Segunda-feira, Junho 30, 2008

Alemanha - Parabéns à Espanha

ViewO desapontamento na Alemanha ao perder a final do Euro 2008 deu lugar, na segunda-feira, à admiração pela superioridade da Espanha e à esperança de que o treinador Joachim Loew consiga elevar o nível de desempenho da equipa até ao Campeonato Mundial de 2010.

Os meios de difusão alemães, os comentadores e até o treinador foram unânimes na segunda-feira, 30 de Junho, em admitir que a Espanha foi tecnicamente superior e mereceu largamente o título de campeão do Euro 2008 e também que a sua forma de jogar mostrou aos alemães que há ainda um longo caminho a percorrer.

"Penso que devemos hoje reconhecer a grande superioridade da equipa espanhola," afirmou o treinador Joachim Loew após a derrota por 1 a 0 face à Espanha. "Que (esta derrota) nos encoraje a prosseguir o trabalho nos próximos dois anos e melhorar alguns aspectos... de modo a fazermos nessa altura algo semelhante."

"Posse de bola e passes à primeira são a chave do futebol. Tem que ser feito rapidamente e sob pressão. A Espanha mostrou-nos que domina isso muito bem", afirmou Loew.

Ganhou a melhor equipa


Também os jornais alemães encheram de elogios a Espanha, acentuando que bateu a Alemanha em todos os pontos.

"Os artistas espanhóis não se deixaram confundir", escreveu o Sueddeutsche Zeitung, baseado em Munique. "Depois de um bom início, a Alemanha perdeu-se pelo caminho".

"Desfizeram-se os sonhos pelo título", escreveu o Hamburger Morgenpost. "Após 60 minutos de futebol sonolento e vários problemas defensivos, a equipa despertou demasiado tarde. Graças a Lehmann, pois podia ter sido bem pior."

O analista de futebol mais conhecido da televisão alamã, Guenter Netzer, disse à saida que no domingo venceu a melhor equipa.

"Parabéns à Espanha, mas também tiro o chapéu à Alemanha só por ter chegado à final", Disse Netzer, que ajudou a Alemanha ocidental a ganhar o campeonato em 1972.

"É um grande feito para a equipa. Ao longo de todo o campeonato, a Espanha foi a melhor equipa. Mostrou-nos quanto limitados fomos, mostrou-nos como se joga futebol. Mostrou-nos que temos ainda muito a melhorar."

Os alemães começaram bem, com Miroslav Klose a perder uma oportunidade gloriosa logo aos quatro minutos, mas a Espanha cedo recuperou o controlo do jogo e Fernando Torres colocou-a na dianteira aos 33 minutos.

A Alemanha teve as suas chances na segunda parte mas a Espanha continuou perigosa e susteve os nervos para alcançar a vitória do campeonato com o 1-0.

Um erro que vale por muitos


A Alemanha chegou ao Euro 2008 com muita ambição mas não conseguiu impressionar, à parte a exibição superior de 3-2 contra Portugal nos quartos de final.

A equipa foi ultrapassada pela astúcia da Croácia ao ser derrotada por 2-1 e jogou pior que a Turquia durante quase todo o jogo da semi-final, tendo sido salva por 3-2 graças à sua conhecida combatividade.

O capitão Michael Ballack marcou dois golos, mas não conseguiu impor a sua autoridade à equipa ao desclassificar-se pela décima vez na sua carreira. Quanto ao resto, apenas rasgos de genialidade de Lukas Podolski e de Bastian Schweinsteiger.

"É sempre frustante chegar à final e perder", disse Ballack no domingo, acrescentando que "um ou dois erros foram demasiados."

No domingo, os alemães desajeitaram-se demasiado com a bola, o jogo ficou marcado por passes falhados e lapsos da defesa - uma fragilidade que os adversários, tecnicamente superiores, aproveitaram implacavelmente.

