Segunda-feira, Junho 30, 2008

Alemanha - Parabéns à Espanha

ViewO desapontamento na Alemanha ao perder a final do Euro 2008 deu lugar, na segunda-feira, à admiração pela superioridade da Espanha e à esperança de que o treinador Joachim Loew consiga elevar o nível de desempenho da equipa até ao Campeonato Mundial de 2010.

Os meios de difusão alemães, os comentadores e até o treinador foram unânimes na segunda-feira, 30 de Junho, em admitir que a Espanha foi tecnicamente superior e mereceu largamente o título de campeão do Euro 2008 e também que a sua forma de jogar mostrou aos alemães que há ainda um longo caminho a percorrer.

"Penso que devemos hoje reconhecer a grande superioridade da equipa espanhola," afirmou o treinador Joachim Loew após a derrota por 1 a 0 face à Espanha. "Que (esta derrota) nos encoraje a prosseguir o trabalho nos próximos dois anos e melhorar alguns aspectos... de modo a fazermos nessa altura algo semelhante."

"Posse de bola e passes à primeira são a chave do futebol. Tem que ser feito rapidamente e sob pressão. A Espanha mostrou-nos que domina isso muito bem", afirmou Loew.

Ganhou a melhor equipa


Também os jornais alemães encheram de elogios a Espanha, acentuando que bateu a Alemanha em todos os pontos.

"Os artistas espanhóis não se deixaram confundir", escreveu o Sueddeutsche Zeitung, baseado em Munique. "Depois de um bom início, a Alemanha perdeu-se pelo caminho".

"Desfizeram-se os sonhos pelo título", escreveu o Hamburger Morgenpost. "Após 60 minutos de futebol sonolento e vários problemas defensivos, a equipa despertou demasiado tarde. Graças a Lehmann, pois podia ter sido bem pior."

O analista de futebol mais conhecido da televisão alamã, Guenter Netzer, disse à saida que no domingo venceu a melhor equipa.

"Parabéns à Espanha, mas também tiro o chapéu à Alemanha só por ter chegado à final", Disse Netzer, que ajudou a Alemanha ocidental a ganhar o campeonato em 1972.

"É um grande feito para a equipa. Ao longo de todo o campeonato, a Espanha foi a melhor equipa. Mostrou-nos quanto limitados fomos, mostrou-nos como se joga futebol. Mostrou-nos que temos ainda muito a melhorar."

Os alemães começaram bem, com Miroslav Klose a perder uma oportunidade gloriosa logo aos quatro minutos, mas a Espanha cedo recuperou o controlo do jogo e Fernando Torres colocou-a na dianteira aos 33 minutos.

A Alemanha teve as suas chances na segunda parte mas a Espanha continuou perigosa e susteve os nervos para alcançar a vitória do campeonato com o 1-0.

Um erro que vale por muitos


A Alemanha chegou ao Euro 2008 com muita ambição mas não conseguiu impressionar, à parte a exibição superior de 3-2 contra Portugal nos quartos de final.

A equipa foi ultrapassada pela astúcia da Croácia ao ser derrotada por 2-1 e jogou pior que a Turquia durante quase todo o jogo da semi-final, tendo sido salva por 3-2 graças à sua conhecida combatividade.

O capitão Michael Ballack marcou dois golos, mas não conseguiu impor a sua autoridade à equipa ao desclassificar-se pela décima vez na sua carreira. Quanto ao resto, apenas rasgos de genialidade de Lukas Podolski e de Bastian Schweinsteiger.

"É sempre frustante chegar à final e perder", disse Ballack no domingo, acrescentando que "um ou dois erros foram demasiados."

No domingo, os alemães desajeitaram-se demasiado com a bola, o jogo ficou marcado por passes falhados e lapsos da defesa - uma fragilidade que os adversários, tecnicamente superiores, aproveitaram implacavelmente.

Também o jogador do meio-campo Thomas Hitzlsperger confirmou que a derrota se deveu à falta de precisão do seu lado.

"Quando erras nestas coisas, sofres o castigo. Os espanhóis eram tão bons, que não podias consentir-te qualquer erro", disse Hitzlsperger. "Fizémos demasiados e foi por isso que perdemos".

Adeptos esmagados


A derrota foi sentida com angústia por milhões de adeptos alemães, ávidos de celebrar o triunfo da sua equipa no domingo à noite. A colocação da Espanha à frente por Fernando Torres aos 33 minutos silenciou os mais de 600 mil adeptos que enchiam as zonas públicas de exibição próximas da Porta de Brandeburg em Berlim.

O domínio completo do jogo pela Espanha a partir do meio tempo da segunda parte até ao apito final foi lamentado com admiração.

Não houve tumultos após o jogo, tendo a polícia de Berlim e de outras cidades esclarecido que os adeptos se retiraram pacificamente.

Muitos abandonaram esses locais ainda antes do apito, receosos do congestionamento do trânsito de regresso a casa, já que nada havia a celebrar com a entrega da taça ao capitão espanhol Iker Casillas em vez de Ballack.

Além dos 600 mil espectadores de rua em Berlim, 70 mil assistiram ao jogo em Munique, Franckfurt registou 50 mil e Hamburgo 42 mil.

Deutsche Weller staff (sp) in Germany to Learn From Euro Mistakes for Future Success
publicado por Deutshe Weller a 30 de Junho de 2008

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Terça-feira, Junho 24, 2008

A Central fotovoltaica de Moura


Continuamos a ouvir falar desta Central como sendo a maior do mundo. No entanto, já em fins de 2007 se sabia que isso não iria acontecer, conforme se pode ler no extracto do jornal "Água e Ambiente" de 19/9/2007.
Agora parece que a maior do mundo fica situada na Alemanha e já arrancou com a sua produção de energia eléctrica, conforme se pode ler no penúltimo post deste blog.
É só para chamar a atenção para o que de facto é e não para o que desejaríamos que fosse!

Tutela obriga central fotovoltaica de Moura a reduzir potência
2007-09-19

A maior central fotovoltaica do mundo, cuja construção foi anunciada durante anos em Moura, deixou de o ser. O jornal Água&Ambiente soube em primeira mão que os 62 MW inicialmente previstos para a unidade terão de ser reduzidos, de acordo com as indicações da tutela à Amper Central Solar, empresa criada para gerir a central.

