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Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

Danièle Ganser - Exércitos secretos da NATO (1)

Citando o Reseaux Voltaire:

Ainda que se trate do trabalho de um historiador, esta investigação sobre a Gládio não se confina à História, mas reflecte a nossa vida quotidiana. Esta estrutura secreta continua activa e os estados europeus permanecem sob tutela anglo-saxónica (...). É impossível compreender a actual política na Europa sem ter uma ideia precisa sobre as redes stay-behind.
Este primeiro artigo retrata a descoberta da Gládio por magistrados italianos no fim da década de 1980.


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Sábado, Dezembro 05, 2009

Pesquisa documental com técnicas de Inteligência Artificial

Investigadores de la Universidad de Granada han desarrollado un buscador inteligente que servirá para catalogar las colecciones documentales del Parlamento Andaluz. Este prototipo, denominado SEDA, es un sistema de recuperación de información para documentos estructurados, basado en técnicas de inteligencia artificial, para buscar y recuperar los documentos pertenecientes a los Diarios de Sesiones y al Boletín Oficial del Parlamento de Andalucía.

Este prototipo se ha desarrollado bajo el auspicio del proyecto de excelencia de la Junta de Andalucía, con título "Sistema Inteligente para el acceso a las Colecciones Documentales del Parlamento de Andalucía", y ha sido dirigido por el doctor Luis Miguel de Campos Ibáñez, profesor del Departamento de Ciencias de la Computación e Inteligencia Artificial de la Universidad de Granada. En dicho proyecto han participado investigadores de la UGR, así como de la Universidad de Almería, y personal del Servicio de Publicaciones Oficiales y del Servicio de Informática del Parlamento de Andalucía.

Las partes más relevantes

El objetivo del proyecto era desarrollar un buscador inteligente para los documentos oficiales editados por el Parlamento, pero con la capacidad de no sólo recuperar documentos completos, sino también de determinar qué partes de éstos son las más importantes a la hora de satisfacer una consulta realizada por un usuario. Así, en vez de devolver un diario de sesión completo se devuelven las partes más relevantes (por ejemplo, las intervenciones de un diputado concreto), evitando así que el usuario pierda el tiempo buscando lo que le es relevante en el documento completo.

Para tal fin, el sistema de búsqueda diseñado en la UGR emplea técnicas de inteligencia artificial, concretamente basadas en Modelos Gráficos Probabilísticos.

Otra prestación interesante es que, además de las partes de documentos, el buscador es capaz de devolver los vídeos asociados a las partes relevantes, teniendo el usuario dos fuentes para consultar (el texto y el vídeo), convirtiéndose así en un sistema multimedia.

Con este software, la cámara autonómica se convierte en una institución puntera, desde el punto de vista de las tecnologías en buscadores, en su ámbito, ya que es la única de entre los diecinueve parlamentos autonómicos y las dos cámaras nacionales, que dispone de un sistema con tales prestaciones. Además, la institución también es pionera en este campo en Europa.

Los investigadores responsables de este proyecto lo han presentado recientemente a los miembros del servicio de Documentación del Parlamento Europeo, a quienes han explicado los pormenores del nuevo sistema.


EurekAlert, 2 de Dezembro de 2009

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Terça-feira, Junho 09, 2009

As eleições para o Parlamento Europeu

Divagações avulsas:
  1. Há uma abstenção generalizada nas eleições europeias. A grande excepção é a Bélgica, onde o voto é obrigatório. É o tempo ideal para promover todas as conspirações de gabinete. A começar pelo Tratado de Lisboa, a respeito do qual o seu defensor e Primeiro Ministro da Irlanda declarou que "só um doido estaria disposto a estudá-lo e compreendê-lo"; a continuar no processo esquivo de re-nomeação/eleição colegial do Presidente Durão Barroso, que parece não agradar a Sarkozi.
  2. Família política é uma expressão quase tão destituída de sentido como democracia. Que relação esquerda-direita pode ser definida entre a gestão da crise, prudente e alheia aos ditames da Comissão Europeia, feita pelo governo de Ângela Merkel e o seguidismo irracional da cartilha capitalista feita pelo governo de José Sócrates? Ou, simplesmente, entre um verdadeiro governo social-democrata e um fanático pró-capitalista puro e duro como José Sócrates. Deixem-me rir. Comparada a Ângela Merkel, José Sócrates fica mais perto do populismo demagógico de Mussolini que de Guerard Schroeder.
  3. As condições para governar à direita com discursos de esquerda já tiveram melhores dias por esta Europa. A crise força as palavras a ajustarem-se aos actos. Tarefa tão difícil para um troca tintas como José Sócrates, como para os sofisticados socialistas franceses.
  4. Sentindo-se encurralada, a direcção do Partido Socialista em Portugal trata de radicalizar cada vez mais o discurso, abstendo-se de toda a racionalidade e recorrendo cada vez mais ao simples insulto.

