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Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Desenvolvimento Angolano

A barragem hidroeléctrica do Ngove, situada a 120 quilómetros a sul da cidade do Huambo, começa a produzir energia eléctrica a partir de Fevereiro de 2011, revelou, na quinta-feira, à Angop, o director-geral do Gabinete de Aproveitamento Hidrográfica da Bacia do Cunene.
Gomes da Silva disse que a reabilitação da barragem “está bastante avançada” e que depois de concluída vai permitir a entrada em funcionamento de uma turbina de 20 megawatts para, quatro meses depois, arrancarão outras duas com igual capacidade, totalizando 60 megawatts.
Gomes da Silva afirmou que os ensaios da primeira turbina - que vai produzir, numa primeira fase, electricidade apenas paras as cidades do Huambo e do Kuito - estão previstos para Dezembro, prolongando-se até Janeiro.
A obra, orçada em 150 milhões de dólares, consiste na recuperação do corpo da barragem e na montagem de uma central eléctrica.
A empreitada inclui a reabilitação e construção de casas para os operadores da barragem e a reabilitação de um aeródromo, com uma pista de 1.060 metros, aéreas para bombeiros e de abastecimento de combustível.
O director-geral do Gabinete de Aproveitamento Hidrográfico da Bacia do Cunene revelou que a barragem do Ngove, além de produzir energia eléctrica, vai continuar como reguladora de cauda da barragem do Ruacaná, na Matala, província da Huíla.
O director provincial de Energia e Águas no Huambo, Elias Adolfo, referiu que a entrada em funcionamento da barragem “é um grande ganho para as populações da região e do sector industrial, em particular”.
Elias Adolfo frisou que, a par da reabilitação da barragem do Ngove, está em curso a montagem de linha de transporte de electricidade da subestação do Belém do Huambo para a cidade do Kuito.

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Orgulho de ser Angolano.

O Presidente da Comissão da União Africana (CUA), o gabonês Jean Ping, manifestou ontem, em Addis Abeba, a sua satisfação pela forma brilhante como o Governo angolano organizou a Taça de Africa das Nações em Futebol, CAN Orange Angola’ 2010.
Jean Ping, que discursava na cerimónia inaugural da XIV Cimeira Ordinária da União Africana, assegurou que o êxito obtido por Angola vai repetir-se no Campeonato do Mundo de Futebol, a ter lugar em Junho próximo, na África do Sul, e condenou o ataque bárbaro perpetrado pela FLEC em Cabinda contra a selecção nacional do Togo.
O presidente da Comissão da União Africana qualificou de injustificável, e aproveitou também a ocasião para endereçar as suas condolências “aos irmãos e irmãs do Haiti, afectados pela catástrofe do sismo, a 12 de Janeiro de 2010”.
“Não esqueceremos com triste emoção o ataque injustificável perpetrado contra o autocarro que transportava a equipa nacional do Togo, que causou a morte de duas pessoas, inclinando-nos em sua memória”, disse.
O Presidente da Comissão da União Africana também se manifestou satisfeito com a evolução da situação na Guiné-Bissau, depois das eleições presidenciais ganhas por Malam Bacai Sanha, ausente da cimeira por razões de saúde.
Na presença do Chefe de Estado do Sudão, Jean Ping disse que a situação no Darfur continua grave, devendo um relatório sobre o assunto ser entregue pelo antigo Presidente da África do Sul Thabo Mbeki aos Chefes de Estado e de Governo africanos.
Ontem, mais de 30 Chefes de Estado e de Governo da UA, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente em exercício da União Europeia, Jose Luiz Zapatero, participaram no acto oficial do içar da nova bandeira da UA, cerimónia que contou com a presença do Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos.
Representando o Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, na XIV Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, Fernando da ­Piedade manteve, pouco depois do içar da bandeira, encontros com os Presidentes de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, do Gabão, Ali Bongo Ondimba, e da Tanzânia, Jakaya Kikwete.
Ainda à margem da cimeira, o Presidente da Assembleia Nacional, que regressa hoje ao país, reuniu-se com o vice-Presidente do Ghana, a quem fez a entrega de uma mensagem do Presidente José Eduardo dos Santos para o seu homólogo John Atta Mills.
Fernando da Piedade participou também na eleição consensual do candidato da SADC para a presidência rotativa da UA, que o líder líbio, Muammar Al Kadhafi, queria continuar a exercer por mais um mandato, para supostamente concluir o seu projecto de construção dos Estados Unidos de África. O líder líbio abandonou ontem mesmo os trabalhos da cimeira, regressando ao seu país.
O secretário executivo da SADC, Tomás Salomão, manifestou-se satisfeito com a eleição consensual do candidato da comunidade, tendo desdramatizado a posição dos representantes dos Estados do Magrebe que defendiam mais um mandato para Kadhafi.
Durante a sua intervenção, o Secretario Geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou a realização de uma conferência sobre as metas de desenvolvimento do milénio, em Setembro próximo, em Nova Iorque, durante a qual as questões das tecnologias de informação e comunicação, do clima, da agricultura e a actual crise económica e financeira serão abordadas em profundidade.
O Zimbabwe foi eleito sábado membro do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da UA em representação da África Austral. O Comité Executivo dos Ministros dos Negócios Estrangeiros elegeu igualmente dez membros do Conselho de Segurança para um mandato de dois anos. Trata-se do Djibuti, do Rwanda, da Mauritânia, da Nigéria, da Namíbia, da África do Sul, do Benin, da Côte d’Ivoire, do Mali e do Tchad.
A Mauritânia foi readmitida no seio da UA depois duma breve suspensão na sequência do golpe de Estado militar de Agosto de 2008, sanado com a realização de eleições gerais.

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Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Angola - Palanca Preta Gigante

Angola, Palanca Preta Gigante

Cláudio Ferrão enviou-nos esta peça da imprensa angolana, cujo autor se identifica no texto, sobre um plano de revitalização das populações de Palanca Preta Gigante, ao abigo de um acordo de compensações firmado com empresas petrolíferas.

Reportagem: Texto e imagens.

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Quarta-feira, Abril 01, 2009

