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Terça-feira, Janeiro 12, 2010

A Dinamarca na Guerra ao Iraque

O governo dinamarquês não se comportou honestamente no caso da Guerra ao Iraque, registou o relatório. A comissão classificou a justificação dada pelo governo como "algo trapalhona", pois insiste na tese do desmantelamento dos arsenais de Armas de Destruição Massiva como motivo principal, muito depois de se ter percebido que o objectivo central foi o da mudança de regime. Davids e os restantes membros da comissão assinalaram também o facto de as agências de espionagem se terem apoiado quase exclusivamente em informações prestadas pelos seus colegas de outros países, mas suavizando os termos. O ministro dinamarquês, no entanto, não conseguiu transmitir ao parlamento esta distinção.


O relatório contestou a natureza defensiva dos lançadores de mísseis Patriot (fornecidos pela Dinamarca) estacionados próximo da fronteira do da Turquia com o Iraque, lembrando que tais fornecimentos sem o consentimento do parlamento são uma violação da lei constitucional.

Dutch government misrepresented case for Iraq war, NRCHandelsblad, 12 de Janeiro de 2010

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Terça-feira, Outubro 21, 2008

Jim Brown - Tempestade no Deserto

Apresente-se, por favor.
Chamo-me Jim Brown. Sou veterano do exército americano com dez anos de experiência.

Quando esteve no Iraque?
Fui enviado para Arábia Saudita para apoiar as tropas que deveriam intervir no Iraque. Entrei em serviço em 25 de Setembro e deixei a Arábia Saudita em 16 de Fevereiro de 1991.

O que ocorreu ali que ainda não é conhecido?
Os militares americanos, junto com seus aliados, lançaram uma bomba nuclear de cerca de cinco quilotoneladas de potência na zona de Basrá, no Iraque.

Onde a lançaram?
Entre a cidade de Basra e a fronteira com o Irão.

Quem a lançou?
O serviço foi feito por militares americanos. É uma bomba nuclear de cinco quilotoneladas que tem o nome de ''bomba nuclear de potência variável''.

...


Não tem medo de falar disso?
É preciso entender o que é o medo. Há um ponto em que deve dizer: Basta! E quando você supera essa linha, não é por estar muito certo de si. Você faz ou não faz. Quando estava ao serviço levantei a mão direita e fiz um juramento, afirmando ''Isso é o que defenderei''.

Transcrição parcial da entrevista encontrada em Antreu, 20 de Outubro de 2008

Jim Brown
(Clicar sobre a figura para lançar o vídeo da entrevista)


Mais referências em:
L’accusa del veterano la terza bomba nucleare, RaiNews24, 8 de Outubro de 2008

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Quinta-feira, Outubro 02, 2008

Jochen Scholz - Projecto Europeu para o Novo Século (6)

(Início)

As condições económicas

Actualmente e a médio prazo o gás e o petróleo são os elementos incontornáveis da economia, logo do desenvolvimento, do poder e da influência. Face ao projecto da «grand strategy» anunciado pelos EUA, é espantoso que um assunto da máxima importância continue a ser debatido apenas em círculos fechados a sete chaves, em vez de ser tratado em discussões públicas a nível mundial (como por exemplo as mudanças climáticas): o «pico petrolífero». Os economistas relativizam a situação, contando com as reservas anunciadas pelas companhias petrolíferas. Tem todo o aspecto de um embuste, pois adia o problema central e inclui nos valores dos «recursos» as reservas, que não passam de suposições. A questão principal, segundo especialistas conceituados da geologia petrolífera, é outra: Em que momento se verificará o máximo da produção petrolífera, dando início ao seu declínio inexoravel. Estes especialistas situam entre 2010 e 2020. Mas, ao mesmo tempo, a procura dos países emergentes irá aumentar. A China é hoje o segundo importador de petróleo, a seguir aos EUA, absorvendo 20% da produção mundial.

Controlo da economia mundial

O «Cheney National Energy Report», publicado em Abril de 2001, que tem em consideração as previsões dos geólogos da «grand strategy» do PNAC, oferece explicações mais convincentes quanto à política externa, económica e financeira, e às recentes intervenções militares dos EUA, que aquelas que nos são oferecidas pelos oráculos políticos e mediáticos especializados da Casa Branca. Tanto mais interessantes são essas explicações, quanto é certo que os seus autores não são spin doctors [doutores de imagem], antes funcionários superiores e decisores com assento em lugares-chave das administração das principais companhias petrolíferas dos EUA. O relatório contem uma lista de países - para além do Iraque - que são os "felizes" contemplados pela especial atenção dos EUA, tanto nos planos político como militar, onde também se encontram informações adicionais: a Venezuela, o México, a Colômbia, o Sudão, a costa ocidental da África (São Tomé e Prícipe, Argélia e Marrocos), a Líbia - atente-se à evolução dos últimos anos, assaz reveladora - a Geórgia e a região do Cáucaso, as repúblicas muçulmanas ex-soviéticas, o Irão, o Paquistão, a Índia (com o último negócio do acordo nuclear, entretanto abortado, sobre uma parceria estratégica), a Indonésia, o Afganistão, o Japão e a Coreia. A disseminação de forças militares americanas pelo mundo e os esforços para conseguir instalar bases militares nas regiões estratégicas para o aprovisionamento de petróleo, podendo ir até à ocupação de um país, enviaram uma mensagem clara: Queremos assegurar-nos do controlo sobre a economia dos nossos rivais, decidindo quem irá terá petróleo, quanto petróleo terá e qual o preço.
«Sendo certo que há muitas regiões com grandes oportunidades para a exploração do petróleo, é no Médio Oriente, com os seus dois terços das reservas mundiais, que o preço se define em última instância. Indo directamente ao ponto: a diferença mais importante entre a Coreia do Norte e o Iraque é que, economicamente, não temos alternativa válida ao petróleo do Iraque. Este país nada num oceano de petróleo.»
Não é possível ser-se mais claro. Escutando com o ouvido atento o «Autumn Lunch Speech» (discurso para o almoço de Outono [!]) feito pelo ex-Presidente do Conselho de Administração da Halliburton e actual vice-Presidente dos EUA Dick Cheney, nota-se em que carris ele já se movia em 1999. Desde essa altura se interrogava Cheney onde poderiam ser encontrados os 50 milhões de barris suplementares que a economia mundial iria precisar, por cada dia, no ano de 2010, caso 90% dos campos petrolíferos pemanecessem nas mãos dos diferentes governos e companhias nacionais. Para dar uma ordem de grandeza: a previsão do aumento de procura situava-se em quase dois terços da produção mundial total de 1999. Cheney considerava por isso a soberania nacional como um dos problemas principais. Eis porque a preparação de uma «opção militar» visando derrubar o regime iraquiano começou oito meses antes do 11 de Setembro de 2001.

Todas as cartas na mesa!

Nunca os Estados Unidos da América haviam usado de tamanha brutalidade, quer com os seus aliados mais próximos, quer com as Nações Unidas, criando factos consumados; tampouco haviam afrontado numa medida comparável a opinião pública do próprio país com falsidades, como o fez quando se tratou de justificar a guerra ao Iraque. Assumiram o risco de desestabilizar a região que representa para eles a prioridade das prioridades nos seus planos estratégicos e que ocupa um lugar charneira no funcionamento da economia mundial. Comprometeram a sua reputação de «potência tranquila» ao serviço da paz e da estabilidade e são hoje olhados pelo mundo inteiro como mentirosos. Ocorre, então, uma pergunta: o que impeliu políticos normalmente ponderados a enveredar por semelhantes aventuras e colocar todas as cartas na mesa? Se os agentes não eram incendiários, nem doentes mentais, uma explicação se impõe: os planos e as iniciativas do governo dos EUA basearam-se no conhecimento que dispõem relativamente ao pico petrolífero, e destinam-se a impedir que as suas consequências dramáticas ponham em causa a supremacia dos EUA.
Em socorro desta tese pode citar-se o programa económico estabelecido por Paul Bremer, em Setembro de 2003, constante no decreto 39. A exploração do gás e do petróleo iraquiano deveria permanecer sob controlo dos EUA. (As coisas alteraram-se mais tarde). Em seu favor pesa igualmente um facto que passou quase despercebido à opinião pública, embora fosse muito significativo: em Agosto de 2003, o Japão renunciou, sob pressão dos EUA, a assinar um contrato com o Irão, que já estava negociado e redigido, para a exploração de um importante campo petrolífero.
(continua)


Tradução a partir da versão francesa:
Jochen Scholz, PNEC – Project for the New European Century, Horizons et débats, 15 de Seyembro de 2008

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Terça-feira, Julho 29, 2008

Marjorie Cohn - Fim à ocupação do Iraque e do Afeganistão

Marjorie Cohn é Presidente do National Lawyers Guild e professora na Escola Thomas Jefferson de Direito. É autora do Cowboy Republic. Os seus artigos estão arquivados em marjorie cohn.

Marjorie CohnPor enquanto, o plano do Sr Bush para perpetuar a presença militar dos EUA no Iraque encontrou a resistência do governo iraquiano. O calendário de retirada das tropas americanas de Barck Obama foi naturalmente ao encontro dos desejos do Primeiro Ministro Nuri al-Malaki, e Bush mencionou um "horizonte temporal" enquanto McCain foi tagarelando. Porém, Barack Obama é a favor da permanência por tempo indeterminado de 35.000 a 80.000 soldados de ocupação dos EUA com o propósito de treinar forças de segurança e empreender "acções de contra-insureccção". Isto não poria fim à ocupação. Devemos exigir o repatriamento das tropas dos EUA - não a sua renovação - ou seja, o regresso de todos os soldados e mercenários, o encerramento de todas as bases militares dos EUA e renunciar a todos os esforços para controlar o petróleo iraquiano.