«O projecto inicial contemplava a instalação de painéis fixos, só que as alterações ao projecto em virtude do tempo decorrido sobre a apresentação do mesmo conduziram, nomeadamente, à mudança no fornecedor dos painéis. Assim, optou-se agora pela introdução de painéis móveis, que têm uma rentabilidade superior em cerca de 30 por cento, ou seja, com os mesmos megawatts consegue-se produzir mais 30 por cento de energia», explicou ao Água&Ambiente fonte ligada ao processo.

Ora, esta alteração implicaria que «a subsidiação inicialmente prevista também teria de ser superior em 30 por cento, o que não estava contemplado», acrescenta. Por isso, optou-se por reduzir a potência instalada. O Água&Ambiente tentou saber junto da Amper a nova potência da unidade, no entanto, ainda não obteve qualquer resposta.

As obras para a construção da central, na freguesia da Amareleja, deverão ter início em Outubro. «Oo desafio que a Acciona, investidora do projecto, tem agora pela frente é o de conseguir finalizar todo o projecto até ao final do próximo ano, de forma a que ainda possa usufruir dos fundos provenientes do Quadro Comunitário de Apoio em vigor», adianta a mesma fonte. Para acelerar o processo cerca de 800 pessoas estarão a trabalhar no desenvolvimento do projecto, quase o triplo do que estava previsto.

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Segunda-feira, Junho 23, 2008

Deutsche Weller - Central fotovoltaica de Waldpolenz

Painéis solares electrovoltaicos
@picture alliance/dpa

A central fotovoltaica descrita pelo seu operador como a maior do mundo iniciou a produção de electricidade no domingo, 22 de Junho, num lugar da antiga Alemanha do Leste.

Capacidade inicial - 24 MW
Módulos instalados - 350.000
Capacidade final (2009) - 40 MW
Módulos fase final - 550.000
Custo - 130 milhões de €


Deutche Weller staff [dpa (jam)] in World's Biggest Solar Plant Goes Online in Germany
publicado por Deutsche Weller em 23 de Junho de 2008

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Sexta-feira, Maio 16, 2008

Horst Köhler - Colapso do sistema financeiro

O sistema financeiro mundial está à beira do colapso.Horst Köhler
Não se trata de uma previsão catastrófica de Lenine ou de Álvaro Cunhal, tão pouco de um homem suspeito de cultivar simpatias comunistas, ou até de esquerda - ainda que moderada. Trata-se, nem mais nem menos, de uma declaração de Horst Köhler, actual Presidente da República Alemã, em cujo currículo constam cargos como:
  • Presidente do Partido Cristão Democrata Alemão CDU,
  • Presidente do Fundo Monetário Internacional,
  • Ministro alemão das Finanças,
  • Presidente da Associação Alemã dos Bancos de Aforro,
  • Presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento.

Outras declarações de Horst Köhler:
  • Os mercados foram incapazes de resolver o problema por si próprios.
  • O mundo financeiro desgraçou-se sozinho.
  • Gostava de ouvir um mea culpa alto e bom som da parte dos bancos .
  • Os honorários dos gestores financeiros são bizarramente elevados.
  • A complexidade excessiva dos produtos financeiros e a possiblidade de multiplicar desmesuradamente o capital à custa de pequenos investimentos iniciais deram origem ao monstro.


Fonte: Der Spiegel

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Quinta-feira, Março 20, 2008

Bönisch e Wiegrefe - Quem cometeu o Holocausto? (2)

Holocausto


Crimes por convicção, crimes por excesso

Como satanás no Antigo Testamento, o mal tem muitas faces. Houve quem cometesse os crimes por convicção: os nazis comprometidos nas forças policiais - membros das SS e militares - que, tal como Hitler, estavam convencidos de que os judeus eram a fonte de todos os males. Alguns cometeram os seus primeiros assassínios nas décadas de 1920 e de 1930. Houve também quem cometesse os crimes por excesso, tirando partido da falta de direitos dos judeus na Europa de Leste, aproveitou para raptar e roubar. Na Galícia (região fronteiriça entre a Polónia e a Ucrânia), por exemplo, os membros das forças de ocupação dedicavam os tempos livres a disparar contra os judeus nos guetos ou a chantagiá-los na mira dos seus bens de joalharia.

Houve quem cumprisse ordens superiores, como o major Trapp do Batalhão de Reserva Policial 101. Segundo testemunhas oculares, o Major Trapp estava em lágrimas quando recebeu a ordem para disparar sobre 1500 mulheres, crianças e velhos judeus próximo de Varsóvia, ao mesmo tempo que pronunciava: "Ordens são ordens!" Em Julho de 1942, os seus homens fizeram sair as vítimas das suas casas, obrigaram-nas a entrar nos camiões e transportaram-nas para uma zona descampada para serem executadas. Dispararam sobre elas na cabeça ou na nuca e, ao anoitecer, os soldados tinham as fardas cobertas de fragmentos de ossos, material cerebral e manchas de sangue.

Do mesmo modo que normalmente há mais do que um perpetrador, também há várias razões para tornar um homem perfeitamente normal num assassino: anos de doutrinação, confiança acrítica nos dirigentes, sentido de dever e de obediência, pressão dos seus próximos, depreciação da violência por vivências de guerra, sem falar na cobiça pelas propriedades dos judeus.

Um homem que, ao que parece, não teve problemas em trocar o seu trabalho numa secretária por massacres no Leste foi Walter Blume, natural de Dortmund, nascido em 1906, filho de uma professora e de um advogado, que completou o equivalente alemão do bar examination com a pobre classificação de "adequado". Não obstante, em 1932 Blume foi colocado como assistente de Juiz na circunscrição da sua terra natal.

