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Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

Marta Cochat-Osório - Notícias do Chile

Victor Jara


Ao fim de 36 anos confirmou-se o que já se sabia. Víctor Jara foi torturado, esmagaram-lhe as mãos, vararam-no com dezenas de balas.

Ao fim de 36 anos voltamos a lembrar o Estádio Chile cheio de trabalhadores, intelectuais, estudantes, militantes de partidos de esquerda e democratas em geral, que aos milhares ali foram encerrados, para dia após dia serem torturados e assassinados, enquanto se instalava definitivamente a ditadura militar de Augusto Pinochet, idealizada, cozinhada e levada a cabo a partir dos gabinetes da CIA e da Casa Branca.

Ao fim de 36 anos o seu país tentou sarar essa ferida, dando-lhe um funeral de Estado, acompanhado por milhares de chilenos. Não o que merecia, pois o que Víctor Jara merecia era continuar vivo, ou, a ter já morrido, que tivesse sido de morte natural, rodeado pela ternura da sua família e amigos e não vítima de assassinos.

Ao fim de 36 anos proclamou-se o que já se sabia. Víctor Jara era um homem íntegro e bom!




Manifesto



Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz
canto porque la guitarra
tiene sentido y razon,
tiene corazon de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas,
aqui se encajo mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.



Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morira cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una alondra
hasta el fondo de la tierra.



Ahi donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre sera cancion nueva.



Victor Jara


(via email)

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Sexta-feira, Julho 17, 2009

O socialismo democrático


O partido socialista gosta de se distinguir dos comunistas, realçando que o socialismo que preconiza é do tipo democrático, ao contrário do socialismo que é preconizado pelos comunistas, que é do tipo totalitário, isto é, consiste em impor uma ditadura do partido único sobre o aparelho de estado no seu conjunto.

Para percebermos melhor a democracia do socialismo dos socialistas, vamos então lançar um olhar sobre o novo modelo de gestão escolar que os socialistas pretendem impor ao funcionamento das escolas.

Segundo o modelo que é lançado pelo PS, passará a haver um director, que detém o poder executivo, e um conselho geral, que é parcialmente eleito pela escola, e a quem o director presta contas acerca do cumprimento das orientações que são fixadas para o funcionamento da escola.

Até aqui parece inocente, por mais controverso que possa parecer o processo de formação e responsabilização dessas instituições.

O problema surge, quando se atribui à figura do director, o poder de avaliar os membros do conselho geral, que são eleitos pelo corpo docente da mesma escola, para efeitos da sua progressão na carreira.

Afinal, em que é que ficamos? São os membros do conselho geral, que avaliam o desempenho do director, ou é o director que avalia os membros do conselho geral?

Como é possível um docente exercer a crítica sobre o desempenho do director, se o mesmo director conserva o poder de decidir acerca da progressão na carreira dos mesmos docentes?

Como é possível o conselho geral funcionar como um órgão colegial, quando alguns dos seus membros são sujeitos à apreciação do director, e os outros não?

Se esta democracia for transposta para o aparelho de estado, teremos um governo a deter o poder de “avaliar” os deputados que ousarem criticar os seus actos.

E aí está o socialismo democrático a demarcar-se do totalitarismo dos comunistas.

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Quinta-feira, Março 26, 2009

A Democracia, JÁ !

Chegou a hora de reclamarmos para hoje, a democracia que nos prometeram ontem.

Em nome da restauração da vida democrática, os políticos que nos governam tomaram o poder e enchem todos os dias os jornais com novos escândalos, a partir de opções que só vêm a ser conhecidas pelas suas consequências, e nunca pelas suas causas.

Estamos fartos de ser chamados como contribuintes, a pagar as consequências dos erros alheios, com a eterna desculpa de que como foram eleitos, adquiriram o direito de empenhar, não apenas a geração que os elegeu, mas até as gerações que ainda nem sequer nasceram.

Este é o momento de perceber que os problemas do país não se podem escamotear com as eternas rivalidades entre partidos, enquanto as instituições se encontram totalmente manietadas pela impunidade dos crimes.

No próximo Sábado, vai nascer uma associação que é uma congregação de vontades de todos aqueles que não se conformam no papel de espectador impotente, a quem apenas é reconhecido o direito de manifestar a sua opinião pessoal, em casos que afectam mais a sociedade no seu conjunto do que cada um em particular.

Se não te conformas com a maneira como são desbaratados os dinheiros dos nossos impostos, nem como o exercício do poder político se transformou duma cultura de valores para uma cultura de acusações e contra-acusações à margem do poder judicial, então junta-te a este espaço de intervenção cívica, isento de ambições de poder, mas que se norteia pela recuperação do direito a intervir na vida pública.

