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Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Teresa Forcades - Campanas por la gripe A

CAMPANAS POR LA GRIPE A from ALISH on Vimeo.



Fonte: Alish
(Grato a CRN pela chamada de atenção)

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Sexta-feira, Abril 17, 2009

Federico García Lorca - Romance sonambulo

(Por sugestão de Ana Camarra)


Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Verde que te quiero verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas la están mirando
y ella no puede mirarlas.
Verde que te quiero verde.
Grandes estrellas de escarcha
vienen con el pez de sombra
que abre el camino del alba.
La higuera frota su viento
con la lija de sus ramas,
y el monte, gato garduño,
eriza sus pitas agrias.
¿Pero quién vendra? ¿Y por dónde...?
Ella sigue en su baranda,
Verde came, pelo verde,
soñando en la mar amarga.
--Compadre, quiero cambiar
mi caballo por su casa,
mi montura por su espejo,
mi cuchillo per su manta.
Compadre, vengo sangrando,
desde los puertos de Cabra.
--Si yo pudiera, mocito,
este trato se cerraba.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
--Compadre, quiero morir
decentemente en mi cama.
De acero, si puede ser,
con las sábanas de holanda.
¿No ves la herida que tengo
desde el pecho a la garganta?
--Trescientas rosas morenas
lleva tu pechera blanca.
Tu sangre rezuma y huele
alrededor de tu faja.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
--Dejadme subir al menos
hasta las altas barandas;
¡dejadme subir!, dejadme,
hasta las verdes barandas.
Barandales de la luna
por donde retumba el agua.
Ya suben los dos compadres
hacia las altas barandas.
Dejando un rastro de sangre.
Dejando un rastro de lágrimas.
Temblaban en los tejados
farolillos de hojalata.
Mil panderos de cristal
herían la madrugada.
Verde que te quiero verde,
verde viento, verdes ramas.
Los dos compadres subieron.
El largo viento dejaba
en la boca un raro gusto
de hiel, de menta y de albahaca.
¡Compadre! ¿Donde está, díme?
¿Donde está tu niña amarga?
¡Cuántas veces te esperó!
¡Cuántas veces te esperara,
cara fresca, negro pelo,
en esta verde baranda!
Sobre el rostro del aljibe
se mecía la gitana.
Verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Un carámbano de luna
la sostiene sobre el agua.
La noche se puso íntima
como una pequeña plaza.
Guardias civiles borrachos
en la puerta golpeaban.
Verde que te qinero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar.
Y el caballo en la montaña.


Academy of American Poets

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Sexta-feira, Abril 10, 2009

Narciso Yepes - Recuerdos de la Alhambra

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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

Sébastian Ticavet - O euro amplia a crise?

Slowdown in Europe
De leitura obrigatória é a publicação de investigação económica da Natixis, intitulada:

"Que futuro para os países da zona euro mais penalizados pela crise?" (datada de 3 de Fevereiro de 2009 e redigida pelo economista Patrick Artus).

Se é certo que o autor afasta a hipótese da saída do euro, nota-se contudo que só razões ideológicas determinam essa opção (a saída da zona euro é descrita como "não realista" (página 11), sem que o autor apresente outros argumentos além dos "custos técnicos" (quais?) e a "taxas de juro muito elevadas" (é possível demonstrar?).

As seis linhas que o autor dedica ao assunto (página 7) são insuficientes. Tanta ligeireza parece denunciar algum incómodo do autor ao lidar com a questão, o seu acondicionamento ideológico não o permite encarar a alternativa.

Sintomaticamente, as consequências da saída do euro merecem toda uma abordagem que tem sido desenvolvida por numerosos economistas menos temerosos.

Não se poderá imaginar o caso de ser a zona euro a padecer com a partida de um ou vários dos seus membros? Estaremos certos de que os mercados apenas castigariam pesadamente os países que partissem, poupando o euro que, no mesmo acto, acabaria por demonstrar a sua própria inviabilidade? Questão a meditar.