A carreira de Blume no regime de Hitler começou no dia 1º de Março de 1933, logo a seguir à subida ao poder dos nazis. A sua primeira posição foi a de chefe da divisão política do quartel-general da polícia em Dortmund. Depois de se inscrever no Partido Nazi e se alistar nas SA (Tropas de Tempestade), tornou-se chefe da polícia secreta, ou Gestapo, na cidade oriental de Halle, depois em Hannover e, mais tarde, na capital Berlim. A razão principal da rápida rotação dos oficiais superiores, típica da Gestapo, era facilitar oportunidades para adquirir experiência de repressão.

Com início em 1º de Março de 1941, Blume dirigiu o Departamento de Pessoal da 1ª Divisão do designado Reichssicherheitshauptamt (gabinete principal de segurança do Reich, RSHA). A sua primeira tarefa foi preparar pessoal adequado para um dos comandos de morte do Einsatzgruppen (grupo de acção especial), uma força composta por aproximadamente 3000 homens, conhecidos por a "Gestapo sobre rodas". Este grupo seguia o exército de Hitler à medida que este progredia para leste e encarregava-se da liquidação imediata dos "judeus bolcheviques" e da "excisão dos elementos radicais".

O próprio Blume dirigiu uma unidade conhecida como o "Comando Especial 7a", parte integrante da Einsatzgruppe B. Segundo as anotações de Blume, o seu grupo matou aproximadamente 24000 pessoas na Bielorrússia e Rússia entre Junho e Setembro de 1941. Pouco tempo depois, Blume regressou à RSHA, onde foi promovido à posição de chefe de divisão e líder exemplar das SS. Em Agosto de 1943 deslocou-se a Atenas, onde ele e dois subordinados de Adolf Eichmann organizaram a deportação de judeus gregos para o campo de extremínio de Auchwitz.

Blume foi levado ao Tribunal de Nuremberga em Setembro de 1947, em conjunto com outros 22 homens, cuja ocupação regular os qualificava como funcionários superiores da sociedade civil. Incluíam um dentista, um professor universitário, uma cantora de ópera, um pastor protestante, um professor e alguns jornalistas. Catorze foram condenados à morte, porém só quatro sentenças foram executadas. O Alto Comissário dos Estados Unidos da América, John McCloy, perdoou os restantes, incluindo Blume, e gradualmente ao longo dos anos foram sendo libertados. Blume tornou-se um homem de negócios.

Muitos dos perpetradores nunca foram castigados. Houve até hoje 6500 condenações, das quais apenas 1200 por homicídio voluntário ou involuntário.

Georg Bönisch and Klaus Wiegrefe in Nazi Atrocities, Committed by Ordinary People,
tradução inglesa do artigo original em alemão, publicado por Der Spiegel Online em 18 de Março de 2008.
Versão inglesa de Christopher Sultan

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Quarta-feira, Março 19, 2008

Bönisch e Wiegrefe - Quem cometeu o Holocausto?

SS

Banalização do assassínio

Desde doutores a cantores de ópera, professores escrupulosos a alunos relapsos, eis quem podemos encontrar entre os 200 mil alemães normais e seus auxiliares que estiveram envolvidos no extremínio dos judeus europeus. Após anos de pesquisas - ainda não concluidas - descobriu-se como pessoas sãs de uma sociedade moderna acabaram por cometer assassínios por um regime sanguinário.

Walter Mattner, um funcionário administrativo da polícia de Viena, encontrava-se em Mogilev na Bielorrússia em Outubro de 1941, no dia em que 2273 judeus foram baleados até à morte. Mais tarde escreveu à sua mulher: "As minhas mãos tremeram um pouco à chegada do primeiro carro. Mas ao décimo carro já apontava com calma e disparava com confiança contra as muitas mulheres, crianças e bébés. Atendendo a que tenho duas crianças em casa, sabia que elas sofreriam exactamente o mesmo tratamento, senão dez vezes pior, às mãos destas hordas." Após a Segunda Guerra Mundial, muitos observadores aceitaram como óbvio o facto de estes actos poderem ser cometidos apenas por sádicos e psicopatas, sob as ordens de uma meia dúzia de dirigentes militares que rodeavam Adolf Hitler. Era uma maneira conveniente de olhar para o fenómeno, pois excluía as pessoas normais de entre os perpetradores desses actos.

Porém, os resultados surpreendentes de um inquérito conduzido por americanos na sua zona de ocupação em Outubro de 1945 deveriam ter levantado algumas suspeitas sobre a versão que fez incidir todas as culpas sobre meia dúzia de criminosos patológicos. Vinte porcento das pessoas que responderam "concordavam com o tratamento dado aos judeus por Hitler". Outros 19 porcento afirmaram que, mesmo sendo as políticas relativas aos judeus exageradas, elas estavam fundamentalmente correctas.

Foi necessário esperar-se até à década de 1990 para que os historiadores e outros estudiosos empreendessem uma investigação em larga escala sobre os que, homens ou mulheres, levaram a cabo o Holocausto. Os estudos não estão ainda completos e, no entanto, os resulados já são chocantes.

Os investigadores descobriram que entre os perpetradores se encontravam nazis assumidos e pessoas que nada tinham a ver com os nazis. Os assassinos e seus ajudantes incluíram católicos e protestantes, velhos e jovens, pessoas com dois doutouramentos e pessoas das classes trabalhadoras fracamente escolarizadas. Entre todos, a percentagem de psicopatas não excedia em média a que caracteriza a população no seu conjunto.

O número de perpetradores estima-se hoje em perto de duzentos mil alemães (e austríacos). Eram agentes da polícia, como Walter Matter, empregados dos campos de concentração, membros das SS ou gestores. Acrescem outros 200.000 estónios, ucranianos, lituanos ou de outra nacionalidade não alemã que ajudaram a matar judeus, uns porque foram forçados a isso, outros de forma voluntária.