Desencontro com Jorge Macedo

Jorge MacedoLisboa, Aeroporto, Março de 2009. É ele, é Jorge Macedo na paragem. Vou sair aqui. Há tempos que o procuro sem conseguir encontrá-lo. Já lá vão quase trinta anos que não falamos. O autocarro parou, as portas abriram-se. Espera aí, parece que ele vai entrar. Jorge Macedo hesitou. Acompanhei-lhe os movimentos. Nessa altura, fechou-se a porta de saída. Pode ser que ele entre. Mas não, não aconteceu. A porta de entrada fechou-se também. Ao início da marcha do autocarro, tentei chamar a sua atenção através do vidro. Alguma ideia o absorvia, e cruzámo-nos a uns escassos dois metros.
  1. Luanda, 1983. Há um ano que abandonei o Coro Universitário de Luanda. Sem esperar, recebo a visita da São. Ferrão, recebemos um convite para ir a Itália. Aparece lá amanhã, vamos fazer uma reunião da Direcção. Assim fiz. Antes da reunião, assisti ao ensaio. Jorge Macedo estava mais solto. Mais de metade do reportório já era da sua autoria. Artista completo, não era maestro. Só poderia dar-lhe esse nome caso não houvesse ultrapassado três patamares que alteram a natureza das pessoas: já publicara prosa, já publicara poesia, agora divertia-se com as suas próprias composições. O brilho que um criador dá aos que beneficiam do seu contacto transcende a mera reprodução de técnicas, mesmo artísticas. Estão em níveis diferentes. Qual é o problema com Itália? Não temos dinheiro. Só isso? Então é fácil. Vamos dividir-nos em brigadas. Boavida, escolhe a tua escolta. Vais atacar as empresas multinacionais, precisamos de dólares para gastar. Irei às empresas industriais, as únicas onde ainda se cria riqueza e que já conheço porque que trabalhei nesse ministério com o saudoso e fuzilado Edgar Vales. Precisamos de kwanzas para a coreografia. Jorge Macedo conhecia pessoalmente Violante Ferrão, uma prima minha por afinidade e que, embora divorciada, eu gostava de continuar a tratar como prima. Jorge Macedo convenceu-a a conceber de graça os trajes a serem confeccionados. Cumplicidade de artistas, pensei. Nos dias seguintes foi uma azáfama. Fugando ao serviço com desculpas de ir à bicha do peixe, lá fui a umas dezenas de fábricas, quase todas na Zona Industrial do Cazenga, mas também na do Cacuaco. Aproximava-nos cautelosamente, isto tem que dar certo. À minha esquerda a doce São, pretinha estudante de Medicina, pouco acima dos vinte. À minha direita uma mulatinha dos cursos pré-universitários, muito afamada como Minjita, como gostava de acentuar. Nenhuma delas acreditava que conseguíssemos o kumbu. Enquanto nos aproximávamos da primeira fábrica, parecíamos um galheteiro. Abracei as duas. Tu, São, és o azeite e tu, Minjita, o vinagre. Precisamos dos dois. As moças sabiam preparar-se para a ocasião. Uma vez no gabinete da Direcção, expunha o nosso projecto. Angolano não é de muita dieléctica, se gosta apoia a idéia. O Coro havia-se estreado um ano antes e entrou numa fase muito aguda da história de Angola, tendo funcionado como elemento de distensão social poderoso, tal como algumas intervenções (poucas) de alguns escritores. Ideia original de Pepetela, então Ministro da Educação. O Director chamou o Chefe da Contabilidade, mandou preparar o cheque. Este resmungou, problemas de tesouraria, em vão. São e Minjita não queriam crer: cem mil kwanzas era um número que nunca tinham ouvido falar. Abeiraram de cada lado da cadeira do Director para ver o aspecto do "bicho". Uma vez assinado, cada uma descarregou um shmak sentido na bochecha mais próxima, o que plantou o Director nas nuvens. E vendo isso, pensava eu com os meus botões como a vida podia ser simples e alegre. Cheque no bolso, regressávamos ao fusca. Nesta altura, mudávamos de funções. A atrevida Minjita, a doce São e o reanimado António eram de seguida promovidos a o motor de arranque, que isto de em Angola contar com as baterias não é para todos os dias. Só aconteceu uma vez, mas também encontrámos um director-cromo, um biaco só mesmo podia ser, mais dado ao transcendental. Ensaiou uma prosápia estranha. Angola está em condições difíceis, começou. Ora, meu Amigo a quem o dizes. Vai vender o teu peixe aos ingleses, pode ser que o comprem. Dadas as circunstâncias, insistiu, parece-me inoportuno atribuir-se prioridade a gastos desajustadas às necessidades mais elementares, pois nem essas conseguimos satisfazer. Estes biacos aprenderão a viver no momento da primeira cavadela da sua sepultura. Passei-me. Cortei recto. Não estou aqui para preparar condições para que os meus netos partam um dia para Itália. Eu quero estar em Itália daqui a quinze dias. Esbugalhou os olhos. Quase de certeza, não acreditou. Que posso fazer? Quatro milhões em kwanzas, metade em divisas. Chega.
  2. Roma, 1983. Os moços e moças dos muceques, do Marçal, do Sambizanga, do Cazenga, das Ingombotas, os sambilas, uns calus outros malanjinos, alguns do planalto, outros de Benguela e até do Moxico, nenhum deles tendo anteriormente saído do país, da primeira vez que o fizeram aterraram em Roma. Esta cidade é linda. De facto, não é uma cidade. É a rainha de todas as cidades. Ela própria é uma pilha de cidades sobrepostas, onde convivem prédios modernos com arquitectura arrojada com bairros quase da idade média, aconchegadores nos suas praças pequenas com esplanadas e rodeadas de casas de primeiro andar com varanda onde ainda se pode ver raparigas a entornar os seus encantos aos praças e magalas da rua. As romanas também são únicas. Olham de frente, não pousam os olhos no chão. Falam como quem desafia, sem darem por isso. A cozinha italiana pode parecer estranha. Quase todos se queixaram que a massa estava crua. Felizmente, tínhamos enviado um pisteiro à frente, para reconhecer o terreno. Advertiu-nos. Não se atrevam a queixar-se da massa. O ponto de cozedura é onde o cozinheiro deposita toda a sua mestria. Aprendam esta expressão italiana: al dente. O café parece desaparecer no fundo da chávena. Quase não é preciso bebê-lo, o odor solta-se desde longe e ultrapassa o sabor. Os italianos ficam lamechas quando se lhes oferece umas notas de música. Aconteceu no restaurante, quando lá caímos pela primeira vez e o dono ofereceu, com óbvias intenções, uma aguardente por conta da casa. Com as goelas aquecidas, os membros do coro começaram a cantar. O rebuliço das conversas deu o sumiço. Não só enquanto durou a canção, mas depois das palmas de agradecimento. Queriam mais. Pois então.
  3. Gorítzia, 1983. Cidade do Nordeste de Itália, cortada a meio pela fronteira com a Jugoslávia. O Coro de Luanda veio participar extra-concurso no Festival Internacional de Coros da cidade. Estavam lá coros de toda a Europa, Tanto do Ocidente como de Leste, o nosso era o único vindo de fora. Era também a sua primeira actuação internacional. Eu estava como convidado dos convidados. Angolano não esquece, nem manda recados. Porém, eu sentía-me mais à vontade que todos os restantes. Não só os do coro convidado, mas de todo o festival. Assistia às actuações dos participantes ao prémio do concurso. Olhava para os membros do júri. As vozes pareciam-me tecnicamente perfeitas, as composições elaboradas. Será que era necessário tanta sofisticação apenas para pôr emoções cá fora? Ao fim de dois dias anunciaram para aquela noite a entrada do Coro Universitário de Luanda. Jorge Macedo abeirou-se de mim no passeio pelo jardim após o almoço. Ó Ferrão, começamos pela canção italiana ou pelo Gaudeamos? Estremeci. Como era possível Jorge Macedo pôr-se com reverências perante obras alienígenas? Nada disso, retorqui. Confesso que nunca irei entender os artistas. O único representante ali presente da música da grande África, feita de dores sem medida, de mortes próximas e afastadas, de mínguas várias e muita, muita alegria para compensar tudo o resto, estava a vacilar? Se em África até o pranto dos funerais se confunde com o riso? Se em África as cordas vocais nunca ditaram regras ás exigências do coração? Se África nunca tentou sufocar o ritmo em exacerbações da melodia, tampouco sentiu necessidade de inverter esse pecado em esgares de sintetizadores ou potência de amplificadores. Ora bolas. Naquele momento decidi armar-me em director, logo eu, que odeio tudo quanto se relaciona com tais artes, só aprecio pessoas na medida em que tenha a certeza de que se movem livres à minha volta. Jorge, vamos atacar com a última canção introduzida no reportório, é o tema que me parece mais forte. Depois escolhemos, por esta ordem, o fecho da segunda parte, a abertura da segunda e o fecho da primeira. Ao fim de alguns minutos e sem polémicas, tínhamos a armação do concerto. Distribuimos as restantes peças. Jorge Macedo parecia mais animado. Faltam o tema italiano e o Gaudeamus, lembrou. Jorge Macedo, que tal deixar esses de fora do programa a apresentar ao público? Poderão ser colocados em qualquer momento do espectáculo. Aquiesceu. À noite, quando o Côro subiu ao palco, era impossível não reparar na sua singularidade. Os trajes em cores ostensivamente garridas, as figuras esbeltas das moças (pudera) sobreelevadas pelos turbantes de Cabinda, os sorrisos abertos em todas as caras, que isto de comer bem durante vários dias seguidos altera a disposição de qualquer um. O tema de entrada correu conforme tinha previsto. Um tema de autor, explorando o poderoso naipe dos baixos vindos de uma igreja protestante de Luanda, com variações rítmicas evidentes ma transposição das frases, notas bem recortadas e carregadas de emoção, lembrava o vôo indolente mas caprichoso de uma ave de arribação em puro gozo de contemplação da paisagem. Aposta ganha, conforme o testemunharam os aplausos de pé da assistência. Metade desta era composta pelos elementos dos coros participantes, outra metade pelo público italiano. A meio da segunda parte, Jorge Macedo voltou a falhar ao tema anunciado pela apresentadora. Já na primeira parte introduzira uma canção da resistência italiana. Agora dava voz à primeira frase do Gaudeamos Igitur. Para quem eventualmente não saiba, este é uma espécie de hino escolar cantado em todo o mundo. Sendo de pronto reconhecido ao fundo da sala, levantou-se espontaneamente um numeroso naipe suplementar de contraltos que, além de reforçarem as vozes do coro actuante, alargaram a dimensão espacial da fonte dos sons. Em poucos segundos, todos os elementos de todos os coros se levantaram e fizeraqm questão de libertar a sua vontade de participar. Jorge Macedo virou-se então de costas para o coro que regia e continuou a reger a plateia transformada num côro monumental com centenas de vozes alegres e honradas por este cumprimento africano à música europeia. Tornou-se assim, de forma inesperada e e involuntária, no único maestro de todo Festival a dirigir uma peça com todos os coros participamntes. O resto pode imaginar-se. Fotógrafos a perseguir os elementos femininos do Côro, que graciosamente cederam a sua imagem a capas de revistas, maestros a trocar partituras com Jorge Macedo, apesar de nenhum deles perceber kimbundu ou português.
Lisboa, Amoreiras, Março de 2009. Por onde andará toda esta gente? Quantos terão morrido na guerra? Quantos acabaram o curso, quantos puderam seguir o curso que gostavam, quanto exercem em Angola? Ó Amigo, fim-da-linha. Ou sai ou compra novo bilhete. O quê, onde estamos? Nas Amoreiras, não vê? Diacho, queria ir para o Campo Pequeno. Agora já não consigo chegar a tempo. Preste atenção às paragens na próxima vez.

