hierárquicas/organizativas, que possam desvirtuar a sua espontaneidade ou tornar mais fácil a sua catalogação por parte de quem gosta de ver o mundo apenas a preto/branco ou vermelho/verde.

Como iniciativa de Ano Novo a coisa é obviamente ambiciosa.

Pelo que me toca, e na medida das minhas possibilidades, a partir de amanhã penso começar uma série de textos sobre a proposta governamental de gestão escolar, da qual discordo em vários aspectos da sua fundamentação teórica, da sua dimensão prática e ainda da sua incongruência com diversa legislação existente,a começar pela LBSE. Esses textos serão sintetizados para uma crónica a inserir no Correio da Educação. Se estiver mesmo bem disposto colocarei os materiais produzidos aqui no blogue, incluindo este post, no espaço de propostas aberto pelo ME.

Na minha escola, onde tem sede um Centro de Formação, irei procurar saber o que se poderá realizar a nível local e, a partir daí, procurar perceber o que será possível alargar.

Claro que quem tiver essa possibilidade e principalmente os contactos certos, também deveria sensibilizar quem de direito nos órgãos de comunicação social de “referência”, escritos mas não só. Porque não conheço a agenda do Prós & Contras não sei se esta será uma temática a abordar proximamente.

Agora, é esperar de forma activa pelos próximos episódios.

Paulo Guinote in
O Novo Modelo de Gestão das Escolas: O Debate Necessário
publicado por A Educação do meu Umbigo em 1º de Janeiro de 2008

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Domingo, Novembro 18, 2007

Paulo Guinote versus Albino Almeida

Paulo GuinoteAlbino Almeida

Este é porventura o melhor artigo que já li em toda a blogosfera. Coloca a discussão com a Confederação Nacional das Associações de Pais no plano em que ela faz todo o sentido, e seria muito interessante que o seu presidente, defensor em regime de voluntariado das famílias portuguesas, aceitasse o repto e manifestasse claramente as suas opções. Em alternativa, o seu silêncio também será muito significativo.
Escudados pela longitude, os opinadores da nossa praça chegam a ser demasiado atlânticos e demasiado pouco europeus. Bem poderiam ir gastar o seu latim para o outro lado do Oceano.
(AF)
Por vezes é necessário abandonarmos o carreiro simples, mas estreito, do politicamente correcto e da sabedoria convencional, dos chavões adquiridos, das frases feitas e tentar pensar as coisas de outra forma, olhando-as de um novo ponto de vista.

A Escola a Tempo Inteiro é apresentada como uma grande conquista da acção deste Governo, deste ME, aplaudida pela Confap actual e por diversos opinadores (preo)ocupados com a situação das crianças, cujos pais não conseguem acompanhar devidamente e, por isso, devem ser deixadas mais de 10 horas “nas mãos” (não gosto da expressão por uma multiplicidade de razões) do(a)s professore(a)s.

É um excelente exercício de spin sobre a admissão clara de um fracasso do Estado Social e a demissão de quem representa as “famílias” de efectivamente as defender pela via certa que deveria ser a da “Família a Tempo Inteiro” ou, no mínimo, a “Família a Meio-Tempo”.

Porque parece que as coisas mudaram de lugar e a lógica se retorceu por completo neste país, nestes tempos. Com que então a Escola a Tempo Inteiro é uma grande conquista social? Porquê?

Não seria antes uma conquista ter-se conseguido desenvolver o país para que as “famílias” pudessem dispor de condições para estar perto dos seus filhos todo o tempo possível?

Conheço algumas pessoas a trabalhar em países consensualmente tidos como mais avançados do que Portugal, leia-se, Norte da Europa ou mesmo Costa Leste dos EUA.

Curiosamente, nesses países a Escola a Tempo Inteiro, em particular a Pública para os mais novos, não existe em muitas zonas e esse é um sinal do progresso dessas sociedades.

Porquê?

Porque existe uma efectiva protecção social à maternidade, que permite que as mães fiquem - se assim o quiserem - os primeiros anos de vida do(a)s seus(uas) filho(a)s em casa sem perda do posto de trabalho e vencimento. Porque os horários de trabalho são flexíveis, não para obrigar mães e pais a voltar a casa tardíssimo, mas para que possam recolher os seus filhos às 2 ou 3 da tarde, no máximo.

