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Segunda-feira, Julho 09, 2007

Duo Ouro Negro - É Verão

É Verão
E o Sol queimando
Nossos corpos nesta praia,
Onde o vento, sussurrando,
Traz-te os beijos
Que chegam mais quentes a mim
Baía Azul
A cidade inda dorme ao longe
Preguiçosa de calor.
Tanta gente ao meu redor
Mas p'ra mim
Na praia só estás tu!
Baía Azul
E as ondas,
No seu vai-vem,
Espreitando o nosso amor...
Baía Azul
E à tardinha já cansados
Bem juntinhos, abraçados,
Lá voltamos p´rá cidade
Esperançados
Nesse Sol que virá.

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Baía Azul...
Quantas vezes lá fui?
Não me recordo já!
Mas lembro-me das centenas de quilómetros, percorridos com avidez, para atingir a costa, o mar, com o único objectivo de mergulhar, boiar, sentir a água azul, era mesmo azul!
Não importava o pó da estrada que se ía respirando, engolindo, os sucessivos saltinhos da estrada batida mas esburacada aqui e ali, o calor que fazia brotar pérolas de suor nos nossos rostos, que se secava com as janelas todas abertas!
Quantas vezes íamos na parte de trás do jeep, em pé, agarrados à capota cantando, cantando de bocas escancaradas ( e, quando calhava, lá se engolia mosca ou mosquito! ).
Não posso esquecer um dia em que fomos presenteados com uma costela de baleia já toda descarnada e meio enterrada na areia. Nem força tínhamos para a remover!
Estas fotos e a música fazem-me recordar esses tempos inesquecíveis, tão férteis em experiências e plenitude de vida! (MR)




Imagens da
Baía Azul (Benguela)
Ante et Post
Kimbo Bengela
SomQuipiri

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Quinta-feira, Junho 21, 2007

22 de Junho de 2007

Querido pai

Já não te escrevo há muito tempo e não posso deixar que esta data passe em branco. Já lá vão 86 anos! Nasceste numa época muito difícil mas,"chegaste, viste e venceste"!

Agora já quase não se escrevem cartas, só se "tecla", pois a vida corre mais depressa do que quando cá estavas. Mas hoje fiz um esforço e embora não te vá pô-la no correio, escrevo-te à mesma.

Eu gostava de receber postais das viagens que fazias e as tuas cartas mostravam uma paciência infinita às minhas propostas de inovação de procedimentos, às minhas tentativas de afirmação perante ti, às minhas mudanças, à minha sofreguidão de vida. Escrevia-te sempre mesmo que para te contradizer, adorava fazê-lo!

Hoje, sonho com os tempos em que, ao teu colo, me mostravas as estrelas. As noites eram mornas, suaves, deitávamo-nos naquelas cadeiras compridas que nos permitiam olhar o céu e sentir a brisa húmida, com cheiro a terra vermelha.
As estrelas abundavam e eu só conseguia fixar as obrigatórias: Estrela Polar, as 3 Marias, a Cassiopeia, Orion, a Ursa maior, a menor (mais?).
Fascinava-me como uma estrela tinha ajudado os nossos navegadores a escolherem rumos como me contavas tão perigosos e desconhecidos. Sorvia as estórias ( agora escreve-se estórias, em vez de histórias, vê lá tu!) que nos contavas, umas verdadeiras, outras inventadas - eram mais as inventadas - que tinham sempre um final moralista.
Assustava-me a tua rectidão, o teu rumo de vida desenhado, não percebia o teu afastamento de pessoas sem interesse, oportunistas, fingidas, vaidosas. Não entendia o teu descomprometimento com a sociedade que nos rodeava, afinal, o teu isolamento.

Hoje entendo. Percebo a asfixia em que se vivia, o apertar do cerco quando se era diferente! E também penso agora que só aprendemos a ser bons filhos quando somos pais e pais quando experimentamos a alegria de ser avós.

Lembro-me particularmente de um poema que recitavas várias vezes e que acabei por decorar e entender a sátira que encerra. Querias que eu o soubesse e conseguiste. Há 50 anos que me vou "deliciando" com ele. Hei-de ensiná-lo aos meus netos também.
Tentei identificar o autor mas ainda não consegui. Alguém me terá dito que é de Francisco Quevedo y Villegas mas não o comprovei ainda. Se souber digo-te depois, O.K.?

Vou transcrevê-lo para to relembrar:

Com propósitos severos,
A bien de la religión,
Hallabanse en reunión
Distinguidos caballeros.

Uno era contribuyente,
Otro, dueño de una tienda,
Otro, ex ministro de Hacienda,
Y así sucesivamente.

-Hay que enfrentar la cosa
Con mucha severidad
Porque reina la impiedad
De una manera asombrosa!

Mientras la gente pía
Se entusiasma y arrebata,
Falta un tintero de plata
Que estaba en la escribanía.

Dice el cura a los colosos
Con aire muy altanero:
- Todos sois muy religiosos,
Pero aquí falta un tintero!

Y para que no se sepa
Aquel que ladrón fué
Yo la luz apagaré
E vuélvalo que lo tenga.

Sopló... y por la sacristía
Se extendió un negro capuz.
E cuando volvió la luz
Faltaba la escribanía!


Não sei se está bem escrito mas o que interessa é o sorriso que se "arranca" a quem lê esta sátira! E tu conseguias passar-me essa mensagem!

Obrigada por esses bons momentos e mando-te muitos, muitos beijinhos.

P.S. Os meus netitos também te mandam muitos, muitos ...

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Segunda-feira, Maio 14, 2007

Clara Nunes

Morena de Angola


Manhã de Carnaval

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