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Sexta-feira, Janeiro 05, 2007

Exxon versus Tratado de Kioto

Neste documento interno, a Exxon procura reagir ao Tratado de Kioto. O Anexo C, com o título "Plano de Acção", contem passagens notáveis, de que retiramos esta pequena pérola de literatura. Num aspecto os gestores americanos constumam ser bons: estabelecem objectivos mensuráveis e datados, e aí sim, não se compadecem com incertezas. Como quem diz:
- "Quero estar certo que não tens certezas. E vou pagar para isso."
(AF)


A vitória será alcançada quando

  • O cidadão médio "compreender" (reconhecer) incertezas na ciência climática; reconhecer incertezas fizer parte do "testemunho convencional"
  • Os Meios de Difusão "compreenderem" (reconhecerem) incertezas na ciência climática
  • As notícias dos Meios de Difusão reflitam hesitações na ciência climática e no reconhecimento da validade dos pontos de vista daqueles que desafiam o "testemunho convencional"
  • Os dirigentes superiores da Indústria reconheçam incertezas na ciência climática, tornando-os embaixadores mais fortes junto daqueles que dão forma à política ambiental
  • Aqueles que promovem o Tratado de Kioto baseados nos conhecimentos actuais apareçam como estando fora da realidade

A realidade actual

A menos que a "mudança climática" seja transformada numa não questão, significando isso que as propostas de Kioto sejam derrotadas e não haja iniciativas subsequentes relacionadas com ameaças climáticas, não haverá momento algum em que possamos declarar a vitória pelos nossos esforços. É preciso estabelecer medidas para o esforço científico de registo dos progressos conducentes á meta e para o sucesso da estratégia.

Realces meus (AF)


Documento retirado de:
Oil Company Spent Nearly $16 Million to ... Create Confusion
publicado no Union of Concerned Scientists em 3 de Janeiro de 2007

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Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

Thom Shanker - General preconiza compromisso internacional

[O Iraque transformou-se no mal-amado dos Estados Unidos: os políticos procuram uma solução militar e os militares procuram uma solução política. Hum... What's next? A.F.]


O novo Secretário da Defesa, Robert Gates, auscultando opiniões sobre o Iraque nesta semana, irá encontrar-se com o General John P. Abizaid, o comandante senior do Médio Oriente, adverso ao aumento das forças militares presentes no terreno.

O General Abizaid, que completa os últimos meses de uma carreira militar fortemente condecorada, reconhece que as forças adicionais americanas, propostas por alguns altos conselheiros do Presidente Bush, poderão aumentar a segurança a curto-prazo; mas defende que as tropas estrangeiras constituem uma panaceia tóxica que será rejeitada pelos iraquianos e que a expansão das tropas americanas apenas adiará o momento em que os iraquianos se verão obrigados a assumir a responsabilidade pela sua própria segurança.

Ainda que as forças instaladas no Iraque possam ser reposicionadas para responder aos desafios crescentes da segurança, especialmente em Bagdad, a resposta não poderá ser apenas militar. O papel principal nos combates não poderá recair indefinidamente sobre as tropas americanas, disse o General Abizaid.

"A situação da segurança em Bagdad exige mais tropas iraquianas", disse numa entrevista durante uma recente digressão de trabalho pelo Iraque, onde manteve contacto com os comandantes americanos.

As sua abordagem, que inclui planos para aumenter o número de instrutores americanos a trabalhar com unidades iraquianas, é apoiada pelo General George W. Casey Jr., o comandante senior das tropas americanas no Iraque, assim como pelo Estado Maior, que é responsável pelo envio das tropas e que resistiu até agora a aumentar os efectivos sem que sejam clarificados os objectivos a serem atingidos no terreno.

Mas o general vê-se confrontado com uma abordagem diferente por parte de um número crescente de funcionários civis da administração Bush, que vêem num aumento drástico da força militar um modo eficaz de estabilizar Bagdad e como a derradeira iniciativa para o presidente anunciar em Janeiro.

O General Abizaid defende, para o Iraque, uma solução mais ambrangente que esta que visa simplesmente terminar o fogo em Bagdad.

"Vocês têm que internacionalizar o problema", disse o General Abizaid. "Têm que atacá-lo diplomaticamente, geo-estrategicamente. Não podem contentar-se com ver à lupa um problema específico na cidade baixa de Bagdad e outro problema específico na cidade baixa de Kabul e esperar que, de qualquer maneira, se for aplicada força militar suficiente, ficarão resolvidas as questões mais gerais do extremismo na região."

Estas opiniões estão desfasadas das de alguns funcionários em Washington.

O General Abizaid foi criticado por senadores de ambos os partidos por aquilo que chamaram ideias feitas a respeito do nível de intervenção militar no Iraque e por partilhar responsabilidades na estratégia que o Iraque Study Group deu com estando a falhar. Ao mesmo tempo, exasperou muitos dos seus superiores civis por não se cingir às explicações oficiais sobre a guerra, contrapondo uma visão mais aguda, ainda que rude, sobre a missão militar no Iraque desde que tomou posse do cargo de Comandante central em Julho de 2003.

