Quinta-feira, Julho 02, 2009
Porto - Teatro infantil

Vizinhos de personagens como o Lobo Mau, a Cinderela, o Gato das Botas e vítimas das maldades de duas bruxas, eles vão tentar perceber como vivem as pessoas: as grandes e as pequeninas. Serão os seus mundos tão diferentes dos deles? Saberá um boneco seguir o seu coração? Poderá uma boneca vestida de seda ter sonhos de menina?

Mais informações: Grupo de Teatro Fidra
Domingo, Junho 28, 2009
Numeri no Top dos Puzzles para iPhone
É com muito orgulho posso anunciar que o nosso Numeri entrou na lista dos puzzles mais vendidos para iPhone aqui em Portugal.
Para comemorar este evento, o site do jogo foi traduzido para Português.
Obrigada a todos,
Marta
Sexta-feira, Junho 26, 2009
Segunda-feira, Junho 22, 2009
22 de Junho -2º dia de Verão
Demain,dès l'aube
Demain,dès l'aube,à l'heure où blanchit la campagne,
Je partirai.Vois-tu,je sais que tu m'attends.
J'írai par la forêt,par la montagne.
Je ne puis demeurer loin de toi plus longtemps.
Je marcherai les yeux fixés sur mes pensées,
Sans rien voir au dehors,sans entendre aucun bruit,
Seul,inconnu,le dos courbé,les mains croisées,
Triste et le jour pour moi sera comme la nuit.
Je ne regarderai ni l'or du soir qui tombe,
Ni les voiles au loin descendant vers Honfleur,
Et quand j'arriverai, je mettrai sur ta tombe
Un bouquet de houx vert et de bruyère en fleur.
Victor Hugo
Etiquetas: pensamentos, poesia, Victor Hugo
Quarta-feira, Junho 17, 2009
Numeri para iPhone