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Segunda-feira, Novembro 03, 2008

Kimbo de Angola Feiticeira


Veja mais fotos como esta em Kimbo de Angola Feiticeira

Bonga:

Mu Nhango

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Terça-feira, Outubro 28, 2008

N'Gola Ritmos com Lurdes Van-Dunem - Monami

(Meu filho)

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Quarta-feira, Outubro 22, 2008

José Eduardo Agualusa - A Conjura

José Eduardo Agualusa"Contra os bretões marchar, marchar...", este o grito do povo, os versos que o povo deu de cantar na capital do reino e que desceram depois por aí abaixo até às ruas de Luanda. Em Lisboa a notícia do Ultimatum trouxe à cena multidões furiosas mas sem direcção, como um enxame de abelhas a que se lança uma pedra. Escusadamente tremeu o rei pela sua cabeça; escusadamente empalideceram os nobres fidalgos, a próspera colónia inglesa de Sintra e de Cascais: ninguém se lembrou de os guilhotinar! Povo de ódios mansos, de brandas vinganças, os alfacinhas limitaram-se a estilhaçar as vidraças da redacção do jornal progressista Novidades e, defronte do edifício de O Século, à Rua Formosa, a aclamar longamente os eufóricos arautos da república. Em vão se barricou D. Carlos no seu palácio de Belém, toda a noite incomodado por fortes diarreias; toda a noite de espada na mão, a bradar que venham, venderemos cara a vida. (Que isto de ser rei exige exemplar heroísmo e compostura!)

A Conjura @ 2008, José Eduardo Agualusa

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Segunda-feira, Outubro 13, 2008

José David Carracedo - Angola: Eleições reforçam o governo

Já na década de 1980 a maioria do Comité Central do MPLA era constituida por ovimbundos. Na mesma altura, Jonas savimbi continuava a apostar no tribalismo. Estes factos, mais que quaisquer devaneios que pretendem iludir a realidade, explicam as actuais dificuldades da Unita no processo político angolano. (AF)
Mapa das tribos de Angola em 1970

Nas eleições depois do final da guerra, o partido no poder, o MPLA, obteve 80 dos votos e mais de 2/3 do Parlamento. O partido da antiga guerrilha, a UNITA, com 10%, reconhece a derrota.

Num país devastado por 29 anos de guerra, o Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) constituído em 1956 como guerrilha marxista-leninista contra o domínio colonial português e no poder desde 1975, alcançou uma contundente vitória nas caóticas eleições realizadas em 5 de Setembro passado. Apesar dos maus augúrios, estas eleições decorreram num clima pacífico, ao contrário das realizadas durante a trégua de 1992 que desaguaram numa reedição da guerra até 2002, em que a UNITA não aceitou os resultados.

Ao contrário do que dizia o El País (6/09/08), em Angola não se deu o cliché africano de divisão por etnias e o MPLA venceu tanto entre os ovimbundos como entre os quimbundos, os dois grupos étnicos maioritários.

Os esmagadores resultados obtidos pelo MPLA permitiram ao presidente, José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979, avançar para a reforma consttucional, pois obteve os dois terços necessários. A falta de violência no acto eleitoral abre caminho para eleições presidenciais no próximo ano. A grande derrotada foi a ex-guerrilha UNITA (União Nacional Para a Independência Total de Angola).

A UNITA, fundada por Jonas Savimbi em 1966 e aliado no passado tanto da China como dos EUA ou o regime racista da África do Sul, apenas obteve 10% dos votos, um número que muito distante dos 34% alcançados nas eleições de 1992. Como não eram permitidas sondagens, esta derrocada surpreendeu nos seus feudo tradicionais (Benguela, Huambo e Bié), onde venceram nas eleições de 1992, realizadas sob o auspício da ONU com os dois exércitos presentes. Segundo diversos testemunhos recolhidos em Huambo por DIAGONAL, ao retomar a guerra, a UNITA praticou uma política de aniquilação dos votantes do MPLA.

16 anos depois e depois de uma derrota militar, a UNITA parece ter compreendido que a sua única opção de chegar ao poder consiste no alicerçar do processo democrático e conjunturalmente se produza uma alternância. Agora aceitaram os resultados de um Estado supostamente multipartidário, ainda que na prática, até agora, tenha sido um sistema de partido-Estado. A recordação da guerra alargou o medo de criticar o partido no poder e fomenta a intimidação política como declararam os 14 partidos da oposição. Os meios de comunicação são estatais e estão controlados pelo MPLA, salvo em Luanda onde se permitem alguns meios privados.

Situação económica

Angola, a antiga jóia do império colonial português, experimentou um rápido crescimento. Actualmente é o primeiro país do mundo em crescimento do PIB per capita (14% em 2006 e 27% em 2007) maioritariamente baseado no auge dos preços do petróleo e dos diamantes. Desde 11 de Setembro ostenta a presidência da OPEP. Segundo dados do FMI, Angola ultrapassou recentemente a Nigéria como primeiro produtor africano de petróleo, com mais de dois milhões de barris diários. A petrolífera norte-americana estadunidense Chevron, com uma extracção de 500.000 barris por dia em Angola estima que irá duplicar a sua produção em cinco anos. No entanto, a diferença entre a riqueza dos poços e a pobreza da grande maioria da população era, até há uns meses, a maior do planeta. No ranking de desenvolvimento humano, Angola ocupa o 162º lugar entre 177 países (PNUD, 2007) com uma esperança de vida de 40 anos. Com mais de 4,7 milhões de deslocados internos devido à guerra, Luanda, a capital, tem quase cinco milhões de pessoas. Sem censo estatal, com uma popuação estimada em 16,4 milhões (OCDE, 2007), a maioria da população vive distribuída em dezenas de milhares de aldeias com um tamanho médio de 50 pessoas. Sem luz, sem água potável nem vias de comunicação, subsistem numa economia rural sem acesso à educação e à saúde. A maior carga recai sobre as mulheres, que em muitas regiões são consideradas sujeitas a posse. Esta situação contrasta com as grandes riquezas que acumula a classe dirigente, encabeçada pelo homem mais rico do país, o presidente José Eduardo dos Santos.

No entanto, no último ano, Angola viveu um assombroso processo de construção de infra-estruturas: em algumas cidades, iluminação pública, ruas asfaltadas e água corrente e no campo um ambicioso plano de estradas e caminho-de-ferro. A concessão é disputada por empresas europeias, norte-americanas e chinesas, sendo estas últimas as que claramente dominam a situação. Segundo declarava ao DIAGONAL um ex-combatnte do MPLA, «por ora, do marxismo só ficou a retórica».

