Esquece o cristianismo

Esquece o cristianismo ou encara a expulsão
Estudante georgiana foi intimada a ler literatura gay, assistir a parada gay e alterer as convicções pessoais
By Bob Unruh
© 2010 WorldNetDaily
Foi instaurado um processo contra a Universidade estatal de Augusta na Geórgia alegando que os seus agentes impuseram a uma estudante, a opção entre renegar as suas convicções ou ser expulsa do curso.
Os docentes Mary Jane Anderson-Wiley, Paulette Schenck e Richard Deaner impuseram à aluna Jen Keeton, de 24 anos um programa de “recuperação” depois de ela ter descrito a homossexualidade como uma opção de comportamento, e não uma “condição”, como teria afirmado um professor, de acordo com a acusação.
Também foram constituídos réus neste caso que foi desencadeado em Maio-Junho outros administradores académicos e o conselho pedagógico da universidade.
O programa de recuperação incluía uma “sensibilização” aos temas homossexuais, estudos extra-curriculares sobre literatura promovendo a homossexualidade e a obrigação de assistir a uma parada gay e fazer a respectiva reportagem.
Até onde foi o ensino superior na América? Procure em “A Queda Livre da Universidade Americana”
O processo, que foi desencadeado por advogados ao serviço da Alliance Defense Fund, invoca que a escola não pode violar a Lei Constitucional ao impôr a modificação das convicções pessoais.
(o texto segue abaixo)
artigo picado daqui:
http://www.facebook.com/group.php?gid=121216564559857&v=wall
a partir do original aqui:
http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=182441
(tradução livre minha)

4 Comentários

  1. Acho que já começo a perceber os problemas enfrentados por Galileu perante a inquisição.
    “Eppur si muove!”
    Quem foi que disse que a inquisição já terminou?

  2. É por estas que gosto tanto das intervenções do Alexandre no blog. É tempo de passar a autor dos artigos em vez de comentador.
    Lato sensu is inadequate for critics: use strictu sensu instaed…

  3. Olá Alexandre,
    Acerca do primeiro ponto, penso que deixei bem claro que se trata de uma tradução livre, deixando o link do original para alguém mais capaz do que eu não se deixar enganar por alguma interpretação mais tendenciosa. Limitei-me assim a traduzir o resumo inicial, apenas com o objectivo de chamar a atenção geral para um assunto que considero relevante, e nunca com quaisquer pretensionismos linguísticos.
    Isto mesmo se aplica ao segundo ponto, acerca do qual o que me parece mais relevante é que o curso não deve ser de Matemática, Engenharia ou ciências exactas.
    E por causa disso mesmo, o que me parece é que tu próprio te andas a deixar embarcar naquele mesmo fundamentalismo que a minha iniciativa pretende denunciar.
    Porque se andares a frequentar um curso de Matemática, e começares a espalhar “dentro e fora da sala de aula” que dois mais dois não são quatro, eu penso que estamos perante uma situação que não tem nada a ver com uma outra em que aquilo que estudas é medicina, aonde na aula te dizem que o cancro não tem cura, e que tu te metes a fazer campanha afirmando que tem cura sim senhor.
    No primeiro caso, eu não poria em causa a tua expulsão do curso, mas no segundo caso, eu seria mais adepto de deixar-te seguir os estudos, e observar na prática profissional o resultado das tuas convicções.
    E no caso concreto da orientação sexual, aí então não estou mesmo a ver que aquilo que se descobriu até agora seja assim tão consensual que venha a dar direito a expulsão do curso.
    É que tudo aquilo que tem a ver com a medicina, infelizmente é ainda tão pequenino, mas tão pequenininho que todos os dias morre gente aonde a arrogância mais catedrática dos doutores, pouco ou nada mais vale do que a humildade mais desesperada dos doentes desses mesmos doutores.
    Isso, é claro, para me ficar pelo mínimo, porque se quiseres que eu continue, posso começar a dissertar acerca dos médicos que só “ligam” aos doentes enquanto eles têm dinheiro, e quando os abandonam à sua sorte, em vez de dizerem que o dinheiro acabou dizem apenas que já tinha aquela idade. E nesse caso, nunca vi os mesmos catedráticos que gostam de expulsar alunos, nunca vi esses catedráticos a recorrer ao código deontológico para condenar o distinto colega.

  4. Alexandre says:

    Existem dois problemas com este texto:

    1 – O título é enganador: segundo o próprio texto, não é o facto de a Keeton ser cristã que é problemático, mas o facto de ela achar que a homossexualidade é uma opção filosófica, e não uma qualidade congénita. Muitos cristãos acreditam numa ou noutra destas ideias (para não falar dos que pensam que é um pouco de ambas). Confundir as duas coisas é ou fazer uma amalgama inaceitável, ou ser completamente ignorante do que é o Cristianismo.

    2 – O texto não menciona o que é que a Keeton está a estudar. É pena, porque isso está longe de ser um detalhe neste caso: pelo que percebi lendo outras fontes, a Keeton está a estudar para ser conselheira psicológica, ou qualquer coisa do mesmo cariz.

    Ora enquanto que ela como cidadã tem o direito de acreditar o que lhe dá na real gana, enquanto que pessoal dos serviços sociais ou de saúde, os seus actos profissionais podem afectar de maneira profundamente negativa pessoas vulneráveis que precisam de ajuda. É por causa do mal que ela pode causar a terceiros que é problemático que ela obtenha uma licença e possa exercer.

    É comum haver condições de prescrições morais aos quais um profissional deve aderir para poder exercer. Os médicos têm o juramento de Hipócrates desde há milénios, os cientistas têm de assinar códigos de ética, e penso que o mesmo acontece com engenheiros, etc. Nihil novi sub sole.

    Portanto o mais natural é que a Keeton simplesmente não obtivesse a sua licença. Mas pelos vistos o pessoal docente quis tentar lançar uma ponte em sua direcção, provavelmente que achando que com uma melhor informação do que é ser homossexual ela tomaria uma atitude mais adaptada às suas funções futuras. Parece-me que as soluções propostas são desajeitadas, mas que são mais um sinal de boa vontade da parte do pessoal docente do que outra coisa. Teria sido menos trabalho recusa-la depois de um conselho pedagógico.

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