Dado o aumento da violência no Afeganistão e por razões políticas - anunciadas por Obama - Bush decidiu deslocar tropas do Iraque para o Afeganistão. Se bem que a invasão do Afeganistão pelos EUA seja tão ilegal como a invasão do Iraque, muitos americanos encaram-na como uma resposta justa face aos ataques do 11 de Setembro de 2001, com perdas de vida em combate menores que as do Iraque - por enquanto. Quase ninguém nos EUA questiona actualmente a legalidade ou o direito do envolvimento militar no Afeganistão. A capa da revista Time chamava-a "A Guerra Correcta".

A Carta das Nações Unidas indica que todos os estados membros devem resolver as suas disputas internacionais por meios pacíficos, não sendo reconhecido a qualquer nação o direito ao uso da força a não ser em caso de auto-defesa ou quando autorizado pelo Conselho de Segurança. Após os ataques do 11 de Setembro, o Conselho de Segurança aprovou duas resoluções, nenhuma das quais concedia autorização para usar a força militar no Afeganistão. As Resoluções 1368 e 1373 condenavam os ataques do 11 de Setembro e ordenavam o confisco dos bens; a criminalização das actividades terroristas; a prevenção da constituição ou apoio a ataques terroristas; a tomada de medidas necessárias para evitar a formação de grupos terroristas, incluindo a partilha de informações; finalmente, a ratificação urgente de convénios internacionais contra o terrorismo (que os EUA não ratificaram).

A invasão do Afeganistão não foi um acto de legítima defesa ao abrigo do artigo 51 da Carta das Nações Unidas, porque os ataques de 11 de Setembro foram um acto criminoso, não uma invasão armada desencadeada por outro país. O Afeganistão não atacou os Estados Unidos da América. De facto, 15 dos 19 sequestradores de aviões vieram da Arábia Saudita. Além disso, não estava iminente uma ameaça de um ataque armado aos Estados Unidos nos dias subsequentes ao 11 de Setembro, ou Bush não teria esperado três semanas para iniciar a campanha de bombardeamentos, em Outubro de 2001. A necessidade de auto-defesa deve ser "imediata, irrecusável, não dando hipóteses de escolha de meios no momento da decisão". Este princípio clássico da auto-defesa consagrado na lei internacional foi definido no tribunal de Nuremberga e reafirmado pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

A justificação de Bush para atacar o Afeganistão foi a de que hospedava Osama ben Laden e que treinava terroristas. Os iranianos poderiam usar o mesmo argumento para atacar os EUA quando derrubaram o corrupto chá Reza Palevi em 1979, a quem os EUA ofereceram custódia. Os povos dos paises da América Latina, cujos ditadores foram treinados em técnicas de tortura na School of Americas, também podiam atacar esta infra-estutura situada em Fort Bennings, na Georgia, com os mesmos fundamentos.

Aqueles que conspiraram para sequestrar aviões e mataram milhares de pessoas em 11 de Setembro são culpados de crimes contra a humanidade. Devem ser identificados e levados à justiça de acordo com a lei. Mas a retaliação invadindo o Afeganistão não é a resposta e só conduzirá a mais mortes das nossas tropas e de afegãos.

O ódio que motivou 19 pessoas a fazerem-se explodir e levarem consigo 3000 inocentes tem a sua génese na história de exploração de pessoas das nações ricas em petróleo, empreendida pelos governos dos EUA em todo o mundo. Bush acusou os terroristas de tomarem como alvo as nossas liberdades e a democracia. Não foi, porém, a estátua da Liberdade que foi destruida. Foi o World Trade Center - símbolo do sistema económico mundial dirigido pelos EUA e o Pentágono - o coração do aparelho militar - que foram atingidos. Aqueles que cometeram esses odiosos crimes estavam a atacar a política externa americana. Esta política resultou na morte de dois milhões de iraquianos - causadas, quer pelas sanções punitivas de Clinton, quer pela guerra de Bush. Do que resultou um apoio acrítico à brutal ocupação das terras palestinas por Isreal; e o estacionamento de mais de 700 mil soldados dos EUA em bases de países estrangeiros.

Manifestamente ausente do discurso nacional está a análise política das razões conducentes à tragédia do 11 de Setembro e a orientação geral para escrutinar a política externa dos EUA que nos afastasse da cólera daqueles que desprezam o imperialismo americano. A "Guerra ao Terror" foi acriticamente aceite por quase todo o país. Mas terrorismo é uma tática, não um inimigo. Não se pode declarar guerra a uma táctica. A maneira de combater o terrorismo é isolando e atingindo as suas raízes, incluindo a pobreza, o não acesso às escolas e a ocupação estrangeira.

Já existem 60.000 tropas estrangeiras, incluindo 36.000 americanas, no Afeganistão. O grande aumento de tropas dos EUA no último ano não conseguiu estabilizar a situação; em vez disso, em Julho de 2008, os ataques aumentaram 40%. Zbigniew Brzezinski, consultor para a segurança nacional ao tempo de Jimmy Carter, duvida que a resposta para o Afeganistão resida em mais tropas. Adverte que os EUA podem ser considerados, como antes foi a União Soviética, como um invasor, especialmente se forem realizadas operações militares "com pouca consideração pelas baixas civis".
Brzezinski apoia a abordagem europeia de subsidiar os agricultores afegãos que abdiquem da cultura da papoila da ópio, assim como apoiar financeiramente os chefes tribais, como forma de isolar al-Quaeda dos talibãs. Estes últimos "não constituem uma força centralizada, nem são um movimento terrorista mundialmente orfanizado, apenas um fenómeno genuinamente afegão".

Devemos prestar atenção ao Canadá, que defende que uma missão mais ampla, sob a égide das Nações Unidas em vez da NATO, seria mais eficaz. A nossa política no Afeganistão e no Paquistão deveria focar-se na assistência económica para a reconstrução, no desenvolvimento e na educação, não nas armas. Os EUA deveriam refrear-se de mais ataques predatórios de mísseis ao Paquistão e prosseguir numa via diplomática, não na ocupação bélica.

Tampouco deveríamos fazer ameaças de guerra ao Irão, que seria novamente ilegal e originaria novos desastres descontrolados. A Carta das Nações Unidas proibe qualquer país de usar, ou de ameaçar usar, a força militar contra outro país, excepto em auto-defesa ou quando o Conselho de Segurança declare o seu acordo. Apesar da Agência Internacional para a Energia Atómica, um organismo das Nações Unidas, concluir que não existem provas de que o Irão esteja a desenvolver armas nucleares, a Casa Branca, o Congresso e Israel continuam a brandir as espadas na direcção do Irão. No entanto, o movimento contra a guerra tem conseguido barrar o caminho à Resolução 362 da Casa dos Representantes, uma decisão que equivaleria a uma ordem de bloqueio naval contra o Irão - pela lei internacional considerado como um acto de guerra. Graças a movimentos como United for Peace and Justice, Code Pink, Peace Action e dúzias de outros, que pressionaram o Congresso a meditar duas vezes antes de dar esse passo.

Deveremos enveredar pela diplomacia, não pela guerra, com o Irão; acabar com a ocupação do Iraque; e repatriar as nossas tropas do Afeganistão.

Marjorie Cohn, Of Iraq and Afghanistan - End the Occupations
publicado por Counterpunch em 29 de Julho de 2008

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Sexta-feira, Junho 06, 2008

A independência das nações segundo Dick Cheney

I want you to sign this

O presidente e os seus conselheiros empreenderam uma campanha sistemática, na sequência dos ataques (do 11 de Setembro), para usarem a guerra contra a Al Quaeda como justificação para derrubarem Saddam Hussein.
Relatório do Senado dos EUA sobre a preparação da invasão do Iraque.


O Governo do Iraque reconhece aos EUA os seguintes direitos:
  • Manter até 50 bases militares no território do Iraque
  • Iniciar um ataque a qualquer país a partir do Iraque, sem necessidade de prévia aurorização do Governo do Iraque.
  • Conduzir actividades militares em qualquer parte do território do Iraque, sem consulta à autoridades locais
  • As forças dos EUA podem prender qualquer cidadão iraquiano sem consultar as autoridades do país.
  • Benefício da imunidade face à lei iraquiana de todos os militares e mercenários (contractors) dos EUA.
  • O espaço aéreo iraquiano é controlado pelos EUA abaixo de 29 mil pés.
  • Os ministérios iraquianos da Defesa, da Segurança e do Interior passam a estar subordinados aos EUA durante dez anos.
  • Cede aos EUA a prerrogativa de realizar os contratos de armamento durante dez anos.

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Domingo, Março 23, 2008

Paul O'Niel - Iraque antes do 11 de Setembro

Bush decidiu a invasão do Iraque antes do 11/9

Desde a primeira reunião do Conselho Nacional de Segurança, o governo de Bush elaborou planos para derrubar o governo de Saddam e preparou a ocupação do Iraque. "Encontrem um meio de o fazer", ordenava Bush aos seus conselheiros. Um documento CBS e transcrição VF.

Paul O'Niel, Secretário do Tesouro no primeiro governo de Bush, foi entrevistado em 2004 por uma jornalista da CBS, por altura da publicação de uma obra descrevendo as antecâmaras do poder em Washington.

Ron Suskind, o autor de "O Preço da Lealdade", recolheu testemunhos de muitos funcionários e membros do governo, entre os quais o de Paul O'Niel, que aceitou ser citado pelo seu nome. Na altura, Donald Rumsfeld telefonou a Suskind para tentar dissuadi-lo da publicação.


