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Sexta-feira, Outubro 17, 2008

Marc Lebeaupin - Falências na China

Smart Union em Cantão
O choque foi brutal para os seis mil trabalhadores da fábrica do grupo Smart Union em Dongguan, nos arredores de Cantão. Sem qualquer pré-aviso, no princípio da semana encontraram a porta da fábrica fechada por motivo de falência.


Marc Lebeaupin in L'économie chinoise ne joue plus, Radio France International, 17 de Outubro de 2008

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Segunda-feira, Outubro 06, 2008

Jochen Scholz - Projecto Europeu para o Novo Século (9)

(Início)

O papel da China

Os EUA estão compelidos a manter a actual ordem mundial. Só os EUA conseguem reunir recursos económicos necessários para a manutenção do aparelho militar gigantesco, tão indispensável para o estatuto de superpotência, como para segurar a circulação do dólar. De momento, a China é um comprador bem-vindo, porque insubstituível, dos títulos do Tesouro dos EUA. Mas a China não se irá cingir a este papel indefinidamente. A presença militar dos EUA, cercando a China, torna a questão da energia um verdadeiro paiol. Muitos dos que investem em dólares começam também a interrogar-se: Por quanto tempo deverão os credores tolerar que o devedor os force a aceitar, para pagamento dos excedentes comerciais e financeiros, uma moeda desvalorizada acompanhada de uma ameaça contra si dirigida?
Se a Europa não ousar mudar o rumo da sua política mundial, ver-se-á um dia na circunstância de ter de acertar o passo com a potência imperial em novas guerras globais sob a bandeira da «luta contra o terrorismo». No entanto, como já ficou patenteado desde Israel à Irlanda do Norte, do Afganistão à Indonésia, passando pelas Filipinas, não é possível combater o terrorismo por meios militares. Está na natureza da «guerra desigual». Todas as capturas de chefes terroristas foram fruto de um trabalho paciente e meticuloso de polícias e serviços de espionagem, levados a cabo por cooperação internacional. Os que encarregam disso os militares, comprarão uma nova «Guerra dos Cem Anos» - como evocou o ex-director da CIA, James Woosley - para tentar vergar à disciplina dos valores ocidentais a nova comunidade dos seus vassalos.

Um barril de pólvora para o dólar

Em vez de continuar a subvencionar o motor desgastado da economia mundial com os seus próprios excedentes, a economia europeia deveria utilizar a sua produtividade elevada para se tornar, ela própria, um motor. A ameaça dos EUA, de estrangular as exportações por via do poder sobre o dólar, revelar-se-á vã, caso os bancos centrais asiáticos comecem a aceitar euros. Porque sem os investimentos externos - da Europa e da Ásia - é impossível financiar o défice dos EUA. A China já iniciou a diversificação das suas reservas em divisas, provocando o recuo do dólar sem fim à vista. O grupo ASEAN+3 procura fixar em moeda regional as obrigações do estado. Eis um barril de pólvora para o dólar. Mas esta evolução requer um gestão conceptual e institucional. Deixada a si própria, arrisca-se-ia a espalhar efectivamente o caos de que Greenspan e consortes agitam com virtuosismo o espantalho para manterem em ordem as suas fileiras.

Uma ordem económica mundial mais justa e equitativa é possível

A Europa, em cooperação com a Ásia e a Rússia, é suficientemente forte para assumir a responsabilidade. Mas deve ser suficientemente sagaz para não repetir os erros do imperialismo do dólar das últimas décadas. Os EUA não poderão excluir-se à dinâmica de um tal processo. Afinal de contas, ele irá beneficiar a sua própria economia.
Os atlantistas de ambos os lados irão logo brandir a ameaça do isolacionismo dos EUA. Também isto é um bluff, pois os EUA não poderão furtar-se por razões geo-estratégicas. O isolacionismo significaria a morte dos EUA como grande potência mundial, pois o lado europeu, fortemente interligado e em princípio dialogante de boa fé, é-lhe indispensável. As elites dos EUA têm disso perfeita consciência. Portanto, também aqui não há razões para cobardia da Europa. Razões há sim, para que alguém seja arrastado para um canto do ring com uma infeliz jogada de póker.


(continua)


Tradução a partir da versão francesa:
Jochen Scholz, PNEC – Project for the New European Century, Horizons et débats, 15 de Seyembro de 2008

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Quarta-feira, Maio 14, 2008

China - Terramoto de 12 de Maio

Terramoto China, 12 de Maio de 2008

A maior parte da actividade sísmica na Ásia Central e Oriental deve-se à pressão constante que a placa tectónica indiana exerce sobre a placa eurasiática.