Tanta prudência não surpreende, vinda da parte de um economista conhecido pelas suas orientações muito "clássicas".

Deve, no entanto, ser-lhe reconhecido o mérito de ter revelado muitas fraquezas essenciais da moeda europeia.

O texto é, efectivamente, muito interessante sob vários aspectos:
  • Admite a fraqueza existencial do euro e lembra que a crise financeira e económica a revela com grande clareza:
    "É bem plausível a consequência, largamente antecipada por muitos economistas, de a zona euro não constituir uma zona monetária optimal: uma situação muito prolongada de taxa de desemprego elevada atingindo os países afectados por um choque desfavorável"
    (página 1).

    Para os não-iniciados, uma "zona monetária optimal" é uma região ideal para uma moeda única e uma política monetária única, devida à sua grande homogeneidade económica. Ou seja, precisamente aquilo que a zona euro não é.

    Um "choque desfavorável" é o resultado de uma crise que não afecta por igual todos os países, com a mesma intensidade. Assim, na zona euro, alguns países serão mais duramente atingidos que outros devido à posição que ocupam na escala da economia mundial, às suas especializações e a outras características próprias como a demografia, por exemplo.
  • O autor enumera quatro países mais fortemente penalizados pela crise e pelos efeitos amplificadores do euro: Espanha, Irlanda, Grécia e Portugal.
  • Também esclarece um outro problema maior da moeda única:
    "a reacção da política monetária da zona euro arrisca-se a ser ineficaz, porque é determinada para a situação média da zona euro"
    (página 4)

    Por outras palavras, uma política monetária única e uma moeda única sobre um território tão grande e diverso como o da zona euro não permite contemplar ajustes finos às necessidades de cada país, tão somente uma política "média".

    A analogia mais sugestiva é a de um hospital que prescrevesse o mesmo tratamento a todos os doentes, uma espécie de tratamento "médio". É fácil imaginar que alguns doentes não sobrevivam...
  • Desta situação resultará uma crise de desemprego explosiva nos países mais expostos:
    "um choque assimétrico e o crescimento do desemprego impossível de corrigir nos países afectados"
    (página 12)

    "Impossível de corrigir" porque, na falta da moeda nacional, não será possível usar a margem de manobra monetária.
  • O euro chega então ao cúmulo das suas contradições. O que tinha de acontecer, começou a acontecer. As consequências, segundo o autor, são
    "Um desemprego que não pára de crescer, cenário muito perigoso social e politicamente"
    (página 12)


Resta estalar o verniz ideológico que impede às "elites" admitir que a ultrapassagem deste impasse está na saída da zona euro.

Hoje, quatro países europeus, entre os quais a Espanha com os seus 40 milhões de habitantes, sofrem agudamente com o euro.

Poder-se-ía ainda acrescentar a Itália onde, de forma cada vez mais aberta, se questiona a reintrodução da lira. Amanhã, quando estes países se encontrarem asfixiados (o FMI prevê pelo menos 3 anos consecutivos de forte recessão em Itália) e nós próprios (*) muito enfraquecidos pela crise, pagaremos todos dramaticamente as consequências da moeda única.

É tempo de reagir.

No Vrai Débat, escrevemos que era necessário antecipar uma saída do euro para evitar que uma crise nos viesse impor os seus ditames, forçando-nos a pagar pela medida grande.

Não nos tendo antecipado, agora já estamos dentro dela. Reajamos ao menos com urgência, para que o preço não se torne demasiado alto.


(*) Em França - NT

Sébastian Ticavet -
L’euro amplifie-t-il la crise ?, AgoraVox, 9 de Fevereiro de 2009

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Quarta-feira, Setembro 24, 2008

El jueves

El Jueves

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Segunda-feira, Junho 30, 2008

Alemanha - Parabéns à Espanha

ViewO desapontamento na Alemanha ao perder a final do Euro 2008 deu lugar, na segunda-feira, à admiração pela superioridade da Espanha e à esperança de que o treinador Joachim Loew consiga elevar o nível de desempenho da equipa até ao Campeonato Mundial de 2010.