Encontro para a fundação do Movimento para a Democracia Directa, Alcobaça, 28 de março de 2009, 15 horas.
http://doportugalprofundo.blogspot.com/

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Quarta-feira, Janeiro 14, 2009

Maria da Glória Costa - O tempo urge

Deixem-se de conversas, pois é agora ou nunca!

Onde estais vós, gente de pouca fé?! Hoje dói-me a alma, a desilusão apoderou-se de mim. Tenho vergonha de pertencer a uma classe de professores que tem medo; que não acredita que para se conseguir algo são necessários sacrifícios; que é agora ou nunca; que o tempo urge; que já não há que acreditar em falsas promessas.O hoje passou e o amanhã não será melhor, se nada fizermos. Onde pára essa gente de fortes convicções? Estou cansada de ouvir tantos disparates, tanta caricaturização, tanta justificação , tanta falta de informação !!! Onde estão os 120 mil ? fizeram como a avestruz?

Hoje confirmei que portugueses há muitos, mas quero aqui tecer um elogio a todos aqueles que acreditam e têm vontade de mudar este país.

Tenho vergonha dos nossos representantes políticos. Politizaram uma questão tão séria como é o ensino público, pondo em risco a continuação de um ensino público credível, brincaram com a vida de 120 mil profissionais.

Não sou fundamentalista, mas temo pela democracia neste país e quero que os meus filhos vivam em democracia.

Nestes últimos anos senti-me ultrajada por um ministério que não me respeita.

Hoje dei mais um passo em frente...não entrego, nem entregarei os objectivos individuais, faço uma greve por período indeterminado, faço tudo o que ainda estiver ao meu alcance para derrubar esta política de ensino insana. Não aceito que um ano de luta acabe por parir um rato.

Não me venham com a treta de que devo ter outros meios de me sustentar. Não, não tenho. Tenho quatro filhos a estudar, um na Universidade, um apartamento e um carro que pago às prestações e todas as despesas inerentes a uma família numerosa. Não tenho pais ricos, aliás a minha mãe é viúva e aposentada. Ah e já não tenho marido.

Quando ouço alguns colegas que desabafam: Ai eu tenho um filho a estudar na universidade e não posso perder parte do meu ordenado. Pois eu também tenho um na universidade e mais três em idade escolar.

Esses três mais novos acompanharam-me a Lisboa, quis dar-lhes uma lição de democracia ao vivo e a cores e quero ser um exemplo para eles. Quero que eles no futuro sigam o meu exemplo, não aceitem nada com base no medo, que lutem pelos seus ideais, que sejam gente com valores, carácter, com fortes convicções e cidadãos bem formados.



Maria da Glória Costa, uma mulher de uma só cara!

(Escola Secundária de Barcelos)



(Recebido via email de Fátima Gomes) (AF)

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Terça-feira, Agosto 12, 2008

David Brockschmidt - A Alemanha é soberana?

Contrato Secreto
Pela lei internacional, um país é soberano se tem o poder de tomar decisões internas e externas sem a interferência de outro país e sem sofrer pressões políticas de qualquer grupo interno ou externo.

A questão que coloco ao governo alemão e à Chanceler Angela Merkel é: É a República Federal Alemã hoje um estado completamente soberano segundo a sua própria lei e a lei internacional? Sim ou não?

Se a resposta é não, então explique, por favor, quais são as restrições internas ou externas impostas aos alemães. Se a resposta é sim, então explique a razão por que as questões que apresento em seguida não afectam a soberania alemã.
  1. A Alemanha não possui um Tratado de Paz com os países com os quais se esteve envolvido na Segunda Guerra Mundial. Foram 64 países, incluindo as quatro principais potências vencedoras: Estados Unidos da América (EUA), Reino Unido (RU), União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e França.
  2. A cláusula que considera a Alemanha e o Japão como inimigos continua em vigor na Carta das Nações Unidas e pode ser accionada em qualquer momento, se necessário, pela força militar.
  3. O governo actual afirma aos cidadãos e à comunidade internacional que as suas fronteiras actuais constituem a totalidade do território alemão. A decisão do Tribunal Constitucional alemão de 1973 afirma o contrário. O juízo refere claramente que o Reich Alemão ainda existe de jure dentro das fronteiras de 1937. Se olharmos para uma carta geográfica de 1937 e a compararmos com a actual, vemos claramente que há territórios alemães a Este que são hoje parte da Polónia e da Rússia. Estes territórios, de acordo com as decisões dos tratados das potências aliadas vitoriosas sobre a Alemanha nas conferências Teerão, Yalta e Postdam apenas deveriam permanecer sob administração polaca ou russa até que um tratado de paz fosse assinado com a Alemanha. Isto não aconteceu. Como é isto possível, que o governo alemão após a Segunda Guerra Mundial tenha entregue de jure estes territórios à Rússia e à Polónia, que os administram de facto? Faz algum sentido?
  4. Após a reunificação da Alemanha Ocidental com a Alemanha Oriental foi dito aos cidadãos alemães e à comunidade internacional que, conforme o Acordo dos 2 mais as 4 potências vitoriosas, que estas abdicavam dos direitos e das responsabilidades sobre as quatro zonas de ocupação no território alemão e respectivos sectores na Grande Berlim. Isto não foi feito!

