Archive for the ‘Mentiras’ Category

O Futepernas

Wednesday, June 30th, 2010

Não acho honesto que o seleccionador Carlos Queirós reconheça a vitória dos espanhóis sobre a selecção portuguesa.

Porque os espanhóis nunca foram atrás da bola, que isso dava muito trabalho.

Em vez disso, só os vi a ir atrás foi das pernas dos adversários.

Que apesar de tudo, sempre correm menos do que a bola.

Eles apenas jogaram futebol enquanto detinham a posse da bola, fora isso jogaram futepernas.

Foi uma vitória do futepernas sobre o futebol, e quem perdeu, mais do que Portugal, foi o futebol.

O golo apenas surgiu, na altura em que os portugueses ficaram exaustos e deixaram de conseguir fazer o papel de palhaços. E mesmo assim o golo foi defendido, o nosso bravo Eduardo do Braga apenas deixou passar a recarga, por falta de comparência da nossa defesa.

Assim que conseguiam apoderar-se da bola, de tanto correr atrás dela, os espanhóis atiravam-se logo às pernas dos atrevidos, atingindo-as em menos tempo do que os olhos dos mesmos procuravam algum companheiro a quem pudessem transferir o precioso achado.

O árbitro nada via, porque era apenas o décimo segundo jogador, e não trabalhava nem ganhava para arbitrar futepernas, apenas arbitrava futebol.

Se por acaso a situação fosse a inversa, e o árbitro em vez de argentino fosse brasileiro, não estou a ver o seleccionador castelhano a felicitar a vitória lusa.

A Pergunta

Wednesday, October 8th, 2008

O Estado não paga aos utentes nenhum medicamento, sem ouvir o médico;
Mas o mesmo Estado subsidia a internet aos utentes, sem ouvir o Professor.

A pergunta que se põe, é muito simples:
Se um Professor fizer a denúncia de um benefício que o Estado concedeu ao seu aluno,

Essa denúncia corre contra as regras que o Estado impôs para conceder o benefício, ou contra a avaliação que o Estado faz do desempenho do Professor?

Da resposta (ou falta dela) que o avaliador registar em acta, irá depender o tipo de participação que o avaliado fizer na avaliação do seu desempenho.

Em nome de Portugal

Tuesday, December 4th, 2007

Exijo o conhecimento e o reconhecimento público da História nacional, desde o início do século XX e até aos nossos dias. Já não é admissível que, em nome de uma dogmática perpétuamente transitória, de cariz supostamente anti-fascista e alegadamente anti-colonialista, se procure eternizar a superioridade dos políticos actuais e das políticas contemporâneas sobre os titulares políticos do passado e a sua condução das políticas nacionais e internacionais.
Os orgulhosos republicanos de hoje, que acusaram o regime anterior ao 25/4 de intransigência no reconhecimento do direito à independência das antigas colónias, erguem ao altar os garbosos republicanos de ontem, que acusaram a monarquia de ceder aos britânicos os territórios do mapa cor-de-rosa.
Os nossos políticos cor-de-rosa, que não sabem esgrimir as suas virtudes sem ser a trocar acusações à volta do défice, que não sabem governar uma câmara sem ser a pedir empréstimos para pagar empréstimos, preferem chamar nomes aos políticos do passado, do que estudar e aplicar a maneira como eles conseguiram sanear as contas públicas, credibilizar a economia e impor a moeda nacional a nível externo.
E tudo isso sem enganar ninguém: não prometeram a liberdade, mas ofereceram a segurança, que era o que as populações desejavam acima de tudo o resto. Hoje, promete-se a liberdade, e tira-se a segurança. Antigamente não havia eleições, mas hoje em dia as populações não só se recusam a exercer o seu direito de voto, como ainda invocam essa recusa como a única maneira que lhes resta para tentar colocar os políticos na ordem.

Em nome de Portugal, abandone-se de uma vez por todas, o estigma ridículo do regresso ao passado, e estude-se sem preconceitos, tudo o que de melhor e de pior ocorreu no século XX, independentemente dos titulares dos cargos públicos.
Porque feitas as contas, nenhum dos políticos que temos agora, conseguiu vencer o défice das contas públicas como aquele que é mais atacado por todos eles, e sem recorrer a qualquer ajuda externa.

Os raciocínios da nossa ministra da educação

Wednesday, September 19th, 2007

Maria de Lurdes Rodrigues não merece tanta atenção, é um facto, mas eu não me contenho, sou do tipo sanguíneo – também é verdade – e tenho algo para dizer!

MLR disse hoje que a DECO procura protagonismo quando investiga em 20 escolas a qualidade do ar que lá se respira e outras coisas que eu não ouvi. Que 20 escolas não são mil e tal, etc.

Mas MLR também se esqueceu, concerteza das suas aulas de probabilidades, nas quais deve ter aprendido que para se estudar determinado fenómeno, ou facto, se fazem as ditas amostragens aleatoriamente ou seguindo determinados parâmetros.

Portanto ela não tem a noção do que diz nem do que fala e é arrogante, convencida!
Pois eu tenho, na minha escola, uma qualidade do ar má, para não dizer péssima, devido a indústrias que a envolvem e que, não respeitando a legislação, emitem gases poluentes pelas redondezas. Dias há que tem que se fechar as janelas para não aspirar o cheiro a soja de uma fábrica de rações bem perto dali. A soja não faz mal dirão! Pois é, mas dá vómitos e náuseas quando se respira aquele ar parado!

Mais os telheiros da minha escola são de Lusalite ainda e contêm amianto, substância cancerígena e proibida de utilizar nos tais telheiros! O problema é quando eles têm muitos anos e começam a desfazer-se! A Deco referiu igualmente a existência destes telheiros.

Pois é, quem está a mentir não é a DECO mas MLR que não deve saber o que é o amianto mas pode perguntar antes de falar, para não fazer má figura!

Aceito que é muito dispendioso trocar aqueles telheiros todos de uma só vez mas o que MLR deveria ter dito era que iria auscultar o problema e tentar resolvê-lo, se não de uma vez por todas, pelo menos devagarinho!