História de uma guerra

Três guerrilhas lutavam contra o domínio português: MPLA, apoiada pelo bloco soviético e particularmente Cuba. A UNITA, de cariz maoista, era apoiada pela China e a FNLA, muito ligada ao regime de Mobutu Sese Seko (Zaire) e apoiada pelos EUA. Durante as guerras coloniais, militares portugueses politizados na contenda formam o Movimento das Forças Armadas, que em 25 de Abril toma o poder através da Revolução dos Cravos. O novo governo português reconhece o direito à autodeterminação em Moçambique, Timor Orienta, Guiné… e Angola, onde os acontecimentos se precipitam. Rebentam os combates entre as guerrilhas. Perante a derrota da FNLA, os Estados Unidos elege como aliado a UNITA. Em Outubro de 1975 o governo racista da África do Sul, em apoio da UNITA, invade Angola (a partir do território ocidental sob sua administração, que no decorrer da guerra alcançará a independência e transformar-se-á na actual Namíbia). Em Novembro de 1975 Cuba envia pa Angola em ajuda do MPLA. A presença de tropas de ambos os países prolonga-se até finais dos anos 80. A intervenção da ONU consegue uma trégua e eleições em 1992. A Unita não reconhece os resultados e rebenta a guerra. Com a morte do seu líder, Savimbi, em 2002, o presidente José Eduardo dos Santos decreta o fim da guerra e apela a uma política de reconciliação nacional que se consagra nos acordos de Lusaka.

José David Carracedo, Angola: Eleições reforçam o governo, O Diário.info, 11 de Outubro de 2008

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Sábado, Outubro 11, 2008

Petromar constrói plataforma de injecção de gás no Ambriz

Uma plataforma de injecção de gás começa a ser construída em Dezembro deste ano no bloco 2, na localidade de Ambriz, província do Bengo, pela empresa angolana Petromar, segundo o director-geral adjunto da companhia, António Bravo Neto.À margem da conferência sobre recrutamento de estudantes angolanos finalistas e pré-finalistas do ramo de engenharia, realizada de terça a quinta-feira, o responsável informou que a construção da plataforma foi encomendada pela petrolífera Total."Estamos a preparar condições materiais e humanas com vista a dar início às actividades, previstas para Dezembro próximo", sublinhou António Bravo Neto, que se encontra na capital da Namíbia, desde segunda-feira última em visita de trabalho de sete dias.Em Dezembro, esclareceu, a empresa começa igualmente a construir dois reservatórios de 160 metros cúbicos cada, para armazenar o gás da futura fábrica "Angola LNG" a localizar-se no município do Soyo, província do Zaire. A Petromar fabrica infra-estruturas de exploração de petróleo para as companhias petrolíferas Sonangol, Total, BP, Chevron, Esso, Somoil e ENI e assiste tecnicamente as indústrias do sector.

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Quinta-feira, Setembro 25, 2008

Quadros da Educação capacitados sobre procedimentos escolares

Sessenta quadros do sector da Educação da região Sul do país foram capacitados, durante cinco dias em Seminário Regional sobre Metodologias de Melhoramento Escolar, no âmbito do Projecto de Apoio ao Ensino Primário (PAEP). Promovido pela Comissão Europeia, a acção formativa contou com a participação de directores de escolas do ensino primário, chefes de repartições municipais, assistentes e técnicos da escola de formação de professores das províncias do Cunene, Namibe e Huíla. O papel das escolas no processo da Melhoria do Ensino e Aprendizagem, o exame e a avaliação do modelo para elaborar o Projecto Educativo da Escola (PEE), seus critérios e instrumentos foram os principais temas que dominaram a acção formativa. O comunicado final, lido por Rita Tchokombala, uma das participantes, referencia que a acção formativa conferiu aos presentes conhecimentos que lhes permitem analisar conceitos, indicadores, metodologias de implementação e avaliação do Projecto Educativo da Escola (PEE). Numa primeira fase, o referido projecto prevê a formação de líderes de escolas seleccionados para intervenção e análise inicial das necessidades dos estabelecimentos de ensino.Os resultados alcançados vão servir de ponto de referência para elaboração de um plano de actividades do PEE em cada escola beneficiada. No acto de encerramento, a directora provincial da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia na Huíla, Ana Paula Inês, considerou o projecto de uma estratégia de organização e gestão das instituições de ensino, visto que facilita a interligação entre directores, professores, alunos, encarregados de educação e a sociedade. “O PEE surge como necessidade de se aumentar a visibilidade dos processos de escolarização, reforçar a legitimidade da escola púbica, globalizar e unificar a acção educativa, bem como mobilizar vontades e recursos para um ensino de qualidade”, destacou. O Projecto de Apoio está orçado em 20 milhões de euros e está a ser implementado em parceria com o Ministério da Educação, desde Janeiro de 2007 e termina em 2011, e está a ser implementado nas províncias de Benguela, Bié, Cunene, Huambo, Huíla, Kwanza-Sul e Namibe.

Domingos Mucuta Lubango

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Quarta-feira, Setembro 24, 2008

Dívidas...

Até antes da vinda a Angola do Primeiro Ministro portugês , José Sócrates, que deixou mais mil milhões de Euros, a dívida do nosso País tinha aumentado 18%em 2007, face ao ano anterior, para 1,78 mil milhões de Dólares, revelaram os dados do Ministério das Finanças Portugês,citados pela "Lusa".
A dívida deMoçambique (USD 393 Milhões), que será cancelada(????) progressivamente até 2025, na sequência de um acordo bilateral , representa mais de um quinto (22%) do stock da dívida oficial dos Países Africanos de Lingua Oficial Portuguesa ( Palop) a Portugal.O montante total inclui créditos directos do Estado Português (USD 1.334 Milhões de Dólares/euros 841 Milhões) e créditos garantidos pelo País (USD 450 Milhões).
O último relatório do Banco de Portugal sobre as relações comerciais e económicas entre o País e os Palop indicava que no final de 2006, a dívida dos cinco Países Africanos ascendia a USD 1.517 Milhões, mais 18% do que os dados mais recentes. A tendência de escalada acentuou-se em relação ao registado de 2005 para 2006, quando a subida foi de 12,3%.
O perdão de dívida (???), articulado com decisões da comunidade internacional de credores, será concedido a Moçambique <>,segundo o acordo assinado entre os dois Países.
A maior fatia da divída dos Palop a Portugal é a de Angola, USD 698 Milhões de Dólares, que no âmbito de acordo bilateral assinado em 2004 serão pagos a partir de 2009 (Cinco Anos de carência), ao longo de 30 anos, com taxa de juro de (eheheheh) 1%.

" A situação financeira de de parceria entre Portugal e Angola está em ritmo de cruzeiro e os nossos dois governos fizeram aquilo que têem de fazer, que é dar o necessário enquadramento às iniciativas que têm divulgado e sobretudo ao programa de reconstrucção de infra-estruturas que Angola tem estado a empreender"


Semanário Angolense
Graça Campos

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Terça-feira, Setembro 23, 2008

Professores do Futuro abrem portas no Huambo

O ano lectivo 2008/09 na escola de professores do futuro da Quissala, na província do Huambo, ligada à Organização Não Governamental Ajuda para o Desenvolvimento de Povo para Povo “ADPP”, arrancou ontem com 120 alunos.A cerimónia de abertura foi orientada pelo director nacional de formação de quadros do Ministério da Educação, Justino Jerónimo, que na ocasião reafirmou a importância das escolas de professores do futuro, apelando à dedicação dos alunos.“ Em nome do ministro angolano da Educação, reitero o nosso reconhecimento pela qualidade de ensino nestas escolas de professores do futuro, cuja parceria com a ADPP começou aqui no Huambo em 1995”, afirmou.Revelou que no país funcionam nove escolas de formação de professores do futuro, estando prevista para ainda este ano a inauguração de duas nas províncias de Malanje e do Uíje, para além da abertura do curso na região do Cunene.Fez saber que desde 1995 foram já formados cerca de dois mil professores. “Ao longo da sua existência, a escola promoveu competências bastante diferenciadas, reconhecidas pelas autoridades. Tem perfil reconhecido e os professores aqui formados não cumprem só horário, mas cumprem tarefas”, realçou.

