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Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

Gabriel Chalipa - Homenagem aos professores

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Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

Bom Ano Novo

Via Charges

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Quarta-feira, Novembro 25, 2009

O 25 de Novembro de 1975 visto por Chico Buarque

Fado Tropical

Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

«Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar,
trucidar
Meu coração fecha aos olhos e sinceramente chora...»


Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata
Arrebato um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

«Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intencão e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa»


Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-os-Montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Transcrição da letra: Universidade do Minho










Tanto Mar


Revolução

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente alguma flor
No teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera pá
Cá estou doente
Manda urgentemente algum cheirinho
De alecrim

Transcrição da letra: João Gabriel Galdea




Contra-Revolução

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho de alecrim



Transcrição da letra: João Gabriel Galdea



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Quinta-feira, Abril 16, 2009

Carlos Drumond de Andrade - Mãos dadas

Carlos Drumond de Andrade



Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens [presentes,

a vida presente.



(Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo.)



pOr trÁs dAs LeTraS

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Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

Carlos Drumond de Andrade - Receita de Ano Novo

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Segunda-feira, Julho 14, 2008

Andrés Lieban - Corrente pra frente

Desenhos animados feitos em papel, quadro a quadro, digitalizados e finalizados em flash, que produzem arquivos leves, rápidos, com linguagem moderna e atual, ideal para a internet.

Esta vinheta de Andrés Lieban propõe manter o foco no grito do mundo. É quando deixarmos de ser indiferentes que fazemos a diferença. Venceu no Festival Livre de Animação (FLA) 2002.

in Laboratório de desenhos

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Segunda-feira, Abril 21, 2008

Os Tribalistas - Já sei namorar

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Terça-feira, Abril 08, 2008

Recordando Angela Maria

Quando o rádio da casa ainda não era transistorizado. (AF)


Angela Maria

Onde estás coração?


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Fonte: Quipiri




Garota solitária


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Fonte: Letinha_53

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Terça-feira, Dezembro 18, 2007

Adriana Calcanhotto e as crianças

Um fenómeno musical junto das crianças.

Adriana é suave e sabe captar a atenção de milhares de jovens recorrendo a melodias que as encantam. (MR)

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Quarta-feira, Novembro 21, 2007

Matos Carlos - Sítio Web cultural brasileiro em risco

Cecilia Gallerani

Recebido por email. (AF)
-Imaginem um site (lugar) onde se pode ler gratuitamente as obras de Machado de Assis ou A Divina Comédia, ou ter acesso às melhores historinhas infantis de todos os tempos.
-Um lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci. Onde você pudesse escutar (de graça) músicas em MP3 de alta qualidade...
-Pois esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter isso, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Ao invés de divulgar o site, é mais barato eliminá-lo , é um absurdo !!!
Divulgue para o máximo de pessoas, www.dominiopublico.gov.br

A Cultura pede socorro ...

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Terça-feira, Outubro 16, 2007

O sonho de Katulembe

Esta brasileira, autora do dicionário online de Kimbundo - uma preciosidade raríssima senão única, - foi entrevistada pelo ANGONOTÍCIAS.(AF)



Fátima ou simplesmente Katulembe é o nome de uma investigadora brasileira e médica de profissão, apaixonada pelos rituais tradicionais angolanos...
Katulembe

...

Faz cinco anos que comecei o estudo do kimbundu. Sem medo, com ousadia, comecei a Kimbundo Home Page devido a falta de pessoas que falem a língua...
...

Quando comecei o estudo, percebi a beleza da língua e passei a estudar com amor.
...

Eu não sou professora, mas sou uma divulgadora da língua que está morrendo. Apesar de não preencher todas as necessidades das pessoas que desejam falar com habilidade, ofereço e deixo visível o estudo que estou fazendo sozinha. Escrevo na Kimbundo Home Page as coisas que leio, e repasso do modo como entendi. Mas se a língua está morrendo, se faltam professores e livros também, o pouco é um começo para nós que desejamos salvar a língua.
...

Helli Chatelain no prefácio da "Gramática do Kimbundu"(1888-89), diz que o seu livro foi destinado aos nativos, para aprenderem a amar e cultivar a sua bela língua pátria; aos portugueses, funcionários e negociantes de Angola para melhor cumprirem seus deveres e atender seus interesses, particulares e nacionais; aos missionários cristãos, para anunciação do evangelho; e finalmente, aos africanistas.
...

Nos dias de hoje, a gramática destina-se a quem? A língua portuguesa predomina hoje em Angola, e quem poderia estar com interesse em aprender línguas nativas? Restam-nos os africanistas que dedicam-se ao estudo profundo da Mãe África, e os angolanos que desejam preservar a sua história e sua cultura.
...

Em ambos, o único desejo é o amor puro, despojado de qualquer conveniência ou qualquer desejo financeiro. Porém, estes últimos, motivaram sempre as ações da maior parte da humanidade.
...

As línguas nativas de Angola estão morrendo. A língua carrega a história da terra, a maneira de ver, sentir, e pensar de um povo. Não podemos enterrar esta riqueza!
...

Apesar das dificuldades, precisamos seguir com coragem, porque temos um compromisso com todo um passado que não podemos esquecer. Como diz minha Mãe Maza Kessy, "Angola tu és rica e poderosa!".
...

Ndoko tuakabulule o unvama iú? Etu, ku ubeka uetu, ki tu kima etu, maji ni kisangela tutena ima ioso (Vamos preservar esta riqueza? Nós, sozinhos, não somos nada, mas com união podemos todas as coisas).


Excertos de Investigadora brasileira, fala em entrevista bilingue da sua paixão pelo Kimbundo
Publicado por ANGONOTÍCIAS em 23 de Abril de 2007

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Segunda-feira, Outubro 01, 2007

Dorival Caymmi - Samba da minha terra

Samba



Fontes:FotosAlcione Brazil
SomNovos Baianos
LetraBossa Nova Guitar


Fruto dessa convivência existencial e artística, o grupo lança o álbum Novos Baianos Futebol Clube, de 73, lançado pela Continental.
Destaques desse LP são as faixas: O Samba da Minha Terra, de Dorival Caymmi, numa releitura com arranjos que se dissolvem numa orgia de guitarras.
(Universidade Federal da Bahia)

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Sexta-feira, Setembro 14, 2007

Carlos Drummond de Andrade - Eu etiqueta



Poema de Carlos Drummond de Andrade dito por Paulo Autran, encontrado em I love kermit. Há mais motivos de interesse para justificar uma visita.(AF)



Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de baptismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça até o bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos de mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar, ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas indiossicrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco de roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio de estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, me recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo dos outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem,
meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.


Carlos Drummond de Andrade

Fonte (do poema): Universidade Estadual de Campinas

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Segunda-feira, Julho 16, 2007

A Revolução, vista por Chico Buarque

A primeira versao de "tanto mar" tinha sido censurada no Brasil, então ainda na ditadura, devido a canção ser uma saudação à Revolução de Abril de 1974 em Portugal. Foi gravada totalmente pela primeira vez num espectáculo ao vivo em Portugal com a Maria Bethania, que foi passado para disco (em 1975). Apenas a versão instrumental foi gravada no Brasil.

Tanto Mar




A segunda versão foi gravada no início de 1976 e refere-se ao Novembro de 1975 em Portugal e ao fim do período mais revolucionário que por cá se vivia.

Tanto Mar



Fonte: Projecto Natura da Universidade do Minho

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Segunda-feira, Junho 18, 2007

Bobby McFerrin e Urszula Dudziak - Tico tico no fubá

Haja alegria


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