Notícia completa em Earth Observatory

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Quinta-feira, Novembro 08, 2007

M. Grynbaun e P. Goodman - Afundam-se o mercado e o dólar e eleva-se o receio do abrandamento

DolarO artigo merece ser lido integralmente. Aqui reproduzo (em português) um excerto. Na parte não traduzida é evidente outro facto: que o valor do trabalho se deprecia, tal como as matérias primas.(AF)
As acções em bolsa chumbaram (plummeted) e o dólar afundou-se num novo recorde face ao euro ontem, quando os investidores em todo o mundo se assustaram com a nova subida de preço do petróleo conjugada com um abrandamento significativo da economia dos Estados Unidos da América (EUA).

O indicador industrial médio Dow Jones caiu 360 pontos e o conjunto das acções do mercado mais geral desceu 3 porcento, quedas que acentuam o receio de que os problemas provocados pelo mercado imobiliário se prolongarão para bem dentro do próximo ano, contribuindo para prejuízos adicionais no mercado dos créditos e espalhando o medo pelos restantes sectores da economia. Após um Verão relativamente forte, prevê-se que os gastos dos consumidores se reduzam e que os lucros dos negócios abrandem nos próximos meses, segundo os analistas.

Pressentimos através dos nossos clientes que os EUA se encontram numa grande aflição, disse Erik Nielsen, economista principal da Goldman Sach.

A subida dos preços do petróleo, que foi negociado por momentos a 98 dólares o barril - estacionando depois a 96,37 - está aparentemente a arrastar a subida do preço da gasolina, assim como dos combustíveis para aquecimento e para a aviação. Isto só faz subir os receios de que os consumidores americanos não consigam continuar a suportar as suas despesas noutros bens e serviços, especialmente nos veículos de alto consumo de gasolina que continuam a ser fabricados pelos industriais deste ramo em Detroit.

A razão próxima que desencadeou a venda de dólares ao desbarato, segundo os negociadores, foi o sinal áspero de que a China se preparava para trocar uma parte das suas enormes reservas em divisas estrangeiras - avaliadas acima de 1,4 biliões de dólares em que predominam o dólar e moedas fixadas ao dólar - para outras divisas de maneira a garantir melhor retorno.

Somos favoráveis a divisas mais fortes e iremos reajustar-nos em conformidade, disse Cheng Siwei, vice presidente da Comissão Permanente do Congresso Nacional Popular, durante uma conferência que teve lugar em Pequim na quarta-feira. Por outro lado, o director adjunto de um banco chinês, Xu Jian, afirmou que o dólar estava a perder o seu estatuto de divisa mundial, segundo relato da Bloomberg News.

O Sr Cheng afirmou mais tarde aos repórteres que não havia estipulado que a China poderia comprar mais euros e deixar cair o dólar. Contudo, no momento em que os mercados europeus se abrem, estas palavras ressoam como um convite para vender moeda americana.

O dólar caiu para o seu nível mais baixo relativamente ao dólar canadiano desde 1950, relativamente à libra britânica desde 1981, e ao franco suisso desde 1955. O euro subiu a um novo recorde de 1,4729 - antes de se retrair.

Ainda que as reacções às declarações chinesas possam parecer desproporcionadas, os analistas são da opinião de que as forças que minam o dólar e as acções em bolsa são mais amplas e profundas: a incerteza quanto à extensão da crise do crédito das hipotecas imobiliárias, bem como a convicção que se vai firmando de que, mais cedo ou mais tarde, as revelações do mercado das casas americanas venham a manchar o conjunto da economia.

As últimas semanas foram pródigas em incidentes desagradáveis para os principais bancos cotados na Wall Street, com muitos milhares de milhões de dólares a deslizarem das folhas de balanço por prejuízos no mercado imobiliário. Contudo, os investidores suspeitam que maiores dores estão para vir, sem que consigam precisar quanto ou quando, dada a complexidade da teia de aranha que envolve os negócios financeiros responsáveis pela bolha das casas.

in MICHAEL M. GRYNBAUM and PETER S. GOODMAN
Markets and Dollar Sink as Slowdown Worry Increases
publicado pelo The New York Times em 8 de Novembro de 2007

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Terça-feira, Setembro 18, 2007

Angela Merkel - Quem tem medo da China?

Dalai Lama

É sempre bom confrontar comportamentos. Ajudam-nos a avaliar aspectos da vida política com mais frieza.(AF)

Angela Merkel convidou o Dalai Lama para um encontro para "troca de ideias em privado" na Chancelaria. As autoridades chinesas não gostaram e os homens de negócios alemães também ficaram preocupados.

Fonte: Andreas Lorenz, correspondente em Pequim, in
Dalai Lama Visit Jeopardizes German Business Interests
publicado por Spiegel Online Internacional em 17 de Setembro de 2007

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