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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

Sébastian Ticavet - O euro amplia a crise?

Slowdown in Europe
De leitura obrigatória é a publicação de investigação económica da Natixis, intitulada:

"Que futuro para os países da zona euro mais penalizados pela crise?" (datada de 3 de Fevereiro de 2009 e redigida pelo economista Patrick Artus).

Se é certo que o autor afasta a hipótese da saída do euro, nota-se contudo que só razões ideológicas determinam essa opção (a saída da zona euro é descrita como "não realista" (página 11), sem que o autor apresente outros argumentos além dos "custos técnicos" (quais?) e a "taxas de juro muito elevadas" (é possível demonstrar?).

As seis linhas que o autor dedica ao assunto (página 7) são insuficientes. Tanta ligeireza parece denunciar algum incómodo do autor ao lidar com a questão, o seu acondicionamento ideológico não o permite encarar a alternativa.

Sintomaticamente, as consequências da saída do euro merecem toda uma abordagem que tem sido desenvolvida por numerosos economistas menos temerosos.

Não se poderá imaginar o caso de ser a zona euro a padecer com a partida de um ou vários dos seus membros? Estaremos certos de que os mercados apenas castigariam pesadamente os países que partissem, poupando o euro que, no mesmo acto, acabaria por demonstrar a sua própria inviabilidade? Questão a meditar.

Tanta prudência não surpreende, vinda da parte de um economista conhecido pelas suas orientações muito "clássicas".

Deve, no entanto, ser-lhe reconhecido o mérito de ter revelado muitas fraquezas essenciais da moeda europeia.

O texto é, efectivamente, muito interessante sob vários aspectos:
  • Admite a fraqueza existencial do euro e lembra que a crise financeira e económica a revela com grande clareza:
    "É bem plausível a consequência, largamente antecipada por muitos economistas, de a zona euro não constituir uma zona monetária optimal: uma situação muito prolongada de taxa de desemprego elevada atingindo os países afectados por um choque desfavorável"
    (página 1).

    Para os não-iniciados, uma "zona monetária optimal" é uma região ideal para uma moeda única e uma política monetária única, devida à sua grande homogeneidade económica. Ou seja, precisamente aquilo que a zona euro não é.

    Um "choque desfavorável" é o resultado de uma crise que não afecta por igual todos os países, com a mesma intensidade. Assim, na zona euro, alguns países serão mais duramente atingidos que outros devido à posição que ocupam na escala da economia mundial, às suas especializações e a outras características próprias como a demografia, por exemplo.
  • O autor enumera quatro países mais fortemente penalizados pela crise e pelos efeitos amplificadores do euro: Espanha, Irlanda, Grécia e Portugal.
  • Também esclarece um outro problema maior da moeda única:
    "a reacção da política monetária da zona euro arrisca-se a ser ineficaz, porque é determinada para a situação média da zona euro"
    (página 4)

    Por outras palavras, uma política monetária única e uma moeda única sobre um território tão grande e diverso como o da zona euro não permite contemplar ajustes finos às necessidades de cada país, tão somente uma política "média".

    A analogia mais sugestiva é a de um hospital que prescrevesse o mesmo tratamento a todos os doentes, uma espécie de tratamento "médio". É fácil imaginar que alguns doentes não sobrevivam...
  • Desta situação resultará uma crise de desemprego explosiva nos países mais expostos:
    "um choque assimétrico e o crescimento do desemprego impossível de corrigir nos países afectados"
    (página 12)

    "Impossível de corrigir" porque, na falta da moeda nacional, não será possível usar a margem de manobra monetária.
  • O euro chega então ao cúmulo das suas contradições. O que tinha de acontecer, começou a acontecer. As consequências, segundo o autor, são
    "Um desemprego que não pára de crescer, cenário muito perigoso social e politicamente"
    (página 12)


Resta estalar o verniz ideológico que impede às "elites" admitir que a ultrapassagem deste impasse está na saída da zona euro.