Os meios de difusão alemães, os comentadores e até o treinador foram unânimes na segunda-feira, 30 de Junho, em admitir que a Espanha foi tecnicamente superior e mereceu largamente o título de campeão do Euro 2008 e também que a sua forma de jogar mostrou aos alemães que há ainda um longo caminho a percorrer.

"Penso que devemos hoje reconhecer a grande superioridade da equipa espanhola," afirmou o treinador Joachim Loew após a derrota por 1 a 0 face à Espanha. "Que (esta derrota) nos encoraje a prosseguir o trabalho nos próximos dois anos e melhorar alguns aspectos... de modo a fazermos nessa altura algo semelhante."

"Posse de bola e passes à primeira são a chave do futebol. Tem que ser feito rapidamente e sob pressão. A Espanha mostrou-nos que domina isso muito bem", afirmou Loew.

Ganhou a melhor equipa


Também os jornais alemães encheram de elogios a Espanha, acentuando que bateu a Alemanha em todos os pontos.

"Os artistas espanhóis não se deixaram confundir", escreveu o Sueddeutsche Zeitung, baseado em Munique. "Depois de um bom início, a Alemanha perdeu-se pelo caminho".

"Desfizeram-se os sonhos pelo título", escreveu o Hamburger Morgenpost. "Após 60 minutos de futebol sonolento e vários problemas defensivos, a equipa despertou demasiado tarde. Graças a Lehmann, pois podia ter sido bem pior."

O analista de futebol mais conhecido da televisão alamã, Guenter Netzer, disse à saida que no domingo venceu a melhor equipa.

"Parabéns à Espanha, mas também tiro o chapéu à Alemanha só por ter chegado à final", Disse Netzer, que ajudou a Alemanha ocidental a ganhar o campeonato em 1972.

"É um grande feito para a equipa. Ao longo de todo o campeonato, a Espanha foi a melhor equipa. Mostrou-nos quanto limitados fomos, mostrou-nos como se joga futebol. Mostrou-nos que temos ainda muito a melhorar."

Os alemães começaram bem, com Miroslav Klose a perder uma oportunidade gloriosa logo aos quatro minutos, mas a Espanha cedo recuperou o controlo do jogo e Fernando Torres colocou-a na dianteira aos 33 minutos.

A Alemanha teve as suas chances na segunda parte mas a Espanha continuou perigosa e susteve os nervos para alcançar a vitória do campeonato com o 1-0.

Um erro que vale por muitos


A Alemanha chegou ao Euro 2008 com muita ambição mas não conseguiu impressionar, à parte a exibição superior de 3-2 contra Portugal nos quartos de final.

A equipa foi ultrapassada pela astúcia da Croácia ao ser derrotada por 2-1 e jogou pior que a Turquia durante quase todo o jogo da semi-final, tendo sido salva por 3-2 graças à sua conhecida combatividade.

O capitão Michael Ballack marcou dois golos, mas não conseguiu impor a sua autoridade à equipa ao desclassificar-se pela décima vez na sua carreira. Quanto ao resto, apenas rasgos de genialidade de Lukas Podolski e de Bastian Schweinsteiger.

"É sempre frustante chegar à final e perder", disse Ballack no domingo, acrescentando que "um ou dois erros foram demasiados."

No domingo, os alemães desajeitaram-se demasiado com a bola, o jogo ficou marcado por passes falhados e lapsos da defesa - uma fragilidade que os adversários, tecnicamente superiores, aproveitaram implacavelmente.

Também o jogador do meio-campo Thomas Hitzlsperger confirmou que a derrota se deveu à falta de precisão do seu lado.

"Quando erras nestas coisas, sofres o castigo. Os espanhóis eram tão bons, que não podias consentir-te qualquer erro", disse Hitzlsperger. "Fizémos demasiados e foi por isso que perdemos".