Porque se atingiram estados de desenvolvimento económico e protecção social inimagináveis para nós e que, mesmo em retrocesso, ainda estão muito à nossa frente.

Por isso, a Escola a Tempo Inteiro é apenas algo que se destina a apaziguar as “famílias” que, cada vez mais, são obrigadas a trabalhar em condições mais precárias e vulneráveis. Que não podem faltar, sob pena de perda do posto de trabalho no final do contrato. Que são obrigadas a cumprir horários incompatíveis com uma vida familiar harmoniosas. Numa altura em que, cada vez mais, as famílias são menos do que nucleares.

A Escola a Tempo Inteiro é um óptimo contributo para todos os empresários e empregadores que defendem a desregulação - pelo abuso - do horário de trabalho dos seus empregados. Se é isso que vai desenvolver o país? Abrindo mais umas dezenas de centros comerciais para as “famílias” tentarem desaguar as frustrações ao fim de semana?

Quem defende as “famílias” deveria defender, em coerência com os seus princípios, que o Estado protegesse a vida das ditas “famílias” a partir da melhoria das suas condições de vida. A defesa da Escola a Tempo Inteiro é a admissão de um fracasso, de uma derrota e não o seu contrário.

Eu, por exemplo, preferia viver num país com horários de trabalho que permitissem que os encarregados de educação dos meus alunos pudessem comparecer na escola num horário de atendimento civilizado e não em reuniões pós-laborais para todos. Gostaria de eu próprio não depender da Escola a Tempo Inteiro se o pudesse evitar.

Mas não. O Portugal Socrático, moderno e tecnológico, é um país falhado, com uma sociedade fragmentada e crescentemente fracturada e desigual. E o projecto democrático europeu dos últimos 20 anos - desde a adesão à CEE que trouxe fundos em forma de chuva grossa e os trará até 2013 - foi um projecto que falhou em tornar um país mais coeso, mais solidário, mais avançado em termos de conquistas sociais, só possíveis se o resto tivesse funcionado. Mas não funcionou. Ou funcionou apenas para alguns. Que são os que têm acesso a uma voz pública em nome do seu sucesso. E que depois palpitam sobre o tudo e o nada, sobre o que conhecem e desconhecem. Que têm serviçais para tratar das coisas chatas como ir buscar os “puto” à escola. Que só fazem por desfastio, em muitos casos.

As “famílias” comuns, essas, na sua grande maioria, podem olhar para a Escola a Tempo Inteiro como uma válvula de escape, uma almofada que amortece um maior choque da sua vulnerabilidade, mas é apenas isso mesmo, um estratagema para tornar um pouco mais suportável o que deveria ser visto como insuportável e intolerável.
A Escola a Tempo Inteiro é um projecto de sucesso se assumirmos que entre nós o Estado Social falhou irremediavelmente.
A Família a Tempo Inteiro, isso sim, teria sido uma enorme conquista e a marca do sucesso de um Portugal desenvolvido.


in Paulo Guinote
A Escola a Tempo Inteiro Como Símbolo Maior do Fracasso do Estado Social
publicado por A Educação do meu Umbigo em 17 de Novembro de 2007

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Sexta-feira, Junho 08, 2007

Jogos perigosos

Os jovens precisam do seu grupo para crescerem harmoniosamente. Estes grupos costumam ser constituídos por adolescentes da mesma faixa etária. São importantes mas, muitas vezes, também são fonte de angústias, de dúvidas e de perigos.

Por isso a atenção dos seus pais deve estar sempre presente nas suas actividades e brincadeiras. Na ausência dos pais cabe à escola o zelo pela sua comunidade para que tudo decorra normalmente e sem incidentes.

A escola reflecte a sociedade em que vivemos e esta é agressiva, pouco atraente, não faz sonhar e poucas alternativas apresenta. E estas idades são feitas de sonhos e devaneios.

Vejamos o que se passa em França, como pequeno exemplo:

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Sábado, Dezembro 23, 2006

Professores - nos bastidores da avaliação


Ou o lado menos visível de uma mentira oficial instalada pelo Ministério da Educação, com a devida vénia à Madalena.

