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Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Teresa Forcades - Campanas por la gripe A

CAMPANAS POR LA GRIPE A from ALISH on Vimeo.



Fonte: Alish
(Grato a CRN pela chamada de atenção)

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Domingo, Outubro 25, 2009

Operação pandemia




O vídeo explica que a gripe aviaria e a gripe porcina provocaram uma forte mobilização dos governos, da OMS e dos média, para no final se soldar por um número mínimo de vítimas.

O documentário propõe que os motivos por detrás dos fortes investimentos públicos em vacinas não verdadeiramente motivados pelo interesse público, mas resultam de um caso de delito de iniciados já que Bush, o então presidente dos EUA, e Donald Rumsfeld têm interesses nas companhias que produzem vacinas contra a gripe, companhias avantajadas por este tipo de investimentos.

Para além disso o documentário sugere que a vacina é na realidade tão ou mais perigosa do que o vírus, por causa dos seus efeitos secundários.

Por fim, o documentário também questiona o interesse dos média por estas epidemias, já que elas causam bastante menos mortos do que doenças ignoradas por eles (malária, diarreia/cólera?).

Na minha opinião, o documentário tem razão em certos pontos, mas é fundamentalmente desonesto no seu tratamento do assunto e nas suas conclusões.

O problema mais grave do documentário é que ele ignora a verdadeira razão pela qual as epidemias de novas estirpes da gripe são notícia: o potencial mortífero que elas acarretam. A gripe de 1918 foi a epidemia mais rápida e mortal de que há memória, com um número de vítimas estimado entre 50 e 100 milhões de mortos [1](segundo as estimativas mais modernas que tomam em conta não só os países desenvolvidos da época, mas o mundo inteiro). Cerca de 500 milhões de pessoas foram infectadas (um terço da humanidade na altura). Com este género de números, a gripe de 1918 até foi mais mortífera do que a Peste Negra da idade média (com um número de mortos estimado a 34 milhões, ao longo de décadas). Estima-se que em 25 semanas a gripe de 1918 matou tanta gente como a SIDA em 25 anos. Para além da gripe de 1918, também houve outras pandemias desde então que causaram milhões de mortos, apesar de não terem sido tão mortíferas quanto a de 1918.

Ignorar este ponto fundamental invalida por completo o documentário. Não foi o Bush ou o Rumsfeld que inventaram a gripe de 1918, e o medo que o vírus da gripe provoca está bem para além das capacidades de propaganda dos dois.

Também não é porque o Donald Rumsfeld tem interesses no Tamiflu que a maior parte dos governos do planeta têm planos de emergência quanto às epidemias de gripe, mas sim porque este vírus altamente mutável e infeccioso demonstrou de maneira repetida ser extremamente perigoso.

O documentário também é desonesto quando questiona o relevo dado pelos média à questão: não se fala da malária ou da cólera porque são problemas conhecidos, compreendidos e controlados (no sentido que só estão em perigo populações marginalizadas e destituídas). A própria gripe clássica não é novidade, não por não ser perigosa (meio milhão de mortos por ano no mundo [2]), mas porque os riscos causados por ela foram compreendidos e integrados pela sociedade. Uma nova estirpe de gripe pelo contrário é um perigo potencial para toda a gente sem distinção de clima ou de posição social. Se isto não é um motivo de notícia, então nada será. Por outro lado, quando a nova estirpe demonstra ter uma fraca mortalidade, então desaparece das notícias, como aconteceu com a H5N1 (e o que mostra que não são o Bush e o Rumsfeld que condicionam a cobertura dos média, mas simplesmente o risco potencial desses vírus).

Argumentando pelo absurdo, porque é que este documentário não critica os média por não falarem da morte? Apesar de tudo, a morte é 100% mortal, e nós vamos todos morrer. Porque é que as notícias não têm a palavra morte em primeira página de todas as suas edições? Para ser notícia, o perigo tem de ser desconhecido, novidade, descontrolado. Sem esses elementos, não aparecerá nas notícias. Se nem a morte o consegue, quanto mais a malária (aliás, a malária volta a ser notícia quando se manifesta em novas áreas, por causa das mudanças climáticas).