Adeptos esmagados


A derrota foi sentida com angústia por milhões de adeptos alemães, ávidos de celebrar o triunfo da sua equipa no domingo à noite. A colocação da Espanha à frente por Fernando Torres aos 33 minutos silenciou os mais de 600 mil adeptos que enchiam as zonas públicas de exibição próximas da Porta de Brandeburg em Berlim.

O domínio completo do jogo pela Espanha a partir do meio tempo da segunda parte até ao apito final foi lamentado com admiração.

Não houve tumultos após o jogo, tendo a polícia de Berlim e de outras cidades esclarecido que os adeptos se retiraram pacificamente.

Muitos abandonaram esses locais ainda antes do apito, receosos do congestionamento do trânsito de regresso a casa, já que nada havia a celebrar com a entrega da taça ao capitão espanhol Iker Casillas em vez de Ballack.

Além dos 600 mil espectadores de rua em Berlim, 70 mil assistiram ao jogo em Munique, Franckfurt registou 50 mil e Hamburgo 42 mil.

Deutsche Weller staff (sp) in Germany to Learn From Euro Mistakes for Future Success
publicado por Deutshe Weller a 30 de Junho de 2008

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Terça-feira, Junho 03, 2008

Elisabeth Rosenthal - Sul de Espanha sem água

Coisas estranhas acontecem quando o poder do Estado é legitimado pelos eleitores, mas não exercido em seu benefício, mas apenas no do "mercado livre". Ou as consequências sociais da Esquerda de Pacotilha. (AF)
Murcia, Espanha

Monica Gumm para o International Herald Tribune


O novo campo de batalha

Campos luxuriantes de alface e estufas de tomates ladeiam a estrada. Novos empreendimentos para umas férias verdejantes atraem compradores da Grã-Bretanha e da Alemanha. Campos de golfe - às dúzias, todos recentemente construidos - conduzem às praias. Finalmente, este recanto inóspito do sudeste espanhol prospera.

Um único senão neste quadro idílico: esta província, Múrcia, está sem água. As searas do sudeste de Espanha estão, de modo persistente, a converter-se num deserto, um processo desencadeado pelo aquecimento global e por deficiências na planificação dos recursos.

Em Múrcia, uma região agrícola tradicionalmente pobre, ocorreu recentemente uma construção desenfreada de casas de férias ao mesmo tempo que os agricultores mudaram para culturas mais sequiosas de água, encorajados pelos planos de transfega de água que, cada vez mais, se mostram insustentáveis. Estes dois factores conjugados pressionam a terra e o seu suprimento evanescente de água.

Este ano, os agricultores disputam aos construtores os direitos sobre a água. Também lutam entre eles pela água para as suas colheitas. Um sinal de desespero é o negócio da água, que se compra e vende como ouro num mercado negro em rápida expansão. A maior parte é extraida de furos ilegais.

Há muito que o Sul de Espanha é atingido por secas periódicas, porém a crise actual, segundo os cientistas, indicia provavelmente uma alteração climática permanente resultante do aquecimento global. É o pronúncio de uma nova espécie de conflito.

As batalhas de ontem foram travadas pela terra, advertem. As do presente estão centradas no petróleo. As do futuro - um futuro mais quente e mais seco devido a mudanças do clima em larga escala - parece que serão motivadas pela água, dizem.

"A água é a questão ambiental deste ano - o problema é urgente e imediato", diz Barbara Helferrich, uma porta-voz da Directoria Ambiental da Comissão Europeia. Se já há penúria de água na Primavera, o Verão que se aproxima será certamente mau.

...


Em Múrcia, a crise da água foi acelerada pelos construtores civis e pelos agricultores que deram o salto para culturas largamente inadaptadas para climas secos: alface, por exemplo, com a sua ampla exigência de irrigação, casas de férias com promessas de uma piscina no quintal, hectares de relvados frescos nos campos de golfe que sorvem milhões de litros de água todos os dias.