    As quatro potências terminaram as actividades em território alemão, porém não abdicaram dos seus direitos.

    O documento oficialmente publicado do acordo dos 2+4 é muito claro a este respeito. O facto, porém, é que a maior parte dos direitos de ocupação dos aliados - EUA, RU e a França - sobre a Alemanha foram transferidos ou incorporados no assim chamado Estatuto das Tropas da NATO. Foi assim declarado forçosamente que os direitos dos Aliados da Guerra e do pós-Guerra sobre a derrotada Alemanha se mantinham e não foram abolidos.
  5. Os quatro pontos anteriores culminam com o dossier Kanzlerakte da Chancelaria. O governo da Alemanha Ocidental sob o Chanceler Konrad Adenauer, perante os altos comissários de três potências das forças acupantes, o EUA, o RU e a França, estabeleceram um tratado secreto datado de 21 de Maio de 1949, que foi assinado em 23 de Maio de 1949 pelo Chanceler Konrad Adenauer, o Presidente do Parlamento Alemão, Adolf Schönfeller e o vice-Presidente do Parlamento Alemão, Herman Schäfer. O ponto principal deste acordo secreto é o chamado Veto Aliado, que surge como consequência da cláusula que atribui o estatuto de inimigo à Alemanha e ao Japão pela Carta das Nações Unidas. Lá está dito:
    1. Que a imprensa alemã será controlada pelas potências ocupantes até 2099.
    2. Que as reservas de ouro da Alemanha são confiscadas como compensação.
    3. Que o assim designado Veto Aliado respeitante à derrotada Alemanha inclui qualquer decisão interna ou externa do Governo Alemão, tornando-se efectivo mediante o consenso dos três altos comissários militares ocidentais.
  6. O Major General Gerd Helmut Komossa, chefe do serviço de espionagem militar - Militarischer Abschirm Dienst (MAD) - desde 1977 até 1980, confirma este acordo top secret entre o governo alemão sob o Chanceler Adenauer e os aliados ocidentais no seu livro: Die Deutsche Karte - a Carta Alemã, Graz, 2007, ISBN: 978-3-902475-34-3, a páginas 21. Segundo o Major General Komossa, cada novo Chanceler Alemão fica obrigado a assinar o acordo secreto, o chamado Kanzlerakte, antes de tomar posse como Chanceler perante o Parlamento Alemão.
Permitam-me ainda os leitores recordar que as antigas zonas de ocupação pelas potências ocidentais estão hoje sob ocupação de forças militares dos EUA, RU, França, Canadá, Bélgica e Holanda. Esta persistência da ocupação da Alemanha pelos países mencionados é justificada e legalizada no quadro do Estatuto das Tropas da NATO que integra quase todos os direitos de ocupação das potências vencedoras sobre a Alemanha. As instalações militares dos aliados na Alemanha, como certamente no resto da Europa Ocidental e no Japão, são extra-territoriais, como as embaixadas estrangeiras. As leis e regulamentos locais não se aplicam dentro destas circunscrições militares.

Por favor, Senhora Chanceler da República Federal Alemã, Dr Angela Merkel, foi ou não obrigada a assinar o dossier do Chanceler - Kanlerakte e/ou qualquer outro documento cedendo a qualquer potência estrangeira limitações sobre a liberdade do seu povo ou a soberania da República Federal da Alemanha?

A ironia é que uma única potência vitoriosa, a Rússia (ex-URSS), abandonou permanentemente a zona de ocupação na Alemanha e o sector ocupacional na Grande Berlim!

Infelizmente, a 'soberana' República Federal Alemã não pode dar às restantes forças ocupantes ocidentais as respectivas guias de marcha. Isto iria contra os direitos dos aliados estabelecidos pelos acordos feitos entre três deles - Churchill, Roosevelt e Stalin - nas conferências de Teerão, Yalta e Postdam.

Em resumo: eu quereria estar de acordo com o ex-embaixador dos EUA na Alemanha, Kornblum, que informou enfaticamente as autoridades alemãs: "Vocês não são soberanos!" Esta declaração nunca foi repudiada ou questionada por qualquer governante alemão.

