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Sábado, Setembro 26, 2009

A Maioria silenciada

é aquela que foi espezinhada por um partido que, utilizando uma maioria parlamentar, subjugou a maioria da população.
A maioria silenciosa é aquela que, não se sentindo representada por nenhum dos partidos com assento parlamentar, mesmo assim não prescinde do seu direito de se opôr à ditadura democrática.
Eu prefiro participar na maioria silenciosa, do que integrar-me à força na maioria silenciada.
É por isso que, na hora de votar, o meu voto irá para o PSD.

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Domingo, Dezembro 28, 2008

António Vilarigues - A Colômbia chumbou no exame da ONU

No passado dia 10 de Dezembro realizou-se em Genebra, na Suiça, a terceira Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Em 2008 iniciou-se a aplicação do mecanismo do Exame Periódico Universal (EPU). Trata-se de um mecanismo para analisar a situação dos direitos humanos em todos os Estados membros do Conselho. Os 192 países, à média de 48 por ano, serão objecto do EPU. O que significa que cada estado será examinado de 4 em 4 anos.
  1. A Colômbia foi um dos países em exame em 2008. Contrapondo-se à visão do governo deste país mais de 1.200 organizações sociais e ONG de direitos humanos apresentaram um extenso relatório. Nele se faz um balanço demolidor aos 6 anos de regime de «segurança democrática» do Presidente Álvaro Uribe. Os factos e os números falam por si.

    Desde 2002 mais de 1 milhão e 750 mil colombianos foram deslocados à força, num total de 4 milhões de deslocados internos. Entre Julho de 2002 e Dezembro de 2007, pelo menos 13.634 civis (7 por dia…) perderam a vida, à margem de quaisquer combates, em consequência da violência sociopolítica. Destas 13.634 pessoas, 1.477 «desapareceram» de forma violenta. Em 8.049 casos o autor das violações é conhecido: 75,4 por cento são responsabilidade do Estado. Seja por actuação directa dos seus agentes – 1.411 vítimas, 17,53 por cento. Seja por tolerância ou apoio às violações cometidas por paramilitares – 4.658 vítimas, 57,87 por cento. O número de desaparecidos ronda os 30 mil.

    Os atentados à vida, à liberdade e à integridade física dos sindicalistas na Colômbia atingiram o número de 2.402. O assassinato de mais de 430 dirigentes sindicais só na vigência do actual governo, demonstra que não existe uma mudança estrutural na violência anti-sindical. O país é campeão do mundo em assassinatos de sindicalistas e de jornalistas: mais de metade dos sindicalistas assassinados em todo o mundo. Mantém-se a violência política contra os povos indígenas. Mais de 1.750 vítimas membros das suas comunidades são a prova.

    A situação de pobreza afecta 66 por cento da população colombiana. A indigência atinge outros 8 milhões de pessoas. A Colômbia ocupa o terceiro lugar nos índices de maior desigualdade na América Latina, depois do Haiti e do Brasil.
  2. As notícias mais recentes não alteram o quadro neste país da América Latina com uma superfície ligeiramente inferior à de Angola e com mais de 45 milhões de habitantes.

    O Presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, enfrenta há meses uma crise política grave. Sessenta parlamentares da sua base de apoio estão presos ou incriminados num escândalo de corrupção, ligações com o narcotráfico e os paramilitares. Tem um primo e conselheiro político, Mário Uribe, preso pelos mesmos motivos. O Supremo Tribunal contesta a legalidade de sua reeleição em 2006, obtida mediante a compra de votos confirmado pela confissão da ex-parlamentar Ydis Medina.

    Mais recentemente o Presidente não conseguiu abafar outro escândalo provocado pela revelação de que o Alto Comando do Exército esteve envolvido no assassínio de jovens camponeses. Os seus cadáveres tinham sido apresentados à comunicação social como sendo guerrilheiros abatidos em combate. Soube-se depois que, numa tétrica e miserável encenação, lhes tinham sido vestidos uniformes das FARC. A indignação popular foi enorme. Os seus ecos chegaram ao Congresso. O comandante-chefe do Exército, general Mário Montoya, bem como 27 oficiais e sargentos implicados no crime, foram forçados a demitir-se.


Como já aqui escrevi, dizer que o governo Uribe é o mais à direita da América Latina dá apenas uma pálida imagem do seu posicionamento político e ideológico. O EPU das Nações Unidas confirmou-o.

