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Quinta-feira, Abril 30, 2009

Jack Soifer - Alta velocidade

Jack SoiferA TECNOLOGIA do TGV tem 150 anos, não inova em nada, é só força bruta. Ao contrário do Alfa, que usa a ciência e é pendular, no TGV o bogie, o chassi e os carris são tradicionais, mas maiores; só o motor eléctrico substituiu a locomotiva a vapor.
O LightAlfa usa compósito, ligas de alumínio e carbono, e HDPVC na carruagem e chapa de aço reforça­do, em vez de ferro fundido no bogie. O fio dos motores é de liga de alumínio em vez de cobre. Tudo o torna mais leve, flexível nas curvas e exige muito menos betão nas pon­tes e retirada de terras nas serras.
O LightAlfa é tecnologia de ponta, faz 240km/h de média, quase igual ao TGV e, ao invés deste, não está nas mãos de só nove empresas de quatro países.
Ao ligar Faro a Braga pelo interior, o Train de Grand Developpement (TGD) com ramais para Badajoz e Vigo e gastando 1,5 mil milhões de euros, traria emprego a 78 firmas e 18 mil cidadãos portugueses.
Só seis empresas de França, Reino Unido e Alemanha estão certificadas para vender carris, material eléctrico e electrónico, carruagens, etc. para o TGV.
A Espanha tem três empresas certificadas para as pontes e a infrastrutura.
Exige-se quatro anos e milhões para certificar.
Não estarão num cartel?
Estimativas de países que pensaram investir ou já fizeram TGV mostram brutais derrapagens. Os três grandes da UE exportariam para Portugal 65 a 74% dos 5 mil milhões, a Espanha uns 20% e as nossas três mega-empresas 8 a 9%.
Mas três gerações (de Portugueses) teriam que pagar mais 4 mil milhões em juros e sobre lucros ao cartel e cada um dos nossos 5 milhões de empregados mais 500€/ano de impostos em subsídios do Governo ao consórcio do TGV.
Se o racional e inovador é o LightAlfa, que lobby de Bruxelas está a forçar um ministro a nos meter goela abaixo uma dívida irracional e uma velha tecnologia? Por que estes dados não chegam a José Sócrates?


Portugal Ilustrado

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Sexta-feira, Março 13, 2009

Adeus aos paraísos fiscais na Europa?

Será desta?

BYE BYE BANK SECRECY

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Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

Charles Hawley - Tratado de Lisboa em apreciação no Tribunal Constitucional Alemão

O Tribunal Constitucional Alemão olha agora com atenção para o Tratado Europeu de Lisboa, o documento que pretende substituir a falhada Constituição Europeia. Há indícios de que o Tribunal não gosta do que vê. Se a Alemanha disser não, o tratado cai morto. Os comentadores não conseguem dizer se isso é bom ou mau.

Não chega a ser novidade, caso o Tratado da União Europeia esbarre no Tribunal Constitucional Alemão. Por muitos anos, os guardiões da Constituição Alemã foram espreitando para a integração na União Europeia (UE), para confirmarem que Berlim não estava a alienar para Bruxelas uma parte demasido grande da sua soberania. A resposta foi sempre a mesma: desta vez passa, mas não abusem.

Porém, esta semana, com o Tratado de Lisboa - o livro azul da EU para a reforma dos processos de decisão do bloco dos 27 países - a ser considerado, crescem os indícios de que o tribunal alemão seja taxativo. Nas auscultações verbais da terça-feira, os juízes colocaram inesperadamente questões críticas e aventaram a hipótese de o tribunal rejeitar o tratado ou de exigir a realização de um referendo.

Relativamente à transferência de competências legislativas de Berlim para Bruxelas, o juiz Udo Di Fabio perguntou de maneira contundente se tal alienação, em vez de um benefício para a liberdade, não representaria antes uma ameaça.

O tom céptico do tribunal prosseguiu quarta-feira. Há que ver as coisas com seriedade: quanto poder resta ainda ao Bundestag (Nota do Editor - o Parlamento Alemão)? perguntou Di Fabio. Outro juiz, Rudolf Mellinghoff, disse não compreender que beneficío trazia a alienação de competências para o Parlamento Alemão.

O tribunal mostrou-se particularmente renitente quanto a disposições do Tratado de Lisboa que colocariam leis criminais na Alemanha na dependência de decisões da União Europeia. Dada a natureza das dúvidas apresentadas, é improvável que o Tribunal sele o seu acordo ao Tratado de Lisboa esta semana, sem exigir alterações. O Tribunal também invocou o Artigo 146 da Constituição, durante a sessão de quarta-feira. O parágrafo estipula que o referendo é obrigatório quando uma parte da Constituição é revogada.

O Tratado de Lisboa é a resposta da União Europeia à rejeição da Constituição Europeia de 2005, pelos referendos da França e Holanda. O documento pretende agilizar os processos de tomada de decisão e garantir mais poder legislativo ao Parlamento Europeu. A Alemanha é um dos quatro países que ainda não ratificaram o Tratado de Lisboa - juntando-se à Irlanda (que rejeitou por referendo em Junho), a República Checa e a Polónia. O Parlamento Alemão aprovou o Tratado em Abril do ano passado, mas o Presidente Host Köhler reteve a sua assinatura até que fossem esclarecidas questões apresentadas por numerosas interpelações, entre as quais o deputado Peter Gauweiler, membro da União Cristã Social da Baviera - um partido irmão do Partido Cristão Democrata da Chanceler Angela Merkel. Também Franz Ludwig Schenk Graf, o filho de Claus von Stauffenberg - que atentou contra Hitler em 1944 - está entre os que apresentaram objecções ao Tratado.

Como prova da importância que conferem à aprovação do Tratado, tanto o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Franz-Walter Steinmeir, como o Ministro do Interior, Wolfgang Schäuble, compareceram no tribunal para o defenderam. Schäuble recomendou ao Tribunal que não veja em cada ganho de Bruxelas uma perda da soberania alemã. Steinmier disse que o Tratado de Lisboa fortalece enfaticamente as fundações da União Europeia.

Dieter Murswiek, conselheiro de Gauleiter, apelidou o tratado de uma camuflagem gigantesca e disse que o tratado outra coisa não é que uma versão recauchutada da constituição derrotada. Disse que o Tratado transformaria a União Europeia numa construção à imagem dos EUA e tornaria as evidentes falhas de democracia na Europa ainda mais graves.

Caso o Tribunal decida que partes do Tratado de Lisboa não estão em harmonia com a Constituição Alemã, plausivelmente isso será o fim do documento. Qualquer ajuste significaria o reinício das negociações envolvendo 27 estados membros. O Tratado já foi alterado a seguir às rejeições de 2005. Depois da repovação irlandesa em Junho, já foram ajustadas algumas disposições de pormenor, em antecipação a uma nova votação. Questões fundamentais como aquelas que o Tribunal Constitucional Alemão apresentou na quarta-feira, não seriam tão fáceis de alterar.

Charles Hawley, Europe Is Suffering from Too Little Democracy, Der Spiegel, 11 de Fevereiro de 2009

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Segunda-feira, Dezembro 08, 2008

Uma União Europeia sem Alemanha?

Muito interessantes estes conciliábolos de Durão Barroso. Pela segunda vez num curto espaço de tempo, a Alemanha ficou de fora. Que estará a preparar-se?

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