Archive for the ‘conflitos’ Category

Josephine Witt – Parem a ditadura do Banco Central Europeu

Thursday, April 16th, 2015

Somos donos das nossas vidas – algo difícil de lembrar face á política monetária devastadora do Banco Central Europeu (BCE).

Não somos cordeiros do teu jogo viciado, não estamos à tua disposição, não estamos à venda, não somos descartáveis.

“Somos donos das nossas vidas” será o protesto que vencerá a repressão, quando deixarmos de encarar a nossa pobreza como uma derrota pessoal e uma situação imutável.

Dona do universo, vim aqui para te lembrar que não há deus, mas há pessoas por detrás dessas vidas e se persistires em governar em vez de servir, o clamor dos protestos aumentará e terás de escutá-lo cada vez mais alto, fora ou dentro das tuas paredes, por todo o lado, não conseguirás encontrar refúgio.

Enquanto persistires na tua autocracia hegemónica, protegida por estados securitários e policiais, só conseguirás aumentar a violência diária e nós acabaremos por encontrar a via pacífica radical e agiremos contra os desastres humanitários que andas a fabricar.

Não aceitaremos a tua pretensão tresloucada de que a condição para sobrevivermos passa por sacrificarmos a nossa liberdade e vendermos a nossa dignidade aos bancos.

Se persistires na tua arrogância contra as pessoas, só conseguirás aumentar perigosamente a dívida que já contraiste para com elas. As tuas aparições públicas esporádicas não te conferem qualquer legitimidade democrática.

Seria pueril esperar de uma instituição ilegítima como tu que a minha voz fosse escutada ou que as minhas palavras compreendidas, mas sei que há muita gente que entende perfeitamente o que digo.

Hoje sou apenas uma lançadora de confetis que te envia uma mensagem, mas treme com o que está para vir. Saberemos resgatar as nossas vidas.

Longe está a tua dívida de ficar saldada.

Josephine Witt no Radical Cinema

Exxon versus Tratado de Kioto

Friday, January 5th, 2007

Neste
publicado no em 3 de Janeiro de 2007

Thom Shanker – General preconiza compromisso internacional

Wednesday, December 20th, 2006

[O Iraque transformou-se no mal-amado dos Estados Unidos: os políticos procuram uma solução militar e os militares procuram uma solução política. Hum... What's next? A.F.]


O novo Secretário da Defesa, Robert Gates, auscultando opiniões sobre o Iraque nesta semana, irá encontrar-se com o General John P. Abizaid, o comandante senior do Médio Oriente, adverso ao aumento das forças militares presentes no terreno.

O General Abizaid, que completa os últimos meses de uma carreira militar fortemente condecorada, reconhece que as forças adicionais americanas, propostas por alguns altos conselheiros do Presidente Bush, poderão aumentar a segurança a curto-prazo; mas defende que as tropas estrangeiras constituem uma panaceia tóxica que será rejeitada pelos iraquianos e que a expansão das tropas americanas apenas adiará o momento em que os iraquianos se verão obrigados a assumir a responsabilidade pela sua própria segurança.

Ainda que as forças instaladas no Iraque possam ser reposicionadas para responder aos desafios crescentes da segurança, especialmente em Bagdad, a resposta não poderá ser apenas militar. O papel principal nos combates não poderá recair indefinidamente sobre as tropas americanas, disse o General Abizaid.

“A situação da segurança em Bagdad exige mais tropas iraquianas”, disse numa entrevista durante uma recente digressão de trabalho pelo Iraque, onde manteve contacto com os comandantes americanos.

As sua abordagem, que inclui planos para aumenter o número de instrutores americanos a trabalhar com unidades iraquianas, é apoiada pelo General George W. Casey Jr., o comandante senior das tropas americanas no Iraque, assim como pelo Estado Maior, que é responsável pelo envio das tropas e que resistiu até agora a aumentar os efectivos sem que sejam clarificados os objectivos a serem atingidos no terreno.

Mas o general vê-se confrontado com uma abordagem diferente por parte de um número crescente de funcionários civis da administração Bush, que vêem num aumento drástico da força militar um modo eficaz de estabilizar Bagdad e como a derradeira iniciativa para o presidente anunciar em Janeiro.

O General Abizaid defende, para o Iraque, uma solução mais ambrangente que esta que visa simplesmente terminar o fogo em Bagdad.

“Vocês têm que internacionalizar o problema”, disse o General Abizaid. “Têm que atacá-lo diplomaticamente, geo-estrategicamente. Não podem contentar-se com ver à lupa um problema específico na cidade baixa de Bagdad e outro problema específico na cidade baixa de Kabul e esperar que, de qualquer maneira, se for aplicada força militar suficiente, ficarão resolvidas as questões mais gerais do extremismo na região.”

Estas opiniões estão desfasadas das de alguns funcionários em Washington.

O General Abizaid foi criticado por senadores de ambos os partidos por aquilo que chamaram ideias feitas a respeito do nível de intervenção militar no Iraque e por partilhar responsabilidades na estratégia que o Iraque Study Group deu com estando a falhar. Ao mesmo tempo, exasperou muitos dos seus superiores civis por não se cingir às explicações oficiais sobre a guerra, contrapondo uma visão mais aguda, ainda que rude, sobre a missão militar no Iraque desde que tomou posse do cargo de Comandante central em Julho de 2003.