António Vilarigues, A Colômbia chumbou no exame da ONU

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Segunda-feira, Setembro 29, 2008

Jochen Scholz - Projecto europeu para o novo século (4)

Democratas e Republicanos: Critica-se o método, mantem-se o propósito

É preciso não embarcar na ilusão de que só os neoconservadores advogam esta visão das relações entre os EUA e o resto do mundo. O «Progressive Policy Institute», um instituto de política externa da área do Partido Democrata, publicou em 2003 uma «Estratégia Democrata para a Segurança Nacional». No essencial, a mensagem resume-se a:
O governo de Bush atingiu frontalmente os nossos aliados; foi uma grande desgraça, pois precisamos deles para promover os nossos interesses.
Apenas o método é criticado, o propósito mantem-se. Nem sequer se ajusta mais àquilo que na Europa (continental) é considerado como um sistema de relações internacionais válido do que o faz a política brutal conduzida pelo actual governo dos EUA desde o 11 de Setembro. «America first» é o denominador comum aos democratas e aos republicanos, logo uma constante da política dos EUA, com o qual a Europa e os outros centros se devem alinhar.

O multilateralismo exige a supremacia do Direito

Acima de tudo: Se a lei é ditada pelo mais forte, as invocações de uma comunidade de valores transatântica torna-se uma ilusão pura e simples. «America first» é o exacto oposto do multilateralismo, que, por desgraça, a Europa mais vezes tem usado como mera retórica do que conseguido fazer progredir na agenda internacional. O multilateralismo não é uma construção do espírito, mas um modo de viver em conjunto no nosso planeta, que a Europa delineou ao fim de muitos séculos de experiências históricas dolorosas, tendo culminado, no século XX, com duas guerras mundiais; experiência dolorosa essa a que os EUA têm sido poupados até à data. Este facto tem permitido manter o inconsciente colectivo nos EUA num estado de inocência capaz de explicar os consensos, geralmente bastante alargados, em favor de novas investidas para a guerra. O multilateralismo exige a aceitação da igualdade entre os seus actores, assim como um corpo de regras fiáveis e eficazes, o respeito pelos interesses de cada qual e a supremacia do Direito.

Por todos os meios

Uma simples relance ao orçamento de defesa dos EUA - um eufemismo pelo qual é conhecido - quase dispensa comentários. Para o ano fiscal de 2008, eleva-se a 500 milhões de dólares, aos quais acrescem 200 milhões destinados às guerras do Iraque e do Afganistão. (Em comparação, o orçamento militar alemão para 2008 é de 29,2 milhões de euros, equivalentes a 43,3 milhões de dólares). As despesas de «defesa» dos EUA não são justificadas por qualquer ameaça real. O seu único objectivo é o de obter por meios militares uma posição de vantagem na luta geo-económica pelo acesso às matérias primas cada vez mais escassas e aos mercados cada vez mais disputados.
Observemos como relatório Wolfowitz confirma isso mesmo:
«Hoje em dia e ao nível global, os EUA não enfrentam qualquer rival. [...] A grande estratégia dos EUA deve consistir em preservar e alargar esta posição de vantagem tão amplamente quanto possível. Há, contudo, estados potencialmente poderosos, que stão descontentes com esta situação e que estão dispostos a alterá-la se forem capazes. [...] Os EUA devem desencorajar as nações industriais desenvolvidas a disputar a nossa liderança, ou mesmo a aspirarem a um papel futuro mais importante à escala regional ou mundial.»
Atingir esses fins supõe recorrer a meios que não recuam perante o desprezo pelo ser humano e o racismo, como se pode verificar pela afirmação que citamos à frente, retirada da parte final do documento, onde são abordadas as perspectivas do futuro. Ao ler-e esta citação, há dois aspectos que não devem ser negligenciados: Wolfowitz foi sub-Secretário de Estado da Defesa a partir de 2001 e este documento conta, entre os seus redactores, Robert Kagan (Carnegie Endowmente for International Peace) e William Kristol (The Weekly Standard):
«E formas avançadas de guerra biológica orientadas para genótipos específicos, serão capazes de converter a guerra biológica de um meio do império do terror em um instrumento politicamente útil.»
Uma tal forma de pensamento excede tudo quanto já tenha sido feito na História recente. O Verbo precede sempre a Acção. George Orwell escrevia: «A guerra é a paz.» O Senhor Mundial europeu da «comunidade de valores ocidentais» raramente conhece estas directivas cínicas. Seja como for, os meios de divulgação dominantes na Alemanha nunca repararam nisso.
(continua)