Com início aos 1:50 o vídeo foi legendado na parte que se refere aos preparativos da invasão do Iraque antes do 11 de Setembro. (AF)




Fonte: Bush avait décidé l’invasion de l’Irak avant le 11 septembre 2001,
publicado por Contre Info a 19 de Março da 2008

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Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

Gordon Brown - Your war is over

War is over
(clique sobre a figura para aceder à fonte)

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Quinta-feira, Novembro 22, 2007

Ricardo Sanches - Tragam as tropas para casa

Ricardo Sanchez
Ricardo Sanchez foi o responsável directo das operações militares dos EUA no Iraque em 2003 e 2004.
  • Os progressos na segurança devidos ao sangue e coragem das nossas tropas não foi acompanhado pela vontade política dos dirigentes iraquianos em tomarem as decisões difíceis mas necessárias à paz no seu país.
  • Não há qualquer sinal de que os iraquianos venham a mudar de rumo num futuro próximo ou que nós tenhamos a capacidade de convencê-los a isso.
  • (A revisão orçamental dos democratas) dá passos acertados para o regresso das tropas como acção prioritária e exige uma revisão da missão dos militares compatível com a redução significativa do seu número no Iraque.
  • A missão dos EUA no Iraque é um pesadelo sem fim à vista.


Excertos de Anne Flaherty
Ex-Iraq Commander Says Bring Troops Home
publicado por San Francisco Gate a 21 de Novembro de 2007

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Quinta-feira, Novembro 15, 2007

Joseph Stiglitz - As consequências económicas do Sr Bush (3)

Neste artigo, Joseph Stiglitz faz uma aplicação brilhante da teoria da Informação Assimétrica de que é co-autor, trazendo ao conhecimento do público aspectos subtis dos actos do governo - normalmente resguardados das atenções gerais - que ferem gravemente a justiça nas relações económicas, além de se tornarem factores de entrave para o desenvolvimento económico.(AF)

E então, aconteceu o Iraque

A guerra do Iraque - e, em menor extensão, a guerra do Afganistão - custou ao país um alto preço em sangue e riquezas. O valor das perdas em vidas nunca poderá ser contabilizado. Quanto às riquezas, vale a pena recordar que a administração, na sua arrancada para a guerra no Iraque, esteve relutante em fornecer uma estimativa do custo da invasão - e humilhou publicamente um conselheiro da Casa Branca, que sugeriu um valor total de 200 mil milhões de dólares. Ao ser pressionada para especificar um valor, a administração avançou 50 mil milhões de dólares - que corresponde ao que actualmente se vem gastando em poucos meses. Hoje, os números do governo reconhecem oficialmente que já se gastou no teatro acima de meio bilião de dólares. Mas, de facto, o custo global do conflito pode encontrar-se quatro vezes acima deste valor - como indica um estudo que eu próprio fiz com Linda Bilmes da Universidade de Harvard - e até o Orçamento do Congresso admite agora que as despesas totais são provavelmente duas vezes superiores às despesas operacionais. Os números oficiais não incluem, por exemplo, outras despesas relevantes escondidas do orçamento militar, tais como os custos crescentes do recrutamento, com prémios individuais de re-incorporação de 100 mil dólares; não incluem os benefícios por incapacidade ou cuidados médicos vitalícios que serão requeridos por dezenas de milhares de veteranos de guerra feridos, 20 porcento dos quais por lesões devastadoras no cérebro ou na coluna vertebral; surpreendetemente, não incluem os gastos de reposição do equipamento usado na guerra; se considerarmos também o impacto económico da carestia do petróleo e os efeitos impulsivos da guerra - por exemplo, as retracções em cadeia dos investimentos por incertezas da guerra e as dificuldades de colocação dos produtos que as empresas americanas enfrentam no estrangeiro, porque os EUA são hoje vistos como o país mais odiado do mundo, então o custo total da guerra no Iraque ascenderá, mesmo numa estimativa conservadora, a 2 biliões de dólares pelo menos. Ao que deveremos acrescentar: até à data.

Surge como natural a pergunta, Que poderíamos comprar com este dinheiro se o dedicássemos a outra finalidade? A ajuda dos EUA para o conjunto dos países africanos tem rondado os 5 mil milhões por ano, o equivalente a menos de duas semanas de despesas directas na guerra do Iraque. O presidente fez uma grande encenação quanto às dificuldades financeiras da Segurança Social, mas todo o sistema poderia ser reparado durante um século com aquilo que vertemos nas areias do Iraque. Tivesse uma pequena fracção destes 2 biliões sido aplicada em investimentos para a educação e inovação tecnológica, ou na melhoria das infra-estruturas, e o país estaria colocado numa posição económica muito mais favorável para vencer os desafios num futuro próximo, incluindo as ameaças exteriores. Por uma lasca desses dois biliões conseguiríamos garantir acesso à educação superior a todos os americanos habilitados.

A subida dos preços do petróleo está claramente relacionada com a guerra do Iraque. Nem se trata tanto de constatar se a guerra foi a culpada, antes de verificar em que medida o foi. Até parece incrível lembrarmo-nos hoje do que foi sugerido por funcionários da Casa Branca antes da invasão, de que as receitas do petróleo do Iraque pagariam completamente a guerra - Não fomos generosamente recompensados pela guerra do Golfo de 1991? - e, pior ainda, de que a guerra constituiria o melhor meio de garantir os preços baixos do petróleo. Retrospectivamente, verificamos que os únicos grandes vencedores da guerra foram as empresas petrolíferas, as firmas fornecedoras da Defesa e al Caeda. Antes da guerra, as estimativas dos analistas do mercado apontavam para uma establização dos preços a vigorar num período aproximado de três anos consecutivos na faixa dos 25 a 30 dólares por barril. Os accionistas já esperavam uma subida da procura por parte da China e da Índia, mas previam que esse aumento estava coberto pelo aumento da produção do Médio Oriente. A guerra estragou os cálculos, não tanto por ter esmagado a produção no Iraque - o que efectivamente fez - mais porque agudizou o sentimento geral de insegurança na região, anulando investimentos futuros.

A obstinada fixação no petróleo, mau grado o preço, ilustra mais um legado desta administração: a sua incapacidade em diversificar as fontes energéticas do país. Deixemos de lado as razões ambientais que aconselham a abandonar os hidrocarbunetos - até porque o presidente nunca se mostrou convictamente adepto. Os argumentos de natureza económica ou de segurança nacional haveriam de ser bem ponderados para as opções tomadas. Ao invés, a administração prosseguiu a sua política de exaurir primeiro a América - ou seja, adquirir tanto petróleo ao estrangeiro quanto possível, tão depressa quanto possível, com tanto desprezo pelo ambiente quanto possível, deixando o país numa futura dependência do petróleo importado ainda maior e alimentando a ilusão de que a fusão nuclear ou outro milagre qualquer chegará um dia para nos socorrer. Tantas foram as prendas depositadas no sapatinho das empresas petrolíferas pelo presidente no seu programa energético de 2003 que John McCain se referiu a este como Nenhum lobista será esquecido.

Anya Schiffrin and Izzet Yildiz colaboraram nas pesquisas para este artigo.

in
Joseph Stiglitz
The Economic Consequences of Mr. Bush
publicado por Vanity Fair em Dezembro? Novembro de 2007

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Sábado, Novembro 10, 2007

Iraque - Mercenários em maus lençóis



A subserviência do governo do Iraque aos desígnios de Washington não vai ao ponto o fazer apreciar o estatuto de imunidade que os EUA pretendem para os seus mercenários.(AF)




República do Iraque
Ministério do Interior
Agência Ministerial de Informação e Investigações Nacionais
Departamento Geral de Assuntos Técnicos
Quartel-General de Registo e Avaliação de Companhias de Segurança Privadas
Ofício nº: 973
Data: 1º de Novembro de 2007

Para: todas as Companhias de Segurança Privadas
Assunto: Supressão da imunidade legal


Conforme directivas do Conselho de Ministros relativas às mudanças da imunidade legal a todas as companhias estrangeiras privadas de segurança, as quais passam a ficar sob a alçada da lei iraquiana.
Queira considerar em todas as suas missões futuras e transmitir ao seu pessoal. Para sua informação, todos os departamentos de segurança do Iraque já estão informados. O MNF confirmou que serão empreendidas todas as acções legais contra os violadores no futuro. Incluindo a assinatura dos vossos passaportes e a instrução Jinsseya que torna legal a vossa residência no Iraque. O violador ficará sujeito às penalizações previstas na lei do Iraque.

Col
O Director doDepartamento Registo e Avaliação de Companhias de Segurança Privadas


Cópias:}Para informação e tomada das devidas providências... com respeito.
PSCAI
PSC


PSC=Private Security Company


Fonte: New Law May Spell End To Iraq Contractors
publicado por CBS News a 10 de Novembro de 2007

Mais crimes de mercenários americanos nesta acta de audiência do Congresso dos EUA.

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Segunda-feira, Novembro 05, 2007

Francis Fukuyama - Hegemonia auto-destrutiva da América

Francis FukuyamaFrancis Fukuyama aponta quatro erros na política internacional da actual administração dos EUA. (AF)


Em primeiro lugar, a doutrina da guerra preventiva, delineada na sequência dos ataques de 2001, foi impropriamente alargada para se estender ao Iraque e outros designados "estados-pária" que ameaçavam desenvolver armas de destruição maciça. A guerra preventiva só se justificaria se fosse aplicada contra terroristas desprovidos de qualquer estado e brandindo tais armas. Mas não pode ser colocada no centro da política geral de não-proliferação, obrigando os EUA a intervir militarmente em todo o lado para prevenir o desenvolvimento de armas nucleares.

