Archive for the ‘Angola’ Category

Espumante – É lalanja, lalanja, é lalanja mia sinhóra

Thursday, June 3rd, 2010

Esta mulher é angolana e eu apostaria singelo contra dobrado que ela desconhece as luzes dos palcos, os aplausos de plateias compostinhas. Muito menos ouviu falar de escalas, notas, claves, semifusas ou semicolcheias. Também não saberá o que é um maestro, uma batuta, partitura ou outros palavrões do género. Limita-se a ter a alma dos poetas anónimos que criam os sons quentes e ritmados dos trópicos, em harmonia com a beleza nostálgica de um pôr de sol na Muxima ou a sombra de um embondeiro. E usa com mestria o jeito inato que se lhe arrumou nos dedos para extrair duma viola manhosa um ritmo sincopado e bem típico do sortilégio africano. Ora oiçam. E vejam, também, porque é digno de ser ver. E vejam depressa, porque provavelmente a artista terá de pegar na quitanda e ir para o bairro de cimento apregoar “…é lalanja, lalanja, lalanja, é lalanja, mia sinhóra…

PS: Vídeo subtraído à sorrelfa via que entre dois «fortune cookies» é absolutamente exímia a descobrir estas coisas.


Espumante em , puro auto-entretenimento

Desenvolvimento Angolano

Monday, February 1st, 2010
A barragem hidroeléctrica do Ngove, situada a 120 quilómetros a sul da cidade do Huambo, começa a produzir energia eléctrica a partir de Fevereiro de 2011, revelou, na quinta-feira, à Angop, o director-geral do Gabinete de Aproveitamento Hidrográfica da Bacia do Cunene.
Gomes da Silva disse que a reabilitação da barragem “está bastante avançada” e que depois de concluída vai permitir a entrada em funcionamento de uma turbina de 20 megawatts para, quatro meses depois, arrancarão outras duas com igual capacidade, totalizando 60 megawatts.
Gomes da Silva afirmou que os ensaios da primeira turbina – que vai produzir, numa primeira fase, electricidade apenas paras as cidades do Huambo e do Kuito – estão previstos para Dezembro, prolongando-se até Janeiro.
A obra, orçada em 150 milhões de dólares, consiste na recuperação do corpo da barragem e na montagem de uma central eléctrica.
A empreitada inclui a reabilitação e construção de casas para os operadores da barragem e a reabilitação de um aeródromo, com uma pista de 1.060 metros, aéreas para bombeiros e de abastecimento de combustível.
O director-geral do Gabinete de Aproveitamento Hidrográfico da Bacia do Cunene revelou que a barragem do Ngove, além de produzir energia eléctrica, vai continuar como reguladora de cauda da barragem do Ruacaná, na Matala, província da Huíla.
O director provincial de Energia e Águas no Huambo, Elias Adolfo, referiu que a entrada em funcionamento da barragem “é um grande ganho para as populações da região e do sector industrial, em particular”.
Elias Adolfo frisou que, a par da reabilitação da barragem do Ngove, está em curso a montagem de linha de transporte de electricidade da subestação do Belém do Huambo para a cidade do Kuito.

Orgulho de ser Angolano.

