Archive for the ‘inflacção’ Category

National Inflation Association – O embuste do ensino superior

Sunday, May 15th, 2011

As faculdades estão a destruir as vidas de milhões de norte-americanos, que merecem um ensino de muito melhor qualidade por uma fracção apenas daquilo que pagam hoje.
Este documentário irá abrir o jogo a milhões de estudantes que têm sido enganados toda a vida pela propaganda. O sistema que temos transforma-os em escravos da dívida, ao mesmo tempo que a Reserva Federal facilita aos banqueiros o roubo da riqueza da classe média, por via da inflacção.
Chegou a hora dos jovens norte-americanos tirarem conclusões por si próprios.

http://www.youtube.com/watch?v=VpZtX32sKVE&feature=player_embedded#at=1993

Eugénio Rosa – Sobre a ERSE e a EDP

Sunday, August 10th, 2008
, para além desta análise dos resultados das contas apresentadas pela EDP, mostro que essses elevadissimos lucros são conseguidos à custa de preços de electricidade impostos pela empresa a mais de 4 milhões de consumidores domesticos que são superiores entre 16,4% e 21,1% aos preços médios da União Europeia. Nessa análise utilizo os preços de electricidade sem impostos, porque são aqueles que revertem integralmente para as empresas, e que constituem a fonte dos seus elevadissimos lucros.

Para toda esta situação tem contado não só a passividade do governo mas fundamentalmente o comportamento colaborante da propria entidade reguladora, a ERSE, que no lugar de exercer uma fiscalização actuante, tem até apresentado propostas que só beneficiam a empresa, de que são exemplos a proposta das dividas incobraveis da EDP serem pagas pelos consumidores que pagam assim como a relativa à chamada tarifa social que analiso no meu estudo.

Apesar destes elevadissimos lucros a EDP prepara-se para tentar impor em 2009 um aumento de preços varias superior à subida dos salários com a justificação da existência de um elevado défice tarifário. É de prever que para isso conte com o apoio da ERSE. A campanha com esse objectivo já começou em varios orgãos de comunicação social.

Espero que possa ser útil.

Com consideração

Eugénio Rosa
Economista

. 2.8.2008

Eugénio Rosa – O efeito stock

Tuesday, July 8th, 2008
Caro(a) amigo(a)

O presidente da GALP multiplicou-se nas últimas semanas em declarações aos órgãos de informação com o objectivo de branquear o comportamento das petrolíferas e justificar a continuação da escalada de preços dos combustíveis que se continua a verificar no nosso País. Ao semanário Expresso de 28 de Junho chegou mesmo a afirmar:

“Não gosto que nos chamem ladrões”

No entanto, como já tinha acontecido com a Autoridade da Concorrência (AdC) e com o próprio governo fugiu às principais questões, não esclarecendo as causas internas que estão também a contribuir para a escalada de preços em Portugal.

, utilizando dados oficiais mais recentes, analiso as questões que o presidente da GALP, a AdC e o próprio governo ainda não esclareceram os portugueses. Utilizando dados da própria GALP calculo que os lucros extraordinários obtidos por esta petrolífera em 4 anos devido apenas ao chamado “efeito stock” , ou seja, lucros que resultam do aproveitamento feito por esta empresa da especulação que se verifica no mercado internacional do petróleo, já ultrapassam os 1.000 milhões de euros.

Espero que este estudo possa ser útil.

Com consideração

Eugénio Rosa
edr@mail.telepac.pt

Economista

Publicado em 6 de Julho de 2008

Boicote à GALP

Sunday, June 1st, 2008

in
publicado por em 28 de Maio de 2008




Boicote à Galp

in Fomos a isto, Jumento
publicado por A barbearia do senhor Luís em 30 de Maio de 2008

Mário Crespo – Por que não nacionalizar?

