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Sábado, Janeiro 20, 2007

A pirâmide do conhecimento

!

A r t e

C i ê n c i a

F i l o s o f i a

S e n s o C o m u m

P r o c u r a

V i s ã o

E x p e r i ê n c i a

C o n t a c t o

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Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

Nem tudo...

Nem tudo o que parece, é. Assim reza e muito bem um dos nossos mais populares ditados. O respectivo contra-ditado seria: A maioria das coisas são o que parecem. Este seria útil na maioria dos casos podendo ficar o primeiro reservado para as excepções. Pelo menos, não configurando uma arma engatilhada de cowboy.

Bach revolucionou com o conceito de temperamento igual (12 meios tons equidistantes) que tornava iguais entre todas as tonalidades as suas virtudes e os seus defeitos. Hoje é possível concretizar esta ideia devido aos avanços da electrónica e levá-la ao mais comum dos ouvidos num qualquer arraial de organeta.

A violeta não partilha estas igualdades mas também é possível através de um artifício técnico conferir-lhe tal afinação. O processo é o seguinte:
1. Castra-se a conhecida parafernália de harmónicos fechando as quintas.
2. Garante-se que não há resíduos elevando o diapasão em relação ao teclado com que vai interagir.
3. Afinam-se os intervalos por perpétua comparação com o ditador, evitando claro está, as cordas soltas.
4. Aperfeiçoa-se o desvio calculado durante alguns anos.
5. Memoriza-se a cor de cada nota (igual em qualquer tonalidade).
6. Já está. Arco temperado.

Os poucos que conseguem escapar a esta maningância consertada chamam-se Solistas.

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