Também o jogador do meio-campo Thomas Hitzlsperger confirmou que a derrota se deveu à falta de precisão do seu lado.

"Quando erras nestas coisas, sofres o castigo. Os espanhóis eram tão bons, que não podias consentir-te qualquer erro", disse Hitzlsperger. "Fizémos demasiados e foi por isso que perdemos".

Adeptos esmagados


A derrota foi sentida com angústia por milhões de adeptos alemães, ávidos de celebrar o triunfo da sua equipa no domingo à noite. A colocação da Espanha à frente por Fernando Torres aos 33 minutos silenciou os mais de 600 mil adeptos que enchiam as zonas públicas de exibição próximas da Porta de Brandeburg em Berlim.

O domínio completo do jogo pela Espanha a partir do meio tempo da segunda parte até ao apito final foi lamentado com admiração.

Não houve tumultos após o jogo, tendo a polícia de Berlim e de outras cidades esclarecido que os adeptos se retiraram pacificamente.

Muitos abandonaram esses locais ainda antes do apito, receosos do congestionamento do trânsito de regresso a casa, já que nada havia a celebrar com a entrega da taça ao capitão espanhol Iker Casillas em vez de Ballack.

Além dos 600 mil espectadores de rua em Berlim, 70 mil assistiram ao jogo em Munique, Franckfurt registou 50 mil e Hamburgo 42 mil.

Deutsche Weller staff (sp) in Germany to Learn From Euro Mistakes for Future Success
publicado por Deutshe Weller a 30 de Junho de 2008

Etiquetas: , ,

Recordando Tito Puente

O Verão está quente e convida ao "Mi ritmo".

O interprete



O compositor


Ao contrário do que parece, não é um compasso quaternário. É um compasso binário m u i to c a l m o (Jorge Ferrão).

Oye como va
Mi ritmo
Bueno pa gozar
Mulata

Latin Jazz


Etiquetas: , ,

Sexta-feira, Junho 27, 2008

S Wang & S Aamodt - O teu cérebro mente-te

Hipocampo

Convições falsas há por todo o lado. Uma sondagem mostrou que dezoito porcento dos americanos pensam que o Sol gira à volta da Terra. Um pouco menos egrégia, outra sondagem mostrou que 10 porcento dos nós estão convencidos que Barack Obama, um cristão, é muçulmano. A campanha de Obama criou um sítio na internet para remover as falsas informações. Porém, este esforço poderá ser maior do que parece, dadas as subtilezas com que o nosso cérebro armazena as informações - e nos induz em erro a cada passo.

O cérebro não se limita a captar e empilhar a informação, como faz o disco duro de um computador. Os factos são inicialmente memorizados no hipocampo, uma estrutura bem imersa no interior do cérebro, com a forma e dimensão aproximada de um dedo mindinho encolhido. Mas a informação não permanece aí. De cada vez que a relembramos, o nosso cérebro volta a reescrevê-la e durante o rearmazenamento ela é também processada. No devido tempo, o facto é gradualmente transferido para o cortex cerebral e desprendido do contexto inicial com que foi percebido. Por exemplo, podemos lembrar-nos que a capital da Califórnia é Sacramento, mas talvez não nos lembremos de onde aprendemos isso.

Este fenómeno, conhecido como amnésia da fonte, pode também levar a que alguém se esqueça se uma afirmação é verdadeira. Mesmo quando uma mentira é acompanhada de um desmentido, acontece muitas vezes ser recordada mais tarde como uma verdade.

Com o passar do tempo, estes lapsos só pioram. Uma afirmação falsa produzida por uma fonte não-credível, que não é aceite inicialmente, pode ganhar credibilidade nos meses que decorrem de reprocessamento da memória desde a breve memorização no hipocampo até ao armazenamento a longo prazo no cortex cerebral. À medida que a fonte é esquecida, a mensagem e as suas implicações ganham novo vigor. Assim se pode compreender como, por exemplo, demorou algumas semanas até que a campanha movida pelo Swift Boat Veterans for Truth contra o senador John Kerry começasse a ter efeitos nos resultados das sondagens.