Tradução a partir da versão francesa:
Jochen Scholz, PNEC – Project for the New European Century, Horizons et débats, 15 de Seyembro de 2008

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Quinta-feira, Março 20, 2008

Bönisch e Wiegrefe - Quem cometeu o Holocausto? (2)

Holocausto


Crimes por convicção, crimes por excesso

Como satanás no Antigo Testamento, o mal tem muitas faces. Houve quem cometesse os crimes por convicção: os nazis comprometidos nas forças policiais - membros das SS e militares - que, tal como Hitler, estavam convencidos de que os judeus eram a fonte de todos os males. Alguns cometeram os seus primeiros assassínios nas décadas de 1920 e de 1930. Houve também quem cometesse os crimes por excesso, tirando partido da falta de direitos dos judeus na Europa de Leste, aproveitou para raptar e roubar. Na Galícia (região fronteiriça entre a Polónia e a Ucrânia), por exemplo, os membros das forças de ocupação dedicavam os tempos livres a disparar contra os judeus nos guetos ou a chantagiá-los na mira dos seus bens de joalharia.

Houve quem cumprisse ordens superiores, como o major Trapp do Batalhão de Reserva Policial 101. Segundo testemunhas oculares, o Major Trapp estava em lágrimas quando recebeu a ordem para disparar sobre 1500 mulheres, crianças e velhos judeus próximo de Varsóvia, ao mesmo tempo que pronunciava: "Ordens são ordens!" Em Julho de 1942, os seus homens fizeram sair as vítimas das suas casas, obrigaram-nas a entrar nos camiões e transportaram-nas para uma zona descampada para serem executadas. Dispararam sobre elas na cabeça ou na nuca e, ao anoitecer, os soldados tinham as fardas cobertas de fragmentos de ossos, material cerebral e manchas de sangue.

Do mesmo modo que normalmente há mais do que um perpetrador, também há várias razões para tornar um homem perfeitamente normal num assassino: anos de doutrinação, confiança acrítica nos dirigentes, sentido de dever e de obediência, pressão dos seus próximos, depreciação da violência por vivências de guerra, sem falar na cobiça pelas propriedades dos judeus.

Um homem que, ao que parece, não teve problemas em trocar o seu trabalho numa secretária por massacres no Leste foi Walter Blume, natural de Dortmund, nascido em 1906, filho de uma professora e de um advogado, que completou o equivalente alemão do bar examination com a pobre classificação de "adequado". Não obstante, em 1932 Blume foi colocado como assistente de Juiz na circunscrição da sua terra natal.

A carreira de Blume no regime de Hitler começou no dia 1º de Março de 1933, logo a seguir à subida ao poder dos nazis. A sua primeira posição foi a de chefe da divisão política do quartel-general da polícia em Dortmund. Depois de se inscrever no Partido Nazi e se alistar nas SA (Tropas de Tempestade), tornou-se chefe da polícia secreta, ou Gestapo, na cidade oriental de Halle, depois em Hannover e, mais tarde, na capital Berlim. A razão principal da rápida rotação dos oficiais superiores, típica da Gestapo, era facilitar oportunidades para adquirir experiência de repressão.

Com início em 1º de Março de 1941, Blume dirigiu o Departamento de Pessoal da 1ª Divisão do designado Reichssicherheitshauptamt (gabinete principal de segurança do Reich, RSHA). A sua primeira tarefa foi preparar pessoal adequado para um dos comandos de morte do Einsatzgruppen (grupo de acção especial), uma força composta por aproximadamente 3000 homens, conhecidos por a "Gestapo sobre rodas". Este grupo seguia o exército de Hitler à medida que este progredia para leste e encarregava-se da liquidação imediata dos "judeus bolcheviques" e da "excisão dos elementos radicais".

O próprio Blume dirigiu uma unidade conhecida como o "Comando Especial 7a", parte integrante da Einsatzgruppe B. Segundo as anotações de Blume, o seu grupo matou aproximadamente 24000 pessoas na Bielorrússia e Rússia entre Junho e Setembro de 1941. Pouco tempo depois, Blume regressou à RSHA, onde foi promovido à posição de chefe de divisão e líder exemplar das SS. Em Agosto de 1943 deslocou-se a Atenas, onde ele e dois subordinados de Adolf Eichmann organizaram a deportação de judeus gregos para o campo de extremínio de Auchwitz.