Monday, February 1st, 2010

O Presidente da Comissão da União Africana (CUA), o gabonês Jean Ping, manifestou ontem, em Addis Abeba, a sua satisfação pela forma brilhante como o Governo angolano organizou a Taça de Africa das Nações em Futebol, CAN Orange Angola’ 2010.
Jean Ping, que discursava na cerimónia inaugural da XIV Cimeira Ordinária da União Africana, assegurou que o êxito obtido por Angola vai repetir-se no Campeonato do Mundo de Futebol, a ter lugar em Junho próximo, na África do Sul, e condenou o ataque bárbaro perpetrado pela FLEC em Cabinda contra a selecção nacional do Togo.
O presidente da Comissão da União Africana qualificou de injustificável, e aproveitou também a ocasião para endereçar as suas condolências “aos irmãos e irmãs do Haiti, afectados pela catástrofe do sismo, a 12 de Janeiro de 2010”.
“Não esqueceremos com triste emoção o ataque injustificável perpetrado contra o autocarro que transportava a equipa nacional do Togo, que causou a morte de duas pessoas, inclinando-nos em sua memória”, disse.
O Presidente da Comissão da União Africana também se manifestou satisfeito com a evolução da situação na Guiné-Bissau, depois das eleições presidenciais ganhas por Malam Bacai Sanha, ausente da cimeira por razões de saúde.
Na presença do Chefe de Estado do Sudão, Jean Ping disse que a situação no Darfur continua grave, devendo um relatório sobre o assunto ser entregue pelo antigo Presidente da África do Sul Thabo Mbeki aos Chefes de Estado e de Governo africanos.
Ontem, mais de 30 Chefes de Estado e de Governo da UA, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente em exercício da União Europeia, Jose Luiz Zapatero, participaram no acto oficial do içar da nova bandeira da UA, cerimónia que contou com a presença do Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos.
Representando o Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, na XIV Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, Fernando da ­Piedade manteve, pouco depois do içar da bandeira, encontros com os Presidentes de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, do Gabão, Ali Bongo Ondimba, e da Tanzânia, Jakaya Kikwete.
Ainda à margem da cimeira, o Presidente da Assembleia Nacional, que regressa hoje ao país, reuniu-se com o vice-Presidente do Ghana, a quem fez a entrega de uma mensagem do Presidente José Eduardo dos Santos para o seu homólogo John Atta Mills.
Fernando da Piedade participou também na eleição consensual do candidato da SADC para a presidência rotativa da UA, que o líder líbio, Muammar Al Kadhafi, queria continuar a exercer por mais um mandato, para supostamente concluir o seu projecto de construção dos Estados Unidos de África. O líder líbio abandonou ontem mesmo os trabalhos da cimeira, regressando ao seu país.
O secretário executivo da SADC, Tomás Salomão, manifestou-se satisfeito com a eleição consensual do candidato da comunidade, tendo desdramatizado a posição dos representantes dos Estados do Magrebe que defendiam mais um mandato para Kadhafi.
Durante a sua intervenção, o Secretario Geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou a realização de uma conferência sobre as metas de desenvolvimento do milénio, em Setembro próximo, em Nova Iorque, durante a qual as questões das tecnologias de informação e comunicação, do clima, da agricultura e a actual crise económica e financeira serão abordadas em profundidade.
O Zimbabwe foi eleito sábado membro do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da UA em representação da África Austral. O Comité Executivo dos Ministros dos Negócios Estrangeiros elegeu igualmente dez membros do Conselho de Segurança para um mandato de dois anos. Trata-se do Djibuti, do Rwanda, da Mauritânia, da Nigéria, da Namíbia, da África do Sul, do Benin, da Côte d’Ivoire, do Mali e do Tchad.
A Mauritânia foi readmitida no seio da UA depois duma breve suspensão na sequência do golpe de Estado militar de Agosto de 2008, sanado com a realização de eleições gerais.

Angola – Palanca Preta Gigante

Thursday, October 15th, 2009
e .