Assim, Senhora Chanceler, explique por favor! Eu pergunto:"O estado alemão soberano existe?"

NB:
  1. Nem todos os documentos do Acordo dos 2+4 entre os dois antigos estados alemães e os quatro aliados foram tornados públicos, e alguns estão classificados como secretos por muitos mais anos.
  2. Relativamente ao livro do Major General Gerd-Helmut Kossoma, publicado no ano passado, pergunto-me a mim próprio porque razão não terá havido um protesto ou pelo menos uma questão sobre o Kanzlerakte na imprensa alemã? Sertá que os alemães vivem num permanente estado de negação da sua própria história?
David Brockschmidt, The ‘Sovereign’ Federal Republic of Germany
publicado por Adelaide Institute em Maio de 2008

Grato ao raivaescondida pela pista. (AF)

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Sexta-feira, Junho 13, 2008

Irlanda, capital europeia da democracia

Irlanda

Viva a participação democrática!
Viva a Irlanda!
Porreiro pá!

Porreiro pá!

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Segunda-feira, Março 03, 2008

Joseph Stiglitz - Questões políticas

Joseph Stiglitz
A globalização era suposta trazer benefícios sem precedentes para todos. No entanto, e curiosamente, acabou por ser vilependiada tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. A América e a Europa receiam as ameaças da deslocalização: os países em desenvolvimento sentem que os países industrializados os sufocam no regime da economia global. Em ambos os lados se reclama que os interesses das corporações prevalecerem sobre outros valores. Neste livro argumentei que há muito mérito neste criticismo - mas que se trata de criticismo sobre forma como a globalização foi empreendida até agora. Tentei mostrar que podemos reformular a globalização para que comece a honrar as suas promessas.

Este livro debruçou-se principalmente sobre os aspectos económicos da globalização mas, como referi no primeiro capítulo, os problemas surgiram quando o lado económico da globalização atropelou o político, quando as consequências económicas da globalização se sobrepuseram à nossa capacidade de compreensão dos processos políticos capazes de harmonizá-los. Reformar a globalização é uma questão política. Neste último capítulo pretendo abordar algumas questões políticas chave. Entre elas estão as perspectivas para os trabalhadores não qualificados e o impacto da globalização nas desigualdades; o défice democrático das nossas instituições económicas globais, que contribui para enfrequecer mais ainda a democracia nos nossos países; finalmente, a tendência humana para pensar localmente até quando participa em processos cada vez mais globais.


Joseph Stiglitz in Making Globalization Work

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Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Eric Weitz - A República de Weimer

(Entrevista conduzida por Sonia Phalnikar)

Fim da República Weimer
A subida ao poder dos nazis em 1933 pôs termo aos 14 anos da República de Weimer.

Há setenta e cinco anos, Hitler chegou ao poder, pondo termo à República de Weimer. Poderia a experiência democrática alemã entre 1919 e 1933 ter alguma chance real? Eric Weitz, um historiador e autor americano, tem a resposta.

Em 30 de Janeiro de 1933, Hitler foi nomeado chanceler alemão, proclamando o fim da República de Weimer - o fim da experiência democrática turbulenta que vigorou entre 1919 e 1933. Este período foi baptizado pelos historiadores como a "República de Weimer", em homenagem à cidade de Weimer, onde a assembleia nacional se reuniu para escrever e adoptar a nova constituição do Reich na sequência da derrota do país na Primeira Guerra Mundial. A República de Weimer foi marcada, por um lado, por hiperinflacção, desemprego massivo e instabilidade política; por outro, por uma criatividade artística e científica brilhante e por uma vida nocturna lendária em Berlim.