"Os agricultores e também os construtores pressionam-me fortemente para que lhes forneça água", afirma Antonio Pérez Garcia, o administrador da água em Fortuna, saboreando o seu café na companhia de agricultores na empoeirada praça central da cidade. Lamenta ser capaz de fornecer a cada proprietário apenas 30 porcento da quantidade racionada de água decidida pelo seu Governo.

"Nem sei o que faremos este Verão", acrescentou, observando que os níveis dos aquíferos locais estão a descer tão depressa que cedo as bombas não conseguirão alcançá-la. "Os consumidores podem queixar-se à vontade; quando não houver mais água, acabou-se. "Rubén Vives, um agricultor que confia da generosidade do Sr Pérez Garcia, disse que não pode suportar os preços da água no mercado negro. "Este ano o meu sustento corre perigo", disse o Sr Vives, que só cultiva espécies de sequeiro, como limoeiros, desde há cerca de vinte anos.

As centenas de milhares de furos - na maior parte ilegais, - que no passado aliviaram temporariamente a sede, esvaziaram-se a um nível de não retorno. A água do Norte, que em tempos era transfegada para aqui, foi-se esvaindo até se tornar um fio à medida que as províncias do Norte começaram também a secar.

A competição pela água está plena de escândalos. Há funcionários municipais na prisão por terem aceite subornos ao autorizarem a construção de edifícios em lugares sem rede de água apropriada. Chema Gil, uma jornalista que tornou público um destes esquemas, foi alvo de ameaças de morte, traz sempre consigo um spray de gás pimenta e é protegida dia e noite pela Guardia Civil, uma força policial que desempenha papéis civis e militares.

"O modelo (económico) de Múrcia é totalmente insustentável", assevera o Sr Gil. "Consumimos duas vezes e meia mais água que aquela que o sistema pode recuperar. Então, onde iremos buscá-la? Importamo-la algures? Secamos os aquíferos? Com as mudanças climáticas, entrámos num cul-de-sac(*). Toda a água que desperdiçamos na luxúria e nos campos de golfe fará falta para, simplesmente, conseguirmos beber."


(*)NT - em francês no original, beco sem saída.

Elisabeth Rosenthal in Water Is a New Battleground in Spain,
publicado por The New York Times em 3 de Junho de 2008

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Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008

Pop Tops - Mamy blue

Mammy Blue

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Sexta-feira, Setembro 14, 2007

Miguel Ibáñez - No lo consientas

Professor

Com a devida vénia a jm que divulgou este artigo como comentário a um post de Paulo Guinote na Educação do meu umbigo.(AF)



El pasado día 1/12/2006 en El Diario Montañés de Cantabria se publicó un artículo firmado por Miguel Ibáñez, profesor de secundaria, titulado "No lo consientas (Carta de un profesor veterano a un profesor joven)".
Reproduzco el texto para que lo podáis comentar.

Ya habrás notado que últimamente estamos de moda. Se habla de nosotros a todas horas, pero no por los excelentes resultados de nuestros alumnos ni porque las autoridades educativas hayan decidido que los institutos vuelvan a ser lugares de estudio y de trabajo, no. Desgraciadamente, los resultados de nuestros alumnos son más bien mediocres, y a nuestras autoridades les preocupan más la educación afectivo-sexual, el multiculturalismo y el pacifismo -por citar algunas de sus obsesiones habituales- que la física o la literatura.

Por qué estamos de moda, ya lo sabes. Una sociedad que ha consentido y alentado el desgobierno en las aulas ha descubierto ahora que hay alumnos que maltratan a los profesores, y con la misma mezcla de hipocresía e histeria con la que antes impulsó el tópico del profesor-verdugo impulsa ahora el tópico del profesor-víctima. De pronto hemos cambiado de malo en esta película de la educación, que sigue sin interesarle a nadie. Parece una de aquellas películas de Kung-Fu: el público bosteza cuando nos ponemos serios y sólo mira cuando hay tortas.