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Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Festa escolar de Natal

Na sala onde se apinhavam cerca de cem pessoas, como uma onda que se propagasse do palco para o balcão ao fundo, o burburinho foi substituído pela voz clara da menina de três anos interpretando o canto no tom que lhe aprouve. Durante dois a três minutos, até que o coro entrasse, a voz branca a solo impôs-se como única realidade, prendendo a atenção quase ao ponto de cada um se recriminar por não suster a respiração. O coro cumpriu a coda. O inesperado momento de puro deleite desfez-se numa estrondosa ovação.

- Ó Jorge, - perguntei - mas onde é que foste descobrir esta preciosidade?
- Sabes lá. Esta aluna foi a que mais me desesperou. Com uma voz forte, talvez porque não conseguisse ouvir os outros, nunca consegui que resultasse no coro. Decidi isolá-la.

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Quarta-feira, Novembro 29, 2006

França - Apelo para a refundação da Escola

Nós, signatários, apelamos ao futuro Presidente da República para a refundação da Escola, principalmente a Escola primária. É uma causa nacional, que ultrapassa as clivagens da vida política.

Desde há anos, a Escola está doente. Esta verificação, os franceses fazem-na todos os dias:
  • As crianças, à saída da Escola primária, dominam cada vez menos a língua francesa. Muitos não sabem ler e chegam à sexta classe. As capacidades na escrita degradam-se. Todas as aprendizagens de base da língua estão afectadas: ortografia, vocabulário, conjugações, gramática, sintaxe.
  • O mesmo se passa na matemática: as quatro operações, a regra de três simples, o cálculo com fracções ou com unidades de medida correntes, os elementos simples de geometria já não são dominados à saída da Escola primária. O raciocínio matemático quase desapareceu até ao fim do básico.
  • A história, a geografia e as lições das coisas também foram afectadas. As referências cronológicas da história do nosso país e os grandes traços da sua geografia física já não são conhecidos.
As causa internas desta degradação estão identificadas:
  • Desde há trinta anos, os programas da Escola primária empobreceram muito nos aspectos essenciais, ao mesmo tempo que foram fixadas ambições desmesuradas em aspectos acessórios. Uma multidão de assuntos díspares, a prática lúdica de novas tecnologias, a multiplicação de actividades periscolares (exercidas em horário escolar) condicionam gravemente as aprendizagens sistemáticas, em especial o francês e o cálculo, que são os fundamentos indispensáveis da instrução (passou-se assim, em trinta anos, de 15 a 9 horas de francês por semana no CP).
  • Impôs-se, contra a experiência dos instrutores, novos métodos pedagógicos, baseados na "construção do saber pelo aluno", que proíbem todo o ensino explícito, estruturado e gradual.
  • Diminuiu-se dramaticamente os níveis de exigência. Assim, em vez de decidir a passagem ou não de um aluno à classe seguinte em função do seu interesse bem compreendido e das suas capacidades em seguir, pratica-se a política do "fluxo".
As consequências a longo prazo são muito graves:
  • O déficit de conhecimentos fundamentais limita gravemente a capacidade em formar os seus pensamentos e em raciocinar. Atenção, operação intelectual e memória estão enfraquecidos por falta de exercício.
  • Não estando as bases adquiridas, o trabalho dos professores do secundário torna-se cada vez mais difícil ou mesmo impossível. Esta degradação alcançou as universidades, as classes preparatórias e os institutos que também estão alarmadas com a queda do nível de conhecimentos e de maturidade intelectual.
Para ULTRAPASSAR ESTA CRISE é preciso reafirmar que a missão primeira da Escola é a instrução, a transmissão de conhecimentos e a aprendizagem do raciocínio. Para que se traduza em factos, é preciso:

PRIORITÁRIAMENTE, CONCEBER NOVOS PROGRAMAS para a Escola primária: curtos, explícitos, compreensíveis por todos, devem fixar uma lista de conhecimentos a ensinar obrigatoriamente segundo uma progressão regular e metódica. Em francês, matemática, história, geografia e lições das coisas esta lista não deve ser inferior, pelas suas exigências e horários previstos, às ambições dos fundadores da Instrução pública.