Convêm realçar que: Alguns formadores são Brasileiros como ficou acordado na ultima visita do Presidente Lula da Silva a Luanda....

Foram feitos também acordos em relação aos vistos de trabalho para os Brasileiros, assim como outros acordos bons para o Brasil...Notemos que todos estes acordos foram feitos em "2" (Dois) dias.

O primeiro ministro Português "O amigo Zé" também passou por cá "7" (sete) dias = 0 Acordos ( Sem contar com a visita relâmpago de dois dias)....

E um dos acordos visava o protocolo de Professores Portuguêses em Angola.

Mas houve tempo para Chill Out (Leia-se Pub/Bar/Restaurante) na ilha de Luanda!

Caso para perguntar, se muitos Professores em Portugal não aceitariam uma proposta para virem trabalhar "Como professores" ( Não como outra coisa qualquer) em Angola????


Cláudio Ferrão

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MED e parceiros definem participação em conferência

O Ministério da Educação (MED) e seus parceiros sociais definiram, em Luanda, a estratégia da participação de Angola na sexta Conferência Internacional de Educação do Adulto, a realizar-se em Maio de 2009, na República Federativa do Brasil.Durante uma reunião de concertação, a directora nacional para o ensino geral do MED, Luísa Grilo, afirmou que Angola vai apresentar na conferência, os avanços que o país já registou no domínio do ensino de adultos.Com efeito, o Ministério da Educação concluiu ser necessário produzir, em conjunto com os parceiros sociais(Ong e Igrejas), os relatórios das actividades exercidas neste campo, como prova da contribuição do país no evento.Segundo Luísa Grilo, nas conferências anteriores, a ideia que se tinha do país era de guerra, de falta de actividades educativas e instabilidade, mas que pretende demonstrar que com a paz novas perspectivas se vislumbram.Por este facto, a directora nacional para o ensino geral, reiterou o apelo a todos os parceiros sociais que ainda não apresentaram os seus relatórios, a fazerem-no com a maior rigorosidade, dada à aproximação do evento.A Conferência de Educação do Adulto realiza-se de 12 em 12 anos.

Novo Jornal
Filomeno Manaças

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Segunda-feira, Setembro 22, 2008

Sugestões de leitura...

A história e o protagonismo dos “Capitães de Abril” na luta de independência nacional e afirmação da angolanidade é o mote principal do mais novo trabalho literário do escritor Manuel Pedro Pacavira, a ser apresentado ao público amanhã às 19H00 na Casa 70.Intitulado “Angola e o Movimento Revolucionário dos Capitães de Abril em Portugal – Memórias de 1974-1976”, o livro está dividido em quatro partes e faz uma clara alusão ao empenho em prol do sonho de libertação nacional do Almirante Rosa Coutinho e seus companheiros, assim como do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto.Escrito com base nas memórias do autor, mas de forma neutra, o livro faz igualmente uma caracterização da situação que prevalecia em Angola, depois do golpe de Estado de Portugal.


Jornal de Angola
"Cultura e desenvolvimento"

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Angola em crescimento ...

Um total de três mil apartamentos repartidos por 50 edifícios vão ser construídos, numa área de 800 metros quadrados, a partir da próxima semana, dentro do complexo residencial “Lar do Patriota”, no município da Samba, em Luanda, num investimento orçado em dois mil milhões de dólares norte-americanos (um dólar vale cerca de 75.225 kwanzas). O presidente da cooperativa, António da Silva informou que o projecto contempla a construção de um centro gimnodesportivo, um hotel de seis estrelas, um shopping center (com centro comercial com 80 mil metros quadrados), centro cultural e uma zona residencial.Segundo afirmou, na área do projecto está prevista igualmente a construção de edifícios com 10 a 25 andares e apartamentos do tipo T1, T2 e T3, com um, dois e três quartos, respectivamente.Para aderir às moradias edificadas pela cooperativa, os jovens interessados devem estar integrados no programa do Ministério da Juventude e Desportos (MJD) “Angola Jovem”, que é proprietária, numa primeira fase, de pelo menos 200 residências.Como segunda opção, os jovens devem informar-se nos escritórios do “Lar do Patriota”, em Luanda, para tomar contacto com outras modalidades de acesso.O valor para a aquisição de uma residência, sustentou, o interlocutor, varia entre USD 100 mil e 250 mil dólares norte-americanos, embora o seu valor real no mercado ronde USD um milhão, pagos por via bancária.Por outro lado, adiantou o presidente da cooperativa, será também edificada uma zona verde com campo de golfe e vivendas de alto padrão, numa extensão de 600 hectares.

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União Europeia considera eleições pacíficas e serenas!

A União Europeia reconheceu que as eleições legislativas em Angola, realizadas a 5 de Setembro, decorreram num clima pacífico e sereno.Segundo uma declaração da presidência da organização chegada à Angop, a missão de observação europeia congratulou-se com os progressos de Angola no caminho da democracia, bem como com a importância da participação e serenidade do processo.Regozijou-se também com o desenrolar pacífico das eleições e felicita todos os actores políticos angolanos pela sua acção determinada e responsável neste sentido.“A forte mobilização dos cidadãos angolanos testemunha a importância que eles colocaram neste escrutínio”, reconhece a União Europeia.Considerou as eleições um evento histórico para Angola, dezasseis anos depois do último escrutínio eleitoral, convidando as autoridades angolanas a continuar a via da democratização e a consolidação da paz.O MPLA venceu as eleições legislativas de 2008, obtendo 5.266.216 votos, o que lhe permite ocupar na próxima legislatura 191 dos 220 lugares na Assembleia Nacional.A UNITA vem a seguir com 670.363 votos, ocupando 16 lugares na Assembleia Nacional, enquanto o Partido Renovador Social (PRS) é o terceiro com 204.746 votos (8 assentos).A FNLA que obteve 71.416 (3 lugares) e a Coligação Nova Democracia, 77.141 (dois assentos), ocupam, respectivamente, os quarto e quinto lugares na futura Assembleia Nacional.Os demais partidos políticos e coligações partidárias não obtiveram nenhum assento no futuro Parlamento.Votaram 7.213.246 eleitores dos 8.256.584 registados, representando 87,36 por cento do eleitorado.

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Domingo, Setembro 07, 2008

Eleições em Angola

Eleições em Angola, 6 de Setembro de 2008
A missão da Comissão Coordenadora para o Desenvolvimento da África Austral (SADCC) felicita o povo de Angola pelo acto eleitoral pacífico, livre, transparente e credível, que reflecte a sua vontade.
John Kunene, observador da missão da SADCC


Fonte: BBC, 7 de Setembro de 2007


Carlos Lamartine

Carlos Lamartine:



Angolano caminha em frente

Som:José Rola
Imagem:Mwangolé

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Quinta-feira, Julho 03, 2008

Angola e o seu submundo

"O povo Angolano sofre agora como nunca sofreu. No tempo dos chamados colonos, nunca eu vi crianças a viverem nos esgotos e a comerem ' NADA'." (palavras de um angolano chamado Ninito!)
America's New Frontier - Angola

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Sexta-feira, Junho 20, 2008

Solstício de Junho

Dançarina

Duo Ouro Negro:

Cidrálea

Som:Quipiri
Imagem:Lycos

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Quarta-feira, Maio 28, 2008

Maria Amélia Dalomba - Herança de Morte

Imbondeiro

Lírios em mãos de carrascos
Pombal à porta de ladrões
Filho de mulher à boca do lixo
Feridas gangrenadas sobre pontes quebradas
Assim construímos África nos cursos de herança e morte
Quando a crosta romper os beiços da terra
O vento ditará a sentença aos deserdados
Um feixe de luz constante na paginação da história
Cada ser um dever e um direito
Na voz ferida todos os abismos deglutidos pela esperança


in Antologia da Poesia Feminina Angolana
publicado pela União dos Escritores Angolanos em 19 de Outubro de 2005

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Terça-feira, Maio 13, 2008

Madya Kandimba


Neves e Sousa, "Viuva da Quissama"
Imagem: Malambas


Madya Kandimba

Em 1875 surge-nos uma composição, que tem por título Madya Kandimba (Maria Coelhinho). É uma das primeiras peças de coro de Masemba recolhida por Óscar Ribas e que ele nos apresenta no seu livro Misoso III, (1964).
A peça conta-nos a história de um europeu de amores com a sua empregada africana. A mulher, ao tomar conhecimento deste romance, de pistola em punho, põe-se à procura da empregada, que foge de barco. Pela sua estrutura melódica e poética, somos levados a crer que Madya Kandimba é já um produto definido em termos de simbiose cultural. Outras peças mais recentes, têm a mesma estrutura, o que nos leva a crer que a génese da música suburbana é já anterior a 1875.

in Consulado Geral de Angola no Brasil



Duo Ouro Negro e Sivuca

No ano seguinte (1959, Sivuca) retorna à Europa, residindo em Lisboa e Paris até 1964. Em Portugal, como produtor, gera o primeiro disco de música Angolana, Africaníssimo, Sivuca/Duo Ouro Negro.