O segundo erro de avaliação importante tem a ver com a reacção global expectável ao exercício de poder hegemónico. Muitas pessoas da administração Bush acreditaram que, mesmo sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU ou da OTAN, o poder americano seria legitimado pelos resultados alcançados. Este foi o pressuposto usado em anteriores iniciativas durante a Guerra Fria e nos Balcãs na década de 1990; na altura, foi visto como liderança em vez de unilateralismo.

Simplesmente, ao tempo da Guerra do Iraque, as condições haviam mudado: o poder dos EUA cresceu em tal medida face ao resto do mundo que a ausência de força antagonista tornou-se uma fonte de irritação, mesmo para os aliados mais próximos dos EUA. O anti-americanismo global, surgido da distribuição desigual do poder, já era patente muito antes da Gurrea do Iraque, na oposição à globalização liderada pelos EUA nos anos de Bill Clinton. Foi depois ampliado pelo desprezo ostensivo da administração Bush por todas as instituições de concertação internacional.

O terceiro erro de avaliação foi sobrestimar o efeito das acções militares convencionais face a estados enfraquecidos e a redes organizadas transnacionais, características da situação política internacional, pelo menos no quadro amplo do Médio Oriente. Vale a pena tentarmos perceber a razão porque o poder militar mais forte de toda a história da humanidade, gastando no esforço de guerra virtualmente tanto como o resto do mundo todo somado, foi incapaz de trazer segurança a um pequeno país de 24 milhões de habitantes depois de mais de três anos de ocupação. Pelo menos parte do problema reside no facto de que se mexeu com forças sociais complexas, não disciplinadas por hierarquias centralizadas capazes de impôr regras, logo ser dissuadidas, coagidas ou, de qualquer modo, condicionadas por meios puramente convencionais.

Israel cometeu um erro semelhante ao supor que conseguiria usar a sua enorme preponderância militar para destruir o Hezbolah no Verão passado no Líbano. Mas tanto Israel como os EUA são nostálgicos do mundo do século XX feito de estados-nação, o que se compreende, pois esse é o tipo de mundo para que o seu poder convencional está melhor preparado.

Finalmente, ao poder usado pela administração Bush faltou uma doutrina estratégica motivadora e mesmo a simples competência. Falando apenas do Iraque, a administração enganou-se quanto à ameaça das armas de destruição maciça, não planeou adequadamente a ocupação e mostrou-se incapaz de mudar rapidamente o rumo quando as coisas começaram a correr mal. Hoje, já abdicou de todas as questões defendidas para o Iraque, tais como promover esforços para fundar a democracia.

Excertos de: Francis Fukuyama
America’s Self-Defeating Hegemony
publicado por Project Syndicate em Outubro de 2007

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Domingo, Outubro 28, 2007

Jeff Paterson - grandes manifestações contra a guerra

Manifestações
São Francisco (EUA), ontem


Fonte: Tens of Thousands March Against War SF O27
publicado por Indybay a 27 de Outubro de 2007

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Quarta-feira, Outubro 24, 2007

Gestão pública versus privada - 1200 milhões de dólares malparados

Ignoro se José Miguel Júdice sabe destas proezas da gestão privada. Mas podemos dormir descansados, que o homem sabe do que fala.

Cambalachos

O Departamento de Estado (Ministério da Defesa) dos Estados Unidos da América está com problemas em saber onde param mil e duzentos milhões de dólares confiados à eficiente gestão privada da Dyncorp para treino de polícias iraquianos.

Fonte: Report: Most of $1.2 billion to train Iraqi police unaccounted for
publicado por CNN a 23 de Outubro de 2007

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Quarta-feira, Outubro 17, 2007

Connors & Bingham - Conhece os teuos inimigos

Iraque
(clique sobre a figura para carregar o vídeo)


Uma sinopse do documentário filmado e em preparação, baseado em entrevistas com revoltosos iraquianos e realizado pelos directores da Meeting Resistance.

Senti um fogo no meu coração. Quando ocuparam o Iraque, subjugaram a mim, à minha irmã, à minha mãe; subjugaram a minha honra e o meu lar. Todas as vezes que os via, sofria. Eles rejeitaram-me. Assim, comecei a trabalhar.

Em 12 de Outubro, o general Ricardo Sanchez, anterior comandante das forças dos EUA no Iraque, foi notícia quando se juntou às fileiras dos políticos e pontífices que começaram por apoiar a guerra ao Iraque, mas que hoje declaram que a administração Bush é incompetente e converteu este empreendimento arriscado numa causa perdida.

Há limites para esta contenda.

A força da sublevação condenou a ocupação desde o início. Esta conclusão é baseada em inquéritos à opinião pública iraquiana feitos recentemente pela BBC e pela World Public Opinion - complementada por entrevistas a iraquianos feitas pela Meeting Resistance.

O guerrilheiro
Nos primeiros dois dias ainda sentíamos o ímpeto da guerra. Tirámos então partido deste momento. Pois, se tivéssemos esperado que a situação acalmasse e que todos se acomodassem, a resistência não teria aproveitado essa oportunidade.

O Iraque é o nosso lar, pertence-nos. Se não defendermos o Iraque, não defenderemos a nossa honra. Cada metro quadrado do Iraque merece a alma das nossas vidas. Cada metro quadrado merece o ar que respiramos.


A insurrecção é composta maioritariamente por iraquianos vulgares, não operacionais de Al-Quaeda ou membros do antigo regime.

Este grupo formou-se espontaneamente sob o manto do Islão. São engenheiros, oficiais, professores, pessoas normais, pessoas cultas. Uns têm instrução secundária, outros superior.
Todos são muçulmanos comprometidos, seguem as normas do Islão.

O professor
Antes destes acontecimentos eu não rezava. Nem sequer sabia o caminho da minha casa até à mesquita.

A maioria dos iraquianos não só se opõe à presença das forças da coligação no Iraque, como aprova a sua aniquilação física.

92% dos sunitas, 62% dos xiitas e 15% dos curdos aprovam os ataques feitos às forças de coligação conduzidas pelos EUA.

O guerrilheiro
À cabeça da lista dos alvos legítimos estão as forças militares que se encontram no Iraque. Estes são os mais importantes. Em segundo lugar estão aqueles que colaboram com os primeiros. Há alguns tradutores que ajudam as pessoas e o seu trabalho limita-se a explicar a situação. Mas também há
tradutores que agem contra as pessoas. Há polícias que fazem o trabalho normal de perseguirem gangs, proporcionando ordem e segurança, e estes deixamo-los em paz. Mas há também polícias que colaboram com os estado-unidenses. Como já lhe disse, as forças dos EUA, as forças de ocupação e os seus colaboradores que trabalham contra o povo iraquiano e contra os mujahedines. Esses são os nossos alvos legítimos.


De Abril de 2004 até Maio de 2007, uma média de 74% de ataques iraquianos significativos foram dirigidos contra as forças de coligação conduzidas pelos EUA. 16% foram dirigidos contra forças militares iraquianas e 10% contra alvos civis(segundo dados do Departamento de Defesa).

O professor
Mas a vontade de Deus, enquanto persistir o sentimento patriótico, correr sangue nas nossas veias e o nosso coração bater é a de que se vão embora.

78% dos iraquianos acreditam que os militares dos EUA provocam mais conflito que aquele que previnem. Houve iraquianos que nos disseram que a realização de eleições e o prosseguimento de "resultados" (benchmarks) não fazia diferença.

O guerrilheiro
Enquanto os americanos cá estiverem não aceitaremos governo ou constituição ou outra coisa qualquer que nos proponham. O que aprovamos é uma só coisa - a partida dos americanos.

71% dos iraquianos exigem a partida das forças dos EUA dentro de um ano.
65% pensa que não é plausível que a partida dos americanos ocasione o alastramento da guerra civil.

O guarda republicano
Os sunitas e os xiitas estão ligados por laços de sangue familiares. Por exemplo, eu estou casado com uma xiita, a minha irmã casou-se com um xiita. Não posso matar os tios dos meus filhos ou a minha mulher, mãe dos meus filhos.


A maioria dos iraquianos discorda da separação das pessoas segundo linhas sectárias dentro do território.
Se aquilo que ouvimos dizer fôr verdade - que Zarquavi ameaçou atacar os xiitas - isso significa que Zarquavi não é um mujahedin. Significa que nem sequer é muçulmano.


100% dos inquiridos reprovaram os ataques a civis iraquianos.

O Imã
Imagine que o Iraque invadia os Estados Unidos da América; que um soldado iraquiano, de passagem numa uma rua dos Estados Unidos, exibia a sua arma, ameaçando-os, atingia e desfazia as suas casas. Aceitaria isto?
É por isto que nenhum iraquiano pode aceitar a ocupação e não se surpreenda com as suas reacções. As suas atitudes são normais.

Ouvindo as pessoas do Iraque consegue-se perceber facilmente a razão principal do conflito: Ocupação.

Direccção e texto de Steve Connors e Molly Bingham.
Produzido por Daniel J. Chalfen.
Editado por David Emanuele.
Musicado por Richard Horowitz

Fontes estatísticas:
Worldpubliopinion.org, inquérito de 27 de Setembro de 2007
BBC/ABC, inquérito à opinião da bbc.co.uk de 27 de Agosto de 2007
Defenselink.mil, Departamento de Defesa (dos EUA), relatório trimestral de Junho de 2007


Fonte: Video Know Thine Enemy
publicado pelo The New York Times de 17 de Outubro de 2007

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Segunda-feira, Setembro 24, 2007

Marc Pitzke - Mercenários debaixo de fogo

Mercenários

Os mercenários tornaram-se indispensáveis no Iraque. Mas, depois de os empregados da Blackwater term morto 11 civis no domingo, o governo de Bagdad quer expulsá-los. O problema é que as companhias de segurança que actuam no Iraque encontram-se acima da lei - e os Estados Unidos da América querem mantê-los nesta condição.

