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Quarta-feira, Novembro 25, 2009

O 25 de Novembro de 1975 visto por Chico Buarque

Fado Tropical

Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

«Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar,
trucidar
Meu coração fecha aos olhos e sinceramente chora...»


Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata
Arrebato um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

«Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intencão e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa»


Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-os-Montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Transcrição da letra: Universidade do Minho










Tanto Mar


Revolução

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente alguma flor
No teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera pá
Cá estou doente
Manda urgentemente algum cheirinho
De alecrim

Transcrição da letra: João Gabriel Galdea




Contra-Revolução

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho de alecrim



Transcrição da letra: João Gabriel Galdea



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Domingo, Janeiro 11, 2009

Mahmud Darwish - O teu silêncio dói-me

Palestina
O teu silêncio dói-me. Tanto como a vida. Tanto como o tempo.
Mahmud Darwish

Pensar, Escrever, Desenhar, Reenviar, Opinar, Participar… Gritar
Para que o Silêncio não nos transforme em cúmplices
Não ao Genocídio
Não ao Holocausto Palestiniano
Não à Invasão Sionista
Pela Liberdade da Palestina
Não ao Bloqueio
Palestina Livre
Respeito pelo Tratado de 1967

(In, arte, revolución y utopía)

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Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Jean Salem - Lenine e a Revolução

Para compreender a História do Século XX (AF)
Jean Salem, Lenine e a Revolução


Ver também:
Entrevista com o Autor
Apresentação por Miguel Urbano Rodrigues

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Segunda-feira, Setembro 22, 2008

Sugestões de leitura...

A história e o protagonismo dos “Capitães de Abril” na luta de independência nacional e afirmação da angolanidade é o mote principal do mais novo trabalho literário do escritor Manuel Pedro Pacavira, a ser apresentado ao público amanhã às 19H00 na Casa 70.Intitulado “Angola e o Movimento Revolucionário dos Capitães de Abril em Portugal – Memórias de 1974-1976”, o livro está dividido em quatro partes e faz uma clara alusão ao empenho em prol do sonho de libertação nacional do Almirante Rosa Coutinho e seus companheiros, assim como do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto.Escrito com base nas memórias do autor, mas de forma neutra, o livro faz igualmente uma caracterização da situação que prevalecia em Angola, depois do golpe de Estado de Portugal.


Jornal de Angola
"Cultura e desenvolvimento"

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Sábado, Novembro 10, 2007

Coro do Exército Vermelho - Poljuschka polje

Post dedicado.

Por ocasião dos 90 anos da Grande Revolução de Outubro.(AF)








A propósito, a entrada na Wikipedia com a letra em russo.
...

A crença na propriedade privada



Repare-se, por exemplo, na crença da propriedade privada - crença nascida originariamente com a família patriarcal e que consiste no direito que cada homem supõe ter relativamente ao produto do seu próprio trabalho, ou o direito que ele foi capaz de obter naquilo que conquistou pela espada. Apesar da antiguidade e diminuição de poder destas origens remotas da crença na propriedade privada e apesar do facto de nenhumas novas origens serem apontadas, a grande maioria da humanidade tem uma profunda e indiscutível crença nestas inviolabilidades, devidas am grande parte ao tabu que resulta das palavras não roubarás. É certo que a propriedade privada é uma herança da era pré-industrial, quando um indivíduo ou uma família podiam fazer qualquer produto por suas próprias mãos. Num sistema industrial um homem nunca faz o todo de qualquer coisa, mas antes a milésima parte de um milhão de coisas. Nestas circunstâncias, é totalmente absurdo dizer que um homem possui um direito relativamente ao produto do seu próprio trabalho. Considerai um carregador numa estação, cuja ocupação é carregar e descarregar comboios de mercadorias: que proporção de mercadorias carregadas pode representar o produto do seu trabalho? A questão é totalmente impossível de resolver.

Deste modo, é impossível assegurar a justiça social dizendo que cada homem deve possuir o que ele próprio produz.

