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Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

Joseph Stiglitz - Larguem os bancos falidos

Joseph Stiglitz
“O Reino Unido foi profundamente atingido porque os bancos assumiram enormes dívidas em moeda estrangeira. Porque devem os contribuintes ver reduzido o seu nível de vida nos próximos 20 anos para assim pagarem os benefícios de uma pequena elite?

Há uma razão para abandonar os bancos arruinados. Talvez cause perturbação, mas esta será a maneira mais barata de lidar com o problema. O Parlamento nunca ofereceu garantias cegas para todas as responsabilidades e produtos derivados destes bancos.”
Stiglitz defendeu que o Governo deveria garantir os depósitos para salvar o crédito doméstico e salvaguardar os mercados financeiros capazes de prosseguir com os empreśtimos. Usar então os despojos dos velhos bancos para criar uma estrutura bancária nova e mais saudável.
“Os novos bancos serão mais credíveis, dado que não arrastarão atrás de si essas responsabilidades.”


Telegraph, 2 de Fevereiro de 2009

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Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Paulson e Bernanke - Pedido de empréstimo

Stewart: Então, meus senhores, Paulson, Bernanke, é um prazer vê-los aqui… novamente.

Paulson: Quero dizer-lhe que esta não é uma posição na qual eu queria estar. Eu não queria estar nesta posição…

Stewart: Descontraia-se, meu caro… sendo avaliador de empréstimos ouço isto todos os dias. Agora passemos a algumas formalidades. Como foi a sua carreira profissional?

Paulson: Fui director executivo da Goldman Sachs desde… Janei… Desde Maio de 1999 até sair, para vir para cá, em meados de 2006.

Bernanke: Nunca trabalhei em Wall Street, não tenho esses interesses nem essas ligações.

Stewart: Não estejam nervosos rapazes. Ambos são brancos, ambos são ricos, logo é claro que isto não é um daqueles empréstimos “sub-prime” com que nós tivemos de lidar. Muito bem, chega de conversa fiada, passemos aos números. Quanto é que estão a pedir?

Paulson: 700 mil milhões de dólares.

Stewart: 700 mil milhões? É que, segundo os meus registos, já cá esteve quatro vezes este ano, a pedir 25 mil milhões para a indústria automóvel, 85 mil milhões para uma companhia de seguros, 200 mil milhões para umas tais de Fannie e Freddie não-sei-quantas…

Paulson: É preciso mais.

Stewart: Pois, bem… Só de aceitares um cheque, ó careca. Aliás, um cheque careca. Um cheque sem cabelo… Digo cobertura… Só mais uma perguntas, minha gente, para quem é que vai esse dinheiro? Para o povo, calculo?

Paulson: Uma vasta gama de instituições… Bancos grandes, bancos pequenos, de depósitos e empréstimos, cooperativas de crédito…

Stewart: Porque é que não disse logo? Eles são de confiança, vão devolver-nos o dinheiro, certo? Barbudo (Bernanke), tens estado para aí calado.

Bernanke: Vai ser recuperada uma percentagem substancial, mas se será o total é difícil saber.

Stewart: É difícil saber… Interessante. Normalmente exijo uma resposta melhor, mas tendo em conta que foram vocês que nos meteram nesta crise, não terei o mesmo grau de exigência. Vamos ver se percebi bem: querem que vos demos quase um bilião de dólares para vocês os entregarem a bancos falidos, geridos por tipos que usam notas para acender os charutos e o melhor que me conseguem dizer é que talvez nos devolvam algum do nosso dinheiro?

Bernanke: Os contribuintes americanos verão o seu dinheiro bem empregue. Não consigo prever o futuro e já me enganei diversas vezes.

Stewart: Sabem que mais? Que se f… levem lá o dinheiro. Mais um empréstimo perdido? Tanto faz.



Transcrição de Diogo.

Não perca o video com legendas em português.

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Quarta-feira, Outubro 15, 2008

A crise do suprime

Recebido por email de Agostinho Rodrigues (AF)

Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato econômico para leigo entender...
É assim:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro
ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifudeu !

Viu... é muito simples...!!!

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Terça-feira, Setembro 23, 2008

Clivagens transatlânticas: Alemanha versus EUA

Não é um pedido de ajuda; é um grito por socorro. O Secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, pediu aos outros países que adquiram títulos da dívida dos EUA. O governo dos EUA está a gastar 700 mil milhões do dinheiro dos contribuintes na esperança de que, com esta medida, seja restaurada a estabilidade do sistema financeiro. Alguns países estão a preparar-se para ajudar. Mas o governo alemão respondeu rapidamente e sem rodeios: Não.

Corinna Kreiler, 'The World Shouldn't Have to Bear the Burden for America's Lapses', Der Spiegel, 23 de Setembro de 2008

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Sexta-feira, Maio 16, 2008

Horst Köhler - Colapso do sistema financeiro

O sistema financeiro mundial está à beira do colapso.Horst Köhler
Não se trata de uma previsão catastrófica de Lenine ou de Álvaro Cunhal, tão pouco de um homem suspeito de cultivar simpatias comunistas, ou até de esquerda - ainda que moderada. Trata-se, nem mais nem menos, de uma declaração de Horst Köhler, actual Presidente da República Alemã, em cujo currículo constam cargos como:
  • Presidente do Partido Cristão Democrata Alemão CDU,
  • Presidente do Fundo Monetário Internacional,
  • Ministro alemão das Finanças,
  • Presidente da Associação Alemã dos Bancos de Aforro,
  • Presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento.

Outras declarações de Horst Köhler:
  • Os mercados foram incapazes de resolver o problema por si próprios.
  • O mundo financeiro desgraçou-se sozinho.
  • Gostava de ouvir um mea culpa alto e bom som da parte dos bancos .
  • Os honorários dos gestores financeiros são bizarramente elevados.
  • A complexidade excessiva dos produtos financeiros e a possiblidade de multiplicar desmesuradamente o capital à custa de pequenos investimentos iniciais deram origem ao monstro.


Fonte: Der Spiegel

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Terça-feira, Dezembro 18, 2007

Alan Greenspan - Descartar os sinais precoces

Até a Reserva Federal já põe limites às liberdades da banca...(AF)

2007 subprime
(clicar para ver o gráfico todo)

in Edmund L. Andrews,
Fed Shrugged as Subprime Crisis Spread,
publicado por The New York Times Logo em 18 de Dezembro de 2007

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Sexta-feira, Agosto 10, 2007

As previsões de Karl Marx


Na imagem, a evolução recente da dívida externa dos EUA mostra em que medida este país tem vivido acima das suas possibilidades. Desde o ano passado que Europe 2020 vinha chamando a atenção para a eminência da crise global do sistema financeiro, identificando a origem no sector imobiliário nos EUA. Hoje parecem ter-se realizado as piores perspectivas. Os investidores entraram em histeria de resgate dos seus investimentos, os bancos credores parecem acometidos de pressa em salvarem o possível dos seus créditos malparados, os bancos emissores entraram em histeria de fabrico de dinheiro para sossegarem os bancos credores e para que estes sosseguem os nervosos investidores em fase de desinvestimento. A emissão de moeda à bruta acarretará a inflacção a médio prazo, colocando toda a pressão nos últimos elos da cadeia, os que pagam dívidas à banca, e assim prossegue a espiral de desconrolo geral.(AF)


Fonte: La Fed perd le contrôle...
publicado por Europe 2020,
número especial de Verão de 2007

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