Eric Weitz, presidente do Departamento de História da Universidade de Minesota nos Estados Unidos da América, publicou no ano passado um livro muito aclamado sobre este período: "A República de Weimer: Promessa e Tragédia". A Deutche-Weller (DW) falou com ele sobre o espírito reinante na altura, os factos que conduziram à subida ao poder dos nazis e as lições que se devem extrair da República de Weimer.
DW: Uma das premissas do seu livro é a de que a República de Weimer não deve ser vista apenas como o prelúdio da ditadura Nazi, mas como uma era por direito próprio.
Eric Weitz: Certamente que deve ser vista como uma era por direito próprio. A República de Weimer foi um esplêndido período de criatividade. Não deveríamos olhar para os 14 anos da República de Weimer somente a partir do período de 12 anos do Terceiro Reich que se seguiu, pois a República de Weimer foi um período de grande importância de inovação política, cultural e social. Temos de recordá-la e avaliá-la como uma entidade por direito próprio. Cada questão relacionada com a República de Weimer, sobre a vida na Alemanha na década de 1920 foi intensamente debatida no livro - tanto pelos valores intelectuais ímpares na altura, como pelo seu elevado nível artístico e também ao nível político e social.
DW: Como explica o florescimento cultural e artístico da Alemanha e em Berlim especialmente durante a década de 1920? Apesar de tudo, tratou-se de uma nação fustigada pela guerra, com milhões de mortos, e flagelada pela superinflacção e pela instabilidade.
Eric Weitz: A intensa inovação da altura está precisamente relacionada com esses factores. Muita gente limitou-se a registar o desespero resultante da Primeira Grande Guerra. Claro que houve desespero em abundância. Morreram dois milhões de alemães durante a Primeira Grande Guerra, quatro milhões ficaram feridos e os homens que regressaram estavam muitas vezes feridos tanto física como psicologicamente. As mulheres nas frentes de batalha interna suportaram quatro anos de privações extremas. Logo a seguir, sobreveio a crise do pós-guerra - reajustamento e hiperinflacção.

Quadro de Otto DixOtto Dix, que criou este trabalho em 1920, foi um dos artistas proeminentes da República de Weimer.
Mas em certa medida, esta instabilidade económica, política e social alimentou este profundo empenhamento intelectual para com os problemas da vida nos tempos modernos, com a definição da configuração política mais adequada para a Alemanha. Mais do que isso, a revolução de 1918/1919 foi também determinante para o florescimento cultural. A revolução depôs o Keiser e estabeleceu um sistema democrático - o mais democrático que os alemães já haviam vivido até essa data. O espírito da revolução espalhou a crença de que o futuro estava aberto, com possibilidades ilimitadas para o tornar mais humano. Não poderia durar para sempre, mas foi este sentimento que incentivou a inovação cultural da república.
DW: No entanto, havia pessoas na Alemanha que odiavam a República de Weimer. Quem eram? Porque desejaram o seu fim, se parecia tão prometedora e atractiva?
Eric Weitz: Tudo na República de Weimer foi objecto de contestação. O tipo de artistas, os pensadores, os arquitectos que menciono no livro - tudo ou quase tudo no seu trabalho foi intensamento desafiado pela direita. Por direita, entendo a direita instalada - os aristocratas ultrapassados, altos funcionários do estado, oficiais das forças armadas, homens de negócios, banqueiros, pessoas das igrejas que, no seu conjunto, não eram apenas anti-socialistas e anti-comunistas mas também anti-democráticas. A revolução de 1918/1919 deixou o seu poder intacto. Estabeleceu uma democracia política mas não afectou de todo a situação social e o poder desta elite conservadora.

Esta elite, passada a agitação inicial da revolução, desafiou a república em todas as ocasiões daí para a frente. Muitos pontos de conflito verificaram-se não só no plano político, como nas esferas cultural e social. Houve, por exemplo, a chamada "guerra dos telhados de Zehlendorf" na qual os conservadores, arquitectos e críticos - incluindo os nazis - opinavam que os telhados planos da arquitectura moderna eram claramente não-alemães e que a arquitectura genuinamente alemã só contemplava telhados com elevações. Estes críticos afirmavam que os telhados planos eram uma forma de arquitectura judia. A emancipação da mulher nos anos 20 e mesmo a verbalização da satisfação erótica constituiram outros pontos de conflito aberto.
DW: Afirmaria que a República de Weimer foi uma vítima antecipada da globalização? Pensa que poderia ter sobrevivido, caso não ocorrese a Grande Depressão económica de 1929?
Eric Weitz: A Grande Depressão foi o sopro final. Se observarmos a economia e as eleições de 1928, imediatamente antes da Grande Depressão, notamos um regresso ao centro político e progressos económicos sérios. Sem a Grande Depressão, a república teria pelo menos algumas hipóteses. Tinha conseguido sobreviver à hiperinflacção de 1923, mau grado a sua natureza socialmente disruptiva. Foi seguramente a depressão proveniente dos Estados Unidos que se alastrou muito rapidamente para a Alemanha com grande estrondo que deu o golpe final.