Hoje, quatro países europeus, entre os quais a Espanha com os seus 40 milhões de habitantes, sofrem agudamente com o euro.

Poder-se-ía ainda acrescentar a Itália onde, de forma cada vez mais aberta, se questiona a reintrodução da lira. Amanhã, quando estes países se encontrarem asfixiados (o FMI prevê pelo menos 3 anos consecutivos de forte recessão em Itália) e nós próprios (*) muito enfraquecidos pela crise, pagaremos todos dramaticamente as consequências da moeda única.

É tempo de reagir.

No Vrai Débat, escrevemos que era necessário antecipar uma saída do euro para evitar que uma crise nos viesse impor os seus ditames, forçando-nos a pagar pela medida grande.

Não nos tendo antecipado, agora já estamos dentro dela. Reajamos ao menos com urgência, para que o preço não se torne demasiado alto.


(*) Em França - NT

Sébastian Ticavet -
L’euro amplifie-t-il la crise ?, AgoraVox, 9 de Fevereiro de 2009

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Segunda-feira, Outubro 20, 2008

Previsões políticas para 2009

Laboratoire Européen d'Antecipation Politique
  1. A evolução recente, em alta, do dólar é uma consequência directa e provisória da queda das bolsas mundiais
  2. O "baptismo político" do euro acaba de ter lugar dando uma alternativa "de crise" ao dólar, enquanto "valor refúgio" crível
  3. A dívida pública americana incha de maneira doravante incontrolável
  4. O colapso em curso da economia real dos Estados Unidos impede toda solução alternativa à cessação de pagamentos.
  5. "Forte inflação ou hiper-inflação nos Estados Unidos em 2009", esta é a única questão.


Laboratoire Européen d'Antecipation Politique, Alerte Crise Systémique Globale - Eté 2009 : Cessation de paiement du gouvernement américain, 15 de Outubro de 2008

Tradução para português em Resistir.info, 20 de Outubro de 2008

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Quinta-feira, Outubro 02, 2008

Comissão europeia multa cartel de produtores de parafina

A comissão europeia decidiu multar em 676 milhões de euros um conjunto de 9 empresas - ENI, ExxonMobil, Hansen & Rosenthal, Tudapetrol, MOL, Repsol, Sasol, RWE, e Total - por formarem um cartel de parafina na Europa entre 1992 e 2005. A Shell também participou no cartel, mas não foi multada por ter denunciado a existência do mesmo cartel à comissão europeia.
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Só não percebo por que razão não conseguimos fazer o mesmo contra o cartel nacional para o preço dos combustíveis. Se examinarmos o preço de referência dos combustíveis, eles não variam mais do que 2% e são alterados quase sempre em bloco pela Galp, BP e Repsol. Será assim tão difícil o trabalho da Autoridade da Concorrência? Estarei eu a ver mal o problema?

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Sexta-feira, Setembro 05, 2008