Fonte: Marc Pitzke (mpitzke@mac.com),
'Whores of War' Under Fire
publicado por Spiegel Online International
em 19 de Setembro de 2007

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Quinta-feira, Setembro 20, 2007

Alan Greenspan - Politicamente incorrecto

O economista Alan Greenspan foi presidente da Reserva Federal dos EUA entre 1987 e 2006.



Lamento que seja politicamente incorrecto reconhecer aquilo que toda a gente sabe: a guerra ao Iraque é sobretudo uma questão de petróleo.Alan Greenspan


Fonte: Ray McGovern in
Greenspan Misses Cheney’s Memo: Spills the Beans on Oil
publicado por Information Clearing House
em 16 de Setembro de 2007

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Terça-feira, Junho 05, 2007

John Catalinotto - O almirante com medo?


Alguns dos oficiais superiores, que normalmente não têm perturbações ao ordenar ataques e bombardeamentos cirúrgicos que provocaram centenas de milhares de baixas, e que certamente não têm problemas morais em começar uma guerra, começam a hesitar em obedecer à liderança da administração Bush. Uma notícia do Inter Press Service divulgada em 19 de Maio relata que o almirante William Fallon, chefe do CENTCOM e um dos nomeados pelo próprio Bush, "em Fevereiro exprimiu forte oposição a um plano da administração para aumentar o número de grupos de porta-aviões (carrier strike groups) no Golfo Pérsico de dois para três, e prometeu, em privado, que não haveria guerra no Irão enquanto ele fosse chefe do CENTCOM, de acordo com fontes que conhecem as suas ideias".

Segundo esta fonte não mencionada, Fallon disse não estar só e que "há vários de nós a tentar colocar os loucos outra vez dentro da caixa". Esta declaração, publicitada uma semana após o vice-presidente Dick Cheney ter ameaçado a guerra contra o Irão no convés de um porta-aviões no Golfo Pérsico, ao largo da costa daquele país, e próximo do momento em que o arquitecto da guerra do Iraque, Paul Wolfowitz, foi forçado a demitir-se do Banco Mundial, tem um fundo de verdade, ainda que não seja fácil verificá-la.
Fallon é um leal oficial do imperialismo americano, cujos interesses de classe e privilégios estão ligados ao domínio militar norte-americano no mundo. As suas palavras — partindo do princípio que o relato da IPC é verdadeiro — reflectem o cepticismo existente entre a classe dominante quanto à capacidade de liderança da administração Bush. Elas reflectem o impacto de quatro anos de heróica resistência iraquiana que paralisaram a tentativa americana de dominar aquele país.

De uma forma diferente, a resistência iraquiana estimulou a dissidência honesta e a recusa em participar em crimes de guerra expressa pelos oficiais de patente mais baixa. Os sinais de que esta dissidência está a crescer e a difundir-se nas Forças Armadas dos EUA constituem a melhor notícia para aqueles que querem acabar com a horrenda e criminosa ocupação do Iraque.

Publicado no O Diario.info a 2 de Junho de 2007

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Domingo, Janeiro 28, 2007

Manifestação contra a guerra no Iraque






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Quinta-feira, Janeiro 25, 2007

George McGovern - A guerra dos belicistas

Através das suas palavras, as ideias do orador escorrem fluidas nesta palestra do Clube da Imprensa. George McGovern encarna o que há de melhor do pensamento político nos Estados Unidos da América (EUA). Uma intervenção de qualidade invulgar. (AF)

Estou feliz por regressar ao Clube da Imprensa. Para dizer a verdade, com 84 anos, já me sinto feliz por me encontrar em qualquer sítio. Em jovem, pensando no envelhecimento e querendo parecer sensato, dizia: "Não importa os anos que tenha, mas sim o que tiver feito ao longo dos anos". Já não penso assim. Agora quero chegar aos cem anos. Porquê? Porque gozo plenamente a vida e há tantas coisas que tenho ainda que fazer, antes de penetrar nos mistérios do além.

A mais importante destas coisas é retirar os soldados americanos da armadilha infernal que Bush-Cheney e seus teóricos neo-conservadores criaram no Iraque; que - em tempos - foi o berço da civilização. Crê-se ter sido o lugar dos Jardins do Éden. Relembro aos neo-conservadores o reparo de Walter Lippman: "Nada há de mais perigoso que o belisista."

Questões impertinentes

Entre as coisas que me fazem sentir saudades dos 18 anos que passei no Senado dos EUA estão as histórias dos velhos democratas do Sul. Nem sempre votei com eles, mas adorava a sua técnica de responderem aos seus opositores com histórias de humor. Uma vez, quando o senador Sam Irvin da Carolina do Norte teve que contestar uma questão difícil colocada por Mike Mansfield, disse: "Sabe, Senhor Dirigente, a sua questão lembra-me a do velho pregador protestante que contava a história da Criação aos rapazes da escola num domingo: 'Deus criou Adão e Eva. Desta união nasceram dois filhos, Caim e Abel, e então a raça humana desenvolveu-se.' Um dos rapazes perguntou: 'Reverendo, onde foram Caim e Abel buscar as suas mulheres?' Depois de hesitar por momentos, o pregador respondeu: 'Jovem, são questões impertinentes como essa que ferem a religião.'"

Pois bem, Sr Bush Júnior, preparei algumas questões impertinentes para si.

Sr Presidente, Excelência, quando o repórter Bob Woodward lhe perguntou se tinha pedido conselho ao seu pai antes de dar a ordem de avanço às tropas para o Iraque, respondeu: "Não, ele não é o género de pai que é preciso consultar para se tomar uma decisão como esta. Falei com o meu Pai celestial que está acima de nós." A questão que tenho para lhe apresentar, Sr Presidente, é: se Deus lhe exigiu que bombardeasse, invadisse e ocupasse o Iraque por quatro anos, porque deu uma mensagem contrária ao Papa? Sabe que o seu pai, George Bush Sénior, o respectivo Secretário de Estado, James Backer, além do Consultor para a Segurança Nacional, o general Scowcroft, se oposeram à sua invasão? Não teria sido melhor para si, para as nossas tropas, para todos os americanos e iraquianos se tivesse prestado atenção às pessoas mais experientes, incluindo o seu pai terreno? Em vez de culpar Deus pela terrível catástrofe que espalhou pelo Iraque, não tería sido menos pretensioso se se justificasse com a muito citada explicação para os erros: "O diabo mandou-me fazê-lo?"

E, Sr Presidente, após os ataques do 11 de Setembro contra as torres gémeas em Nova York, que atraiu sobre nós a simpatia e o apoio de todo o mundo, porque ordenou a invasão do Iraque, que nada tem a ver com o 11 de Setembro? Tem consciência de que os seus actos delapidaram a reserva de confiança internacional sobre as boas intenções dos EUA? Qual o custo para a América da destruição do estatuto e influência do nosso país aos olhos do mundo?

Porque razão, Sr Presidente, presssionou a CIA a reportar falsidades sobre o fabrico de armas de destruição maciça incluindo armas nucleares? E, quando mandou o Secretário de Estado, Colin Powel, deslocar-se a Nova York para apresentar às administrações das Nações Unidas "provas" de que o Iraque era uma ameaça nuclear eminente para os EUA, sabe porventura que, depois de ler esse depoimento fraudulento, o Sr Powel disse a um ajudante que as supostas provas eram "merda"?

É razoável para si, Presidente Bush, que Colin Powel tenha dito no fim do seu primeiro mandato que ele não continuaria na sua administração caso fosse eleito para um segundo mandato? Que pessoa decente poderia sobreviver a dois mandatos completos de imposição de mentiras e fraudes?

E Sr Presidente, como disfruta os seu tempos de descanso, e como consegue dormir à noite, sabendo que 3.014 jovens americanos morreram numa guerra que desencadeou por engano? Que tem a dizer aos 48.000 jovens americanos estorpiados física ou mentalmente para o resto das suas vidas? Que tem a declarar quanto às conclusões do mais importante jornal de Medicina britânico (Lancet) que nos informa que, desde que iniciou os bombardeamentos e ocupação do Iraque há quatro anos, já foram mortos 600.000 iraquianos: homens, mulheres e crianças? O que pensa da destruição dos lares iraquianos, dos seus sistemas de abastecimento de água e de electricidade assim como dos seus edifícios públicos?

Vietname

E Sr Bush e Sr Cheney, embora nunhum de vós tenha estado alguma vez em combate (tendo o Sr Cheney requerido e obtido cinco adiamentos de incorporação durante a guerra do Vietname), terão pelo menos lido ou recebido informações sobre os custos terríveis dessa guerra mal-aconselhada e igualmente sem fim que a América impôs ao minúsculo Vietname? Repararam que outro presidente do Texas, Lyndon Baines Johson, desistiu de se candidatar ao segundo mandato, em parte, porque perdeu credibilidade devido ao seu desastroso envolvimento na guerra ao Vietname? Tendes consciência de que um dos mentores principais daquela guerra, o Secretário da Defesa Robert McNamara, resignou ao seu posto e publicou anos mais tarde um livro em que declarou que a guerra foi um logro trágico? Conheceis a história recentemente vinda a lume que relata que 58.000 jovens americanos morreram nesto processo de matar 2 milhões de vietnamitas: homens, mulheres e crianças? Se não conheceis este terrível logro do Vietname, conheceis ao menos a afirmação de um dos nossos grandes filósofos: "Aqueles que desconhecem a História estão condenados a repeti-la." E, Sr Presidente, no meio da sua ignorância das lições da História, não estará a condenar as nossas tropas e o nosso povo a repetir a mesma tragédia no Iraque?