Mesmo que não compreendam os mecanismos da neurociência subjacentes à amnésia da fonte, os estrategas da campanha podem explorá-la para difundir desinformações. Sabem que, se as suas mensagens forem inicialmente chocantes, a impressão que provocam persistirá muito tempo depois de terem sido desmontadas. Ao repetir uma falsidade, sempre se poderá reforçá-la, introduzindo-a com uma expressão do tipo "Penso ter ouvido alguém dizer que..." ou mesmo mencionando uma fonte determinada.

Num dos estudos, um grupo de estudantes de Stanford foi exposto repetidamente a uma alegação sem fundamento de que a Coca-Cola era um forte dissolvente de tinta, desencadeado por um sítio Web. Os estudantes que leram esta afirmação cinco vezes excederam em um terço aqueles que leram apenas duas vezes na atribuição dessa alegação ao Relatório do Consumidor (em vez da auto-intitulada National Enquire do sítio Web), emprestando com isso um esboço de credibilidade ao boato.

Reforçando a nossa tendência inata para fundir a informações que relembramos está o modo como o nosso cérebro ajusta factos em estruturas mentais previamente estabelecidas. Tendemos a lembrar-nos de notícias que concordam com a nossa forma de ver o mundo e desvalorizar afirmações que contradizem essa mundivisão.

Noutro estudo de Stanford, a um grupo de 48 estudantes, dos quais metade se havia declarado a favor da pena capital e outra metade contra, foram apresentadas duas peças de prova, uma das quais sustentando que a pena capital dissuade o crime, a outra contradizendo. Ambos os meios-grupos reforçaram as suas convicções iniciais com tais provas.

Os psicólogos sugerem que as lendas se propagam por percursão de uma corda emocional. Do mesmo modo, as ideias podem difundir-se por selecção emocional, em vez de por méritos factuais, encorajando a persistência das falsidades sobre a Coca - ou sobre o candidato presidencial.

Os jornalistas e os activistas das campanhas poderão pensar que agem contra os boatos ao salientar que não são verdadeiros. Mas, ao repetir um rumor falso, inadvertidamente estão a reforçá-lo. No seu afã de "parar a nódoa", a campanha de Obama deve ter este facto presente. Por exemplo, em vez de realçar que Obama não é muçulmano, poderá ser mais eficaz acentuar que converteu-se ao critianismo ainda jovem.

Os consumidores de notícias, por seu lado, estão mais aptos a aceitar selectivamente e relembrar afirmações que reforcem as suas convicções anteriores. Numa réplica do estudo do impacto exercido nos estudantes pela apresentação das provas de que a pena capital é/não é dissuadora do crime, os investigadores descobriram que até quando são fornecidas indicações precisas de apreciação objectiva, cada um é propenso a rejeitar mais facilmente as provas que contradizem as suas convicções.

Também no mesmo estudo se verificou que os sujeitos, ao serem questionados sobre a reacção que teriam na hipótese de serem acusados com as provas contrárias às suas convicções, tornam-se mais abertos na ponderação da informação. Aparentemente, vale a pena investir algum tempo na consideração de que a interpretação oposta pode estar certa, quando um jornalista se dirige a ouvintes/tele-espectadores/leitores apreciadores de controversias.

Em 1919, o Juiz do Supremo Tribunal Oliver Wendell Holmes escreveu que "o melhor teste para a verdade é a força do pensamento ser aceite em debate competitivo". Holmes assumiu erradamente que as ideias honestas difundem-se mais facilmente. Os nossos cérebros não obedecem a este ditame ideal, mas ao conhecermos melhor os mecanismos da nossa memória talvez nos possamos aproximar do ponto de vista de Holmes.