Georg Bönisch e Klaus Wiegrefe in Nazi Atrocities, Committed by Ordinary People,
publicado por Der Spiegel Online a 18 de Março de 2008

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Quinta-feira, Março 06, 2008

Maria Teresa Soares - O ensino na Alemanha e na Suiça

Maria Teresa Duarte Soares – teresa. duartesoares@t-online.de
Alemanha

Data: 26.02.08

Caríssimas colegas
Caríssimos colegas

Antes de mais, os meus mais sinceros parabéns pela organizacão do vosso movimento. Já há bastante tempo que temia ver os professores em Portugal e os professores portugueses no estrangeiro perto de cair num marasmo inoperacional relativamente às prepotências, injustiças,ilegalidades, indecências, etc,etc,etc, do nosso Ministério da Educação. Estou satisfeitíssima por ver que tal não é verdade, pelo menos no que respeita aos docentes em Portugal.
Os professores portugueses no estrangeiro encontram-se, a meu ver, ainda num estado de inacção que me custa compreender, apesar de desde 1998 terem sidpenalizados de todos os modos possíveis pelo ME, a título de uma falaciosa e irreal “poupança.l

Sou, desde 1982, professora de Língua e Cultura Portuguesas no Estrangeiro, e pertenço ao QND da Escola B 2,3 Mestre Domingos Saraiva no Algueirão.
Tenho sido sempre activa sindicalmente,encontrando-me no momento na Direcção do SPCL (Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas).

Conheço bem os sistemas de ensino da Alemanha e da Suíça, os dois países em que trabalhei longos anos.

Por isso, envio-vos aqui várias informações sobre os docentes e o ensino nos dois países, informações estas que poderão usar do modo que vos for mais útil, e onde poderão ver que os professores mais explorados da Europa, são, sem sombra de dúvida, os docentes portugueses.

(João Serra via A educação do meu umbigo)


German flag

Alemanha


Avaliação dos docentes


Têm, de 6 em 6 anos, uma aula ( 45 minutos) assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão.
Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as assistências e não existe mais nenhuma avaliação.
Não existe nada semelhante ao nosso professor titular. Sempre gostava de saber onde foi o ME buscar tal ideia. Existem, claro, quadros de escola.
Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal,nunca durante o período de férias. Sempre achei um pouco preverso os meninos irem de férias e os professores ficarem a fazer reuniões…
Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
As escolas não são centros de recreio nem servem para “guardar” os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.
Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.
Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.
Total de dias de férias por ano lectivo : cerca de 80 ( pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)

Alunos


Claro que existem problemas de disciplina. Mas é inaudito os alunos , ou os pais dos mesmos, agredirem os professores. A agressão física de um professor por um aluno pode levar à expulsão do último.
Os trabalhos de casa existem e são para serem feitos. Absolutamente inconcebível que um encarregado de educação declare que o seu filho/filha não tem nada que fazer trabalhos de casa, como acontece, ao que sei, em Portugal.
É terminantemente proibido os alunos terem os telemóveis ligados e utilizarem-nos durante as aulas. As penas para tal são primeiro aviso aos pais, depois confiscação do telemóvel e por fim multa.


German flag

Suíça


Tal como na Alemanha, os professores só são assistidos durante o período de formação e para subida de escalão.
Durante os períodos de férias as escolas encontram-se, como na Alemanha, encerradas.
Os horários escolares são semelhantes aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, terminam cerca das 11.30.
No início das aulas os alunos cumprimentam o professor apertando-lhe a mão e despedem-se do mesmo modo. Claro que não há 28 ou 30 alunos numa classe, mas no máximo 22.
O telemóvel tem de estar desligado durante as aulas.É dada grande importância aos trabalhos de casa. A não apresentação dos mesmos implica descida de nota final.
Total de dias de férias : cerca de 72 ( pode haver diferenças de cantão para cantão) .
Vencimentos
Só uma pequena comparação … na Suíça um professor do pré- primário no topo da carreira recebe 5.200 francos mensais líquidos ( cerca de 3.400 euros),mais ou menos o dobro do que vence um professor em Portugal no topo da carreira…..

Caras / Caros colegas:

Espero não ter abusado da vossa paciência com a minha exposição. Porém, acho que ficou claro que, se o ensino em Portugal se encontra em péssimo

estado, a culpa não é dos professores, mas sim de um ME vendido aos empresários, que tem como objective actual a quase extinção da escola pública, para que a mesma produza analfabetos funcionais, que trabalharão sem caixa médica e sem subsídio de férias , porque nem sabem o que isso é, e se souberem, não poderão reclamar porque não saberão escrever uma carta em termos…. Isto para não mencionar as massas que se entregarão à criminalidade, prostituição, etc.

Um grande abraço para todas /todos da colega

Teresa Soares

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Segunda-feira, Março 03, 2008

Hamburgo - Aterragem abortada

O desalinhamento do avião sobre a pista é evidente. Efeitos do mau tempo que se tem feito sentir na Europa.


Aterragem abortada em Hamburgo

(Clicar sobre a imagem para chegar ao vídeo)


Fonte: Spiegel Online

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Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

Alemanha - Combate aos paraísos fiscais

Paraísos fiscais

A Alemanha tem menos disponibilidades monetárias devido aos paraísos fiscais tais como o Liechenstein.
Os responsáveis alemães estão a pressionar o Liechtenstein a adoptar uma política fiscal mais transparente, enquanto decorre uma investigação em larga escala ao destino de dinheiros de alemães alegadamente escondidos neste paraíso fiscal dos Alpes.
Queremos declarar a guerra aos paraísos fiscais na Europa.
declarou Peer Steinbrueck, o ministro alemão das finanças, na edição de domingo do jornal de grande circulação, o Bild.
A queda de Klaus Zumwinkel - o prestigiado gestor da Deutsche Post e um dos homens de negócios mais conhecidos - assim como a revelação de que ele e outros homens prósperos na Alemanha estariam a usar o Liechtenstein para ocultar as suas receitas, causou uma onda de furor.
Peer Steinbrueck não mede as palavras quando se refere à evasão fiscal.

in Germany Wants Broader Tax-Haven Crackdown in Europe
publicado pelo Deutsche Welle a 23 de Fevereiro de 2008

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Quinta-feira, Janeiro 31, 2008

Novas tecnologias

Hitler e as tecnologias modernas
Hitler foi comprovadamente um adepto da utilização das tecnologias modernas para reforçar o seu poder. Não só viajou de avião frequentemente entre Berlim e Munique num tempo em que as viagens aéreas não eram a norma, como reconheceu o poder da rádio antes de muitos outros políticos.