A nossa Marta já tem uma loja. O primeiro jogo chama-se Numeri. O desafio consiste em definir uma linha fechada que não se intersecte a si própria e contendo tantos lados de cada quadrado quanto o número indicado no respectivo centro.
O software para jogo foi totalmente escrito em Portugal.
Terça-feira, Junho 16, 2009
Eu quero progredir na carreira, mas não de qualquer maneira
Dizem-me que eu tenho que ser avaliado, porque se não for avaliado também não terei legitimidade para poder avaliar os meus alunos.
Pois bem, aqueles que falam assim são os mesmos que colocaram as licenciaturas de cinco anos a valer a mesma coisa que as modernas licenciaturas de três anos.
São os mesmos que igualaram as carreiras dos educadores de infância, que não tinham qualquer formação superior, às carreiras dos professores que tinham adquirido uma licenciatura seguida de um estágio profissional: enquanto uns andavam a queimar pestanas, os outros andavam a fazer anos de serviço. Chegando ao cúmulo de considerar a carreira de educadores de infância mais desgastante do que a de professor do ensino básico, para efeitos de antecipar a idade da reforma, introduzindo uma diferença de mais dez anos entre os profissionais do ensino.
Sou daqueles que nunca progrediu na carreira por antiguidade: sempre que pretendi progredir na carreira, ou fui à procura de outro patrão, ou de outro país, ou de outro curso, ou simplesmente de outro contrato.
Aquilo que pretendem fazer agora, transcende todos os horrores que já fizeram até hoje, em termos desvalorizar o esforço, o mérito, a iniciativa e o desgaste ao longo da vida laboral.
Se para eu poder avaliar os alunos tive que fazer uma formação profissional específica, o que pretendem fazer agora é colocar docentes que nunca tiveram formação para isso, a avaliar outros colegas que têm as mesmas ou até mais habilitações do que eles.
Querem colocar professores que progrediram na carreira por antiguidade, a avaliar professores que nunca progrediram na carreira por antiguidade.
Querem colocar professores que, a partir dos dez anos de serviço, tiveram reduções na carga horária lectiva, a avaliar colegas a quem esse direito só será atribuído a partir dos quinze anos de serviço.
E pretendem fazer tudo isto em nome do rigor, dos critérios científicos, utilizando uma terminologia que não tem outro objectivo senão desprestigiar a profissão, o ensino, a escola, na mais completa inversão de valores que apenas se tornou possível a coberto do exercício de uma maioria absoluta por quem não possui capacidades nem conhecimentos para tal, com governantes que nunca trabalharam fora da mesma função pública que pretendem apontar como a responsável pela degradação da situação do país.
Por tudo isto venho aqui juntar àquela já tomada por outros, a minha posição pública de recusar o preenchimento da ficha de auto-avaliação do desempenho docente promovida pelo ministério da educação.
ES c/ 3º ciclo D. Dinis, Lisboa
Etiquetas: avaliação do desempenho docente, Portugal
Sábado, Junho 13, 2009
Contra a avaliação dos docentes enquanto mistificação
É apenas a manifestação pública da impossibilidade, de acordo com princípios de coerência e responsabilidade de que nos orgulhamos, de aceitarmos seguir as directrizes de um modelo de avaliação do nosso desempenho que de forma alguma cumpre os objectivos afirmados pela tutela, em particular no regime simplificado em vigor, de constitucionalidade duvidosa e escassa qualidade técnica.
Em conformidade com posições adoptadas por todos nós em momentos anteriores, os subscritores desta declaração afirmam a sua indisponibilidade para entregar a ficha de auto-avaliação nos moldes predeterminados pelo Ministério da Educação.
Esta posição implica rejeitar a transformação do biénio 2007-09 numa pseudo-avaliação com base em objectivos definidos entre três a cinco meses do final das actividades lectivas deste período. Esta atitude significa a recusa frontal em participar de forma activa numa mistificação pública cujo objectivo é fazer passar por verdadeira uma avaliação falseada do mérito profissional dos docentes, mistificação esta que sabemos ter objectivos meramente eleitoralistas mas que terá consequências profundamente negativas para a qualidade da educação em Portugal.
Estamos conscientes das potenciais consequências da nossa tomada de posição, nomeadamente quanto à ameaça da não progressão na carreira por um período de dois anos lectivos, assim como de um eventual procedimento disciplinar que todos contestaremos em seu devido tempo. Esta é uma atitude cujas implicações apenas recaem sobre nós, estando todos preparados para continuar a lutar pela demonstração da ilegalidade do regime da chamada avaliação simplex.
Estamos ainda conscientes de algumas críticas que nos serão dirigidas de diversos quadrantes. Todas elas serão bem-vindas, venham de onde vierem, desde que se baseiem em argumentos e não em meras qualificações destituídas de conteúdo.
Aos que nos queiram apontar que não compete a cada cidadão definir a forma de cumprimento das leis que se lhe aplicam, poderíamos evocar o artigo 21º da Constituição da República Portuguesa, mas bastará sublinhar o que acima ficou explicitado sobre a forma como encaramos as consequências dos nossos actos. A todos os que considerarem que esta é uma radicalização excessiva do nosso conflito com o Ministério da Educação reafirmamos que o fazemos em consciência e coerência com os nossos princípios éticos, sem calculismos ou outros oportunismos de circunstância.
Por último, salientamos que esta declaração não é um apelo a qualquer tomada de posição semelhante por ninguém, mas tão-só a afirmação da nossa. Não podemos, porém, deixar de constatar que a força de qualquer atitude é tão mais poderosa quanto consciente e esclarecida a convicção de quem a toma.
| Ana Mendes da Silva | Esc. Sec. da Amadora |
| Armanda Sousa | Esc. Sec./3 de Felgueiras |
| Fátima Freitas | Esc. Sec. António Sérgio, Porto |
| Helena Bastos | EB 2/3 Pintor Almada Negreiros, Lisboa |
| Maria José Simas | Esc. Sec. D. João II, Setúbal |
| Mário Machaqueiro | Esc. Secundária de Caneças |
| Maurício de Brito | Esc. Sec. Ponte de Lima |
| Paulo Guinote | EB 2/3 Mouzinho da Silveira, B. Banheira |
| Paulo Prudêncio | EBI Santo Onofre, Caldas da Rainha |
| Pedro Castro | Esc. Sec. Maia |
| Ricardo Silva | EB 2/3 D. Carlos I, Sintra |
| Rosa Medina de Sousa | Esc. Sec. José Saramago, Mafra |
| Teodoro Manuel | Esc. Sec. Moita |
Fonte: A educação do meu umbigo, 13 de Junho de 2009
Etiquetas: avaliação do desempenho docente, Portugal
Terça-feira, Junho 09, 2009
Portugal - Professores unidos
Tentaram dividir-nos
E conseguiram em carreira,
Mas não em número.
Lutámos defendendo os nossos princípios
Viemos do Norte, do Sul, do Centro, do Litoral e Interior.
Enchemos cidades, ruas e praças
Unimos gerações
Fizemos história.
Partimos em busca da verdade,
Percorremos km
Estendemos bandeiras
Cantámos até ficar sem voz
Mas nunca nos calámos.
Já fizemos cordões
Entregámos providências
Dormimos na rua.
Chamaram-nos incompetentes e mentirosos
Sem nunca o termos sido.
Fomos julgados injustamente
Desprestigiados
Confrontados
Manipulados
Demos lições
E continuaremos a dar.
Tantos..
Tantos não podem estar errados.
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=yHxvPMxkO08
Etiquetas: Portugal, professores
As eleições para o Parlamento Europeu
- Há uma abstenção generalizada nas eleições europeias. A grande excepção é a Bélgica, onde o voto é obrigatório. É o tempo ideal para promover todas as conspirações de gabinete. A começar pelo Tratado de Lisboa, a respeito do qual o seu defensor e Primeiro Ministro da Irlanda declarou que "só um doido estaria disposto a estudá-lo e compreendê-lo"; a continuar no processo esquivo de re-nomeação/eleição colegial do Presidente Durão Barroso, que parece não agradar a Sarkozi.
- Família política é uma expressão quase tão destituída de sentido como democracia. Que relação esquerda-direita pode ser definida entre a gestão da crise, prudente e alheia aos ditames da Comissão Europeia, feita pelo governo de Ângela Merkel e o seguidismo irracional da cartilha capitalista feita pelo governo de José Sócrates? Ou, simplesmente, entre um verdadeiro governo social-democrata e um fanático pró-capitalista puro e duro como José Sócrates. Deixem-me rir. Comparada a Ângela Merkel, José Sócrates fica mais perto do populismo demagógico de Mussolini que de Guerard Schroeder.
- As condições para governar à direita com discursos de esquerda já tiveram melhores dias por esta Europa. A crise força as palavras a ajustarem-se aos actos. Tarefa tão difícil para um troca tintas como José Sócrates, como para os sofisticados socialistas franceses.
- Sentindo-se encurralada, a direcção do Partido Socialista em Portugal trata de radicalizar cada vez mais o discurso, abstendo-se de toda a racionalidade e recorrendo cada vez mais ao simples insulto.
Etiquetas: Europa, parlamento, Portugal