Sam Wang, professor de Biologia Molecular e Neurociência em Princetown e Sandra Aamodt, ex-chefe de redacção da revista Nature Neuroscience, são autores de "Welcome to Your Barin: Why You Lose Your Car Keys but Never Forget How to Drive and Other Puzzles of Everyday Life."




Sam Wang e Sandra Aamodt in Your Brain Lies to You
publicado pelo The New York Times em 27 de Junho de 2008

Etiquetas: , ,

Quinta-feira, Junho 26, 2008

António Raposo

António Raposo

Etiquetas: ,

Quarta-feira, Junho 25, 2008

Aristides Adão - Erro no exame de Matemática

Prova de Matemática 12º Ano, Portugal, 2008

Prova de Matemática 12º Ano, Portugal, 2008 - Resposta errada



…pior do que isso é o facto de o exame de Matemática do 12o ano, em que fui vigilante, na passada segunda feira, ter um erro numa questão de escolha múltipla, e oficialmente fazer-se de contas que não foi nada… é claro que os alunos escolhem uma solução, por exclusão de partes e “acertam”… porque os alunos estão “treinados” …estou a falar da representação gráfica da função derivada de uma outra função também representada graficamente ( uma semi-recta e um arco de parábola)… é que nenhuma das hipóteses apresentadas podia em rigor representar a derivada da função inicial… no ponto comum da semi-recta e da parábola o declive da parábola( em módulo) é visivelmente muito superior ao da recta( também em módulo), (duas ou três vezes, à vista desarmada) e nas representações apresentadas como soluções aparecem iguais… é certo que este não era o cerne do problema, mas então o rigor matemático exigia que se dissesse que apreciação devia ser feita do ponto de vista do domínio da função derivada… aliás se esta não fosse uma questão de escolha múltipla e fosse pedido ao aluno que fizesse um esboço do gráfico da função derivada da função dada, nenhum critério de correcção aceitaria como certo as que a prova tem como hipóteses de escolha … é um lapso compreensível, para um professor num teste da sua turma, porém inadmissível numa “equipa” que tem todo o tempo para elaborar, rever, rever, rever ……. mais um exemplo ilustrativo da diferença entre saber matemática ou saber resolver exames… muitos dos que “acertaram” nem deram por nada… e os que perceberam a gafe ultrapassaram-na pragmaticamnete, e os que não sabem , não sabem… e os responsáveis pela gafe assobiaram para o lado…


Aristides Adão em A Educação do meu Umbigo
no dia 24 de Junho de 2008




Prova de Matemática 12º Ano, Portugal, 2008 - Resposta errada

Várias são as questões levantadas pelo comentário de Aristides Adão.
A existência de derivada num ponto está condicionada a:
  1. existência do valor da função nesse ponto;
  2. existência da derivada lateral à esquerda;
  3. existência da derivada lateral à direita;
  4. igualdade das duas derivadas laterais.
Como falha a última condição, a função derivada não está definida nesse ponto tal como é correctamente assinalado na opção B.

Na análise gráfica das funções, os professores salientam sempre que:
  1. nos intervalos em que a função é crescente a derivada é positiva
  2. nos intervalos em que a função é decrescente a derivada é negativa
  3. nos pontos em que a derivada é nula, a função tem um extremo local
Porque podem ser estes factos considerados arbitrariamente como irrelevantes na aferição dos conhecimentos sobre interpretação gráfica das funções e suas derivadas por parte dos alunos é o que falta esclarecer. Ou, em alternativa, assumir simplesmente que houve um lapso de atenção. A correcção dos erros é um princípio aceite com generalidade pela ciência, embora nem sempre pelas autoridades administrativas. Se se pretender, porém, demonstrar que se trabalha para o conhecimento e não para os resultados dos exames, só há uma possiblidade: anular esta questão. (AF)




Detalhes técnicos: admitindo que o raio da circunferência auxiliar da primeira figura é unitário e que as intersecções com os eixos estão sobre os pontos da grelha auxiliar, teremos as seguintes equações:
f(x)x+1x<0
1x=0
3x²-4x+1x>0
f'(x)1x<0
Não definidox=0
6x-4x>0


A resposta errada apresentada pelo GAVE tem como equação:
f'(x)1x<0
Não definidox=0
x-1x>0







Resolução de alguns exercícios deste exame e mais apreciações podem ser encontradas no blog problemas|teoremas de Américo Tavares.