Foto e texto: Der Spiegel

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Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Eric Weitz - A República de Weimer

(Entrevista conduzida por Sonia Phalnikar)

Fim da República Weimer
A subida ao poder dos nazis em 1933 pôs termo aos 14 anos da República de Weimer.

Há setenta e cinco anos, Hitler chegou ao poder, pondo termo à República de Weimer. Poderia a experiência democrática alemã entre 1919 e 1933 ter alguma chance real? Eric Weitz, um historiador e autor americano, tem a resposta.

Em 30 de Janeiro de 1933, Hitler foi nomeado chanceler alemão, proclamando o fim da República de Weimer - o fim da experiência democrática turbulenta que vigorou entre 1919 e 1933. Este período foi baptizado pelos historiadores como a "República de Weimer", em homenagem à cidade de Weimer, onde a assembleia nacional se reuniu para escrever e adoptar a nova constituição do Reich na sequência da derrota do país na Primeira Guerra Mundial. A República de Weimer foi marcada, por um lado, por hiperinflacção, desemprego massivo e instabilidade política; por outro, por uma criatividade artística e científica brilhante e por uma vida nocturna lendária em Berlim.

Eric Weitz, presidente do Departamento de História da Universidade de Minesota nos Estados Unidos da América, publicou no ano passado um livro muito aclamado sobre este período: "A República de Weimer: Promessa e Tragédia". A Deutche-Weller (DW) falou com ele sobre o espírito reinante na altura, os factos que conduziram à subida ao poder dos nazis e as lições que se devem extrair da República de Weimer.
DW: Uma das premissas do seu livro é a de que a República de Weimer não deve ser vista apenas como o prelúdio da ditadura Nazi, mas como uma era por direito próprio.
Eric Weitz: Certamente que deve ser vista como uma era por direito próprio. A República de Weimer foi um esplêndido período de criatividade. Não deveríamos olhar para os 14 anos da República de Weimer somente a partir do período de 12 anos do Terceiro Reich que se seguiu, pois a República de Weimer foi um período de grande importância de inovação política, cultural e social. Temos de recordá-la e avaliá-la como uma entidade por direito próprio. Cada questão relacionada com a República de Weimer, sobre a vida na Alemanha na década de 1920 foi intensamente debatida no livro - tanto pelos valores intelectuais ímpares na altura, como pelo seu elevado nível artístico e também ao nível político e social.
DW: Como explica o florescimento cultural e artístico da Alemanha e em Berlim especialmente durante a década de 1920? Apesar de tudo, tratou-se de uma nação fustigada pela guerra, com milhões de mortos, e flagelada pela superinflacção e pela instabilidade.
Eric Weitz: A intensa inovação da altura está precisamente relacionada com esses factores. Muita gente limitou-se a registar o desespero resultante da Primeira Grande Guerra. Claro que houve desespero em abundância. Morreram dois milhões de alemães durante a Primeira Grande Guerra, quatro milhões ficaram feridos e os homens que regressaram estavam muitas vezes feridos tanto física como psicologicamente. As mulheres nas frentes de batalha interna suportaram quatro anos de privações extremas. Logo a seguir, sobreveio a crise do pós-guerra - reajustamento e hiperinflacção.

Quadro de Otto DixOtto Dix, que criou este trabalho em 1920, foi um dos artistas proeminentes da República de Weimer.
Mas em certa medida, esta instabilidade económica, política e social alimentou este profundo empenhamento intelectual para com os problemas da vida nos tempos modernos, com a definição da configuração política mais adequada para a Alemanha. Mais do que isso, a revolução de 1918/1919 foi também determinante para o florescimento cultural. A revolução depôs o Keiser e estabeleceu um sistema democrático - o mais democrático que os alemães já haviam vivido até essa data. O espírito da revolução espalhou a crença de que o futuro estava aberto, com possibilidades ilimitadas para o tornar mais humano. Não poderia durar para sempre, mas foi este sentimento que incentivou a inovação cultural da república.
DW: No entanto, havia pessoas na Alemanha que odiavam a República de Weimer. Quem eram? Porque desejaram o seu fim, se parecia tão prometedora e atractiva?
Eric Weitz: Tudo na República de Weimer foi objecto de contestação. O tipo de artistas, os pensadores, os arquitectos que menciono no livro - tudo ou quase tudo no seu trabalho foi intensamento desafiado pela direita. Por direita, entendo a direita instalada - os aristocratas ultrapassados, altos funcionários do estado, oficiais das forças armadas, homens de negócios, banqueiros, pessoas das igrejas que, no seu conjunto, não eram apenas anti-socialistas e anti-comunistas mas também anti-democráticas. A revolução de 1918/1919 deixou o seu poder intacto. Estabeleceu uma democracia política mas não afectou de todo a situação social e o poder desta elite conservadora.

Esta elite, passada a agitação inicial da revolução, desafiou a república em todas as ocasiões daí para a frente. Muitos pontos de conflito verificaram-se não só no plano político, como nas esferas cultural e social. Houve, por exemplo, a chamada "guerra dos telhados de Zehlendorf" na qual os conservadores, arquitectos e críticos - incluindo os nazis - opinavam que os telhados planos da arquitectura moderna eram claramente não-alemães e que a arquitectura genuinamente alemã só contemplava telhados com elevações. Estes críticos afirmavam que os telhados planos eram uma forma de arquitectura judia. A emancipação da mulher nos anos 20 e mesmo a verbalização da satisfação erótica constituiram outros pontos de conflito aberto.
DW: Afirmaria que a República de Weimer foi uma vítima antecipada da globalização? Pensa que poderia ter sobrevivido, caso não ocorrese a Grande Depressão económica de 1929?
Eric Weitz: A Grande Depressão foi o sopro final. Se observarmos a economia e as eleições de 1928, imediatamente antes da Grande Depressão, notamos um regresso ao centro político e progressos económicos sérios. Sem a Grande Depressão, a república teria pelo menos algumas hipóteses. Tinha conseguido sobreviver à hiperinflacção de 1923, mau grado a sua natureza socialmente disruptiva. Foi seguramente a depressão proveniente dos Estados Unidos que se alastrou muito rapidamente para a Alemanha com grande estrondo que deu o golpe final.