Durante os longos anos desde 1963 até 1975, quando lutei para pôr termo à guerra do Vietname, inicialmente como senador da Dacota do Sul e, mais tarde, como membro designado pelo meu partido para a candidatura presidencial, certa noite, as minhas quatro filhas conspiraram contra mim: "Pai! porque não desistes dessa luta? Andas a vituperar essa guerra louca desde que somos bébés. Quando ganhares a nomeação para presidente pelo Partido Democrático, vais ficar esmagado por Nixon." Retorqui: "Não esqueçam que acontece na História que até erros trágicos podem conduzir a algo de bom. O bom àcerca do Vietname é que é um logro tão terrível, que não iremos repeti-lo novamente." Sr Presidente, caímos novamente nessa asneira. Que devo dizer às minhas filhas? E que diz o Sr às suas filhas?

Sr Presidente, não falo como pacifista nem como tosco espertalhão. Falo como um dos que, após o ataque a Pearl Harbour, se apresentou voluntariamente aos dezanove anos na Força Aérea e completou 35 missões de vôo num bombardeiro B-24. Acreditei nessa guerra na altura e continuo a acreditar nela hoje, passados que são 65 anos - e, como eu, o resto da América. Sr Presidente, faltar-lhe-á capacidade intelectual e moral para distinguir entre uma guerra justificada e as guerras de loucura do Vietname e do Iraque?

Opinião pública

As sondagens à opinião pública indicam que dois terços dos americanos pensam que a guerra do Iraque foi um erro da sua parte. É largamente aceite que esta guerra constituiu a razão principal da mudança de ambas as câmaras do Cogresso para os democratas. As sondagens realizadas entre os iraquianos indicam que quase todos desejam que a nossa presença militar no seu país nos últimos quatro anos termine já. Porque insiste em desafiar a opinião pública tanto dos EUA como do Iraque e demais países sobre a Terra? Julga-se omnisciente? Qual a sua opinião sobre a doutrina da auto-regulação que tanto prezamos na América?

E, milagre dos milagres, Sr Presidente, depois de tal matança e destruição, primeiro nas florestas vietnamitas, depois no deserto árabe, como consegue mandar mais 21.500 soldados americanos para o Iraque? Tem a noção de que, à medida que a guerra do Vietname andava de mal para pior, os nossos dirigentes enviaram mais tropas e desperdiçaram mais milhares de milhões de dólares até que o número de soldados dos EUA que se encontravam naquele pegueno país chegou a atingir os 550.000? Como velho piloto bombardeiro, até tremo só de me lembrar que caíram mais bombas sobre os vietnamitas e o seu país que o total de bombas despejadas por todas as aviações militares em todos os países na Segunda Guerra Mundial. Está, Sr Presidente, honestamente convencido de que precisamos de mais dezenas de milhares de soldados e de um orçamento suplementar de guerra da ordem de 200 mil milhões de dólares , antes de nos retirarmos deste pesadelo da velha Bagdad?

Coservador compassivo

No início da sua campanha para presidente, Sr Bush, definiu-se a si próprio como um "conservador compassivo". Onde está a compaixão, quando se condena a juventude americana a uma guerra desnecessária e sem fim á vista que já durou mais tempo que a Segunda Guerra Mundial? E que há de conservador em reduzir os impostos necessários para financiar esta guerra, optando em vez disso por elevar a nossa dívida externa a nove biliões de dólares com dinheiro emprestado pela China, Japão, Alemanha e Grã-Bretanha? Será este déficit selvagem a sua idéia de conservadorismo? Sr Presidente, como pode um verdadeiro conservador ser indiferente aos custos sempre crescentes da guerra que já atingiram os 7 mil milhões de dólares por mês, ou seja, 237 milhões por dia? Perdurbá-lo-á, como conservador que afirma ser, tomar conhecimento de que apenas os juros da nossa dívida cósmica já ascendem a 760.000 dólares por cada dia que passa? Sr Presidente, o nosso compatriota - agraciado com o prémio Nobel - Joseph Stiglitz, estima que, se esta guerra se prolongar até 2010 como indicou, o seu custo irá exceder um bilião de dólares.

Talvez devesse meditar, Sr Presidente, nas palavras de um genuino conservador, o parlamentar inglês do século XIX, Edmund Burke: "Um homem conscioso deve rodear-se de cautelas ao decidir assuntos que implicam sangue".

E, Sr Presidente, no momento em que os mais respeitados generais chegaram à conclusão de que o caos e o conflito no Iraque não podem ser resolvidos nem por mais dólares americanos nem por mais mortes de jovens americanos, alguma vez teve em consideração os sentimentos da ansiosa e perturbada sociedade doméstica? Que tal as palavras de outro verdadeiro conservador, o general e presidente Dwight Eisenhour, que afirmou: "Cada espingarda que é fabricada, cada navio de guerra que é lançado ao mar, cada disparo de canhão significam, em última instância, uma ameaça para os que têm fome e não têm alimento, para aqueles que têm frio e não têm roupa para se proteger."

E, Sr Presidente, não lhe faria bem tal como a todos nós, considerar as palavras de despedida do presidente Eisenhower: "Nos gabinetes governamentais, deveremos estar alertas contra a presença não solicitada do complexo militar-industrial. O perigo do crescimento desastroso de um poder sem controlo existe e continuará a existir".

Finalmente, Sr Presidente, pergunto-lhe se honrou o seu juramento feito sobre a Constituição, ao usar aquilo que designa por guerra ao terrorismo para atacar os Direitos e Garantias dos cidadãos? Em qual teoria constitucional se baseia para a detenção de prisioneiros sem acusação, por vezes torturando-os em prisões estrangeiras? Com que base constitucional ou legal intercepta chamadas telefónicas sem aprovação dos tribunais como é exigido por lei? Estará Vossa Excelência acima da Constituição, acima da Lei e acima da Convenção de Genebra? Se estamos a lutar pela liberdade no Iraque, porque se mostra tão indiferente à protecção das liberdades aqui, nos EUA?

Fora do Iraque

Muitos americanos interrogam-se: "A guerra americana no Iraque criou aí uma confusão horrível, mas como poderemos abandoná-lo agora?" William Polk, um antigo professor de Estudos do Mádio Oriente nas universidades de Harvard e Chicago e também antigo perito em questões do Médio Oriente no Departamento de Estado, emparceirou comigo na escrita de um livro recente, solicitado pela editora Simon & Schuster. O título é: "Fora do Iraque: Um Plano Prático para o Repatriamento Imediato."

Sinto-me embaraçado em apresentá-lo, e por isso reproduzo as palavras da respeitável jornalista do New York Times e agora também da Newsweek, Anna Quindlen, que declarou em entrevista ao excelente programa de televisão de Charlie Rose: "É um livro maravilhoso que recomendo a todos. É muito pequeno e muito fácil de ler, este livro de George McGovern e de William Polk chamado 'Fora do Iraque'. Rapidamente passa pela história deste país, a sua construção, como chegámos lá, que argumentos usámos na altura - muitos deles sem fundamentação - e como poderemos sair de lá. É como uma obra-prima. Penso que toda a Nação deve lê-lo e, então, estaremos unidos."

Se pretenderem segunda opinião, posso citar também a do estimado Liberty Journal: "Neste livro, com argumentos vigorosos e convincentes, o ex-senador McGovern e o académico Polk desenvolvem uma crítica contundente e clara à guerra no Iraque. O que torna este livro altamente legível singular é que não só argumenta porque devem os EUA retroceder militarmente do Iraque já, mas também indica claramente os passos práticos que devem ser dados para o repatriamento das tropas. Uma leitura obrigatória para todos os que desejam terminar com a confusão em que está envolvida a actual política dos EUA. Altamente recomendável para o público e para a academia."

O professor Polk é descendente do Presidente Polk e irmão do notável George Polk, que se encontra hoje connosco vindo da sua residência do Sul de França, e que se juntará a mim neste pódium no final desta interrogação imparcial que fiz ao presidente Bush. E agora, caros membros do Clube de Imprensa e convidados, é a vossa vez de examinarem Bill Polk e a mim próprio , certamente, do mesmo modo imparcial.

George McGovern, o canditado presidencial do Partido Democrático em 1972, esteve ao serviço da Casa dos Representantes desde 1957 até 1961 e do Senado por 18 anos. Foi também presidente do Conselho para as Questões do Médio Oriente em Washington, DC durante seis anos. Pronunciou o seu discurso na National Press Club em Washington, DC em 12 de Janeiro de 2007.


Tradução integral do artigo:
War of the Belligerent Professors
publicado a 22 de Janeiro por Counterpunch.

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Terça-feira, Janeiro 23, 2007

Paul Graig Roberts - Só a impugnação pode evitar mais guerra

Paul Craig Roberts foi Secretário adjunto do Tesouro na Administração Reagan. Foi editor associado da página editorial do Wall Street Journal, e editor convidado na National Review.
É co-autor de The Tyranny of Good Intentions. Pode ser contactado pelo endereço PaulGraigRoberts@yahoo.com
Todos sabemos que a "nova vaga" de Bush para o Iraque não vai resultar. Até os autores do plano, os neoconservadores Frederick Kagan e Jack Keane, realçaram que o plano não daria resultado com um acréscimo de tropas dos EUA inferior a 50000 homens e um prolongamento dos combates por mais três anos. Bush acrescenta apenas 40% deste número e o Secretário da Defesa Gates fala em terminar esta operação no final do próximo Verão.

A 18 de Janeiro, um painel de generais reformados classificaram o estrondoso plano de Bush como "um erro louco". Até o habitualmente dócil público americano sabe que este plano não funcionará. Uma sondagem da Newsweek de 20 de Janeiro mostra que apenas 23% do público apoia o envio de mais tropas para o Iraque e que o número de americanos que apoia os democratas é duas vezes superior àquele que apoia Bush.

