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Quinta-feira, Março 13, 2008

Emídio Rangel, o vendedor de presidentes

É tão fácil vender um presidente como vender um sabonete. Nesta forma lapidar, com este cinismo, resume Emídio Rangel a sua maneira de estar na vida. Gosta de sentir o respeito e mesmo o medo de uma classe política impreparada e demagógica, carente dos seus serviços. Faz-se pagar regiamente e tem no sector público os seus principais clientes. Pelo êxito que tem tido, tenderia a concordar, pelo menos em parte, com ele. Só que alguns acontecimentos recentes vieram perturbar, certamente contra sua a vontade, o desempenho das suas artes de feitiçaria.
Na véspera da marcha da indignação, eis que Emídio Rangel perde as estribeiras. Olá! Pensei para comigo. Quando alguém se zanga, já deixou ficar a razão algures pelo caminho. Bastou um pouco de efervescência social, a subida de uns poucos graus da temperatura, um pequeno ajuste de contas de um sector profissional para com a tutela, para que Emídio Rangel reconhecesse que nesse ambiente, nada feito: nem sabonetes, nem presidentes. Sobra um Emídio Rangel desfeito, sem glória, incapaz de raciocinar, presa dos seus próprios fantasmas, exibindo um verdadeiro terror de existir. Como tudo era diferente quando parecia que todos dançavam ao mavioso som do seu canto de sereia. Pessoas que pareciam ajustadas ao seu figurino de embrutecimento, em lamento contínuo, incapazes de distinguir a fonte dos seus próprios males, necessitadas urgentemente de evasão ou, pelo menos, da ilusão da evasão.
Caro Emídio Rangel: o seu acto irreflectido fê-lo baixar uns pontos a cotação na bolsa. Com essa precipitação, permitiu que entrasse na cabeça dos seus hipotéticos clientes uma dúvida terrível sobre a sua capacidade e eficiência profissional, sobre a sua mensagem de confiança domesticadora. Não é legítimo pedir aos Rasputines deste mundo que salvem governantes incapazes, mas escusava de mostrar os seus medos de forma tão prematura quanto desastrada.

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Terça-feira, Janeiro 01, 2008

João Tilly e a comunicação social

"Quem viu ontem os Gatos, na passagem do ano, contente-se agora com a sua recordação e diga-lhes adeus pelo menos até Outubro. É que o grupo tem contrato de exclusividade com a RTP, mas está impedido de trabalhar até lá. Quer dizer: recebem para não trabalhar. Pareceria uma enorme estupidez, pagar balúrdios a gente que consegue a liderança das audiências, neste preciso momento... para não fazerem nada, cedendo desta forma estúpida uma liderança certa à concorrência. Mas é preciso perceber que quem lhes paga somos nós. O contrato é com a RTP e os buracos da RTP são sucessivamente cobertos pelo estado. Portanto não faz mal a ninguém. E depois é preciso perceber-se que eles estavam a ser incómodos de mais para Sócras e a sua pandilha. Pode dizer-se até que os Gatos eram, neste momento, a única pedra no sapato de Sócras, já que toda a comunicação social está controlada, desde as rádios às televisões, passando pelas sondagens e pela imprensa escrita propriedade de 3 grandes grupos financeiros. A estratégia parece-me simples: o povo será submetido, a partir de agora, a uma medicação diária de 2 anos, com lavagens sucessivas e permanentes ao cérebro onde se lhe incute que, por pior que os portugueses vivam, este "é o melhor governo do mundo" e a coisa fica assim mais composta e a revolta natural, provocada pela vida cada vez mais difícil e já quase impossível para a esmagadora maioria dos portugueses, fica abafada.
As sondagens continuarão a mostrar que Sócras ganhará com maioria absoluta e quando chegar a hora das eleições espera-se que o rebanho se comporte em conformidade com a ração que lhe é deitada. Já Pavlov o postulava... o princípio da acção e reacção.

O dramático é percebermos que as poucas vozes que se levantavam a denunciar esta nova ditadura da comunicação social - mesmo que na brincadeira - acabam por ser sistematicamente silenciadas.

Ninguém pode ridicularizar o ridículo Sócrates. Ninguém pode denunciar as verdades que, aos olhos de todos, assumem proporções de verdadeiro escândalo internacional. Ninguém pode dizer a verdade, a partir de agora, em Portugal. E o povo continua oprimido, a pagar cada vez mais pelos serviços cada vez piores, a suportar uma corda ao pescoço cada vez mais apertada pela alta finança, a verdadeira patroa deste - e de qualquer outro - governo.

As poucas vozes vão-se calando... a válvula de escape da sociedade vai-se emperrando, mas isso pode não ser bom para o governo. Quando uma caldeira ou uma simples panela de pressão aquece cada vez mais e tem a válvula de segurança avariada, o que acontecerá inevitavelmente? Esta democracia de mentirinha que todos os dias é substituída, nas suas diversas vertentes, por um polvo ditatorial que vai estendendo os seus tentáculos a todas as áreas de intervenção social, instalando-se progressivamente à vista de todos, não sobreviverá muito mais tempo. Depois de nos tirarem o direito à saúde e depois de deixarem a justiça e o ensino num estado caótico, este governo não poderá esticar muito mais a corda, porque o povo não aguenta. Penso seu...Mas, se calhar, sim. Aguentámos os espanhóis durante 60 anos e a última ditadura mais 48... E já vamos em 34 de anarquia democrática e de assalto generalizado ao aparelho de estado por parte da alta finança que recuperou, em menos de uma década, tudo o que terá perdido na revolução dos cravos. Já foi indemnizada milhões de vezes mas continua a reclamar mais e mais ainda de quem já não pode pagar nem sequer os juros.

A válvula de segurança da sociedade deve estar lubrificada e operacional. Não deve soldar-se à estrutura. O governo deve deixar as pessoas indignarem-se publicamente com a sua atitude despótica e ditatorial. Para além de um direito constitucional, é a atitude social mais inteligente. Mas não é isso que se verifica. São dezenas os exemplos de tentativas de controle da comunicação social. E já nem isso é notícia. Tal como a subida semanal dos combustíveis já o não são. É suposto que os portugueses continuem a ser oprimidos e a pagarem pelos bens essenciais o dobro do que aqueles que ganham o triplo do que nós ganhamos pagam.

Esta indignidade é inclusive defendida descaradamente nas televisões pelos comentadeiros proSócras do costume - os únicos que são convidados a "opinar", hoje em dia. Não sei quem se lembrou de submeter o povo português a tal indignidade.

Fizemos, os portugueses, mal a alguém para nos calhar esta sina?Assim está mal, caros leitores. Assim é fascismo. Assim Portugal não pode sobreviver enquanto democracia. Até na América Latina a pobreza intectual deixou de andar de mão dada com a repressão. Portugal não será excepção. Ou a alta finança pela mão do seu mordomo, José Sócrates, alivia a opressão sobre o povo, ou um novo 25 de Abril se aproximará a passos largos. É inevitável. Bom ano de 2008 para Portugal."


Fonte: João Tilly in
2008 começa com o controle total da comunicação social pelo governo
publicado no seu blog pessoal em 1º de Janeiro de 2008

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