Desencontro com Jorge Macedo

Wednesday, April 1st, 2009
Lisboa, Aeroporto, Março de 2009. É ele, é Jorge Macedo na paragem. Vou sair aqui. Há tempos que o procuro sem conseguir encontrá-lo. Já lá vão quase trinta anos que não falamos. O autocarro parou, as portas abriram-se. Espera aí, parece que ele vai entrar. Jorge Macedo hesitou. Acompanhei-lhe os movimentos. Nessa altura, fechou-se a porta de saída. Pode ser que ele entre. Mas não, não aconteceu. A porta de entrada fechou-se também. Ao início da marcha do autocarro, tentei chamar a sua atenção através do vidro. Alguma ideia o absorvia, e cruzámo-nos a uns escassos dois metros.
  1. Luanda, 1983. Há um ano que abandonei o Coro Universitário de Luanda. Sem esperar, recebo a visita da São. Ferrão, recebemos um convite para ir a Itália. Aparece lá amanhã, vamos fazer uma reunião da Direcção. Assim fiz. Antes da reunião, assisti ao ensaio. Jorge Macedo estava mais solto. Mais de metade do reportório já era da sua autoria. Artista completo, não era maestro. Só poderia dar-lhe esse nome caso não houvesse ultrapassado três patamares que alteram a natureza das pessoas: já publicara prosa, já publicara poesia, agora divertia-se com as suas próprias composições. O brilho que um criador dá aos que beneficiam do seu contacto transcende a mera reprodução de técnicas, mesmo artísticas. Estão em níveis diferentes. Qual é o problema com Itália? Não temos dinheiro. Só isso? Então é fácil. Vamos dividir-nos em brigadas. Boavida, escolhe a tua escolta. Vais atacar as empresas multinacionais, precisamos de dólares para gastar. Irei às empresas industriais, as únicas onde ainda se cria riqueza e que já conheço porque que trabalhei nesse ministério com o saudoso e fuzilado Edgar Vales. Precisamos de kwanzas para a coreografia. Jorge Macedo conhecia pessoalmente Violante Ferrão, uma prima minha por afinidade e que, embora divorciada, eu gostava de continuar a tratar como prima. Jorge Macedo convenceu-a a conceber de graça os trajes a serem confeccionados. Cumplicidade de artistas, pensei. Nos dias seguintes foi uma azáfama. Fugando ao serviço com desculpas de ir à bicha do peixe, lá fui a umas dezenas de fábricas, quase todas na Zona Industrial do Cazenga, mas também na do Cacuaco. Aproximava-nos cautelosamente, isto tem que dar certo. À minha esquerda a doce São, pretinha estudante de Medicina, pouco acima dos vinte. À minha direita uma mulatinha dos cursos pré-universitários, muito afamada como Minjita, como gostava de acentuar. Nenhuma delas acreditava que conseguíssemos o kumbu. Enquanto nos aproximávamos da primeira fábrica, parecíamos um galheteiro. Abracei as duas. Tu, São, és o azeite e tu, Minjita, o vinagre. Precisamos dos dois. As moças sabiam preparar-se para a ocasião. Uma vez no gabinete da Direcção, expunha o nosso projecto. Angolano não é de muita dieléctica, se gosta apoia a idéia. O Coro havia-se estreado um ano antes e entrou numa fase muito aguda da história de Angola, tendo funcionado como elemento de distensão social poderoso, tal como algumas intervenções (poucas) de alguns escritores. Ideia original de Pepetela, então Ministro da Educação. O Director chamou o Chefe da Contabilidade, mandou preparar o cheque. Este resmungou, problemas de tesouraria, em vão. São e Minjita não queriam crer: cem mil kwanzas era um número que nunca tinham ouvido falar. Abeiraram de cada lado da cadeira do Director para ver o aspecto do “bicho”. Uma vez assinado, cada uma descarregou um shmak sentido na bochecha mais próxima, o que plantou o Director nas nuvens. E vendo isso, pensava eu com os meus botões como a vida podia ser simples e alegre. Cheque no bolso, regressávamos ao fusca. Nesta altura, mudávamos de funções. A atrevida Minjita, a doce São e o reanimado António eram de seguida promovidos a o motor de arranque, que isto de em Angola contar com as baterias não é para todos os dias. Só aconteceu uma vez, mas também encontrámos um director-cromo, um biaco só mesmo podia ser, mais dado ao transcendental. Ensaiou uma prosápia estranha. Angola está em condições difíceis, começou. Ora, meu Amigo a quem o dizes. Vai vender o teu peixe aos ingleses, pode ser que o comprem. Dadas as circunstâncias, insistiu, parece-me inoportuno atribuir-se prioridade a gastos desajustadas às necessidades mais elementares, pois nem essas conseguimos satisfazer. Estes biacos aprenderão a viver no momento da primeira cavadela da sua sepultura. Passei-me. Cortei recto. Não estou aqui para preparar condições para que os meus netos partam um dia para Itália. Eu quero estar em Itália daqui a quinze dias. Esbugalhou os olhos. Quase de certeza, não acreditou. Que posso fazer? Quatro milhões em kwanzas, metade em divisas. Chega.
  2. Roma, 1983. Os moços e moças dos muceques, do Marçal, do Sambizanga, do Cazenga, das Ingombotas, os sambilas, uns calus outros malanjinos, alguns do planalto, outros de Benguela e até do Moxico, nenhum deles tendo anteriormente saído do país, da primeira vez que o fizeram aterraram em Roma. Esta cidade é linda. De facto, não é uma cidade. É a rainha de todas as cidades. Ela própria é uma pilha de cidades sobrepostas, onde convivem prédios modernos com arquitectura arrojada com bairros quase da idade média, aconchegadores nos suas praças pequenas com esplanadas e rodeadas de casas de primeiro andar com varanda onde ainda se pode ver raparigas a entornar os seus encantos aos praças e magalas da rua. As romanas também são únicas. Olham de frente, não pousam os olhos no chão. Falam como quem desafia, sem darem por isso. A cozinha italiana pode parecer estranha. Quase todos se queixaram que a massa estava crua. Felizmente, tínhamos enviado um pisteiro à frente, para reconhecer o terreno. Advertiu-nos. Não se atrevam a queixar-se da massa. O ponto de cozedura é onde o cozinheiro deposita toda a sua mestria. Aprendam esta expressão italiana: al dente. O café parece desaparecer no fundo da chávena. Quase não é preciso bebê-lo, o odor solta-se desde longe e ultrapassa o sabor. Os italianos ficam lamechas quando se lhes oferece umas notas de música. Aconteceu no restaurante, quando lá caímos pela primeira vez e o dono ofereceu, com óbvias intenções, uma aguardente por conta da casa. Com as goelas aquecidas, os membros do coro começaram a cantar. O rebuliço das conversas deu o sumiço. Não só enquanto durou a canção, mas depois das palmas de agradecimento. Queriam mais. Pois então.