Bento de Jesus Caraça - As ilusões nunca são perdidas

Bento de Jesus CaraçaAs páginas que vão ler-se contêm a matéria de uma conferência que o autor realizou em 1933 (25 de Maio) a convite duma organização de novos - a União Cultural "Mocidade Livre", para inauguração da sua actividade.
Viviam-se nessa altura horas inquietantes e fecundas. A marcha acelarada dos acontecimentos na Europa pressagiava grandes transformações próximas. Hitler tomara, havia meses, o poder na Alemanha; agitavam-se as mais variadas correntes dentro e fora do Reich; a instabilidade geral era manifesta; tudo isto criara um ambiente de espectativa e ansiedade.
Os espíritos moços, como sempre, viviam os acontecimentos com ansiedade, despertavam para as preocupações mais fundas, auscultavam o futuro cheios de optimismo, uniam-se para pensar. Foi desse ambiente que nasceu a União Cultural "Mocidade Livre".
O futuro imediato não correspondeu às aspirações e impaciências desses espíritos juvenis e ardentes. O desenvolver da vida social europeia seguiu por caminhos que haviam de provocar a revisão de muitos optimismos fáceis e, em contrapartida, fazer abrir muitos olhos para realidades cruéis, em suma, proporcionar grandes lições.
Tudo isso fez que se amortecessem alguns entusiasmos das primeiras horas. Que importa? é essencial que tenham existido! Mas foram mais algumas ilusões perdidas, dir-se-á. Não. As ilusões nunca são perdidas. Elas significam o que há de melhor na vida dos homens e dos povos. Perdidos são os cépticos que escondem sob uma ironia fácil a sua impotência para compreender e agir; perdidos são aqueles períodos da história em que os melhores, gastos e cansados, se retiram da luta, sem enxergarem no horizonte nada a que se entreguem, caída uma sombra uniforme sob o pântano estéril da vida sem formas.
Benditas as ilusões, a adesão firme a qualquer coisa de grande, que nos ultrapassa e nos requer. Sem ilusão, nada de sublime teria sido realizado, nem a catedral de Estrasburgo, nem as sinfonias de Beethoven. Nem a obra imortal de Galileu.


Bento de Jesus Caraça, Nota explicativa, publicada na Seara Nova, 1939
a respeito da conferência A Cultura Integral do Indivíduo, 1933

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Segunda-feira, Setembro 01, 2008

John Pilger - Não esqueçam a Jugoslávia

La Caccia


Os segredos do esmagamento da Jugoslávia que estão a emergir contam-nos muito sobre como o mundo moderna é policiado. A antiga promotora chefe do Tribunal Penal Internacional em Haia, Carla Del Ponte, este ano publicou as suas memórias: The Hunt: Me and War Criminal (A caça: eu e os criminosos de guerra). Quase ignorado na Grã-Bretanha, o livro revela verdades intragáveis acerca da intervenção ocidental no Kosovo, a qual tem ecos no Cáucaso.

O tribunal foi montado e financiado principalmente pelos Estados Unidos. O papel de Del Ponte era investigar os crimes cometidos quando a Jugoslávia foi desmembrada na década de 1990. Ela insistiu em que isto incluía os 78 dias de bombardeamentos da Sérvia e do Kosovo pela NATO em 1999, os quais mataram centenas de pessoas em hospitais, escolas, igrejas, parques e estúdios de televisão, e destruíram infraestruturas económicas. "Se eu não quiser [processar pessoal da NATO]", disse Del Ponte, "devo renunciar à minha missão". Foi uma impostura. Sob a pressão de Washington e Londres, foi abandonada uma investigação dos crimes de guerra da NATO.

Os leitores recordarão que a justificação para o bombardeamento da NATO era que os sérvios estavam a cometer "genocídio" na província secessionista do Kosovo contra pessoas de etnia albanesa. David Scheffer, embaixador itinerante estado-unidense para crimes de guerra, anunciou que até "225 mil homens de etnia albanesa entre os 14 e os 59 anos" poderiam ter sido assassinados. Tony Blair invocou o Holocausto e "o espírito da Segunda Guerra Mundial". Os heróicos aliados do ocidente eram o Kosovo Liberation Army (KLA), cujo registo de assassínios foi posto de lado. O secretário britânico de Negócios Estrangeiros, Robin Cook, disse-lhes para contactá-lo a qualquer momento pelo seu telemóvel.

Acabado o bombardeamento da NATO, equipes internacionais caíram sobre o Kosovo para exumar o "holocausto". O FBI fracassou em descobrir um único cemitério em massa e voltou para casa. A equipe de perícia forense espanhola fez o mesmo, seu líder iradamente denunciou "uma pirueta semântica das máquinas de propaganda de guerra". Um ano mais tarde, o tribunal de Del Ponte anunciou a contagem final dos mortos no Kosovo: 2.788. Isto incluía combatentes de ambos os lados e sérvios e ciganos assassinados pelo KLA. Não houve genocídio no Kosovo. O "holocausto" era uma mentira. O ataque da NATO fora fraudulento.