Friday, May 30th, 2008
Se o mercado não consegue disciplinar os preços, os lucros nem o selvático prendar dos recursos empresariais com os vencimentos multimilionários dos executivos, então por que não nacionalizar os petróleos e tentar outros modelos? Quem proferiu este revolucionário comentário foi Maxine Waters, Democrata da Califórnia, durante o inquérito conduzido pelo Congresso, em Washington, às cinco maiores petrolíferas americanas. Face à escalada socialmente suicidária dos preços dos combustíveis, o órgão legislativo americano convocou os presidentes para saber que lucros tinham tido e que rendimentos é que pessoalmente cada um deles auferia. Os números revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos. Desde os 40 mil milhões de dólares de lucro da Exxon no ano passado, ao milhão de euros mensais do ordenado base do chefe Executivo da Conoco-Phillips, às cifras igualmente astronómicas da Chevron, da Shell e da BP América. Esta constatação do falhanço calamitoso do mecanismo comercial, quando encarada no caso português, ainda é mais gritante. Digam o que disserem, o que se está a passar aqui nada tem a ver com as leis de oferta e procura e tem tudo a ver com a ausência de mercado onde esses princípios pudessem funcionar.

Se na América há cinco grandes empresas que ainda forçam o mercado a ter preços diferentes, em Portugal há uma única que compra, refina, distribui e vende. É altura de fazer a pergunta de Maxine Waters, traduzindo-a para português corrente

- Se o país nada ganhou com a privatização da Galp e se estamos a ser destruídos como nação pela desalmada política de preços que a única refinadora nacional pratica, porquê insistir neste modelo? Enunciemos a mesma pergunta noutros termos

- Quem é que tem vindo sistematicamente a ganhar nestes nove anos de privatização da Galp, que alienaram um bem que já foi exclusivamente público? Os espanhóis da Iberdrola, os italianos da ENI e os parceiros da Amorim Energia certamente que sim. O consumidor português garantidamente que não. Perdeu ontem, perde hoje e vai perder mais amanhã. Mas levemos a questão mais longe houve algum ganho de eficiência ou produtividade real que se reflectisse no bem-estar nacional com esta alienação da petrolífera? A resposta é angustiantemente negativa. A dívida pública ainda lá está, maior do que nunca, e o preço dos combustíveis em Portugal é, de facto, o pior da Europa. Nesta fase já não interessa questionar se o que estamos a pagar em excesso na bomba se deve ao que os executivos da Galp ganham, ou se compram mal o petróleo que refinam ou se estão a distribuir dividendos a prestamistas que exigem aos executivos o seu constante “quinhão de carne” à custa do que já falta em casa de muitos portugueses. Nesta fase, é um desígnio nacional exigir ao Governo que as centenas de milhões de lucros declarados pela Galp Energia entrem na formação de preços ao consumidor. Se o modelo falhou, por que não nacionalizar como sugeriu a congressista Waters? Aqui nacionalizar não seria uma atitude ideológica.

Seria, antes, um recurso de sobrevivência, porque é um absurdo viver nesta ilusão de que temos um mercado aberto com um único fornecedor. Se o Governo de Sócrates insiste agora num purismo incongruente para o Serviço Nacional Saúde, correndo com os existentes players privados e bloqueando a entrada de novos agentes, por que é que mantém este anacronismo bizarro na distribuição de um bem que é tão essencial como o pão ou a água? Como alguém já disse, o melhor negócio do Mundo é uma petrolífera bem gerida, o segundo melhor é uma petrolífera mal gerida. Na verdade, o negócio dos petróleos em Portugal, pelas cotações, continua a ser bom. Só que o país está exangue. Há fome em Portugal e vai haver mais. O negócio, esse, vai de vento em popa para o Conselho de Administração da Galp, para os accionistas, para Hugo Chávez e José Eduardo dos Santos. Mas para mais ninguém. A maioria de nós vive demasiado longe da fronteira espanhola para se poder ir lá abastecer.

Muito bem! Enquanto o nosso Governo não nacionaliza a GALP, vamos nós boicotar a GALP.

Mário Crespo escreve no , semanalmente, às segundas-feiras

pelo Jornal de Notícias em 26 de Maio de 2008

Yves Smith – Liquidez e inflacção

Monday, December 17th, 2007

Andy Xie, que foi economista-chefe da Morgan Stanley até ao ano passado (aparentemente, tornou-se impopular por ser demasiado cândido para com Singapura), criticou sem rebuços a decisão tomada na semana passada pelos bancos centrais sobre uma nova infusão de liquidez, no artigo do Financial Times intitulado .