A maioria dos americanos (54%) acredita que Bush não é honesto nem ético e 57% acredida que Bush é destituido de "qualidades fortes de liderança."

No entanto Bush insiste no seu plano de "nova vaga", tendo declarado na semana passada a um grupo de estações televisivas: "Eu acredito que resultará."

Mas Bush está certo - claro que dará resultados. Temos que examinar os termos precisos em que dará resultados. Não significa que as 21500 tropas adicionais tragam ordem e estabilidade ao Iraque. A vaga resultará, porque desvia a atenção do verdadeiro jogo do regime de Bush.

Dois grupos de navios de ataque foram enviados para o Golfo Pérsico. Os países vizinhos, produtores de petróleo, estão a receber anti-mísseis dos EUA para se defenderem de mísseis do Irão, caso os EUA não consigam destrui-los a todos. Há pilotos israelitas preparados para atacar o Irão. A doutrina de guerra dos EUA mudou, de maneira a permitir ataques nucleares preventivos contra países não-nucleares. Foram enviados aviões de combate para as bases da Turquia. Um almirante neoconservador que participa nos eventos da Conferência para os Assuntos Israelo-Americanos (AIPAC) foi promovido a comandante-em-chefe das forças do Médio Oriente. É obvio que as forças estacionadas no Iraque e no Afganistão já não constituem o cerne das novas movimentações militares de Bush. Bush está agora empenhado em atacar o Irão.

No Couterpunch (16 de Janeiro), o Coronel Sam Gardiner informou que o regime de Bush incumbiu um grupo dirigido por elementos do Conselho Nacional de Segurança de fomentar e manter activas operações de hostilidade contra o Irão. O Coronel Gardiner deu pormenores sobre as etapas da escalada e identificou os preparativos que assinalariam o ataque eminente ao Irão, tais como "o envio de aviões-cisterna da Força Aérea (USAF) para lugares pouco habituais, como a Bulgária" de modo a colocá-los em posição de reabastecimento em vôo dos bombardeiros B-2 na sua rota para o Irão.

Tanto Michel Chossudowsky (ICH, 17 de Janeiro) como Jorge Hirsch (Counterpunch, 20 de Janeiro) recolheram recentemente provas que o regime de Bush está a orquestrar uma crise no Irão que pode conduzir ao uso da força nuclear no ataque a este país.

Activistas pelas liberdades civis que têm observado a concentração de poderes ditatoriais promovidas pela presidência prevêm que esta guerra contra o Irão, especialmente se as temíveis armas nucleares foram usadas, será acompanhada pela declaração do estado de emergência. O regime de Bush usará a declaração do estado de emergência para alcançar arbitrariamente maior poder em nome da protecção dos "interesses da segurança nacional" e da protecção dos cidadãos americanos contra o "terrorismo".

Ao se avolumarem os crimes contra a Constituição dos Estados Unidos, os dissidentes serão dissuadidos e todos os americanos ficarão com medo de exprimir - ou mesmo de pensar - a verdade. Representará isto a destruição dos direitos civis que protegem a livre expressão, a discordância e a detenção arbitrária por tempo indefinido sem acusação que abra o acesso à justiça.

O Congresso perde um tempo precioso com resoluções não limitativas e debates sobre cortes no financiamento à guerra. O regime de Bush está a arrastar o país para a guerra e a torná-lo num estado policial. Em Slate, Dahlia Lithwick escreveu que um dos principais objectivos da chamada "guerra ao terror" (essencialmente uma misatificação propagandística) é a de expandir sem limites o poder executivo. Este é um objectivo longamente acalentado pelo Vice-Presidente Chenney e pelo seu chefe de gabinete, David Addington. É também o propósito mais importante da "conservadora" Sociedade Federal, uma organização de advogados republicanos de onde saem as nomeações judiciais do Partido Republicano.

A opinião pública americana está a ser manipulada. Em nome da "protecção da liberdade e da democracia americana", o regime de Bush atropela ambos e ignora tanto o público como o Congresso, prosseguindo a sua catastrófica política que apenas tem o apoio do próprio regime e de uma dúzia de loucos e poderosos neoconservadores.

Nada pode parar o regime senão a impugnação de Bush e de Cheney. Esta é a última oportunidade da América.
Tradução do artigo:
Only Impeachment Can Prevent More War
publicado em 22 de Janeiro de 2007 por Counterpunch.

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Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Franklin Spinney - Porque não corre o tempo a favor de Bush?

Já nem os analistas militares acreditam em Bush? (AF)

Franklin C. Spinney foi analista do Pentágono, tendo trabalhado no DoD (NT - Departamento de Defesa) durante 33 anos, dos quais 28 no Pentágono. Nos primeiros 7 anos foi oficial engenheiro da Força Aérea e no restante analista civil na sede da Secretaria de Defesa. Os seus escritos sobre as questões de defesa podem ser encontrados no sítio Defense in the National Interest.

O ponto fundamental de qualquer estratégia de condução da guerra é a arte de colocar o adversário debaixo de uma pressão ameaçadora tal que ele se veja obrigado a tomar uma decisão, retirando-lhe a oportunidade de decidir razoavelmente fora do contexto imposto pela ameaça. A comissão Backer tentou comprar tempo, lançando uma bóia de salvação para o Comandante-em-Chefe, mas este recusou-a, tendo optado por desperdiçar dois meses de tempo precioso para alinhavar uma estratégia que, no melhor dos casos, exigiria um horizonte temporal alargado para que fizesse sentido e fosse executada militarmente.

O Sr Bush, pelas sua próprias palavras, não se encontra nas melhores circunstâncias. O resultado é uma amálgama de contradições paralisantes. Pior do que isso é o facto de estar a perder a oportunidade.

O crédito da estratégia do Comandante-em-Chefe está em risco. A reacção do público ao seu discurso de expansão da guerra foi morna, para sermos suaves. Enfrenta uma oposição crescente entre os republicanos do Capital Hill, não contando com a alienação para os democratas de ambas as câmaras do Congresso. Em resumo, a coesão interna dos Estado Unidos está a desfazer-se, o que Sun Tsu teria previsto facilmente, dadas as deturpações a que Bush recorre para justificar a agressão ao Iraque. Azar ainda maior, a predisposição do nosso aliado mais importante está a enfraquecer. Tony Blair já disse e repetiu que a Grã-Bretanha não enviará mais tropas para o Iraque e dará seguimento ao seu plano de repatriamento das tropas estacionadas no Sul chiita.

O plano militar de Bush está também desfasado da realidade política e militar do Iraque. Segundo um relatório do New York Times datado de 15 de Janeiro, Bush está a implementar uma controversa cadeia sobreposta de comando envolvendo iraquianos e americanos em cada nível de tomada de decisão. Analisando positivamente, o esforço suplementar de coordenação acarreta demoras de tempos (NT - em português, no original) operacionais com sacrifício da oportunidade. No pior dos casos, com a intromissão de mais gente de lealdade duvidosa nos processos de tomada de decisão em todos os níveis, a cadeia de comando inventada por Bush não só aumentará as oportunidades dos nossos adversários, como lhes facilitará as condições para se inflitrarem e agirem por dentro dos nossos planos tácticos e operacionais.

E há mais loucuras.

O sistema de comando e controlo do Sr Bush entra em contradição com a sua própria estratégia de "conquistar e ocupar". "Conquistar e ocupar" pressupõe a possibilidade de disseminar pequenos êxitos tácticos para alcançar sucessos operacionais mais amplos; culminando eventualmente na obtenção do objectivo geral. Mas a estrutura de comando e controlo que se prepara para implementar tornará muito mais fácil para os nossos adversários anular esta estratégia desarticulando-a nos níveis tácticos e operacionais inferiores do conflito, que são determinantes.

Nada há de novo na teoria da "conquista e ocupação" senão a aplicação da feitiçaria do Sr Bush, para dizer o mínimo. "Conquista e ocupa" é, de facto, uma retomada adulterada da estratégia que o Marechal Lyautey empreendeu nos tempos coloniais da entrada do século XX, sob o nome de tache d'huil (NT - em francês no original; mancha de óleo), para ganhar o apoio de diversas tribos árabes/berberes do Norte de África, em troca de protecção e serviços sociais - numa expansão lenta e metódica da área sob domínio francês. Tal como Lyautey, o Sr Bush usaria unidades rápidas de infantaria ligeira para desfazer depressa as concentrações do inimigo; e tal como Lyautey, o Sr Bush compreende que o sucesso desta estratégia depende da expansão gradual das zonas pacificadas ou "manchas de óleo". Mas, ao contrário de Lyautey, que percebeu perfeitamente que esta estratégia exigia um tempo dilatado, a atitude do Sr Bush, tal como a dos seus apoiantes, é "vamos dar-lhes um tiro rápido" para vermos se alcançamos resultados tangíveis em alguns meses numa frente urbana.

Muita gente morrerá neste tiro rápido porque, infelizmente, o TEMPO está a favor daqueles que nos querem expulsar do Iraque e eles sabem disso, mesmo que discordem de tudo o resto que possamos dizer.

Os pilotos de combate usam uma descrição para a paralisia do pensamento que acompanha o estado mental desesperado que as confusões do Sr Bush evidenciam: O homem está "fora da altitude, da rota e do juízo".


