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Domingo, Junho 01, 2008

José Afonso - Bairro Negro

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar


Menino sem condição
Irmão de todos os nus
Tira os olhos do chão
Vem ver a luz

Menino do mal trajar
Um novo dia lá vem
Só quem souber cantar
Virá também

Negro, bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego


Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção

Se até da gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti

Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver


Zeca Afonso:

Bairro Negro


Texto: Lyrics Time™
Som: Musikalidades

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Sexta-feira, Abril 25, 2008

José Afonso - Por trás daquela janela

Belíssima canção de aniversário, dedicada por José Afonso a Alfredo Matos, quando se encontrava preso pela PIDE. No dia 25 de Abril de 1974, foi retirada rapidamente do baú das canções proibidas e passada largas vezes na rádio, como forma de encorajar os militares sublevados a libertar os presos políticos. Foi a minha canção preferida do dia. (AF)

Por trás daquela janela


Por trás daquela janela:



Som:Francisco José S.N.Santos
Texto:Crave online lyrics
Imagem:Vadiando

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Sexta-feira, Setembro 28, 2007

Helena Langrouva - Maria Faia

CamponesaOs cantos de trabalho

A maioria dos cantos de trabalho pertencem à Beira Baixa. São canções que acompanham a ceifa (“Oh que calma vai caindo”, Cantos Velhos, Rumos Novos), a monda (“Milho Verde, Cantigas do Maio), a colheita da azeitona (“Maria Faia”, Traz outro amigo também). Em todos perpassa a relação do trabalho com a paz e a beleza da mulher.

“Maria Faia” é uma canção de grande beleza musical e de notável riqueza simbólica. O seu nome vive da fusão de Maria com o nome de uma árvore – Faia - , símbolo da vida na sua expansão e verticalidade bem enraizada na terra. Quem a ela se dirige procura dar-lhe um outro nome, do qual ficam excluídos “rosa” e “cravo” , para escolher “espelho”: “chamo-te antes espelho”. A simbólica multímoda do espelho converge na luz, na procura de verdade, da manifestação da inteligência criadora, da alma, de uma realidade englobante:

Eu não sei como te chamas,

Ó Maria Faia

Nem que nome te hei-de eu pôr

Ó Maria Faia, ó Faia Maria

Cravo não que tu és rosa…

Rosa não que tu és flor…

Chamo-te antes espelho…

Onde espero de me ver

Zeca Afonso:

Maria Faia


in JOSÉ AFONSO E A POESIA POPULAR PORTUGUESA CANTADA BREVE SÍNTESE TEMÁTICA
De 1964 a 1977

Helena Langrouva

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Sexta-feira, Abril 27, 2007

Um sonho de Uxia


Galiza aqui tão perto...

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Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

Traz outro amigo, também


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