Por outro lado, o documentário utiliza as figuras impopulares de Bush e Rumsfeld para sugerir que os meios despendidos contra a epidemia são uma burla. Este tipo de argumentos está errado por várias razões:
  • Bush e Rumsfeld são figuras públicas, e pela natureza das suas actividades compreendem as vantagens potenciais em investir em companhias farmacêuticas como aquelas que produzem to Tamiflu. Se o Bush investir em equipamento de segurança automóvel será que cada campanha de prevenção rodoviária vai ser suspeita de ser uma manipulação de Bush?
  • Nem o Bush nem o Rumsfeld inventaram o H1N1, ou o H5N1.
  • Como já disse, montes de países onde B&R não têm a mínima influência também investiram em programas de prevenção.
etc...

O documentário também adopta outra linha de raciocínio que está completamente errada: dá a entender que no fim de contas as gripes aviária e porcina não representaram um perigo significativo e que portanto os custos e alarido gerados foram desnecessários e deveriam ter sido evitados.

O elemento evidente que este argumento ignora é a falta de conhecimento existente no momento em que as decisões têm de ser feitas, ou comentadas pelos média. Um governo TEM de preparar campanhas de vacinação antes de saber se a pandemia vai ser mortífera ou não. Se esperar que os mortos se amontoem, a sua acção será muito mais tardia, e os custos em perdas humanas serão várias ordens de magnitude mais elevados. Um governo que agisse dessa forma seria correctamente alvo de indignação por parte da população. As pessoas que fizeram o documentário sabem perfeitamente isto, mas pelos vistos escolheram ignorar esse facto essencial, mais um caso de desonestidade.

A crítica do documentário seria equivalente a dizer que não deveria construir a minha casa segundo as normas sísmicas vigentes, porque depois de viver dez anos nela, para depois ter de mudar de casa, ainda não ter sofrido nenhum abalo. É evidente que eu não podia saber que não haveria nenhum tremor de terra enquanto que eu habitasse a casa, e concluir que respeitar as normas sísmicas foi um mau investimento é estúpido, porque uma política de investimento responsável tem em conta os riscos potenciais, e não se contenta em esperar que tudo correrá bem.

Senão chegaríamos a conclusões ridículas: peguemos na Turquia como exemplo: é uma região muito activa tectonicamente. Durante as últimas décadas houve vários tremores de terra que causaram a morte de dezenas de milhares de pessoas. Segundo os argumentos do documentário, as pessoas que não construíram segundo as normas de segurança sísmica e morreram são idiotas. Os que construíram respeitando as normas de segurança sísmica fizeram um bom investimento, mas aqueles que melhor investiram foram os que não respeitaram as normas de segurança, mas cuja casa não lhes caiu em cima!

Há um ponto sobre o qual eu estou de acordo com o documentário:

existe o risco de as pessoas entrarem em pânico e começar a comportar-se de maneira irracional. Hoje em dia sabemos que a mortalidade da gripe porcina é fraca, e que a taxa de mortalidade é comparável à gripe clássica. Tendo isto em conta, é questionável proceder a uma vacinação extensiva da população, porque os efeitos secundários da vacina, mesmo se pouco frequentes, acabam por ter custos que ultrapassam os benefícios quando o número de pessoas vacinadas é muito maior do que aquelas de que realmente precisam da vacina.

Mas isso é o que sabemos agora, e esta conclusão pode mudar se aparecer uma nova mutação que aumente significativamente a mortalidade da doença. Ora os governos têm de tomar decisões em circunstâncias em que a informação é mais escassa, e é normal que pequem por cautela do que o contrário.

No que me diz respeito, eu vacinei-me contra a gripe clássica (como o faço cada ano), mas não prevejo vacinar-me a mim ou o meu filho (de 17 meses) contra a gripe porcina. Se ele estivesse fragilizado fisicamente, a questão seria diferente, mas nestas condições acho que não vale a pena fazer essa vacinação, que foi desenvolvida para um contexto de pandemia e que portanto activa mais o sistema imunitário e é menos testada do que a vacina clássica.