Esta lista deve comportar nomeadamente:
  • Para o CP: ensino do código alfabético desde o princípio da aprendizagem e entrada na leitura corrente; e em cálculo, ensino progressivo e simultâneo da quatro operações;
  • Para o fim da CM2, todos os ensinamentos sistemáticos, directos e metódicos permitindo uma prática exacta e segura da língua, do cálculo e das construções geométricas: conjugações completas, gramática da frase, vocabulário, cálculo sobre números inteiros, decimais e fracções. É preciso acrescentar o conhecimento das principais referências cronológicas da história da França (e da Europa), rudimentos de geografia física e elementos de ciências.
DEVOLVER AO MESTRE A SUA LIBERDADE PEDAGÓGICA, no quadro dos novos programas ricos, estruturados e coerentes, e na medida em que ela permite uma transmissão eficaz dos conhecimentos. Os instrutores e professores devem poder proceder conforme entenderem, segundo as particularidades das suas classes e as lições das suas experiências. Os inspectores devem limitar-se a registá-la nos resultados.

A formação dos mestres deve ser inteiramente revista: dve comportar por um lado ensinamentos disciplinares muito sérios - pois um bom ensinante deve em primeiro lugar dominar muito bem os saberes que transmite - e, por outro lado, uma aprendizagem pedagógica, especialmente importante para os instrutores, recebida principalmente no terreno e com metodólogos experientes.

RESTABELECER UM BOM NÍVEL DE EXIGÊNCIA, respeitando o princípio segundo o qual um aluno passa para a classe seguinte apenas quando se encontra em estado de seguir o curso com proveito (o que os mestres devem poder julgar sem pressões de qualquer espécie). É preciso, em particular, numa perspectiva de recuperação:
  • Prever a reprovação no fim do CP se a leitura não estiver dominada no fim do ano.
  • Instaurar um controlo de conhecimentos no fim do CM2, baseado em provas que contenham pelo menos ditado, redacção, questões e problemas de aritmética.

Nós, signatários, afirmamos que a refundação da Escola é um imperativo de justiça.


Ao esvaziar os programas, ao baixar as exigências, ao desarticular os ensinamentos, as reformas sucessivas conduziram a um reforço sem precedentes da selecção pelo nascimento e pelo dinheiro: as famílias desfavorecidas ou não francófonas estão terrivelmente penalisadas, pois aquilo que não aprendem na escola tem que ser aprendido em casa, ou em cursos de apoio pagos.

Deixaremos que a Escola abandone a sua missão de instrutora, e que os serviços pagos se substituam a ela?
Queremos pôr fim à promoção social pela Escola?
Aceitaremos entrar num novo obscurantismo?
Nós recusamos com todas as nossas forças.

A nossa causa é transpartidária: globalistas, liberais, comunistas, gaulistas, socialistas ou cristão-democratas, crentes, agnósticos ou livre-pensadores, ensinantes e pais de alunos: estamos juntos pelas mesmas amarras à Escola e pela mesma vontade: refundar a instrução pública sobre a transmissão de saberes ricos, sólidos e coerentes e sobre a liberdade pedagógica dos professores.

Traduçao do original em francês:
Appel pour la refondation de l'École

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Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Laurent Lafforgue - Testemunhos de professores

O sentimento que domina a maior parte dos professores é o da impotência face a situações que os ultrapassam. Em todos os níveis, desde o básico, ao secundário e à universidade, alguns confessam sem rodeios que já não podem dispensar um ensino digno desse nome, tal a falta de bases dos alunos, de hábitos de estudo disciplinado, de rigor e de exigência. É notável que os professores não lamentem apenas as insuficiências dos alunos nas suas próprias disciplinas, mas unamimamente as carências em francês e - no caso dos professores de física e de outras disciplinas de ciências naturais - as carências em matemática.

É também notável que muitas lacunas detectadas por professores em alunos da universidade ou das classes preparatórias aos institutos superiores remontem à escola primária: desconhecimento da gramática das orações e da análise gramatical, ortografia fantasiosa, incapacidade de escrever uma única frase correcta, incapacidade de raciocinar, incapacidade de completar cálculos simples sem se enganarem, etc. Os professores do básico e do secundário assinalam também a falta de memória dos alunos - fenómeno estupidificante entre os adolescentes - e que resulta certamente de a memória não ter sido exercitada na escola primária, fazendo com que decorassem textos.