O General Abizaid foi o primeiro a chamar guerrilha à guerra no Iraque, mesmo quando a Casa Branca e o Pentágono desautorizaram esta descrição. E foi o primeiro general de quatro estrelas a avisar que o crescimento da violência sectária no Iraque, a seguir à explosão de uma bomba na mesquita de Samarra em Fevereiro, fez emergir o terrorismo e os rebeldes sunitas como o maior desafio à segurança local, comunicando ao Congresso que o Iraque se arriscava a deslizar para a guerra civil.

Numa súbita mudança de atitude durante a recolha de testemunhos pela Comissão do Senado para os Assuntos Militares, o Senador republicano do Arizona John McCain exclamou ao general: "Lastimo que hoje advogue basicamente a manutenção do status quo, pois pensava que o povo americano tinha rejeitado essa hipótese nas últimas eleições".

A relutância do General Abizaid em subscrever um golpe de força das tropas americanas não se deve a qualquer divergência quanto à questão de os Estados Unidos poderem confiar ou não em um número significativamente menor de efectivos nas zonas de combate por possuirem uma tecnologia avançada. O General Abizaid, que é descendente de libaneses, esteve ao serviço de uma missão das Nações Unidas no Líbano, frequentou a Universidade na Jordânia e tirou um mestrado de Estudos sobre o Médio Oriente em Harvard.

Ele sublinha que a ameaça para os interesses da segurança nacional americana se estendem muito para além de um qualquer país na sua área de responsabilidade.

"Quando se observa a penetração da forma de extremismo apresentado pela Al Quaeda, não falamos apenas do Afganistão, nem apenas do Iraque - falamos do Paquistão, da Arábia Saudita, do Reino Unido, da Espanha", declarou. "Atacou os Estados Unidos. Organiza-se num mundo virtual e de forma sem precedentes, muito moderna e muito perigosa."

Perguntem por uma solução aos rebeldes sunitas da província de Anbar, e descobrirão os apoios na Síria e as consequências que esperam que se abata sobre os shiitas no Iraque vindas da Arábia Saudita.

Acerca dos rebeldes talibãs no Afganistão, o General Abizaid disse que a única via era tentar compreender as lealdades tribais no Paquistão. Concentrando-nos no terrorismo do Médio Ortiente, excluimos dos nossos esforços militares os abrigos que dispoem em recantos ingovernáveis em Africa.

O General Abizaid é referido como o inventor da frase "a guerra prolongada" para descrever o desafio do combate ao terrorismo, em especial a sua forma radical islâmica. Ainda a usa, mas já não a prefere, segundo os seus ajudantes, porque muita gente tende a favorecer a palavra "guerra" e privilegiar a solução militar.

Afirma que o governo dos Estado Unidos está organizado de forma desadequada para se opôr a este tipo de ameaça e que o sucesso da missão antiterrorista no Irão, Iraque ou qualquer outro lado exige que a totalidade do governo se disponha à guerra, não apenas os militares.

"Penso que a nossa estrutura para os desafios da segurança no século XXI precisam adaptar-se a este tipo de inimigo", disse. "O século XXI exige realmente que descubramos o modo de combinar elementos do poder económico, diplomático, político e militar para actuarem em conjunto contra problemas específicos onde quer que eles surjam".

Muito antes do Iraque Study Group incluir na solução para o Iraque as negociações com o Irão e a Síria, o General Abizaid defendia que o combate ao extremismo islâmico dependia de uma concertação regional. Sobre recomendações feitas em privado para negociações directas com o Irão e a Síria, bem como o nível de intervenção militar futura no Iraque, o General recusou-se a desmenti-las à Casa Branca, ao Pentágono e ao Departamento de Estado.



Tradução do original em inglês:
General Opposes Adding to U.S. Forces in Iraq
Publicado no The New York Time de 20 de Dezembro de 2006

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Sexta-feira, Novembro 03, 2006

Vale a pena argumentar?

Nishan C. Karunatillake and Nicholas R. Jennings
Is it worth arguing?

School of Electronics and Computer Science,
University of Southampton,
Southampton, UK.


Resumo:
"A negociação baseada na argumentação é um modo eficaz de resolver os conflitos numa sociedade de múltiplos agentes. No entanto, consome tempo e recursos de cálculo importantes para que os agentes criem, seleccionem e avaliem os argumentos. Além disso, a argumentação não constitui o único meio de resolver conflitos. Alguns poderão ser evitados, quer encontrando um modo alternativo (evasão do conflito), quer alterando o curso adoptado para as acções (replaneamento). Será, portanto, vantajoso para os agentes identificar estas situações e ponderarem os custos e os benefícios da argumentação, antes de a usarem para resolver os conflitos. Neste sentido, apresentamos uma análise empírica preliminar para avaliar o mérito de um sistema simples baseado na argumentação, contraposto a outras aproximações não-argumentativas, num cenário de partilha de recursos específico. Na nossa experiência, simulámos uma comunidade de múltiplos agentes e permitimos que cada um deles usasse uma combinação de meios argumentativos, de evasão ou de replaneamento para ultrapassar os conflitos que surgissem na comunidade. Analisando os resultados observados, verificámos que - neste domínio - as técnicas argumentativas são eficazes na resolução dos conflitos quando os recursos são escassos. No entanto, também verificámos que é o meio mais dispendioso e o menos eficiente - comparado com a evasão ou o replanemento - quando os recursos são mais abundantes."

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