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Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

Quando o dólar se retrai


Festejar as subidas do dólar é uma tradição entre os funcionários do governo, sempre desejosos de evitar que as oscilações das taxas de câmbio degenerem num afundamento acelarado do dólar - um pesadelo económico que sería marcado por picos elevados dos preços e das taxas de câmbio. Enquanto o dólar caía nas duas últimas semanas, o Secretário do Tesouro Henry Paulson Jr. desempenhou o seu papel, afirmando que "um dólar forte é claramente do melhor interesse para o nosso país". E Ben Bernanke, o presidente da Reserva Federal, produziu um discurso em que foi moderadamente optimista sobre o crescimento económico e informou que não descería as taxas de juro nos próximos tempos.

Crescimento e taxas de juro relativamente elevadas - se por acaso ocorresem - sería uma boa combinação para o dólar. Mas até ontem o dólar não tinha recuperado muito das recentes descidas face a outras divisas importantes. Os investidores permanecem largamente cientes das fragilidades económicas dos Estados Unidos e recolhem forças na Europa - o que pressagia um dólar fraco, o que quer seja que se diga.

Uma divisa mais fraca é inevitável para um país tão individado como os Estados Unidos. Durante os anos de Bush, o défice expandiu-se - no orçamento federal e no comércio. O que quer que seja que afecte a predisposição dos investidores em financiar défices enormes empurra o dólar para baixo - incluindo melhores oportunidades de investimento fora, como acontece agora.

A grande incógnita é a duração e profundidade do declínio sustentado do dólar. Nos últimos anos, os investidores que apostaram num dólar em queda perderam dinheiro. Mas o actual megulho é uma lembrança de que nenhuma nação, mem mesmo os Estados Unidos, pode pedir emprestado constantemente sem se sujeitar às consequências económicas.

O governo tem assumido - por enquanto, correctamente - que os Estados Unidos são demasiado grandes para falharem. Os funcionários da Administração parecem confiantes de que os chineses, em especial, continuarão a financiar os défices da nação, porque assim ajudam as suas exportações. Também assumem que a China e outros países não irão vender porções das suas enormes disponibilidades em dólares, e ainda menos conduzir à queda do dólar, e com ele o valor dos seus activos remanescentes em dólares.

Isto soa mais a uma paragem do que a uma estabilidade, e vai demasiado longe na entrega do bem-estar da nação às mãos de banqueiros centrais estrangeiros. Mas é o melhor que a coroa de Bush tem para oferecer, porque a verdadeira estabilidade das finanças globais baseia-se na responsabilidade fiscal doméstica, coisa que falta à administração.

O equilíbrio geral das contas exige a cooperação. Quando o Sr Paulson viajar à China este mês, encontrará sem dúvida maneira de ajustar as divisas americana e chinesa de forma controlada. Mas não há substituto para a manutenção das contas da casa de cada um em ordem.

Tradução do original em inglês:
When the Dollar Talks Back
publicado no The New York Times de 6/Dez/2006.

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