Blume foi levado ao Tribunal de Nuremberga em Setembro de 1947, em conjunto com outros 22 homens, cuja ocupação regular os qualificava como funcionários superiores da sociedade civil. Incluíam um dentista, um professor universitário, uma cantora de ópera, um pastor protestante, um professor e alguns jornalistas. Catorze foram condenados à morte, porém só quatro sentenças foram executadas. O Alto Comissário dos Estados Unidos da América, John McCloy, perdoou os restantes, incluindo Blume, e gradualmente ao longo dos anos foram sendo libertados. Blume tornou-se um homem de negócios.

Muitos dos perpetradores nunca foram castigados. Houve até hoje 6500 condenações, das quais apenas 1200 por homicídio voluntário ou involuntário.

Georg Bönisch and Klaus Wiegrefe in Nazi Atrocities, Committed by Ordinary People,
tradução inglesa do artigo original em alemão, publicado por Der Spiegel Online em 18 de Março de 2008.
Versão inglesa de Christopher Sultan

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Terça-feira, Janeiro 22, 2008

Martin Luther King - I have a dream

Washington, 28 de Agosto de 1963

Eis o documento usado na teoria da gestão como o paradigma da definição da missão - em contraposição aos objectivos - das organizações.(AF)




Texto completo do discurso

E aqui em português

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Terça-feira, Dezembro 11, 2007

John Kiriakou - A culpa morre solteira

John Kiriakou é um ex-agente reformado da Central Inteligence Agency (CIA). (AF)
John Kiriakou
Como muitos americanos, fui confrontado pelo dilema de saber que a submersão (waterboarding) pode ser uma forma de tortura e a qualidade da informação que através dela se obtém. Enfrentei esse dilema. Que aconteceria se, por nos abstermos de aplicar esta técnica a alguém, não obtendo a peça de informação que precisávamos, permitíssemos um ataque? Teria problemas em perdoar-me a mim próprio. É como desligar um interruptor. É fácil apontar falhas - ou aparências de falhas - aos serviços de informação, mas o público deve compreender quão difíceis são as condições de trabalho de quem lhe oferece a segurança.
in ABC News, 11/Dez/2007


Na terça-feira, Kiriakou desviou a responsabilidade da CIA para a Casa Branca, ao dizer que a decisão de usar certas técnicas nos interrogatórios não se encontra entre as pessoas do seu nível.
Esta foi um política definida pela Casa Branca, em conjunto com o National Security Council (NSC) e o ministério (department) da Justiça.
A administração de George W. Bush sempre manteve que não permite o uso da tortura.
in BBC News, 11/Dez/2007

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Segunda-feira, Setembro 17, 2007

Rubén Capitanio - Igreja Católica e Ditadura

Rubén CaputanioEstima-se que, durante a Ditadura entre 1976 e 1983, 15 mil cidadãos argentinos tenham sido mortos e centenas de milhares torturados ou desaparecido.
Rubén Capitanio é padre argentino e testemunha de acusação no processo movido contra um antigo colega seu de seminário, o reverendo Christian von Wernich. (AF)




A atitude da Igreja foi tão escandalosamente próxima da da Ditadura que eu diria que foi pecaminosa. A Igreja comportou-se como uma mãe que não cuida dos seus filhos. Não matei ninguém, mas também não salvei.
Há quem pense que este julgamento é um ataque à Igreja mas eu entendo que isto é antes um serviço prestado à Igreja. Ajuda-nos a encontrar a verdade. Muitos homens e mulheres da Igreja, até bispos, acabaram por partilhar a minha visão da realidade e do papel da Igreja. Temos muito que nos penitenciar.


Fonte: Argentine Church Faces ‘Dirty War’ Past
publicado em The New York Times a 17 de Setembro de 2007

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Quarta-feira, Junho 27, 2007

O comprometimento de Portugal nos voos da CIA

A partir deste vídeo podem ser vistos outros.

Um deles foi exibido, hoje, na Sic Notícias, no jornal das 13 h, embora mais completo, em que era relatada a saga de um raptado alemão e devolvido à procedência através da Albânia.

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