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Segunda-feira, Setembro 29, 2008

Jochen Scholz - Projecto europeu para o novo século (4)

Democratas e Republicanos: Critica-se o método, mantem-se o propósito

É preciso não embarcar na ilusão de que só os neoconservadores advogam esta visão das relações entre os EUA e o resto do mundo. O «Progressive Policy Institute», um instituto de política externa da área do Partido Democrata, publicou em 2003 uma «Estratégia Democrata para a Segurança Nacional». No essencial, a mensagem resume-se a:
O governo de Bush atingiu frontalmente os nossos aliados; foi uma grande desgraça, pois precisamos deles para promover os nossos interesses.
Apenas o método é criticado, o propósito mantem-se. Nem sequer se ajusta mais àquilo que na Europa (continental) é considerado como um sistema de relações internacionais válido do que o faz a política brutal conduzida pelo actual governo dos EUA desde o 11 de Setembro. «America first» é o denominador comum aos democratas e aos republicanos, logo uma constante da política dos EUA, com o qual a Europa e os outros centros se devem alinhar.

O multilateralismo exige a supremacia do Direito

Acima de tudo: Se a lei é ditada pelo mais forte, as invocações de uma comunidade de valores transatântica torna-se uma ilusão pura e simples. «America first» é o exacto oposto do multilateralismo, que, por desgraça, a Europa mais vezes tem usado como mera retórica do que conseguido fazer progredir na agenda internacional. O multilateralismo não é uma construção do espírito, mas um modo de viver em conjunto no nosso planeta, que a Europa delineou ao fim de muitos séculos de experiências históricas dolorosas, tendo culminado, no século XX, com duas guerras mundiais; experiência dolorosa essa a que os EUA têm sido poupados até à data. Este facto tem permitido manter o inconsciente colectivo nos EUA num estado de inocência capaz de explicar os consensos, geralmente bastante alargados, em favor de novas investidas para a guerra. O multilateralismo exige a aceitação da igualdade entre os seus actores, assim como um corpo de regras fiáveis e eficazes, o respeito pelos interesses de cada qual e a supremacia do Direito.

Por todos os meios

Uma simples relance ao orçamento de defesa dos EUA - um eufemismo pelo qual é conhecido - quase dispensa comentários. Para o ano fiscal de 2008, eleva-se a 500 milhões de dólares, aos quais acrescem 200 milhões destinados às guerras do Iraque e do Afganistão. (Em comparação, o orçamento militar alemão para 2008 é de 29,2 milhões de euros, equivalentes a 43,3 milhões de dólares). As despesas de «defesa» dos EUA não são justificadas por qualquer ameaça real. O seu único objectivo é o de obter por meios militares uma posição de vantagem na luta geo-económica pelo acesso às matérias primas cada vez mais escassas e aos mercados cada vez mais disputados.
Observemos como relatório Wolfowitz confirma isso mesmo:
«Hoje em dia e ao nível global, os EUA não enfrentam qualquer rival. [...] A grande estratégia dos EUA deve consistir em preservar e alargar esta posição de vantagem tão amplamente quanto possível. Há, contudo, estados potencialmente poderosos, que stão descontentes com esta situação e que estão dispostos a alterá-la se forem capazes. [...] Os EUA devem desencorajar as nações industriais desenvolvidas a disputar a nossa liderança, ou mesmo a aspirarem a um papel futuro mais importante à escala regional ou mundial.»
Atingir esses fins supõe recorrer a meios que não recuam perante o desprezo pelo ser humano e o racismo, como se pode verificar pela afirmação que citamos à frente, retirada da parte final do documento, onde são abordadas as perspectivas do futuro. Ao ler-e esta citação, há dois aspectos que não devem ser negligenciados: Wolfowitz foi sub-Secretário de Estado da Defesa a partir de 2001 e este documento conta, entre os seus redactores, Robert Kagan (Carnegie Endowmente for International Peace) e William Kristol (The Weekly Standard):
«E formas avançadas de guerra biológica orientadas para genótipos específicos, serão capazes de converter a guerra biológica de um meio do império do terror em um instrumento politicamente útil.»
Uma tal forma de pensamento excede tudo quanto já tenha sido feito na História recente. O Verbo precede sempre a Acção. George Orwell escrevia: «A guerra é a paz.» O Senhor Mundial europeu da «comunidade de valores ocidentais» raramente conhece estas directivas cínicas. Seja como for, os meios de divulgação dominantes na Alemanha nunca repararam nisso.
(continua)


Tradução a partir da versão francesa:
Jochen Scholz, PNEC – Project for the New European Century, Horizons et débats, 15 de Seyembro de 2008

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