Isto não era tudo, diz Del Ponte no seu livro: o KLA sequestrou centenas de sérvios e transportou-os para a Albânia, onde os seus rins e outras partes do corpo foram removidos, sendo então vendidos para transplantes em outros países. Ela também diz que havia prova suficiente para processar kosovares albaneses por crimes de guerra, mas a investigação "foi travada desde o princípio" de modo que o foco do tribunal seriam "crimes cometidos pela Sérvica". Ela diz que os juízes de Haia foram aterrorizados com os kosovares albaneses – as mesmas pessoas em cujo nome a NATO atacou a Sérvia.

Na verdade, mesmo quando Blair, o líder da guerra, estava numa viagem triunfante no Kosovo "libertado", o KLA efectuava a limpeza étnica de mais de 200 mil sérvios e ciganos daquela província. Em Fevereiro último a "comunidade internacional", conduzida pelos EUA, reconheceu o Kosovo, o qual não tem economia formal e é dirigido, com efeito, pelas gangs criminosas que traficam drogas, contrabando e mulheres. Mas ele te um activo valioso: a base militar estado-unidense de Camp Bondsteel, descrita pelo comissário de direitos humanos do Conselho da Europa como "uma versão mais pequena de Guantanamo". A Del Ponte, uma diplomata suíça, foi dito pelo seu próprio governo para parar de promover o seu livro.

A Jugoslávia era uma federação independente e multi-étnica, ainda que imperfeita, que se posicionou como uma ponte política e económica durante a Guerra Fria. Isto já não era aceitável para a Comunidade Europeia em expansão, especialmente com a Alemanha, a qual principiara um esforço para o Leste a fim de dominar o seu "mercado natural" nas províncias jugoslavas da Croácia e da Eslovénia. No momento em que os europeus se encontravam em Maastricht, em 1991, um acordo secreto fora lavrado; a Alemanha reconhecia a Croácia e a Jugoslávia era condenada. Em Washington, os EUA asseguravam que à esforçada economia jugoslava fossem negados empréstimos do Banco Mundial e a defunta NATO foi reinventada como o agente de força. Numa conferência sobre a "paz" no Kosovo, em 1999 em França, foi dito aos sérvios para aceitarem a ocupação pelas forças da NATO e uma economia de mercado, ou seriam bombardeados até à submissão. Foi o precursor perfeito dos banhos de sangue no Afeganistão e no Iraque.

John Pilger, Don't forget Yugoslavia, 14 de Agosto de 2008

Tradução para português encontrada em resistir.info

Recebido por mail de Duarte Barracas

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Quinta-feira, Abril 17, 2008

Manuel Resende - Basta de especulação, basta de crises!

Recebido por email de Carlos Júlio

Stop-finance

Caros amigos:

Surgiu em França um movimento para combater ao mesmo tempo a dominação da finança no capitalismo contemporâneo e o Tratado de Lisboa. É um movimento liderado essencialmente pelos economistas de esquerda (todas as tendências) que participaram na iniciativa pelo não ao projecto de Constituição Europeia. Creio que, neste momento, é uma iniciativa muito útil. Estão a tentar reunir, a nível internacional, o maior número possível de assinaturas até Junho.

O sítio web é o seguinte:

Spéculation et crises : ça suffit!

Pode assinar-se a petição.

Fiz uma tradução em português, que é a seguinte:

«Basta de especulação, basta de crises!

A desregulamentação da finança destrói as sociedades: destrói­‑as silenciosamente, dia a dia, quando os accionistas fazem pressão sobre as empresas, isto é, sobre os assalariados, a fim de extraírem deles maior rentabilidade, tanto nos países do Norte como nos do Sul; destrói­‑as à vista desarmada, com grande ruído, nas crises agudas em que se revelam brutalmente os inverosímeis excessos da cupidez especulativa e os seus ricochetes sobre a actividade económica e o emprego. Desemprego, precariedade, aumento das desigualdades: os assalariados e os mais pobres estão condenados a pagar os custos tanto da especulação, como dos danos que dela resultam.

Desde há duas décadas, a evolução da finança mundial mais não é do que uma longa série de crises: 1987, craque da bolsa; 1990, crise imobiliária nos Estados Unidos da América, na Europa e no Japão; 1994, craque obrigacionista americano; 1997 e 1998, crise financeira internacional; 2000-2002, craque da “nova economia”; e, por fim, 2007-2008, crise imobiliária e talvez crise financeira global.