Alguns foram tentados a descartar o programa muito desestruturado e vazio de conteúdo para tentar re-ensinar as bases sólidas. Os professores de letras podem fazê-lo em alguma medida, e isso permite a muitos deles reparar os estragos mais gritantes. Mas no básico e mais ainda no secundário, os professores de ciências chocam depressa com uma parte dos pais dos alunos, que se recusam a acreditar que as bases fazem falta, e que querem a qualquer preço que o programa seja respeitado, não se preocupando com mais que a passagem de classe e o diploma de formação. Estes pais estão prontos a queixar-se à administração, e esta a voltar-se contra os professores. Tive conhecimento de um caso de um professor de matemática, suspenso por ter tentado ensinar a aritmética das fracções a alunos do secundário que não a dominavam.

Excerto de Il faut sauver l'école !

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Domingo, Novembro 19, 2006

Bernard Favre - Um contexto hostil à escola

Para um sociólogo, os obstáculos para uma cultura comum entre professores e pais, tendo em conta desajustes pessoais e de relacionamento, entroncam em aspectos de primeiro plano da sociedade contemporânea.

À frente, destaca-se a emergência de correntes de pensamento anti-intelectualistas e populistas: tudo podería ser resolvido com golpes (coups) de receita simples, sejam problemas económicos, políticos ou educativos. Muitos economistas, e não dos menores, puseram a descoberto a extrema indigência dos pressupostos teóricos subjacentes às teses neoliberais. Também não é preciso ser grande estadista para reparar que, entre aqueles que se opõem à inovação da escola, há falta de informação, vontade de não-saber e semi-inteligência. Como podería isto deixar de ter consequências na desvalorização da aprendizagem escolar que se observa em algumas famílias?

A insegurança em que vivem numerosas famílias (receio do despedimento, do desemprego, do repatriamento ao país de origem), também não ajuda a lidar com a complexidade do sistema educativo. A discussão sobre as notas é disso um indicador: qualquer que seja a fundamentação sobre formas de avaliação mais ajustadas ao desenvolvimento intelectual e sócio-afectivo geral, a premência da nota é recorrente para os pais. Têm necessidade de números, ou seja, de referências que acreditem ser seguras. De uma forma geral, a insegurança leva à rejeição da complexidade e constitui um obstáculo a uma reflexão mais aprofundada sobre os assuntos escolares.

Mais perniciosa ainda, para o desenvolvimento de uma cultura comum entre pais e professores, é a ideia de que a missão única da escola é a de assegurar o sucesso individual: de onde o surgimento de um conjunto de pais, que me parece significativo, que são militantes de uma escola selectiva, que distinga os seus filhos dos demais, os diferencie de forma a assegurar-lhes um futuro profissional brilhante, muitas vezes em deterimento da sua formação sócio-afectiva, nunca devidamente avaliada. A que se juntam numerosas estímulos ao consumo desenfreado cujo resultado é tanto mais forte, quanto mais fracos forem o desenvolvimento do espírito crítico e da capacidade de reflexão autónoma. Nestes termos, mais valeria pouca escola que demasiada escola.

Globalmente, as mensagens difundidas pelos órgãos de comunicação, pela publicidade, pelo senso vulgar, pela moda e pelos modos de vida que nos impõem os ditames da economia de mercado a qualquer preço (crescimento dos dividendos cada vez mais altos até ao risco de desaparecimento das empresas) não favorecem o desenvolvimento de uma dinâmica sócio-educativa forte entre as escolas e as famílias àcerca dos requisitos da aprendizagem.

Mas só esta dinâmica poderá transformar a escola numa cidade educativa juntando alunos, professores, pais e representantes da comunidade em torno de um projecto partilhado, uma cidade constituindo um espaço de liberdade capaz de aplicar os valores que justificam a sua existência; abertura ao saber, à apropriação dos meios de compreensão do mundo nas suas várias dimensões, ao desenvolvimento das competências individuais e de relacionamento (tolerância, respeito, solidariedade e cooperação) que nos permitem viver juntos.

Tradução (excerto) de:
Culture commune autour des apprentissages

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