Os primeiros socialistas antes de Marx sugeriram isto como uma cura para as injustiças do capitalismo, mas as suas sugestões foram a um tempo utópicas e retrógradas, desde que se tornaram incompatíveis com a indústria em larga escla. É, por conseguinte, evidente que a injustiça do capitalismo não pode ser sarada enquanto a inviolabiliade da propriedade privada for reconhecida. Os bolcheviques observaram isto e, por consequência, confiscaram todo o capital privado para uso do Estado. Foi por terem recusado a crença na inviolabilidade da propriedade privada que a perseguição contra eles foi tão grande. Mesmo entre os socialistas declarados, há muitos que sentem um estremecimento de horror ao pensar na expulsão dos homens ricos das suas casas, para darem lugar aos proletários. Tais sentimentos instintivos são difíceis de vencer, por razões óbvias. Os poucos homens que conseguem isto, tais como os chefes bolcheviques, têm de enfrentar a hostilidade do mundo. Mas com a criação actual de uma ordem social que não tenha em vista somente os malefícios tradicionais, está-se mais habilitado a destruir tais malefícios nos espíritos vulgares do que o que pode ser feito num século de propaganda teórica. Creio que se mostrará, quando, na devida altura, os homens observarem as coisas na sua verdadeira proporção, que o principal serviço prestado pelos bolcheviques assenta na sua recusa prática da crença na propriedade privada, crença que não existe, de modo algum, somente entre ricos e constitui no momento presente um obstáculo ao progresso fundamental - e um tão grande obstáculo, que unicamente a sua destruição tornará possível um mundo melhor.

in Romeu de Melo:
O Pensamento de Bertrand Russel, Selecção de textos
publicado por Editorial Presença, Lda, LISBOA, 1966

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Segunda-feira, Julho 16, 2007

A Revolução, vista por Chico Buarque

A primeira versao de "tanto mar" tinha sido censurada no Brasil, então ainda na ditadura, devido a canção ser uma saudação à Revolução de Abril de 1974 em Portugal. Foi gravada totalmente pela primeira vez num espectáculo ao vivo em Portugal com a Maria Bethania, que foi passado para disco (em 1975). Apenas a versão instrumental foi gravada no Brasil.

Tanto Mar




A segunda versão foi gravada no início de 1976 e refere-se ao Novembro de 1975 em Portugal e ao fim do período mais revolucionário que por cá se vivia.

Tanto Mar



Fonte: Projecto Natura da Universidade do Minho

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Sexta-feira, Abril 27, 2007

Geração de Abril

A nova geração (Susana, Jorge) quer saber como foi.

Hoje, os ministros de "esquerda" de Portugal
Alinham com subserviência
Perante o todo-poderoso Bill Gates.
Em Portugal, o ministro dos negócios estrangeiros
Vocifera pelo bombardeamento do Irão

Os bancos prosperam acima dos dois dígitos
A privatização esmaga os serviços públicos

Mas Portugal não foi sempre assim
Por aqui passou uma Revolução a sério
Daquelas que acontecem
Uma vez em muitos séculos

Talvez no fim compreendam,
Porque Paulo Portas extinguiu
O serviço militar obrigatório




Um cheirinho a alecrim...

Para se ser democrata
Não era preciso gravata
(Nem fato azul regimental)

Todos os dias eram diferentes.
O público nunca leu tanto
Os jornais faziam segundas tiragens.

Os que se haviam acomodado,
Não se mostravam, fugiam.
Atrás deles, desamparados,
Fugiam os donos do Império.

No pavilhão americano das Lages
O primeiro ministro,
Não usava libré.
Tampouco segurava o chapéu
Ao presidente dos EUA

Fátima foi esquecida
Futebóis ficaram para trás
E os fadistas
Cederam aos trovadores

O nosso primeiro ministro
Falava antes de Mitterand
E de Willy Brant

Informando que a base das Lages
Era imprópria para
O bombardeamento da Líbia.

A organização norte-americana
Que havia fomentado
O banho de sangue no Chile
Para cá enviou como embaixador
Um seu destacado agente

O senhor embaixador
Só clandestinamente reunia
Com demagogos e provocadores
E com quem havia aceite
Fazer parte do governo
Para contra ele conspirar

Ninguém vinha cá procurar
Minúsculos serviçais
Desfilando alinhados
E rendidos a Bill Gates

Vinham cá conhecer
Um exemplo mundial da coragem
Portugal rejubilava
Com a vitória do Vietname

Os olhos brilhavam
As mulheres falavam
Sem olhar para o chão

Para selar a esperança,
Nasceram muitos bébés
Vós, a geração de Abril.

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