Tradução do original em inglês:
Why Time is not on Bush's Side
publicado em 17 de Janeiro de 2007 por Counterpunch

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Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Iraque - Primeiro-ministro demissionário

Stephen Hadley, conselheiro para a Segurança Nacional dos EUA:
- "Ou o primeiro-ministro do Iraque não sabe o que se passa, ou a sua competência não é suficiente para transformar as suas boas intenções em actos"
Memorando confidencial de Novembro de 2006
Nouri al-Maliki, primeiro-ministro do Iraque:
- "Espero abandonar o cargo antes do fim do mandato. Gostaria de servir fora do círculo dos funcionários superiores, talvez no parlamento ou trabalhando directamente com o meu povo. Não quis esta posição, apenas a aceitei porque pensava que era útil para os interesses nacionais, e não voltarei a aceitá-la."
Wall Street Journal, 24 de Dezembro de 2006
General William Caldwell, principal porta-voz militar dos EUA em Bagdad:
- "No final deste ano, a dinâmica será completamente diferente."
The Guardian, 4 de Janeiro de 2007

Fonte:

Iraqi prime minister says he wants to quit office

publicado no The Guardian em 4 de Janeiro de 2007

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Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

Thom Shanker - General preconiza compromisso internacional

[O Iraque transformou-se no mal-amado dos Estados Unidos: os políticos procuram uma solução militar e os militares procuram uma solução política. Hum... What's next? A.F.]


O novo Secretário da Defesa, Robert Gates, auscultando opiniões sobre o Iraque nesta semana, irá encontrar-se com o General John P. Abizaid, o comandante senior do Médio Oriente, adverso ao aumento das forças militares presentes no terreno.

O General Abizaid, que completa os últimos meses de uma carreira militar fortemente condecorada, reconhece que as forças adicionais americanas, propostas por alguns altos conselheiros do Presidente Bush, poderão aumentar a segurança a curto-prazo; mas defende que as tropas estrangeiras constituem uma panaceia tóxica que será rejeitada pelos iraquianos e que a expansão das tropas americanas apenas adiará o momento em que os iraquianos se verão obrigados a assumir a responsabilidade pela sua própria segurança.

Ainda que as forças instaladas no Iraque possam ser reposicionadas para responder aos desafios crescentes da segurança, especialmente em Bagdad, a resposta não poderá ser apenas militar. O papel principal nos combates não poderá recair indefinidamente sobre as tropas americanas, disse o General Abizaid.

"A situação da segurança em Bagdad exige mais tropas iraquianas", disse numa entrevista durante uma recente digressão de trabalho pelo Iraque, onde manteve contacto com os comandantes americanos.

As sua abordagem, que inclui planos para aumenter o número de instrutores americanos a trabalhar com unidades iraquianas, é apoiada pelo General George W. Casey Jr., o comandante senior das tropas americanas no Iraque, assim como pelo Estado Maior, que é responsável pelo envio das tropas e que resistiu até agora a aumentar os efectivos sem que sejam clarificados os objectivos a serem atingidos no terreno.

Mas o general vê-se confrontado com uma abordagem diferente por parte de um número crescente de funcionários civis da administração Bush, que vêem num aumento drástico da força militar um modo eficaz de estabilizar Bagdad e como a derradeira iniciativa para o presidente anunciar em Janeiro.

O General Abizaid defende, para o Iraque, uma solução mais ambrangente que esta que visa simplesmente terminar o fogo em Bagdad.

"Vocês têm que internacionalizar o problema", disse o General Abizaid. "Têm que atacá-lo diplomaticamente, geo-estrategicamente. Não podem contentar-se com ver à lupa um problema específico na cidade baixa de Bagdad e outro problema específico na cidade baixa de Kabul e esperar que, de qualquer maneira, se for aplicada força militar suficiente, ficarão resolvidas as questões mais gerais do extremismo na região."

Estas opiniões estão desfasadas das de alguns funcionários em Washington.

O General Abizaid foi criticado por senadores de ambos os partidos por aquilo que chamaram ideias feitas a respeito do nível de intervenção militar no Iraque e por partilhar responsabilidades na estratégia que o Iraque Study Group deu com estando a falhar. Ao mesmo tempo, exasperou muitos dos seus superiores civis por não se cingir às explicações oficiais sobre a guerra, contrapondo uma visão mais aguda, ainda que rude, sobre a missão militar no Iraque desde que tomou posse do cargo de Comandante central em Julho de 2003.

O General Abizaid foi o primeiro a chamar guerrilha à guerra no Iraque, mesmo quando a Casa Branca e o Pentágono desautorizaram esta descrição. E foi o primeiro general de quatro estrelas a avisar que o crescimento da violência sectária no Iraque, a seguir à explosão de uma bomba na mesquita de Samarra em Fevereiro, fez emergir o terrorismo e os rebeldes sunitas como o maior desafio à segurança local, comunicando ao Congresso que o Iraque se arriscava a deslizar para a guerra civil.

Numa súbita mudança de atitude durante a recolha de testemunhos pela Comissão do Senado para os Assuntos Militares, o Senador republicano do Arizona John McCain exclamou ao general: "Lastimo que hoje advogue basicamente a manutenção do status quo, pois pensava que o povo americano tinha rejeitado essa hipótese nas últimas eleições".

A relutância do General Abizaid em subscrever um golpe de força das tropas americanas não se deve a qualquer divergência quanto à questão de os Estados Unidos poderem confiar ou não em um número significativamente menor de efectivos nas zonas de combate por possuirem uma tecnologia avançada. O General Abizaid, que é descendente de libaneses, esteve ao serviço de uma missão das Nações Unidas no Líbano, frequentou a Universidade na Jordânia e tirou um mestrado de Estudos sobre o Médio Oriente em Harvard.

Ele sublinha que a ameaça para os interesses da segurança nacional americana se estendem muito para além de um qualquer país na sua área de responsabilidade.

"Quando se observa a penetração da forma de extremismo apresentado pela Al Quaeda, não falamos apenas do Afganistão, nem apenas do Iraque - falamos do Paquistão, da Arábia Saudita, do Reino Unido, da Espanha", declarou. "Atacou os Estados Unidos. Organiza-se num mundo virtual e de forma sem precedentes, muito moderna e muito perigosa."

Perguntem por uma solução aos rebeldes sunitas da província de Anbar, e descobrirão os apoios na Síria e as consequências que esperam que se abata sobre os shiitas no Iraque vindas da Arábia Saudita.

Acerca dos rebeldes talibãs no Afganistão, o General Abizaid disse que a única via era tentar compreender as lealdades tribais no Paquistão. Concentrando-nos no terrorismo do Médio Ortiente, excluimos dos nossos esforços militares os abrigos que dispoem em recantos ingovernáveis em Africa.

O General Abizaid é referido como o inventor da frase "a guerra prolongada" para descrever o desafio do combate ao terrorismo, em especial a sua forma radical islâmica. Ainda a usa, mas já não a prefere, segundo os seus ajudantes, porque muita gente tende a favorecer a palavra "guerra" e privilegiar a solução militar.

Afirma que o governo dos Estado Unidos está organizado de forma desadequada para se opôr a este tipo de ameaça e que o sucesso da missão antiterrorista no Irão, Iraque ou qualquer outro lado exige que a totalidade do governo se disponha à guerra, não apenas os militares.

"Penso que a nossa estrutura para os desafios da segurança no século XXI precisam adaptar-se a este tipo de inimigo", disse. "O século XXI exige realmente que descubramos o modo de combinar elementos do poder económico, diplomático, político e militar para actuarem em conjunto contra problemas específicos onde quer que eles surjam".

Muito antes do Iraque Study Group incluir na solução para o Iraque as negociações com o Irão e a Síria, o General Abizaid defendia que o combate ao extremismo islâmico dependia de uma concertação regional. Sobre recomendações feitas em privado para negociações directas com o Irão e a Síria, bem como o nível de intervenção militar futura no Iraque, o General recusou-se a desmenti-las à Casa Branca, ao Pentágono e ao Departamento de Estado.



Tradução do original em inglês:
General Opposes Adding to U.S. Forces in Iraq
Publicado no The New York Time de 20 de Dezembro de 2006

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Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Olympia Snowe - Política para o Iraque

"Com os resultados das eleições, a política da administração para o Iraque tem forçosamente que mudar. E esta mensagem já devería ter chegado mais cedo à administração."

Olympia Snowe, Senadora republicana do Estado do Mayne (EUA), re-eleita a 7 de Novembro de 2006.

Notícia: The New York Times

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Terça-feira, Novembro 07, 2006

Peter Inge - Risco de derrota militar

"O Marechal de Campo Sir Peter Inge, anterior Chefe das Forças Armadas Britânicas, quebrou as regras ao desferir um ataque às actuais operações no Iraque e Afganistão, advertindo que as forças britânicas arriscam-se a uma derrota militar no Afganistão.
Numa das imtervenções mais fortes sobre o modo como está a ser conduzida a Guerra ao Terror, Inge acusou também a ausência de qualquer 'estratégia clara' orientadora das operações no Iraque e no Afganistão.
...
Os reparos do anterior Chefe das Forças Armadas, que também integrou a Comissão Butler reportando falhas dos serviços secretos no Iraque, seguem-se aos do actual Chefe das Forças Armadas Britânicas, General Sir Richard Dannat, que advertiu que a presença das tropas britânicas no Iraque 'exacerbou' os problemas de segurança naquele país.
A intervenção de Inge, ocorrendo no meio de espulações crescentes sobre a estratégia de saída do Iraque, é a primeira crítica de um anterior Chefe das Forças Armadas Britânicas às operações. Os seus comentários, feitos numa reunião de peritos europeus na terça-feira e publicados aqui em primeira mão, reflectem o crescente desalento dos oficiais superiores e funcionários civis da defesa e dos negócios estrangeiros, perante a ausência de uma política de defesa e diplomacia britânica claramente independente da dos Estados Unidos em áreas críticas do Afganistão e do Iraque."

Artigo completo em The Guardian.

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