Afortunadamente, tú trabajas en Disneylandia. Te lo digo en serio. Cantabria es en general la autonomía de la 'Señorita Pepis', y no iba a dejar de serlo en esto de la educación: aquí la violencia es menor, los conflictos de menos intensidad y los problemas se disuelven en una amable indiferencia tediosa que a mí, por cierto, no me disgusta. Ojalá sigamos así.

Y expreso ese deseo porque ha sido así hasta ahora, pero eso no quiere decir que siga siendo así en el futuro. Que no lo sea depende de nosotros. De ti y de mí, quiero decir. Por eso me he permitido escribir estas líneas, estos consejos de compañero a compañero, sin querer dármelas de experto.

Para empezar, no consientas ninguna falta de respeto. No esperes al insulto, no tienes por qué tener tanta paciencia: las malas contestaciones, las malas caras y los gestos desabridos están fuera de lugar desde el primer día.
Házselo saber así a tus alumnos, y si no lo entienden haz que se lo explique algún miembro del equipo directivo. Los compañeros del equipo directivo están para recordarte a ti tus deberes -ser puntual, claro en tus explicaciones, objetivo en tus correcciones, etc.- y a los alumnos los
suyos. Cumple tú en primer lugar, por supuesto, pero no hagas el primo: no seas tú el único que cumple.

No consientas que te marginen. Estás dentro de un sistema en el que todo tiende a culpabilizarte, aislarte y marginarte. Directa o indirectamente te dirán que en el fondo la culpa de que los alumnos se porten mal es tuya, porque no has sido lo bastante lúdico ni lo bastante participativo ni lo bastante comunicativo como para motivarlos. A veces fingirán que te dan la razón mientras te sugieren que deberías cambiar de estrategia educativa, ser más cordial, pactar las normas de comportamiento, etc. Pero recuerda que tú eres un profesor, no un animador cultural ni un monitor de tiempo libre. ¿Has preparado tus explicaciones como es debido? ¿Has atendido las dudas de
los que sí estudian? ¿Has mandado hacer ejercicios que refuercen tus explicaciones? ¿La materia que has impartido está dentro del programa del curso? Si has respondido afirmativamente a las preguntas anteriores no tienes por qué parecer culpable: no lo eres.

No consientas que te enreden. La jerga pedagógica se basa, como todas las seudociencias, en el manejo de un vocabulario abstruso, para dar la impresión de que el que lo usa está investido de una autoridad esotérica e indiscutible. Pero te aseguro que no hay más ciencia en la pedagogía moderna que en la astrología, y al igual que en la astrología o la ufología no hay en esa engañifa más que falacias, experimentos trucados, subjetividad teñida de supuesta sapiencia y abracadabras. Tú sí eres el dueño de una ciencia concreta, la que tú enseñes, y del sentido común acumulado por muchas generaciones a la hora de educar. Para ser un buen profesor no necesitas más
que esas dos cosas.

No consientas que te paralicen. Cuando te ocurra algún incidente sé activo y no te quedes callado, no te hagas el muerto a la espera de que pase el peligro porque con esa actitud lo estás volviendo a provocar. Están los compañeros, para empezar: seguro que más de uno ha tenido los mismos problemas que tú con los mismos alumnos. Habla con ellos, pero no para desfogarte en la sala de profesores sino para tomar juntos la decisión de hacer algo, y verás hasta qué punto la firmeza serena y constante de un grupo puede más que la obstinación de un solo profesor. Reúnete con los compañeros, tomad decisiones concretas y planteadlas en el claustro, formad grupos de apoyo -no de lamentación- y actuad.

Después están los sindicatos. No te rías, no. Yo estoy en uno, y tú deberías estar afiliado a uno si no lo estás, y pagar tu cuota para que puedas exigirle a tu sindicato que te defienda si ha llegado ese momento. Plántate en el sindicato y recuérdales a tus compañeros liberados que no están allí sólo para asuntos de nóminas, traslados y sexenios. Si les hablas de dignidad profesional, orgullo y derechos del profesor tal vez te entiendan mejor de lo que habías pensado.