Duo Ouro NegroSivuca
in Som Barato


A canção


Duo Ouro Negro e Sivuca:

Maria Candimba


Algumas palavras


“...Madya Kandimba wakambe o sonyi
Madya Kandimba tirivida
Wabiti bhu mwelu dya sinyiola...”

Incontrolavelmente, meu corpo ginga e treme sob a imposição do ritmo, exatamente como acontecia outrora...

“...Malê, malê
Male, malê
Ituxi ngana
Ya kidiwanu!...”

A volta no tempo, aos anos de juventude irresponsável, das noites perdidas com cerveja, suor e ritmo nos ambientes pesadamente carregados com uma mistura de fumaça de cigarro e kangonha, katinga e lavanda, em recintos mal iluminados como convinha...

“...Sinyiola wakwata pixitola
Wandala kulosa Madya Kandimba!
Madya Kandimba watele o kulenga...
Kandimba walenge mu vapolo ê...”

A rebita tomou conta e só fisicamente eu permaneço atado ao presente...


in Mukandas do Nelsinho

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Sexta-feira, Abril 18, 2008

Ana Paula Lavado - Vozes do Vento

(rosa de porcelana -Angola)


Quando te disse
Que era da terra selvagem
Do vento azul
E das praias morenas...
Do arco-íris das mil cores
Do Sol com fruta madura
E das madrugadas serenas....

Das cubatas e musseques
Das palmeiras com dendém
Das picadas com poeira
Da mandioca e fuba também...

Das mangas e fruta pinha
Do vermelho do café
Dos maboques e tamarindos
Dos cocos, do ai u'é...

Das praças no chão estendidas
Com missangas de mil cores
Os panos do Congo e os kimonos
Os aromas, os odores...

Dos chinelos no chão quente
Do andar descontraído
Da cerveja ao fim da tarde
Com o Sol adormecido...

Dos merenges e do batuque
Dos muquixes e dos mupungos
Dos imbondeiros e das gajajas
Da macanha e dos maiungos.

Da cana doce e do mamão
Da papaia e do caju...

Tu sorriste e sussurraste
"Sou da mesma terra que tu!"




Ana Paula Lavado
In Vozes do Vento

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Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008

Vittoria Pieri e a sua campanha:"Um livro para crescer"

Vittoria é italiana, uma senhora que ocupa muito do seu tempo a ajudar quem precisa, no Brasil, em Angola e onde mais ela achar que vai ser necessário. Disponibiliza meses por ano para participar na construção de um mundo melhor. Sempre resulta qualquer coisa que fica e que se vai desenvolvendo para o alterar positivamente!
Desta vez fui contactada por ela para a ajudar numa campanha de angariação de livros para uma escola de Luanda que recolhe cerca de 900 jovens dos 5 aos 18 anos. Ela podia fazê-la em Itália mas fala-se português em Angola!
Aceitei. Não me arrependo! Pedi ajuda a duas colegas que se interessaram vivamente pelo assunto e eis-nos chegadas ao fim de uma corrida que termina com a recolha de 1700 volumes, desde estórias, jogos, romances até manuais escolares de todas as disciplinas.
Foi de facto um prazer constatar a resposta em peso de toda uma comunidade escolar que anda às avessas por causa dos desvarios do M.E., que pretende modificar quase toda uma organização num sopro, num piscar de olhos com todos os atropelos daí decorrentes.
Afinal, há outras coisas importantes como, por exemplo, levar um pequeno livro para ajudar. Um acto de solidariedade feito com um sorriso nos lábios, uma palavra de apoio. Ofertas de ajuda, pensadas nos meninos e meninas que, longe, mas com a mesma língua, esperam, também com um sorriso, a possibilidade de lerem um pequeno livro que lhes traga novidades!
Obrigada, Vittoria, por nos ter dado esta oportunidade!

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Sábado, Dezembro 22, 2007

Weihnachtslieder

Três canções de Natal em vozes brancas, como eram cantadas na Escola Alemã da Chicuma em Angola. Votos de boas festas para todos os nossos visitantes. (AF)



Stille Nacht


Stille Nacht! Heilige Nacht!
Alles schläft; einsam wacht
Nur das traute hochheilige Paar.
Holder Knabe im lockigen Haar,
Schlaf in himmlischer Ruh!
Schlaf in himmlischer Ruh!

Stille Nacht! Heilige Nacht!
Hirten erst kundgemacht
Durch der Engel Halleluja.
Tönt es laut von Ferne und Nah:
Christ, der Retter ist da!
Christ, der Retter ist da!

Stille Nacht! Heilige Nacht!
Gottes Sohn! O wie lacht
Lieb aus deinem göttlichen Mund,
Da uns schlägt die rettende Stund,
Christ in deiner Geburt!
Christ in deiner Geburt!

Oh du Fröhliche


Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Welt ging verloren,
Christ ward geboren,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Christ ist erschienen,
Uns zu versühnen,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Himmlische Heere
Jauchzen Dir Ehre,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh Tannenbaum



Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Wie grün sind deine Blätter.
Du grünst nicht nur zur Sommerzeit,
Nein auch im Winter wenn es schneit.
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Wie grün sind deine Blätter!

Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Du kannst mir sehr gefallen!
Wie oft hat nicht zur Winterszeit
Ein Baum von dir mich hoch erfreut!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Du kannst mir sehr gefallen!

Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Dein Kleid will mich was lehren:
Die Hoffnung und Beständigkeit
Gibt Mut und Kraft zu jeder Zeit!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Dein Kleid will mich was lehren


Fonte: bassam1958

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Sexta-feira, Novembro 23, 2007

Bonga - Mona Ngi Ki Xica

Rio Kwanza


I don't remember what I was doing when they played "Mona Ki Ngi Xica," or "The Child I Am Leaving Behind," but I remember I stopped and sat and listened. I put that song on the first mix tape I made in bulk, one of those crappy tape-to-tape-to-tape jobs I sent out to a handful of friends. At least one of those tapes is still kicking around; my college roommate stumbled across it when packing for a recent move. He'll tell you, it's a weird tape: Thinking Fellers and Funkadelic and Marian Anderson. And Bonga.

Bonga Kwenda recorded Angola 72 in Rotterdam; he'd been exiled for his affiliation with the anti-colonial insurgency, the Popular Movement for the Liberation of Angola. The album was banned in his homeland, offensive to Portuguese sensibilities on two counts: its lyrics described the desperate poverty of Angolans under colonial rule and its music contained coded shout-outs to Angolan national pride. Bonga's band back home was called Kisseuia, or "poor people's suffering." He wrote songs based on the traditional semba style, the ancestor or close cousin of Brazilian samba (depending on your read of the circular genealogy of Afro-Latin music). He included Angolan instruments like the dizanka, a bamboo-scraper-type beat-keeper that reminds me of the fish. Wait, is that what it's called, the fish? You can hear it in this song:


Bonga:
Mona ngi ki xica


I don't know the lyrics to "Mona Ki Ngi Xica" - it's sung in Kimbundu - but the emotion needs no translation: the plaintive guitars, the throaty hum, Bonga's husky cries, all speak anguished accusation. In 1974, a coup in Portugal brought down the colonial government; in 1975, a newly independent Angola imploded into a 27-year civil war that left the country in ruins. For many Africans, especially Bonga's fellow exiles in Europe, Angola 72 and the follow-up, Angola 74, became landmarks in time, music made in an explosive moment and instantly imbued with history (see Marvin Gaye, op cit).

