Angola e o seu submundo
America's New Frontier - Angola
Etiquetas: Angola
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| Lírios em mãos de carrascos Pombal à porta de ladrões Filho de mulher à boca do lixo Feridas gangrenadas sobre pontes quebradas Assim construímos África nos cursos de herança e morte Quando a crosta romper os beiços da terra O vento ditará a sentença aos deserdados Um feixe de luz constante na paginação da história Cada ser um dever e um direito Na voz ferida todos os abismos deglutidos pela esperança |

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Etiquetas: Angola, Italia, Portugal, Voluntariado
Três canções de Natal em vozes brancas, como eram cantadas na Escola Alemã da Chicuma em Angola. Votos de boas festas para todos os nossos visitantes. (AF)
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| Som: | Radio Muximangola |
| Imagem: | Moistworks |

Etiquetas: Angola, Belgica, literatura, musica
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| Acácias rubras - Benguela |

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| Som - | Lusofonias |
| Imagem - | Obvious |
Um texto desassombrado sobre uma das figuras mais marcantes do século XX. Um jovem angolano procura nos escombros dos ventos da História resolver um problema de identidade e, na ânsia de não se perder pelo atalhos, segue directamente para o centro do furacão.Etiquetas: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Historia
Há muito tempo, em Luanda, assistindo a fragmentos dos acontecimentos que se precipitavam todos os dias no país, antecipava o que seria um dia a necessidade de reconstituição daqueles factos marcantes e o desafio que representariam para o historiador. A obra em epígrafe, pelo esforço de compilação e cuidado na fundamentação, abre perspectivas rasgadas para a compreensão do que foram os primeiros anos da independência do país que há muito se encontrava, segundo Basil Davidson, No Coração das Tempestades.Esta brasileira, autora do dicionário online de Kimbundo - uma preciosidade raríssima senão única, - foi entrevistada pelo ANGONOTÍCIAS.(AF)
Fátima ou simplesmente Katulembe é o nome de uma investigadora brasileira e médica de profissão, apaixonada pelos rituais tradicionais angolanos... | ![]() |
Faz cinco anos que comecei o estudo do kimbundu. Sem medo, com ousadia, comecei a Kimbundo Home Page devido a falta de pessoas que falem a língua......
Quando comecei o estudo, percebi a beleza da língua e passei a estudar com amor....
Eu não sou professora, mas sou uma divulgadora da língua que está morrendo. Apesar de não preencher todas as necessidades das pessoas que desejam falar com habilidade, ofereço e deixo visível o estudo que estou fazendo sozinha. Escrevo na Kimbundo Home Page as coisas que leio, e repasso do modo como entendi. Mas se a língua está morrendo, se faltam professores e livros também, o pouco é um começo para nós que desejamos salvar a língua....
Helli Chatelain no prefácio da "Gramática do Kimbundu"(1888-89), diz que o seu livro foi destinado aos nativos, para aprenderem a amar e cultivar a sua bela língua pátria; aos portugueses, funcionários e negociantes de Angola para melhor cumprirem seus deveres e atender seus interesses, particulares e nacionais; aos missionários cristãos, para anunciação do evangelho; e finalmente, aos africanistas....
Nos dias de hoje, a gramática destina-se a quem? A língua portuguesa predomina hoje em Angola, e quem poderia estar com interesse em aprender línguas nativas? Restam-nos os africanistas que dedicam-se ao estudo profundo da Mãe África, e os angolanos que desejam preservar a sua história e sua cultura....
Em ambos, o único desejo é o amor puro, despojado de qualquer conveniência ou qualquer desejo financeiro. Porém, estes últimos, motivaram sempre as ações da maior parte da humanidade....
As línguas nativas de Angola estão morrendo. A língua carrega a história da terra, a maneira de ver, sentir, e pensar de um povo. Não podemos enterrar esta riqueza!...
Apesar das dificuldades, precisamos seguir com coragem, porque temos um compromisso com todo um passado que não podemos esquecer. Como diz minha Mãe Maza Kessy, "Angola tu és rica e poderosa!"....
Ndoko tuakabulule o unvama iú? Etu, ku ubeka uetu, ki tu kima etu, maji ni kisangela tutena ima ioso (Vamos preservar esta riqueza? Nós, sozinhos, não somos nada, mas com união podemos todas as coisas).
Lurdes Van Dunen entrou para o N'Gola Ritmos quando o seu tio e fundador do grupo, o grande compositor e nacionalista angolano Liceu Vieira Dias, foi preso pela Pide. Vendo à distância no tempo o contraste entre esta frágil figura ainda jovem, ainda sufocada pela sorte da sua família, ainda a tentar lançar pontes de entendimento (1965), por um lado, e o sorriso de auto-contentamento dos defensores da vitória absoluta pela força bruta, por outro, apercebemo-nos facilmente das ironias da História.(AF)

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| Som | MediaFire |
| Gravura | Capa do disco Música de Angola e Merengues IEFÉ DISCOS - Sociedade Unipessoal, Lda |
Etiquetas: Alegria de viver, Angola, musica
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| Imagens da Baía Azul (Benguela) | Ante et Post |
| Kimbo Bengela | |
| Som | Quipiri |

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| Imagem | Marius 70 |
| Som | Quipiri |
Uma mistura explosiva: Maria Gabriela com o clarinete mágico de Luis Morais e Pôr do Sol com as cores fortes a óleo de António Miranda. Para apreciar melhor, fazer-se acompanhar de um whisky com soda ou de um mazagrã.(AF)

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| Imagem | KoresdAfrika |
| Som | Quipiri |
Etiquetas: Angola, Cabo Verde, memórias, musica, pintura

| Com a tua morte fiquei sózinho |
| Mas vou criar os nossos filhos |
Etiquetas: Angola, Mana Fatita, Manuel Faria, musica
'Passam hoje trinta anos sobre o 27 de Maio de 77. É assim que é conhecida a página mais negra da história de Angola enquanto nação soberana e independente e é uma data que me diz muito pelas piores razões. Há muita gente que quer reescrever o que aconteceu, dizem que é melhor andar para a frente e esquecer. Mas nós não podemos. Os mortos só nos têm a nós para os defender e para os lembrar. E é para isso que cá estamos.'

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