También están las leyes. Deja de reírte ya y escúchame, por Dios. Ya sé que un garantismo estúpido ha convertido al alumno en el pobre menor indefenso al que hay que proteger del profesor a toda costa, pero en esas leyes también tú tienes derechos, aunque haya que buscarlos con lupa. Que el abogado del sindicato se ponga al microscopio, que algo encontrará. Y tú no te olvides de dar parte por escrito de cualquier falta de respeto, insulto o agresión, así de todo eso habrá quedado constancia cuando lo necesites.
También está la opinión pública. Hasta ahora lo normal era que desde el propio centro se hiciera lo posible para ocultar estas cosas, como en las familias decentes cuando el señorito tenía un desliz con la criada. Pero tú no te dejes impresionar por argumentos decimonónicos: el buen nombre de un centro no puede basarse en el disimulo. ¿No te piden a todas horas que seas moderno? Pues sé moderno y denuncia en público, si tu caso ha sido lo bastante grave haz que los medios de comunicación se interesen, y tal vez así consigamos llegar algún día a la segunda fase, esa que sucede a la noticia, la de la reflexión y el análisis.

Sea como sea, no te calles: con tu silencio te perjudicas, me perjudicas a mí y perjudicas a todos tus compañeros.

Y por último, recuerda que en todo esto los menos culpables son los alumnos. Los han dejado solos, abandonados a su impulsividad adolescente sin que nadie se tome la molestia de educarlos, condenados muchos de ellos a vegetar en un sistema educativo que considera injusto y desigual enseñarles un oficio y por eso los han encerrado en las aulas contigo para que les expliques materias que no entienden ni les interesan. Y a ti, que querías ser profesor, te han encargado que los tengas guardados para que no molesten en la calle ni en su casa.

Tú puedes rebelarte con conocimiento de causa, sabes el porqué y el cómo, ellos no. Así que tuya es la responsabilidad de acabar con esto. Como profesor no consientas ninguna falta de respeto. No esperes al insulto, no tienes por qué tener tanta paciencia: las malas contestaciones están fuera de lugar desde el primer día.

Posted by
Ricardo Moreno Castillo

Fonte: PANFLETO ANTIPEDAGÓGICO

NB - relacionado com o tema e com maior desenvolvimento, está este artigo (pdf) de Ricardo Moreno Castillo.

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Quarta-feira, Julho 11, 2007

Três notas para dizer "eu quero-te"



Vicente Amigo

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Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

Espanha - Tudo à trolha com os toiros de morte



Cristina Narbona, Ministra do Ambiente:
- "Espanha devería adoptar o estilo português de não matar os toiros na arena."







Henrique Garza, Associação dos Organizadores de Touradas:
- "O que a Ministra devería fazer era defender os interesses dos espanhóis comuns, incluindo os milhões de aficionados das touradas."







Pío García-Escudero, líder do Partido Popular:
- "Isto apenas demonstra os instintos intervencionistas e totalitários do Governo."






Gaspar Llamazares, líder da coligação Izquierda Unida:
- "A Ministra tenta importar preconceitos anglo-saxónicos."










Joan Herrera Torres, porta-voz parlamentar da Izquierda Unida:
- "A proposta vem alterar uma tradição selvagem e atávica."







Consuelo Polo, Ecologistas en Acción:
- "Precisamos de um governo com coragem e dignidade suficientes para por um termo ao espectáculo macabro de pessoas sentadas num estádio a ver alguém a trespassar repetidamente um ser vivo."






Alfredo Pérez Rubalcaba, Ministro do Interior:
- "É uma ideia pessoal da Ministra."









Tradução de excertos do artigo:
End bullring killing, Spanish minister says
publicado no The Guardian
em 22 de Dezembro de 2006

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