  3. Gorítzia, 1983. Cidade do Nordeste de Itália, cortada a meio pela fronteira com a Jugoslávia. O Coro de Luanda veio participar extra-concurso no Festival Internacional de Coros da cidade. Estavam lá coros de toda a Europa, Tanto do Ocidente como de Leste, o nosso era o único vindo de fora. Era também a sua primeira actuação internacional. Eu estava como convidado dos convidados. Angolano não esquece, nem manda recados. Porém, eu sentía-me mais à vontade que todos os restantes. Não só os do coro convidado, mas de todo o festival. Assistia às actuações dos participantes ao prémio do concurso. Olhava para os membros do júri. As vozes pareciam-me tecnicamente perfeitas, as composições elaboradas. Será que era necessário tanta sofisticação apenas para pôr emoções cá fora? Ao fim de dois dias anunciaram para aquela noite a entrada do Coro Universitário de Luanda. Jorge Macedo abeirou-se de mim no passeio pelo jardim após o almoço. Ó Ferrão, começamos pela canção italiana ou pelo Gaudeamos? Estremeci. Como era possível Jorge Macedo pôr-se com reverências perante obras alienígenas? Nada disso, retorqui. Confesso que nunca irei entender os artistas. O único representante ali presente da música da grande África, feita de dores sem medida, de mortes próximas e afastadas, de mínguas várias e muita, muita alegria para compensar tudo o resto, estava a vacilar? Se em África até o pranto dos funerais se confunde com o riso? Se em África as cordas vocais nunca ditaram regras ás exigências do coração? Se África nunca tentou sufocar o ritmo em exacerbações da melodia, tampouco sentiu necessidade de inverter esse pecado em esgares de sintetizadores ou potência de amplificadores. Ora bolas. Naquele momento decidi armar-me em director, logo eu, que odeio tudo quanto se relaciona com tais artes, só aprecio pessoas na medida em que tenha a certeza de que se movem livres à minha volta. Jorge, vamos atacar com a última canção introduzida no reportório, é o tema que me parece mais forte. Depois escolhemos, por esta ordem, o fecho da segunda parte, a abertura da segunda e o fecho da primeira. Ao fim de alguns minutos e sem polémicas, tínhamos a armação do concerto. Distribuimos as restantes peças. Jorge Macedo parecia mais animado. Faltam o tema italiano e o Gaudeamus, lembrou. Jorge Macedo, que tal deixar esses de fora do programa a apresentar ao público? Poderão ser colocados em qualquer momento do espectáculo. Aquiesceu. À noite, quando o Côro subiu ao palco, era impossível não reparar na sua singularidade. Os trajes em cores ostensivamente garridas, as figuras esbeltas das moças (pudera) sobreelevadas pelos turbantes de Cabinda, os sorrisos abertos em todas as caras, que isto de comer bem durante vários dias seguidos altera a disposição de qualquer um. O tema de entrada correu conforme tinha previsto. Um tema de autor, explorando o poderoso naipe dos baixos vindos de uma igreja protestante de Luanda, com variações rítmicas evidentes ma transposição das frases, notas bem recortadas e carregadas de emoção, lembrava o vôo indolente mas caprichoso de uma ave de arribação em puro gozo de contemplação da paisagem. Aposta ganha, conforme o testemunharam os aplausos de pé da assistência. Metade desta era composta pelos elementos dos coros participantes, outra metade pelo público italiano. A meio da segunda parte, Jorge Macedo voltou a falhar ao tema anunciado pela apresentadora. Já na primeira parte introduzira uma canção da resistência italiana. Agora dava voz à primeira frase do Gaudeamos Igitur. Para quem eventualmente não saiba, este é uma espécie de hino escolar cantado em todo o mundo. Sendo de pronto reconhecido ao fundo da sala, levantou-se espontaneamente um numeroso naipe suplementar de contraltos que, além de reforçarem as vozes do coro actuante, alargaram a dimensão espacial da fonte dos sons. Em poucos segundos, todos os elementos de todos os coros se levantaram e fizeraqm questão de libertar a sua vontade de participar. Jorge Macedo virou-se então de costas para o coro que regia e continuou a reger a plateia transformada num côro monumental com centenas de vozes alegres e honradas por este cumprimento africano à música europeia. Tornou-se assim, de forma inesperada e e involuntária, no único maestro de todo Festival a dirigir uma peça com todos os coros participamntes. O resto pode imaginar-se. Fotógrafos a perseguir os elementos femininos do Côro, que graciosamente cederam a sua imagem a capas de revistas, maestros a trocar partituras com Jorge Macedo, apesar de nenhum deles perceber kimbundu ou português.
Lisboa, Amoreiras, Março de 2009. Por onde andará toda esta gente? Quantos terão morrido na guerra? Quantos acabaram o curso, quantos puderam seguir o curso que gostavam, quanto exercem em Angola? Ó Amigo, fim-da-linha. Ou sai ou compra novo bilhete. O quê, onde estamos? Nas Amoreiras, não vê? Diacho, queria ir para o Campo Pequeno. Agora já não consigo chegar a tempo. Preste atenção às paragens na próxima vez.