Também devemos não esquecer que poucas foram as democracias fundadas em condições tão difíceis como as da República de Weimer. A república necessitava de um longo período de consolidação, de uma atitude mais conciliadora e dialogante por parte dos aliados ocidentais e de avanços importantes na estabilidade económica - tudo isso foi demasiado escasso nos anos que se seguiram à Primeira Grande Guerra.
A hiperinflacção de 1923 na Alemanha tornou insignificante o valor da moeda e desencadeou uma crise económica.Hiperinflacção na Alemanha
DW: O que terá conduzido finalmente à capitulação da república de Weimer? Apesar de tudo, nas eleições gerais de 1928, os nazis apenas tinham conseguido 2,8 porcento dos votos; cinco anos depois encontravam-se no poder.
Eric Weitz: É verdade. Em 1928 o Partido Nazi era um grupo marginal, desprovido de importância e com pouca audiência fora de algumas zonas já bem localizadas, onde a depressão já se notava mesmo antes da Granda Depressão - zonas rurais em particular. Mas a república encontrava-se seriamente ameaçada de múltiplas formas e o sistema político havia-se polarizado antes da subida ao poder dos nazis. Durante uma depressão, as pessoas procuram soluções e a república não conseguia oferecer qualquer resposta para a crise. A partir de 1930, a Alemanha foi governada por uma ditadura presidencial porque o sistema político se encontrava tão fragmentado que o parlamento (Reichtag) não conseguiu formar uma maioria parlamentar. Desta forma, os chanceleres que governaram desde a Primavera de 1930, Heinrich Brüning e seu sucessores, fizeram-no quase sempre ao abrigo de medidas de emergência proclamadas pelo presidente, o Marechal de Campo Paul von Hidenburg.
Subida ao poder dos nazisOs nazis nunca receberam um voto maioritário.
Quero porém acentuar que os nazis nunca receberam um voto popular maioritário em qualquer eleição livremente participada. No Verão de 1932 receberam 32,4 porcento dos votos - o valor mais alto que alguma vez conseguiram. É concerteza uma salto significativo, porém não é a maioria e a afirmação popular que tantas vezes ouvimos aqui nos Estados Unidos: "O povo alemão elegeu Hitler ao poder ou elegeu os nazis ao poder" - está errada, não é correcta, não é verdadeira. Os nazis nunca foram eleitos ao poder. Nas eleições seguintes, em fins de 1932, já haviam perdido uma parte significativa do apoio que tinham conseguido no Verão. O Partido Nazi estava desnorteado. Em última instância, eles foram propulsionados para o governo porque a elite conservadora, um conciliábulo de homens poderosos que gravitava à volta do Presidente Hinderburg, forçou-o a entregar o poder aos nazis. Foi esta aliança que matou finalmente a república.
DW: Que lições podem depreender-se da República de Weimer? Implícita em todo o seu livro está a questão: será possível que as democracias contemporâneas sucumbam às forças neo-nazis da mesma forma que a República de Weimer caiu sob os nazis?
Eric Weitz: A Alemanha actual é uma democracia bem estabelecida. Não me preocupa de modo algum. Para dizer a verdade, há alguns grupos da extrema-direita que podem ser perigosos e a reacção contra eles peca às vezes por lentidão. Mas estes grupos são marginais e Berlim não é Weimer.

As minhas preocupações centram-se mais em torno do meu próprio país, os Estados Unidos da América, dado que as ameaças à democracia nem sempre vêem do exterior. A ameaça mais séria pode vir de dentro. Este foi certamente o caso de Weimer, em especial nos seus últimos anos. Preocupa-me o facto de algumas pessoas ou instituições propalarem a democracia de boca, ao mesmo tempo que minam as práticas genuinas da democracia. Claro que os nazis nunca se comprometeram com a democracia, mas usaram a retórica populista que alicia as pessoas. Quando esta espécie de retórica mascara práticas anti-democráticas temos razóes sérias para nos preocuparmos.

A situação análoga que me confrange é a de que homens conservadores do establishment se tornem salonfähig ou, em linguagem coloquial, "aceitáveis numa sociedade polida". Penso que tal já começou a acontecer nos Estados Unidos. Quando os conservadores do establishment ultrapassam os limites aceitáveis para um discurso democrático, torpedeiam os preceitos constitucionais e conseguem tornar o seu programa, os seus representantes e as suas ideias aceitáveis - é quando começamos a ter problemas.
DW: Em meses recentes parece ter havido um renascimento do interesse da República de Weimer nos Estados Unidos, quer relativamente à moda, quer à música ou à arte em geral. Como explica isso?
Eric Weitz: É bastante curioso. Isso é verdade especialmente em Nova York. Penso que se prende ao tipo de fragilidades evidenciadas com os ataques de 11 de Setembro. O que as pessoas adoptaram foi a imagem da República de Weimer veiculada pela produção americana "Cabaret" onde, por exemplo, há uma associação da Weimer à degenerescência e à eminência da crise, o que em parte até é verdade.
Trabalho de George Grosz, de 1922.George Grosz
Houve uma exposição de pintura no Museu Metropolitano com retratos de Otto Dix e George Grosz. É claro que, se esta fôr a única imagem de Weimer, convercer-se-á que este foi um período em que só havia corpos mutilados e feições distorcidas. O que falha nessa representação é a promessa democrática e a inovação cultural. Foi esse lado de fragilidade que conferiu a Weimer o seu encanto, que animou a cidade baixa de Nova York, enquanto colocava em alta a sua cultura.


Sonia Phalnikar in
Historian Says Weimar Republic Holds Potent Lessons for Today
publicado por Deutsche Welle em 30 de Janeiro de 2008

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Sábado, Dezembro 22, 2007

Weihnachtslieder

Três canções de Natal em vozes brancas, como eram cantadas na Escola Alemã da Chicuma em Angola. Votos de boas festas para todos os nossos visitantes. (AF)



Stille Nacht


Stille Nacht! Heilige Nacht!
Alles schläft; einsam wacht
Nur das traute hochheilige Paar.
Holder Knabe im lockigen Haar,
Schlaf in himmlischer Ruh!
Schlaf in himmlischer Ruh!