A conclusão de Xie é a de que a crise foi provocada por uma intervenção especulativa: salvar os irresponsáveis apenas os encoraja a prosseguir as suas acções. Também se referiu ao medo das autoridades pela recessão, que teria o salutar efeito de apertar a multidão. Não sendo estes comentários uma novidade especial, à parte o reconhecimento de que a acção dos bancos centrais está a alimentar a crise inflaccionária, são eloquentes e sugestivos.

É de notar que alguns comentadores classificaram como menor a intervenção da Federal Reserve (FED – banco central dos Estados Unidos da América); a Brad DeLong observou a propósito que o último movimento foi precedido de um disparo dramático do ritmo de atribuição de fundos pelo FED.(Yves Smith)


Do Financial Times:

A bolha do crédito global está a estoirar. Esta bolha é alimentada, em primeira instância, pela aplicação de fundos próprios em operações financeiras nominalmente de alto rendimento associado ao risco elevado. Os responsáveis pelo que aconteceu jogaram com o dinheiro de outrem, negociaram produtos financeiros arcanos por meio de falsas promessas de lucros chorudos, mas encheram os seus bolsos com bons prémios. Nem estes mestres do universo, nem os seus ávidos e ingénuos investidores merecem ser salvos. Merecem tudo o que lhes aconteceu.

Os banco centrais partilham igual responsabilidade na situação que se criou. Depois do 11 de Setembro de 2001, os bancos centrais reduziram drasticamente as taxas de juro, proporcionando dinheiro barato para fazer crescer a bolha. Não deveriam inundar novamente o mundo com liquidez para suster esta bolha e criar a próxima. Os bancos centrais deveriam concentrar-se na estabilidade dos preços e promover liquidez apenas suficiente para conter a escalada dos efeitos na economia devidos à explosão da bolha.

Tampouco deveriam os bancos tentar evitar a recessão a qualquer preço. Os ciclos de negócios não são maus. Aos tempos altos devem seguir-se os baixos. A última fase de crescimento durou demasiado devido ao efeito de estímulo da bolha. Após quatro anos de uma taxa de crescimento global de 5%, uma recessão moderada é um pequeno preço a pagar. Se, em resposta à crise actual, os bancos centrais estimularem a bolha a crescer novamente, os actos irreflectidos na economia global agravar-se-ão e tornar-se-ão mais penosas as medidas correctivas.

Nos últimos cinco anos, a bolsa de Nova York (Wall Street) mudou radicalmente e, porventura, não para melhor. O colapso das agências promotoras de negócios obrigou os bancos a apostar os seus activos para conseguir receitas, vendendo produtos combinados de “altas margens” aos seus clientes. A sua ânsia de vender produtos novos e mal compreendidos, tais como derivados de hipotecas sub-prime, é um factor preponderante na génese da crise actual. Com já aconteceu na crise dos anos de 1980, a Wall Street arrisca-se a ser processada legalmente nos próximos anos.

As agências de classificação do risco de crédito partilham a culpa. Forneceram indicadores de alta segurança aos derivados das hipotecas de casas baseados na longevidade das prestações cobradas. Infelizmente, o comportamento do conjunto dos devedores depende de condições macro-económicas. Logo que os preços das casas desceram significativamente, as prestações dos empréstimos tenderam a descer e a longevidade deixou de valer grande coisa. Como em crises anteriores, as avaliadoras do risco de crédito comportaram-se como negociantes de ocasião. As análises de risco são supostas servir de guia aos investimentos em maus tempos, não para serem aplicadas quando a situação se torna crispada.

O inchaço dos fundos industriais são igualmente culpados. Quando estes fundos se tornaram enormes, os gestores concentraram-se nos 2% dos seus salários em vez de participarem nos investimentos produtivos. Assim, trataram de arrecadar activos super-promissores.
Enquanto não chegar a hora da verdade, poderão reportar os lucros que entenderem. Quando isso acontecer, não conseguirão vender o que têm e ainda terão que recusar o resgate.