O General Abizaid foi o primeiro a chamar guerrilha à guerra no Iraque, mesmo quando a Casa Branca e o Pentágono desautorizaram esta descrição. E foi o primeiro general de quatro estrelas a avisar que o crescimento da violência sectária no Iraque, a seguir à explosão de uma bomba na mesquita de Samarra em Fevereiro, fez emergir o terrorismo e os rebeldes sunitas como o maior desafio à segurança local, comunicando ao Congresso que o Iraque se arriscava a deslizar para a guerra civil.

Numa súbita mudança de atitude durante a recolha de testemunhos pela Comissão do Senado para os Assuntos Militares, o Senador republicano do Arizona John McCain exclamou ao general: “Lastimo que hoje advogue basicamente a manutenção do status quo, pois pensava que o povo americano tinha rejeitado essa hipótese nas últimas eleições”.

A relutância do General Abizaid em subscrever um golpe de força das tropas americanas não se deve a qualquer divergência quanto à questão de os Estados Unidos poderem confiar ou não em um número significativamente menor de efectivos nas zonas de combate por possuirem uma tecnologia avançada. O General Abizaid, que é descendente de libaneses, esteve ao serviço de uma missão das Nações Unidas no Líbano, frequentou a Universidade na Jordânia e tirou um mestrado de Estudos sobre o Médio Oriente em Harvard.

Ele sublinha que a ameaça para os interesses da segurança nacional americana se estendem muito para além de um qualquer país na sua área de responsabilidade.

“Quando se observa a penetração da forma de extremismo apresentado pela Al Quaeda, não falamos apenas do Afganistão, nem apenas do Iraque – falamos do Paquistão, da Arábia Saudita, do Reino Unido, da Espanha”, declarou. “Atacou os Estados Unidos. Organiza-se num mundo virtual e de forma sem precedentes, muito moderna e muito perigosa.”

Perguntem por uma solução aos rebeldes sunitas da província de Anbar, e descobrirão os apoios na Síria e as consequências que esperam que se abata sobre os shiitas no Iraque vindas da Arábia Saudita.

Acerca dos rebeldes talibãs no Afganistão, o General Abizaid disse que a única via era tentar compreender as lealdades tribais no Paquistão. Concentrando-nos no terrorismo do Médio Ortiente, excluimos dos nossos esforços militares os abrigos que dispoem em recantos ingovernáveis em Africa.

O General Abizaid é referido como o inventor da frase “a guerra prolongada” para descrever o desafio do combate ao terrorismo, em especial a sua forma radical islâmica. Ainda a usa, mas já não a prefere, segundo os seus ajudantes, porque muita gente tende a favorecer a palavra “guerra” e privilegiar a solução militar.

Afirma que o governo dos Estado Unidos está organizado de forma desadequada para se opôr a este tipo de ameaça e que o sucesso da missão antiterrorista no Irão, Iraque ou qualquer outro lado exige que a totalidade do governo se disponha à guerra, não apenas os militares.

“Penso que a nossa estrutura para os desafios da segurança no século XXI precisam adaptar-se a este tipo de inimigo”, disse. “O século XXI exige realmente que descubramos o modo de combinar elementos do poder económico, diplomático, político e militar para actuarem em conjunto contra problemas específicos onde quer que eles surjam”.

Muito antes do Iraque Study Group incluir na solução para o Iraque as negociações com o Irão e a Síria, o General Abizaid defendia que o combate ao extremismo islâmico dependia de uma concertação regional. Sobre recomendações feitas em privado para negociações directas com o Irão e a Síria, bem como o nível de intervenção militar futura no Iraque, o General recusou-se a desmenti-las à Casa Branca, ao Pentágono e ao Departamento de Estado.

Tradução do original em inglês:

Publicado no de 20 de Dezembro de 2006

Vale a pena argumentar?

Friday, November 3rd, 2006

Nishan C. Karunatillake and Nicholas R. Jennings

Resumo:

“A negociação baseada na argumentação é um modo eficaz de resolver os conflitos numa sociedade de múltiplos agentes. No entanto, consome tempo e recursos de cálculo importantes para que os agentes criem, seleccionem e avaliem os argumentos. Além disso, a argumentação não constitui o único meio de resolver conflitos. Alguns poderão ser evitados, quer encontrando um modo alternativo (evasão do conflito), quer alterando o curso adoptado para as acções (replaneamento). Será, portanto, vantajoso para os agentes identificar estas situações e ponderarem os custos e os benefícios da argumentação, antes de a usarem para resolver os conflitos. Neste sentido, apresentamos uma análise empírica preliminar para avaliar o mérito de um sistema simples baseado na argumentação, contraposto a outras aproximações não-argumentativas, num cenário de partilha de recursos específico. Na nossa experiência, simulámos uma comunidade de múltiplos agentes e permitimos que cada um deles usasse uma combinação de meios argumentativos, de evasão ou de replaneamento para ultrapassar os conflitos que surgissem na comunidade. Analisando os resultados observados, verificámos que – neste domínio – as técnicas argumentativas são eficazes na resolução dos conflitos quando os recursos são escassos. No entanto, também verificámos que é o meio mais dispendioso e o menos eficiente – comparado com a evasão ou o replanemento – quando os recursos são mais abundantes.”