Stille Nacht! Heilige Nacht!
Hirten erst kundgemacht
Durch der Engel Halleluja.
Tönt es laut von Ferne und Nah:
Christ, der Retter ist da!
Christ, der Retter ist da!

Stille Nacht! Heilige Nacht!
Gottes Sohn! O wie lacht
Lieb aus deinem göttlichen Mund,
Da uns schlägt die rettende Stund,
Christ in deiner Geburt!
Christ in deiner Geburt!

Oh du Fröhliche


Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Welt ging verloren,
Christ ward geboren,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Christ ist erschienen,
Uns zu versühnen,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Himmlische Heere
Jauchzen Dir Ehre,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh Tannenbaum



Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Wie grün sind deine Blätter.
Du grünst nicht nur zur Sommerzeit,
Nein auch im Winter wenn es schneit.
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Wie grün sind deine Blätter!

Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Du kannst mir sehr gefallen!
Wie oft hat nicht zur Winterszeit
Ein Baum von dir mich hoch erfreut!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Du kannst mir sehr gefallen!

Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Dein Kleid will mich was lehren:
Die Hoffnung und Beständigkeit
Gibt Mut und Kraft zu jeder Zeit!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Dein Kleid will mich was lehren


Fonte: bassam1958

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Sábado, Dezembro 08, 2007

Alemanha - Inflacção anual atinge três porcento

Artigo: Michael Sauga e Christian Reiermann,
A Double Blow to Germany's Economy
publicado por Der Spiegel a 6 de Dezembro de 2007
Bandeira alemã

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Quinta-feira, Dezembro 06, 2007

Der Spiegel - Fricções germano-gaulesas

Já começam a manifestar-se ao mais alto nível as forças centrífugas latentes dentro da União Europeia. As posições agora assumidas pelos mais altos dirigentes dos principais estados europeus não são novas, mas foram sempre pronunciadas à boca pequena. Assim foi, até que a presidência da comissão e a presidência da União foram entregues a duas figurinhas ridículas. Agora podemos assistir ao vivo e a cores ao resultado lógico dos gestos precipitados, que não têm em conta as condições políticas. (AF)

Angela Merkel e Nicola Sarkozy


A chanceler alemã Angela Merkel opôs-se firmemente à visão do presidente francês Nicolas Sarkozy de uma União Mediterrânica. Merkel crê que o bloco proposto põe em risco o núcleo da União Europeia e pode libertar forças explosivas.

Como contrapartida à formação pela França de uma união mediterrânica excluindo a Alemanha, esta poderá formar uma união com os países do leste, nomeadamente a Ucrânia...


Ler mais em: Merkel Slams Sarkozy's 'Club Med' Plans
publicado por Spiegel Online Internacional a 6 de Dezembro de 2007

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Quinta-feira, Novembro 22, 2007

Eurydice - Professores de língua estrangeira

Professores generalistas

A Alemanha substitui gradualmente os professores de língua estrangeira generalistas por semi-especialistas.

Fonte: Chiffres clés de l’enseignement des
langues à l’école en Europe - Édition 2005

publicado por Eurydice em 2005 (pág 58)

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Segunda-feira, Novembro 05, 2007

Horst Köhler - Não esmagar o continente africano

Horst Köhler
No fecho de uma conferência sobre África, o Presidente da Alemanha Horst Köhler acusou os países industrializados de usarem dois pesos e duas medidas nas suas relações com África. Apelou para que fossem apoiados acordos euro-africanos que são alvo de controvérsia.

Ao dirigir-se aos participantes da conferência que se realizou em Frankfurt no domingo, Köhler disse que os países industriais são muitas vezes injustos ao definirem as suas políticas comerciais, tratarem das questões de imigração, contratos de pesca e de outros recursos africanos.

"Nós, os do hemisfério Norte, temos que mudar a nossa forma de pensar", disse Köhler, que elegeu a luta contra a pobreza como o centro da sua exposição. Esta é a terceira conferência de presidentes africanos apoiada por Köhler, que anteriormente esteve à frente do Fundo Monetário Internacional em Washington.

Encorajou os países industriais a não se limitarem a observar de longe os países africanos a debaterem-se com crises atrás de crises.

"A África foi sempre o alvo das ideias expansionistas de nações externas", declarou Köhler aos participantes. Alertou principalmente contra a exploração dos recursos do continente. "Esmagar uma vez mais o continente africano seria um erro histórico", disse.

Apoio aos Acordos de Parceria Económica (EPA)

Köhler defendeu os controversos EPA's entre a Europa e a África, dizendo que satisfaziam os melhores interesses de ambos.

Solicitou aos estados africanos que esclarecessem o seu criticismo quanto aos planos do acordo e disse que a União Europeia (UE) deveria melhorar a equidade das condições comerciais com os seus parceiros africanos.

Köhler também apoiou o desenvolvimento da União Africana (UA) no sentido de se tornar uma entidade política semelhante à UE, como forma de dificultar as tentações de nações externas dividirem os países africanos, mediante acordos bilaterais com cada país individualmente.

Mundo cada vez mais interdependente

Acresentou além disso que os acordos com cada país individualmente fazem cada vez menos sentido num mundo em que as questões como alterações climáticas, a SIDA ou as migrações obrigam a uma conjugação de forças cada vez maior.

A conferência de dois dias foi assistida por 44 funcionários de topo, políticos e peritos africanos, que incluiram os presidentes do Botswana, Madagáscar, Moçambique, Benin e Nigéria.

Fonte: Deutsche Welle staf (jen), em
German President Critiques EU Double Standard on Africa,
publicado por Deutsche Weller World a 5 de Novembro de 2007

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Terça-feira, Outubro 23, 2007

Alemanha - Escassez de especialistas

Especialistas

Segundo um estudo do Instituto Económico Alemão (IW), a escassez de trabalhadores habilitados custa à economia alemã 18,5 mil milhões de euros por ano e ameaça o crescimento de algumas indústrias.