Porquê tal repetição? Porque foram abolidos todos os entraves à circulação dos capitais e à «inovação» financeira. Quantos aos bancos centrais, que deixaram engordar a bolha financeira, não têm outra solução senão acorrer em auxílio dos bancos e dos fundos especulativos com falta de liquidez.

Não vamos esperar a próxima crise de braços cruzados, nem suportaremos mais as extravagantes desigualdades propiciadas pela finança de mercado. É que, sendo a instabilidade inerente à desregulamentação financeira, como poderão os irrisórios apelos à «transparência» e à «moralização» mudar seja o que for – e impedir que as mesmas causas venham a produzir os mesmos efeitos? Pôr cobro a isso­ pressupõe que se intervenha no cerne do «jogo», isto é, que se transforme radicalmente as suas estruturas. Ora, na União Europeia, toda e qualquer transformação vem a chocar­‑se com a incrível protecção que os tratados acharam por bem conceder ao capital financeiro.

Assim sendo, nós, cidadãos europeus, pedimos:

- a revogação do artigo 56.º do Tratado de Lisboa, que, proibindo toda e qualquer restrição aos movimentos desses capitais, proporciona ao capital financeiro todas as condições para exercer um domínio esmagador sobre a sociedade.

Pedimos ainda:

- a restrição da «liberdade de estabelecimento» (art. 48.º) que dá ao capital a oportunidade de se deslocar para onde as condições lhe são mais favoráveis, permitindo às instituições financeiras encontrar asilo na City de Londres ou noutro sítio qualquer.

Se, por «liberdade», há que entender a liberdade de as potências dominantes (hoje encarnadas na finança) reduzirem o resto da sociedade à servidão, digamos imediatamente que a não queremos: preferimos a liberdade dos povos, a liberdade de viverem livres da servidão da rentabilidade financeira.»

Manuel Resende

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Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

Referendo Europeu

Referendo europeu
Peço um referendo consultivo europeu sobre a Constituição Europeia, a realizar no mesmo dia que as eleições para o Parlamento Europeu de 2009.


Publicado por Moriae em A Sinistra Ministra

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Sábado, Dezembro 22, 2007

Jean Claude Trichet - Conter a inflacção

Registo
...
EuroNews:
Os preços do consumo subiram imenso nos últimos meses em Espanha, em França, na Alemanha, em Itália, um pouco por toda a parte, e atingiram na zona euro o nível mais elevado dos últimos seis anos. Qual é para si a solução?

Jean Claude Trichet:Jean Claude Trichet
Temos que fazer de forma a que este aumento dos preços, que esperamos que seja transitório, não se estenda a outros aspectos, como às recompensas e aos salários e também aos outros preços. Nesse caso, teríamos aquilo a que chamamos efeitos secundários e uma inflação que, em vez de ser transitória, causada pelos aumentos que observámos nas matérias-primas e no petróleo, seria uma inflação duradoura e não teríamos a possibilidade de estar à altura do nosso mandato, de garantir a estabilidade dos preços e não faríamos o que os nossos concidadãos nos pedem.
...


In Jean-Claude Trichet: "incertezas são grandes em relação a 2008"
publicado por EuroNews em 20 de Dezembro de 2007

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Quinta-feira, Novembro 22, 2007

Eurydice - Professores de língua estrangeira

Professores generalistas

A Alemanha substitui gradualmente os professores de língua estrangeira generalistas por semi-especialistas.

Fonte: Chiffres clés de l’enseignement des
langues à l’école en Europe - Édition 2005

publicado por Eurydice em 2005 (pág 58)

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Terça-feira, Novembro 13, 2007

Brent Goff - How much bang can you get for your buck?

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Quarta-feira, Junho 27, 2007

O comprometimento de Portugal nos voos da CIA

A partir deste vídeo podem ser vistos outros.

Um deles foi exibido, hoje, na Sic Notícias, no jornal das 13 h, embora mais completo, em que era relatada a saga de um raptado alemão e devolvido à procedência através da Albânia.

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Domingo, Junho 24, 2007

Est l'Europe mal partie?

Europe

Quem acha dispensável o escrutínio popular dos órgaos de soberania não deve esperar no futuro tratamento muito democrático.
A ler o comentário de Pacheco Pereira.

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