Kimbo de Angola Feiticeira

Monday, November 3rd, 2008


Bonga: Mu Nhango

N’Gola Ritmos com Lurdes Van-Dunem – Monami

Tuesday, October 28th, 2008

(Meu filho)

José Eduardo Agualusa – A Conjura

Wednesday, October 22nd, 2008
“Contra os bretões marchar, marchar…”, este o grito do povo, os versos que o povo deu de cantar na capital do reino e que desceram depois por aí abaixo até às ruas de Luanda. Em Lisboa a notícia do Ultimatum trouxe à cena multidões furiosas mas sem direcção, como um enxame de abelhas a que se lança uma pedra. Escusadamente tremeu o rei pela sua cabeça; escusadamente empalideceram os nobres fidalgos, a próspera colónia inglesa de Sintra e de Cascais: ninguém se lembrou de os guilhotinar! Povo de ódios mansos, de brandas vinganças, os alfacinhas limitaram-se a estilhaçar as vidraças da redacção do jornal progressista Novidades e, defronte do edifício de O Século, à Rua Formosa, a aclamar longamente os eufóricos arautos da república. Em vão se barricou D. Carlos no seu palácio de Belém, toda a noite incomodado por fortes diarreias; toda a noite de espada na mão, a bradar que venham, venderemos cara a vida. (Que isto de ser rei exige exemplar heroísmo e compostura!)

@ 2008, José Eduardo Agualusa

José David Carracedo – Angola: Eleições reforçam o governo

Monday, October 13th, 2008
Já na década de 1980 a maioria do Comité Central do MPLA era constituida por ovimbundos. Na mesma altura, Jonas savimbi continuava a apostar no tribalismo. Estes factos, mais que quaisquer devaneios que pretendem iludir a realidade, explicam as actuais dificuldades da Unita no processo político angolano. (AF)

, , 11 de Outubro de 2008

Petromar constrói plataforma de injecção de gás no Ambriz

Saturday, October 11th, 2008
Uma plataforma de injecção de gás começa a ser construída em Dezembro deste ano no bloco 2, na localidade de Ambriz, província do Bengo, pela empresa angolana Petromar, segundo o director-geral adjunto da companhia, António Bravo Neto.À margem da conferência sobre recrutamento de estudantes angolanos finalistas e pré-finalistas do ramo de engenharia, realizada de terça a quinta-feira, o responsável informou que a construção da plataforma foi encomendada pela petrolífera Total.”Estamos a preparar condições materiais e humanas com vista a dar início às actividades, previstas para Dezembro próximo”, sublinhou António Bravo Neto, que se encontra na capital da Namíbia, desde segunda-feira última em visita de trabalho de sete dias.Em Dezembro, esclareceu, a empresa começa igualmente a construir dois reservatórios de 160 metros cúbicos cada, para armazenar o gás da futura fábrica “Angola LNG” a localizar-se no município do Soyo, província do Zaire. A Petromar fabrica infra-estruturas de exploração de petróleo para as companhias petrolíferas Sonangol, Total, BP, Chevron, Esso, Somoil e ENI e assiste tecnicamente as indústrias do sector.