I didn't have access to that history or those memories when I first heard the song, but it haunted me. Little by little, I learned new stories - about the song, about Bonga, about Angola.

Maybe eight years after that first hearing, another friend who got the tape I made picked up a copy of Angola 72 on a trip to San Francisco. Hearing Bonga then called up a lost moment in my own history: a rough, disheveled time when it was easy and necessary to imagine a radically different life-to-come. I grew to love another song on the album, "Muimbo Ua Sabalu," about which I can say nothing except, listen.

Hearing Bonga changed my life. It wasn't a conversion experience; I just learned something. And because I had some time on my hands, and because I bothered, the Bonga spread. I even got a little of the Bonga back. Nice, huh?

But thinking about Angola 72 makes me revise my lonely thesis. Maybe lonely isn't quite right. Loneliness is too diffuse. Maybe what I'm really talking about is longing - for home, for a time long past, for a better tomorrow - whatever endlessly deferred dream traps you, arms outstretched, in the infinite present. It's longing that opens the door. It's the door left open, waiting for someone to come home. Lower the arms, shut the door, miss the chance? No, I'm stuck with the longing, I guess. What are you gonna do?



in Megan Matthews
Mona ngi ki xica,Muimbu ua sabalu, Bonga, Angola 72
publicado em Moistworks em 22 de Julho de 2006

Som:Radio Muximangola
Imagem:Moistworks

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Adivinhem quem é que eu fui ouvir em concerto?


Oi gente!

Pois é, a Belgica anda a convidar uma data de gente conhecida da Lusofonia... Primeiro fui ouvir uma conferencia do Agualusa e agora...



Fomos ver o Bonga, aqui, em Bruxelas! Foi o maximo!!! Num ambiente muito descontraido, com as anedotas todas que ele conta, o Bonga conseguiu pôr estes Belgas (quase) todos a mexer! E até a minha mae fartou-se de dançar :)

Ai que saudade...

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Segunda-feira, Novembro 12, 2007

Alda Lara - Dois poemas

Acácias rubras
Acácias rubras - Benguela
Alda Lara encantou a minha adolescência com a sua subtileza de linguagem, a sua finura de trato. Para mim, jovem, envolvia-a um mistério, pois faleceu a dar à luz o seu quarto filho, em Cambambe, Angola. Os filhos que lhe conheci praticavam as suas traquinices, na Chimboa, onde viviam com seu pai e madrasta. Perto ficava a Ganda e a sua Serra de 2000 m, em cuja base eu vivi com meus pais, na mesma fazenda que eles.
Esta é uma pequena homenagem a uma presença tão forte na minha vida.

São apenas 2 poemas que sempre apreciei.

No Google pode-se pesquisar a sua vida em vários sítios.
(M.R.)

PRESENÇA AFRICANA


E apesar de tudo,
ainda sou a mesma!
Livre e esguia,
filha eterna de quanta rebeldia
me sagrou.
Mãe-África!
Mãe forte da floresta e do deserto,
ainda sou,
a irmã-mulher
de tudo o que em ti vibra
puro e incerto!…

- A dos coqueiros,
de cabeleiras verdes
e corpos arrojados
sobre o azul…
A do dendém
nascendo dos abraços
das palmeiras…
A do sol bom,
mordendo
o chão das Ingombotas…
A das acácias rubras,
salpicando de sangue as avenidas,
longas e floridas…

Sim!, ainda sou a mesma.
- A do amor transbordando
pelos carregadores do cais
suados e confusos,
pelos bairros imundos e dormentes
(Rua 11…Rua 11…)
pelos negros meninos
de barriga inchada
e olhos fundos…

Sem dores nem alegrias,
de tronco nu e musculoso,
a raça escreve a prumo,
a força destes dias…

E eu revendo ainda
e sempre, nela,
aquela
longa historia inconseqüente…

Terra!
Minha, eternamente…
Terra das acácias,
dos dongos,
dos cólios baloiçando,
mansamente… mansamente!…
Terra!
Ainda sou a mesma!
Ainda sou
a que num canto novo,
pura e livre,
me levanto,
ao aceno do teu Povo!…

Alda Lara

TESTAMENTO


À prostituta mais nova
Do bairro mais velho e escuro,
Deixo os meus brincos, lavrados
Em cristal, límpido e puro...

E àquela virgem esquecida
Rapariga sem ternura,
Sonhando algures uma lenda,
Deixo o meu vestido branco,
O meu vestido de noiva,
Todo tecido de renda...

Este meu rosário antigo
Ofereço-o àquele amigo
Que não acredita em Deus...

E os livros, rosários meus
Das contas de outro sofrer,
São para os homens humildes,
Que nunca souberam ler.

Quanto aos meus poemas loucos,
Esses, que são de dor
Sincera e desordenada...
Esses, que são de esperança,
Desesperada mas firme,
Deixo-os a ti, meu amor...

Para que, na paz da hora,
Em que a minha alma venha
Beijar de longe os teus olhos,

Vás por essa noite fora...
Com passos feitos de lua,
Oferecê-los às crianças
Que encontrares em cada rua...

Alda Lara

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Quinta-feira, Novembro 08, 2007

Fausto Bordalo Dias - "O que a vida me deu"

Fausto Bordalo Dias
Oi Fausto! O que a vida te deu, o que a vida me deu, o que a vida nos deu! É sempre uma surpresa, ninguém sabe o que nos sai na rifa. Mas não nos podemos queixar.
Gosto dos teus poemas e melodias e não me esqueço das serenatas que tu, e outros colegas nossos do Liceu de Nova Lisboa, nos fazias, às raparigas do lar. Não podíamos abrir as janelas, pelo regulamento, mas toda a gente espreitava e ouvia, deleitada.
Nunca tive oportunidade de te agradecer, nem no baile de finalistas, creio. Faço-o agora. Sorrio ao lembrar-me da alegria que nos proporcionaste.
Obrigada Fausto. (M.R.)

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Som - Lusofonias
Imagem - Obvious

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Sexta-feira, Novembro 02, 2007

António Tomás - O Fazedor de Utopias

Antonio TomasUm texto desassombrado sobre uma das figuras mais marcantes do século XX. Um jovem angolano procura nos escombros dos ventos da História resolver um problema de identidade e, na ânsia de não se perder pelo atalhos, segue directamente para o centro do furacão.
Quando já se tornaram obsoletos os ideais que deram fundamento (aos movimentos de libertação) - nas palavras do apresentador do livro, José Eduardo Agualusa - cabe aos historiadores - no grupo de quem se deve inscrever imediatamente António Tomás - esclarecer os equívocos da História. Uma leitura obrigatória para todos, e são muitos, os que têm uma parte de si em África.

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Quarta-feira, Outubro 31, 2007

Kisangela - Solo do Maqui

Rio Kwanza

Rio Kwanza em Angola em fotos

Kisangela:
Solo do Maqui

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Terça-feira, Outubro 30, 2007

Dalila Cabrita Mateus - Purga em Angola

Purga em AngolaHá muito tempo, em Luanda, assistindo a fragmentos dos acontecimentos que se precipitavam todos os dias no país, antecipava o que seria um dia a necessidade de reconstituição daqueles factos marcantes e o desafio que representariam para o historiador. A obra em epígrafe, pelo esforço de compilação e cuidado na fundamentação, abre perspectivas rasgadas para a compreensão do que foram os primeiros anos da independência do país que há muito se encontrava, segundo Basil Davidson, No Coração das Tempestades.
As principais vítimas dos acontecimentos subsequentes ao 27 de Maio de 1977 foram os militares das FAPLA. A seguir foram os angolanos instruidos. Nem uma nem outra circunstância se deve ao acaso.
Aguardo com expectativa a abordagem que um dia, inevitavelmente, este período conturbado da história desta jovem nação, merecerá da parte dos novos narradores que já despontam dentro dela.