Também devemos não esquecer que poucas foram as democracias fundadas em condições tão difíceis como as da República de Weimer. A república necessitava de um longo período de consolidação, de uma atitude mais conciliadora e dialogante por parte dos aliados ocidentais e de avanços importantes na estabilidade económica - tudo isso foi demasiado escasso nos anos que se seguiram à Primeira Grande Guerra.
A hiperinflacção de 1923 na Alemanha tornou insignificante o valor da moeda e desencadeou uma crise económica.Hiperinflacção na Alemanha
DW: O que terá conduzido finalmente à capitulação da república de Weimer? Apesar de tudo, nas eleições gerais de 1928, os nazis apenas tinham conseguido 2,8 porcento dos votos; cinco anos depois encontravam-se no poder.
Eric Weitz: É verdade. Em 1928 o Partido Nazi era um grupo marginal, desprovido de importância e com pouca audiência fora de algumas zonas já bem localizadas, onde a depressão já se notava mesmo antes da Granda Depressão - zonas rurais em particular. Mas a república encontrava-se seriamente ameaçada de múltiplas formas e o sistema político havia-se polarizado antes da subida ao poder dos nazis. Durante uma depressão, as pessoas procuram soluções e a república não conseguia oferecer qualquer resposta para a crise. A partir de 1930, a Alemanha foi governada por uma ditadura presidencial porque o sistema político se encontrava tão fragmentado que o parlamento (Reichtag) não conseguiu formar uma maioria parlamentar. Desta forma, os chanceleres que governaram desde a Primavera de 1930, Heinrich Brüning e seu sucessores, fizeram-no quase sempre ao abrigo de medidas de emergência proclamadas pelo presidente, o Marechal de Campo Paul von Hidenburg.
Subida ao poder dos nazisOs nazis nunca receberam um voto maioritário.
Quero porém acentuar que os nazis nunca receberam um voto popular maioritário em qualquer eleição livremente participada. No Verão de 1932 receberam 32,4 porcento dos votos - o valor mais alto que alguma vez conseguiram. É concerteza uma salto significativo, porém não é a maioria e a afirmação popular que tantas vezes ouvimos aqui nos Estados Unidos: "O povo alemão elegeu Hitler ao poder ou elegeu os nazis ao poder" - está errada, não é correcta, não é verdadeira. Os nazis nunca foram eleitos ao poder. Nas eleições seguintes, em fins de 1932, já haviam perdido uma parte significativa do apoio que tinham conseguido no Verão. O Partido Nazi estava desnorteado. Em última instância, eles foram propulsionados para o governo porque a elite conservadora, um conciliábulo de homens poderosos que gravitava à volta do Presidente Hinderburg, forçou-o a entregar o poder aos nazis. Foi esta aliança que matou finalmente a república.
DW: Que lições podem depreender-se da República de Weimer? Implícita em todo o seu livro está a questão: será possível que as democracias contemporâneas sucumbam às forças neo-nazis da mesma forma que a República de Weimer caiu sob os nazis?
Eric Weitz: A Alemanha actual é uma democracia bem estabelecida. Não me preocupa de modo algum. Para dizer a verdade, há alguns grupos da extrema-direita que podem ser perigosos e a reacção contra eles peca às vezes por lentidão. Mas estes grupos são marginais e Berlim não é Weimer.

As minhas preocupações centram-se mais em torno do meu próprio país, os Estados Unidos da América, dado que as ameaças à democracia nem sempre vêem do exterior. A ameaça mais séria pode vir de dentro. Este foi certamente o caso de Weimer, em especial nos seus últimos anos. Preocupa-me o facto de algumas pessoas ou instituições propalarem a democracia de boca, ao mesmo tempo que minam as práticas genuinas da democracia. Claro que os nazis nunca se comprometeram com a democracia, mas usaram a retórica populista que alicia as pessoas. Quando esta espécie de retórica mascara práticas anti-democráticas temos razóes sérias para nos preocuparmos.

A situação análoga que me confrange é a de que homens conservadores do establishment se tornem salonfähig ou, em linguagem coloquial, "aceitáveis numa sociedade polida". Penso que tal já começou a acontecer nos Estados Unidos. Quando os conservadores do establishment ultrapassam os limites aceitáveis para um discurso democrático, torpedeiam os preceitos constitucionais e conseguem tornar o seu programa, os seus representantes e as suas ideias aceitáveis - é quando começamos a ter problemas.
DW: Em meses recentes parece ter havido um renascimento do interesse da República de Weimer nos Estados Unidos, quer relativamente à moda, quer à música ou à arte em geral. Como explica isso?
Eric Weitz: É bastante curioso. Isso é verdade especialmente em Nova York. Penso que se prende ao tipo de fragilidades evidenciadas com os ataques de 11 de Setembro. O que as pessoas adoptaram foi a imagem da República de Weimer veiculada pela produção americana "Cabaret" onde, por exemplo, há uma associação da Weimer à degenerescência e à eminência da crise, o que em parte até é verdade.
Trabalho de George Grosz, de 1922.George Grosz
Houve uma exposição de pintura no Museu Metropolitano com retratos de Otto Dix e George Grosz. É claro que, se esta fôr a única imagem de Weimer, convercer-se-á que este foi um período em que só havia corpos mutilados e feições distorcidas. O que falha nessa representação é a promessa democrática e a inovação cultural. Foi esse lado de fragilidade que conferiu a Weimer o seu encanto, que animou a cidade baixa de Nova York, enquanto colocava em alta a sua cultura.