Se os bancos centrais tentarem salvar Wall Street, provocarão uma inflacção alta durante anos. O efeito inflaccionário de uma política despesista no passado foi compensada pelo efeito deflaccionário da globalização. Agora a China e outros países em vias de desenvolvimento já sofrem uma inflacção alta e em crecimento. Dinheiro mal gasto irá directamente para a inflacção. O círculo vicioso da espiral de salários e preços de 1970 não regressará enquanto o trabalho e o capital acreditarem no poder dos bancos centrais em conter a inflacção. Se isso for descurado para salvar a Wall Street, essa confiança pode ser desperdiçada. A espiral de salários e preços que se seguiria poderia arruinar a economia global por anos.

Esta é uma oportunidade de os bancos centrais restabelecerem a sua credibilidade. Os mercados tomaram mais riscos que deveriam, porque contaram que os bancos centrais os salvariam em tempos de crise, como agora. A declaração de Alan Greenspan, ex-presidente do FED, de inundar o mercado com liquidez em períodos de instabilidade financeira está na origem desta crença que “o banco central põe”. Enquanto esta espectatitiva existir, as bolhas financeiras reaparecerão. Agora é tempo de agir. Deixemos os torpes ir para a bancarrota. Os bancos centrais deveriam enterrar de boa mente o “põe” de Greenspan.

in
publicado por naked capitalism em 14 de Agosto de 2007

França – Inflacção anual atinge 2,4%

Thursday, December 13th, 2007
Artigo: a 13 de Dezembro de 2007

Institut national de la statistique et des études économiques (Insee):

A progressão do índice de preços ao consumidor registada em Novembro resulta essencialmente da nova subida dos preços dos produtos petrolíferos.

Alemanha – Inflacção anual atinge três porcento

Saturday, December 8th, 2007
Artigo: Michael Sauga e Christian Reiermann,
a 6 de Dezembro de 2007

Eugénio Rosa versus Manuel Pinho

Wednesday, December 6th, 2006

O papel do gestor é fazer…
o do líder, acertar.

Em Portugal, esta distinção parece ser desconhecida por uma nova classe de políticos saídos directamente dos bancos da ignorância e elevada ao máximo expoente do Estado.
Foi assim com José Sócrates que – coitado – não encontrou tempo para telefonar ao seu correlegionário Vítor Constâncio, tão ocupado estava na campanha eleitoral a prometer baixar os impostos. Não acertou, errou, auto excluíu-se da classe dos líderes. Ou, para ser mais brando: passou a andar à trela dessa eminência parda do FMI, que ostenta – para português ver – o título de Governador do Banco de Portugal. “Vamos lá ver quem manda nesta terra. Só porque ganhou mais de dois milhões de votos e não se ajeita com os telemóveis, não vai armar-se agora em carapau de corrida. O respeitinho é muito bonito. Já lhe digo com quantos paus se faz uma canoa.” – deve ter pensado Vitor Constâncio antes de o pôr na ordem.
Seguindo o exemplo do seu mestre, o Senhor Professor Doutor Manuel Pinho, Ministro da Economia e da Inovação (delicioso, este último epíteto politicamente correcto) vem agora defender a necessidade de aumentar o preço da electricidade aos consumidores domésticos, sem mesmo se dar ao trabalho de ler os relatórios. Mas já é doutor mesmo, não é? E essas minudências não lhe tiram o título e, pelos vistos, também não o cargo. Pudera, com semelhante chefe. “Se Sócrates nem telélés sabe usar, havería eu de me aborrecer com relatórios. Ora bem.” – deve ter pensado.

O texto de Eugénio Rosa é bem elucidativo. Destaco apenas um parágrafo:

Segundo o Eurostat, entre 1995 e 2006, o preço da electricidade, sem incluir os impostos, aumentou em Portugal +6,6% enquanto o preço médio comunitário (UE15) desceu em -0,7%. Em 2006 o preço da electricidade em Portugal é superior ao preço médio comunitário em 18%. Por países, em 2006, exceptuando o caso da Alemanha em que o preço é superior ao de Portugal em apenas 3%, da Itália (+16%) e de Luxemburgo (+4%), em todos os outros países o preço da electricidade doméstica, sem impostos, é inferior ao preço praticado em Portugal. Em alguns deles a diferença é significativa como sucede na Grécia (-52%), na Espanha (-30%), na França (-32%), na Áustria (-3%), na Finlândia (-40%), na Inglaterra (-28%), na Suécia (-35%), e na Noruega (-38%). É com um preço superior que a EDP obtém lucros escandalosos.

Texto completo em