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Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Rauni Kilde - A gripe A

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Terça-feira, Janeiro 27, 2009

Rui Gonçalves - Doença de TARGARDT

Exmo(a) Senhor(a)

Vivo nos arredores de Lisboa e sou pai de uma menina, agora com 7 anos, que é portadora da doença de TARGARDT (degeneração da mácula), o que faz com que perca a visão central ), doença essa que é actualmente incurável, mesmo no estrangeiro. Como não é fácil obter informações a nível nacional, resta-me a Internet para adquirir um conhecimento mais profundo que me ajude a lidar com esta doença, pois mesmo em Lisboa a única ajuda que me foi facultada foi de uma associação (mais concretamente a Associação de Retinopatias de Portugal), associação essa que também padece do problema de falta de apoio, pois é uma entidade privada. O grande objectivo deste mail é tentar arranjar maneira de contactar pessoalmente, familiares ou amigos dessas pessoas que sofram da mesma ou semelhante doença, para fazer um rastreio, com um único pensamento: - Difundir e trocar informações acerca desta doença. POR FAVOR divulguem este mail pelos vossos contactos e/ou se tiverem conhecimento pessoal de um caso semelhante, agradecia que me contactassem:

mailto:rgoncalves@ruralinf.pt

MUITO E MUITO OBRIGADO

Rui Gonçalves

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Quinta-feira, Dezembro 13, 2007

O perigo dos telefones móveis

Mobile phone evolution

Um grupo de investigadores israelitas publicou a 6 de Dezembro um estudo no American Journal of Epidemiology, que foi citado em várias outras publicações.
  • Em altas doses, as radiações emitidas pelos aparelhos portáteis aumentam consideravelmente o risco de cancro nas glândulas parótidas, que ficam perto da orelha.(Informatique et média)
  • O risco aumenta se os utilizadores puserem o aparelho sempre junto à mesma orelha, ou se viverem habitualmente em zonas rurais.(Cyberpress)
  • É preciso reavaliar as normas em matéria de telefonia móvel.(Dr Sigal Sadetski)


in Téléphoner tue
publicado por AgoraVox le média citoyan em 12 de Dezembro de 2007

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Terça-feira, Dezembro 11, 2007

Daniel Pereira da Silva - STOP ao Cancro do Cólo do Útero

IPO Coimbra

Mensagem do Dr. Daniel Pereira da Silva director do serviço de Ginecologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra... 2 minutos...
(Moriae, via email)
Caros Amigos e Amigas

Preciso da vossa ajuda.

Assinem a petição www.cervicalcancerpetition.eu. para que o cancro do colo do útero venha a ser discutido no parlamento europeu, de modo a que os rastreios sejam uma realidade em todos os países, nomeadamente em Portugal, onse só existe na região centro.

Bem Hajam

Daniel

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Sábado, Dezembro 08, 2007

Isabel do Carmo e o Serviço Nacional de Saúde

Isabel do Carmo
As críticas nas áreas da Educação e da Saúde feitas pelos partidos da direita, pelos cronistas fazedores de opinião ideológica à direita e pela sua movida tão presente na comunicação social, e particularmente na televisão, têm um objectivo de fundo, expresso ou oculto – apresentar como alternativa os benefícios do sistema privado. Mas como as críticas se baseiam muitas vezes sobre problemas reais, misturam-se em amálgama com as críticas dos partidos mais à esquerda. E estes deixam-se cavalgar e cavalgam as críticas de direita, sem fazerem uma separação higiénica e pedagógica. Há sempre um afã eleitoralista imediato ou mediato que cega e afasta os objectivos estratégicos. Será esta uma irremediável lógica partidária? Ou seja, as críticas centram-se muito mais no governo e nos seus protagonistas do que no sistema e na sua enxurrada. Assim se ajuda a abrir portas ao avanço da direita, do neoliberalismo e dos seus desígnios.


Ler o resto do artigo em Isabel do Carmo,
O "bota-abaixo" do Serviço Nacional de Saúde

publicado pelo Le Monde diplomatique em 22 de Novembro de 2007

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Terça-feira, Novembro 20, 2007

Victor Cerqueira versus Teixeira dos Santos

Fernando Teixeira dos Santos
Teixeira dos Santos

Ex.mo Senhor Ministro das Finanças


Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de V.Ex.a para lhe fazer uma proposta:

A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, foi vítima de CANCRO DE MAMA em 2004, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma.
Por esta "coisinha" sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais.
Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância.
Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:

a) a devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os meus cumprimentos o dará à sua Esposa ou Filha.
b) Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:
c) os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
d) os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
e) a angustia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
f) os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
g) ansiedade com que são acompanhados estes exames.
h) A angústia em que vivemos permanentemente.

Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer. Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.

Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V.Ex.a que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...

Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender.

Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.

Atentamente, 19/Outubro/2007

Victor Lopes da Gama Cerqueira

in Coragem civil,
publicado por Dedinho em O cartel a 19 de Novembro de 2007

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