Sonia Phalnikar in
Historian Says Weimar Republic Holds Potent Lessons for Today
publicado por Deutsche Welle em 30 de Janeiro de 2008

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Terça-feira, Outubro 16, 2007

Teixeira dos Santos - "Já sinto um cheiro no ar"

O tão apreciado Timming dos ciclos eleitorais está a mudar. Os problemas destes - como direi - dirigentes (?) em exercerem a pedagogia da democracia parecem ainda maiores que o dos dirigidos em os entender. Sempre resta a demagogia.(AF)


Teixeira dos Santos
Não podemos reprimir salarialmente os funcionários - asseverou o desaprendiz de político Teixeira dos Santos em resposta às exigências impertinentes do cavernícula Vítor Constâncio.

Fonte: Diário de Notícias de 16 de Outubro de 2007

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Terça-feira, Outubro 09, 2007

Paisagens da cidade de Lisboa

SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO,
OS SINDICATOS SÃO INDISPENSÁVEIS À DEMOCRACIA, OS MAUS GOVERNANTES NÃO!


Retirada da página da Fenprof na net





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Sábado, Agosto 11, 2007

Democracia segundo Ramos Horta

Ramos HortaRamos Horta, Presidente República de Timor-Leste, deve anunciar na segunda feira a indigitação de Xanana Gusmão para formar governo, apesar do partido ter ficado em segundo lugar nas recentes eleições legislativas.
Sem ter nomeado para o efeito Mari Alkatiri, leader do partido mais votados mas sem maioria absoluta - a Fretilin, Horta dá um péssimo sinal de respeito pela vontade popular. Dir-se-á que Alkatiri não conseguiria formar governo com maioria parlamentar. Isso deveria ser o próprio a constatar, depois da incumbência, e, mesmo assim, poderia propôr um governo minoritário como tantos há por esse mundo fora. Não. Horta decide só. Mesmo que Xanana tão só consiga formar uma "coligação negativa" contra a Fretilin.
Porque, no fundo, é isso que há muito tempo a Austrália, os americanos e uns emissários do governo português têm andado a fazer. Uns com a diplomacia, outros com a subversão interna que tem adiado o desejo de independência efectiva.

Publicado por António Abreu
em Antreu a 5 de Agosto de 2007

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Terça-feira, Julho 17, 2007

José Sócrates ensaia velhas práticas

José SócratesNada fere mais a autonomia intrínseca à democracia que a intromissão de pessoas alheias a quem será afectado pelas decisões. No domingo passado, por motivo do mais normal exercício do jornalismo, ficou vergonhosamente demonstrado até onde pretende ir a direcção do Partido Socialista na domesticação de sectores que esmorecem o seu entusiasmo pelo Chefe. É certo que o PS ganhou em todas as freguesias de Lisboa, mas pressentindo que o entusiasmo seria insuficiente para saciar a fome de consagração da vitória, lá foi refrescando velhos procedimentos de longa tradição em Portugal. O sorriso de espanto e de incrudelidade de Pacheco Pereira, em directo na televisão, deve ter sido o mesmo que o de milhões de portugueses que àquela hora de domingo assistiam a tão insólito espectáculo. Esperemos que se trate apenas de um ensaio a não repetir.

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Segunda-feira, Julho 09, 2007

Nando versus Miguel Júdice

José Miguel Júdice

De uma interessante discussão originada em A educação do meu umbigo, retirei esta lúcida réplica a um artigo de José Miguel Júdice, assinada por Nando. Nestes tempos de demagogia fácil, faz falta alguém para contrariar os esquemas mentais simplistas, as inferências rápidas do mainstream. Com a devida vénia a Paulo Guinote, o animador da sessão.(AF)



  1. Nando Diz:

    Desculpa Paulo mas mais perigosas do que o argumento imbecil ou irónico para a defesa dos exames ou a sua condenação, parecem ser as afirmações paradigmáticas de que os exames promovem o rigor e a exigência e a não existencia de exames promove a igualdade.

    Estas afirmações parecem ser aceites como naturais e nem a solução irónica, ou imbecil, do articulista o consegue esconder.

    Assim teremos que quem defende os exames defende a desigualde,isto porque defender a igualdade não é respeitar a diferença mas sim escondê-la! Ao contrário, quem acha que os exames não são necessários fica a defender a igualdade mas irremediavelmente associado à preguiça e ao laxismo, como se um simples exame pudesse garantir o fim de tudo isto!

