O que pensa do G20?

Quase sempre aqui aparecem escritos seleccionados. Alguns autores aparecem mais vezes, mas são muito poucos (lembro-me apenas de Joseph Stiglitz). Para hoje vou trazer um novo autor: a voz daqueles que são desconhecidos. (AF)


D L, Runcorn
Se o governo quiser encorajar o consumo, porque não reduzir os impostos, o que nos daria mais dinheiro para gastar? Se fazemos trabalho suplementar, somos taxados. Porque não eliminar o imposto que incide sobre o trabalho suplementar, o que permitiria que mais gente trabalhasse mais e conseguisse consumir mais?
Ali, Crianlarich
Lembram-se de Darvos? O primeiro-ministro turco apressou-se a reconhecer o valor e a oportunidade em dialogar com Israel, permitindo então que a sessão fosse interrompida para o jantar.

O G20 devia ser encarado como um investimento, no qual o público encontrará interesse benefíco caso consiga distinguir um retorno tangível. Davros definiu um bitola demasiado baixa a este respeito… Qual será a ementa neste jantar? Para quem é o sorvete de lagosta?

Gerald Alor, Leicester
Os planos de salvação do governo nada mais significam que proteccionismo. Em primeiro lugar, as ajudas financeiras destinam-se a salvar a economia doméstica e estancar os despedimentos, com uma hipótese de respingos benéficos para o comércio internacional. Dada a situação actual, será difícil tentar convencer aqueles países que foram capazes de alimentar a sua economia com prudência, que cedam a sua bposição paguem as facturas dos outros que não conseguiram. O G20 tem uma tarefa enorme e difícil pela frente. Boa sorte.
Muhammad Zaman
O que pode fazer o G20?

Porque devem os participantes ostentar-se em hotéis de luxo em Londres ou em estâncias de veraneio na Suíça?

Sem surpresa, os participantes não fazem a mínima ideia daquilo que aflige as pessoas no mundo real.

Em vez de nos escarnecerem à mesa cheia de foie-gras, anchovas, Brunello di Montalcino e caviar, talvez fosse melhor ideia usarem nas refeições os orçamentos diários dos desempregados, dos pensionistas ou dos trabalhadores dos países do Terceiro Mundo.

Porventura ficariam em posição mais favorável para captarem a realidade do mundo que os envolve.

, 4 de Março de 2009

2 Comentários

  1. António Chaves Ferrão says:

    Na mouche, Ana

  2. Ana Camarra says:

    De uma forma muito radical aplicava-lhes a G3
    Penso que são um suposto grupo de pessoas que se consideram iluminadas e vivem completamente fora da realidade, que se juntam de vez em quando em banquetes carissimos a inventar como é que com a capa de ajudar o próximo mas antes pelo o contrário lixam mais a vidinha ao resto da humanidade….
    Acertei?!

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