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Terça-feira, Outubro 16, 2007

O sonho de Katulembe

Esta brasileira, autora do dicionário online de Kimbundo - uma preciosidade raríssima senão única, - foi entrevistada pelo ANGONOTÍCIAS.(AF)



Fátima ou simplesmente Katulembe é o nome de uma investigadora brasileira e médica de profissão, apaixonada pelos rituais tradicionais angolanos...
Katulembe

...

Faz cinco anos que comecei o estudo do kimbundu. Sem medo, com ousadia, comecei a Kimbundo Home Page devido a falta de pessoas que falem a língua...
...

Quando comecei o estudo, percebi a beleza da língua e passei a estudar com amor.
...

Eu não sou professora, mas sou uma divulgadora da língua que está morrendo. Apesar de não preencher todas as necessidades das pessoas que desejam falar com habilidade, ofereço e deixo visível o estudo que estou fazendo sozinha. Escrevo na Kimbundo Home Page as coisas que leio, e repasso do modo como entendi. Mas se a língua está morrendo, se faltam professores e livros também, o pouco é um começo para nós que desejamos salvar a língua.
...

Helli Chatelain no prefácio da "Gramática do Kimbundu"(1888-89), diz que o seu livro foi destinado aos nativos, para aprenderem a amar e cultivar a sua bela língua pátria; aos portugueses, funcionários e negociantes de Angola para melhor cumprirem seus deveres e atender seus interesses, particulares e nacionais; aos missionários cristãos, para anunciação do evangelho; e finalmente, aos africanistas.
...

Nos dias de hoje, a gramática destina-se a quem? A língua portuguesa predomina hoje em Angola, e quem poderia estar com interesse em aprender línguas nativas? Restam-nos os africanistas que dedicam-se ao estudo profundo da Mãe África, e os angolanos que desejam preservar a sua história e sua cultura.
...

Em ambos, o único desejo é o amor puro, despojado de qualquer conveniência ou qualquer desejo financeiro. Porém, estes últimos, motivaram sempre as ações da maior parte da humanidade.
...

As línguas nativas de Angola estão morrendo. A língua carrega a história da terra, a maneira de ver, sentir, e pensar de um povo. Não podemos enterrar esta riqueza!
...

Apesar das dificuldades, precisamos seguir com coragem, porque temos um compromisso com todo um passado que não podemos esquecer. Como diz minha Mãe Maza Kessy, "Angola tu és rica e poderosa!".
...

Ndoko tuakabulule o unvama iú? Etu, ku ubeka uetu, ki tu kima etu, maji ni kisangela tutena ima ioso (Vamos preservar esta riqueza? Nós, sozinhos, não somos nada, mas com união podemos todas as coisas).


Excertos de Investigadora brasileira, fala em entrevista bilingue da sua paixão pelo Kimbundo
Publicado por ANGONOTÍCIAS em 23 de Abril de 2007

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Quinta-feira, Outubro 11, 2007

N'Gola Ritmos - Cultura versus Multicultura

Lurdes Van Dunen entrou para o N'Gola Ritmos quando o seu tio e fundador do grupo, o grande compositor e nacionalista angolano Liceu Vieira Dias, foi preso pela Pide. Vendo à distância no tempo o contraste entre esta frágil figura ainda jovem, ainda sufocada pela sorte da sua família, ainda a tentar lançar pontes de entendimento (1965), por um lado, e o sorriso de auto-contentamento dos defensores da vitória absoluta pela força bruta, por outro, apercebemo-nos facilmente das ironias da História.(AF)



Lurdes Van Dunen

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Som: Athena Pallas

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Domingo, Agosto 12, 2007

Duo Ouro Negro - Iliza

Elisa

Iliza (Gomara Saia):


SomMediaFire
GravuraCapa do disco
Música de Angola
e Merengues

IEFÉ DISCOS - Sociedade Unipessoal, Lda

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Segunda-feira, Julho 09, 2007

Duo Ouro Negro - É Verão

É Verão
E o Sol queimando
Nossos corpos nesta praia,
Onde o vento, sussurrando,
Traz-te os beijos
Que chegam mais quentes a mim
Baía Azul
A cidade inda dorme ao longe
Preguiçosa de calor.
Tanta gente ao meu redor
Mas p'ra mim
Na praia só estás tu!
Baía Azul
E as ondas,
No seu vai-vem,
Espreitando o nosso amor...
Baía Azul
E à tardinha já cansados
Bem juntinhos, abraçados,
Lá voltamos p´rá cidade
Esperançados
Nesse Sol que virá.

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Baía Azul...
Quantas vezes lá fui?
Não me recordo já!
Mas lembro-me das centenas de quilómetros, percorridos com avidez, para atingir a costa, o mar, com o único objectivo de mergulhar, boiar, sentir a água azul, era mesmo azul!
Não importava o pó da estrada que se ía respirando, engolindo, os sucessivos saltinhos da estrada batida mas esburacada aqui e ali, o calor que fazia brotar pérolas de suor nos nossos rostos, que se secava com as janelas todas abertas!
Quantas vezes íamos na parte de trás do jeep, em pé, agarrados à capota cantando, cantando de bocas escancaradas ( e, quando calhava, lá se engolia mosca ou mosquito! ).
Não posso esquecer um dia em que fomos presenteados com uma costela de baleia já toda descarnada e meio enterrada na areia. Nem força tínhamos para a remover!
Estas fotos e a música fazem-me recordar esses tempos inesquecíveis, tão férteis em experiências e plenitude de vida! (MR)




Imagens da
Baía Azul (Benguela)
Ante et Post
Kimbo Bengela
SomQuipiri

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Domingo, Julho 08, 2007

Duo Ouro Negro - Por um chamiço

Duo Ouro Negro

Por um chamiço
Comprei uma moça
E essa moça
Deu-me um mocito


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ImagemMarius 70
SomQuipiri

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Segunda-feira, Junho 25, 2007

Carlos Viera Dias - Canto a Luanda

Luanda

Canto a Luanda:


Composto em 1977, exprime a tristeza dessa época dolorosa.(Jorge Macedo)

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Quinta-feira, Junho 21, 2007

Luis Morais e António Miranda

Uma mistura explosiva: Maria Gabriela com o clarinete mágico de Luis Morais e Pôr do Sol com as cores fortes a óleo de António Miranda. Para apreciar melhor, fazer-se acompanhar de um whisky com soda ou de um mazagrã.(AF)

António.Jorge. Miranda

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ImagemKoresdAfrika
SomQuipiri

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Sexta-feira, Junho 15, 2007

Duo Ouro Negro - Maria Provocação

Músicas de Angola
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Fonte: Very small doses (ilustração) - Quipiri (som)

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Quinta-feira, Junho 14, 2007

Lurdes Van Dunen

Lurdes Van Dunen

“Monami”:

Pequena homenagem à memória da artista

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Quarta-feira, Junho 13, 2007

Música angolana




Em Música angolana

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Manuel Faria - Mana Fatita

Angola 70's


Em Mana Fatita, Manuel Faria lamenta a morte da sua irmã Fátima.
Com a tua morte fiquei sózinho
Mas vou criar os nossos filhos
Na tradição bantu o tio cuida dos sobrinhos, que são considerados como filhos.
(Ariel de Bigault)

“Mana Fatita”:


Fonte: Le Mellotron, 12 de Junho de 2007

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Terça-feira, Junho 12, 2007

Angola - Panfleto esquecido

Valodia

“Valódia”:

por Santocas (1975)

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Segunda-feira, Maio 28, 2007

27 de Maio de 1977, faz hoje 30 anos

'Passam hoje trinta anos sobre o 27 de Maio de 77. É assim que é conhecida a página mais negra da história de Angola enquanto nação soberana e independente e é uma data que me diz muito pelas piores razões. Há muita gente que quer reescrever o que aconteceu, dizem que é melhor andar para a frente e esquecer. Mas nós não podemos. Os mortos só nos têm a nós para os defender e para os lembrar. E é para isso que cá estamos.'

Memórias de uma guerra que teimam em ficar.

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Quinta-feira, Abril 26, 2007

Vai um mamão madurinho?



Directamente de Cabinda, por atenção do Duarte Barracas, com um aspecto que quase nos leva a esquecer que são apenas virtuais.

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