    Pois! O que é perigoso são estas simples ideias que ninguém descodifica, uns por pensarem nelas como absurdos, outros por serem evidências, outros ainda por nem sequer pensarem no assunto. e os brilhantes articulistas da nossa praça. com a sua ignorância. vão transformando imbecilidades em verdades absolutas … com o perigo que tal sempre comporta.

    Um abraço

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Domingo, Junho 24, 2007

Est l'Europe mal partie?

Europe

Quem acha dispensável o escrutínio popular dos órgaos de soberania não deve esperar no futuro tratamento muito democrático.
A ler o comentário de Pacheco Pereira.

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Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

A carne e o peixe

Certo dia, indo almoçar fora decidi dar a palavra aos meus filhos: querem encomendar carne ou peixe?
Eles começaram a discutir, mas como eu preferia a carne resolvi dar uma ajuda: olhem que a carne é com batata frita, ao passo que o peixe vem com batata cozida; além disso, se pedirem carne eu mando vir musse de chocolate, senão é a fruta da época.
Quando já estávamos a arrotar ao refogado, apareceu o empregado a pedir imensa desculpa por não estar lá escrito que as batatas eram de pacote, e que além disso a musse já tinha acabado.
Eu respondi que não fazia mal, virei-me para a minha mulher e disse-lhe: eu não te dizia que eles iam escolher carne?
Ao que ela me respondeu: está bem, eu ainda lhes disse que o peixe era mais saudável, mas como tu é que tens o dinheiro, não pude fazer promessas nenhumas...

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Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Karma Nabulsi - Isto é uma tentativa para torpedear as nossas eleições

Mahmoud Abbas declarou ontem: "Deixem as pessoas decidirem por si próprias o que querem". Mas já há um consenso nacional: deve haver eleições na Palestina, não para presidente da Autoridade Palestiniana ou para membros do Conselho Legislativo, mas para o Conselho Nacional Palestiniano, o corpo institucional que forma a base da soberania da Organização da Libertação da Palestina (OLP), único legítimo representante do povo palestiniano. O povo palestiniano já elegeu um conselho legislativo que representa uma parte do seu corpo político. Agora, exige eleições para a totalidade da população palestina.

Quando a Fatá perdeu o poder a favor do Hamás em Janeiro, a Fatá precisou de ponderar os benefícios democráticos que advêm para todos aqueles que perdem o poder numas eleições: a oportunidade para se aproximarem dos seus constituintes, para aprenderem porque perderam e como voltar a ganhar a confiança das pessoas. Em vez disso, a "comunidade internacional" disse à Fatá que esta ainda detinha o poder e que tinha de continuar a desempenhar este papel sob pena de se tornar responsável por abandonar o seu povo ao sofrimento e a um destino ainda mais cruel.

Aquilo que estamos a testemunhar hoje é o resultado de um processo de coerção deliberada, planeado para forçar um povo submetido à ocupação estrangeira a capitular, abdicando dos seus representantes eleitos. Que esta coerção fosse exercida pela força militar ocupante de Israel, apoiada pelos neoconservadores, já se esperava - e motivava a resistência. O que é mais difícil de entender é que esta coerção seja também exercida, de modo tão óbvio, pelo Reino Unido e pela União Europeia - que eram supostos apoiar a Palestina, senão pelos valores da decência, ao menos enquanto signatários da Quarta Convenção de Genebra.

O povo palestiniano, claramente, já se exprimiu: é pelas eleições para o Conselho Nacional; é pelo levantamento do boicote económico a uma autoridade democraticamente eleita; e é pela liberdade e pela independência.


Tradução de:
This is an attempt to overturn our elections
publicado no The Guardian de 19 de Dezembro de 2006

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Sexta-feira, Novembro 10, 2006

EUA - Cai o Senado também


O último candidato Democrata festejando a vitória

Nada é ainda claro sobre o que os vencedores vão fazer, mas algumas correcções políticas foram introduzidas pelo voto polular.
A política marcada pela maior humilhação do principal forum de concertação das nações (ONU); e pelo alargamento a limites inaceitáveis do conceito de segurança nacional chegou ao fim.
O bom senso indica que podemos ser menos exactos quanto à crítica positiva, mas teremos que sê-lo sempre na crítica negativa. O contrário é pura arbitrariedade; no caso do país mais militarizado do planeta, é totalmente desnecessária. Demorou cinco anos para que o povo americano conseguisse usar os seus mecanismos eleitorais para pôr fim a tanto insulto à inteligência humana. O povo americano estava em dívida neste capítulo para com o resto do Mundo. E cumpriu a sua parte. Resta aos políticos cumprirem também.

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