O ministro da economia Walther Otremba afirmou na segunda-feira que um estudo do IW, determinado pelo ministério, concluiu que a falta de especialistas em alguns campos resulta num prejuizo equivalente a 0.8 por cento do produto nacional bruto.

O estudo classificou a falta de especialistas como economicamente relevante e que o problema estava a travar o crescimento, acrescentou Otremba. Disse que este fenómeno era atribuível a um problema estrutural do mercado laboral alemão.

O estudo identificou o sector da indústria das telecomunicações e das Tecnoligias de Informação (TI)como especialmente em risco, dada a falta de especialistas em matemática e ciências da computação.

"Procuramos urgentemente novos trabalhadores", disse aos repórteres August-Wilhelm Scheer, o presidente da BRITCOM, a federação que representa as TI's, telecomunicações e novos meios de comunicação na Alemanha, durante a feira dos sistemas de computadores, segunda-feira, em Munique.

De acordo com as estatísticas da BRITCOM, cerca de 57% das empresas de informação ou comunicações precisam de pessoal e 62% admitem que as suas companhias sofrem com a falta de especialistas. A federação estima em 30 a 40 mil o total de vagas actualmente na indústria das TI's.

Scheer apelou às universidades para formarem mais especialistas e promover estudantes excepcionais nos negócios, assim como um esforço mais intenso para atrair estrangeiros altamente especializados. "Precisamos destes estrangeiros muito inteligentes", disse Scheer, "Eles ajudam-nos a assegurar o futuro."

Os actuais especialistas poderão abandonar a Alemanha

Também alertou para o facto de, se as companhias que têm vagas de especialistas não conseguirem preenchê-las, as próprias empresas sofrerão a os especialistas que ainda têm começarão a procurar lugar fora da Alemanha.

O ministro federal dos negócios estrangeiros, que patrocinou o estudo da IW, disse estar especialmente preocupado com a falta de especialistas nas indústrias que são importantes para o progresso tecnológico da Alemanha, tais como a engenharia macânica, a metalurgia, indústia eléctrica e a construção automóvel.

A má notícia é que a situação parece mais propensa a piorar que a melhorar, uma vez que a população alemã está a envelhecer, agravando o problema no futuro próximo. As estatísticas reportam cerca de 970 mil estudantes que saem este ano das escolas, contra cerca de 800 mil que entram para o primeiro ano.

Martin Wansleben, administrador da Câmara do Comércio e Indústria Alemã, disse aos repórteres que o número de empregos disponíveis para os jovens à procura do primeiro emprego e de pais qualificados deve aumentar e que as instituições alemãs devem melhorar a promoção de esquemas de treino vocacional. Também acrescentou que devem ser tomadas mais medidas para abrir o mercado de trabalho aos estrangeiros qualificados.


Fonte: Deutche Weller staff in
Study: Lack of Skilled Workers Costs German Economy Billions
publicado por Deutche Weller a 23 de Outubro de 2007

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Terça-feira, Setembro 18, 2007

Angela Merkel - Quem tem medo da China?

Dalai Lama

É sempre bom confrontar comportamentos. Ajudam-nos a avaliar aspectos da vida política com mais frieza.(AF)

Angela Merkel convidou o Dalai Lama para um encontro para "troca de ideias em privado" na Chancelaria. As autoridades chinesas não gostaram e os homens de negócios alemães também ficaram preocupados.

Fonte: Andreas Lorenz, correspondente em Pequim, in
Dalai Lama Visit Jeopardizes German Business Interests
publicado por Spiegel Online Internacional em 17 de Setembro de 2007

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Quarta-feira, Junho 13, 2007

Reinhard Höppner - Negociar com o inimigo


Os terroristas, incluindo os talibãs, pertencem à mesa das negociações. Só quando ofereço ao meu inimigo o lugar de honra posso aspirar a alcançar a paz.
Reinhard Höppner, presidente do congresso da Igreja Protestante Alemã, citado por Deutsche Welle em 11 de Junho de 2007

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Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

Der Spiegel - Flirt na Alemanha

PARA ELES:
Primeiro engano: semântico. A palavra "flirt" tem dois significados: um para os alemães e outro para o resto do mundo. A maior parte dos três mil milhões de homens na Terra estima que a melhor maneira é em tornar óbvias as suas intenções. O raciocínio é simples: se ela não souber que você está interessado, as suas chances são nada (NT - em português no original) -- mas se ela não puder ignorar as suas investidas, pelo menos terá que tomar uma decisão.

As mulheres alemãs, porém, deixam-se conduzir por um estilo totalmente diverso de galanteio. O interesse é sinalizado por uma forma estudada, compenetrada do olhar por parte do homem -- um olhar fixo que pode incluir um sorriso, mas não inclui na maior parte das vezes. O olhar, porém, não deve se ostensivo, antes breve e fugidio -- e o trabalho do homem está completo. No flirt entre alemães, o poder permanece solidamente no lado da mulher.

...
PARA ELAS:
O homem alemão pode pensar que você está interessada quando efectivamente não está. Pior é que não sabem como reagir quando indicia o seu interesse. O homem alemão entende isto: conversas sérias-mas-calorosas alongadas, entremeadas por conversas aligeiradas breves. O "flirt" na Alemanha não é tão divertido, ligeiro ou directo como em outros lados. Mas a dança às vezes estranha mas deliciosamente subtil entre os géneros poderá desenvolver-se dentro de si.

Tradução de excertos de:
Flirting with Fräuleins, Hunting for Herren
publicado no Der Spiegel em 5 de Junho de 2006

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Terça-feira, Novembro 07, 2006

Alemanha propõe exército europeu

Kurt Beck, dirigente dos sociais-democratas, apelou segunda-feira para a constituição de um exército europeu com comando único, sendo a primeira vez que um partido político alemão propõe tal estrutura. Se fôr adoptada, poderá conduzir a uma política de defesa e segurança da União Europeia independente da NATO.
...

...Beck afirmou que a Europa deve tornar-se a "potência global da paz" com o seu próprio comando militar e objectivos.
Artigo completo em International Herald Tribune

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