Etiquetas: , ,

Viagem a Paris

"Paris... Esta foto é uma maravilha. Move o cursor, aproxima, clica e deixa-te voar...."


Paris

Etiquetas:

Terça-feira, Junho 24, 2008

Mário Rodrigues - Fraude na Educação

Sexta-feira passada, dia 20, participei numa fraude, uma fraude monumental. Como professor de letras, fui escalado para vigilante do Exame Nacional de Matemática, do 9.º Ano de Escolaridade.
Quando olhei para a prova não tive qualquer surpresa. Há muitos meses que previra a realidade que se me antolhava naquele momento. Quem percebeu quem é José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues só podia esperar esta fraude nos exames. As suas políticas de “faz de conta”, de demagogia e de mentira já faziam prever o que se viria a passar. Talvez não se esperasse uma fraude tão colossal, mas parece não haver limites para estes (ir)responsáveis governamentais. Não lhes interessa o País nem o futuro dos alunos. Interessa-lhes apenas o poder, que os cega nesta política de mentira e de demagogia.
Para não causar problemas à escola onde lecciono e não perturbar a concentração dos alunos, não abandonei a sala. Vigiei a prova até ao seu termo, sujeitando-me à indignidade de colaborar nesta fraude intolerável. Aquele exame, com um grau de facilidade descomunal, pedagogicamente foi uma autêntica fraude. Os seus autores morais e materiais não são penalmente puníveis, mas à face das mais elementares regras da ética e da moral cometeram um crime hediondo. Com esta política educativa de mentira e de sucesso puramente estatístico, estão a assassinar gerações sucessivas de jovens e a aniquilar o futuro do País.
Não há nenhum dever institucional que obrigue um professor a silenciar estes crimes. Os alunos e Portugal são bem mais importantes do que o emprego ou a avaliação de um docente. O Ministério da Educação, com José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, está a cometer um verdadeiro crime de lesa-pátria que nenhum professor honesto e digno pode silenciar. Pelos alunos, pelos seus pais e por Portugal, impõe-se denunciar esta fraude, mesmo conhecendo-se as práticas persecutórias deste Governo. Quem tem como única política a defesa de Portugal e dos seus jovens, não pode temer retaliações, mesmo quando vários factos parecem indiciar que estamos perante políticos sem escrúpulos e de duvidosa hombridade…

Publicado em A Educação do meu Umbigo
em 24 de Junho de 2008

Etiquetas: , ,

A Central fotovoltaica de Moura


Continuamos a ouvir falar desta Central como sendo a maior do mundo. No entanto, já em fins de 2007 se sabia que isso não iria acontecer, conforme se pode ler no extracto do jornal "Água e Ambiente" de 19/9/2007.
Agora parece que a maior do mundo fica situada na Alemanha e já arrancou com a sua produção de energia eléctrica, conforme se pode ler no penúltimo post deste blog.
É só para chamar a atenção para o que de facto é e não para o que desejaríamos que fosse!

Tutela obriga central fotovoltaica de Moura a reduzir potência
2007-09-19

A maior central fotovoltaica do mundo, cuja construção foi anunciada durante anos em Moura, deixou de o ser. O jornal Água&Ambiente soube em primeira mão que os 62 MW inicialmente previstos para a unidade terão de ser reduzidos, de acordo com as indicações da tutela à Amper Central Solar, empresa criada para gerir a central.

«O projecto inicial contemplava a instalação de painéis fixos, só que as alterações ao projecto em virtude do tempo decorrido sobre a apresentação do mesmo conduziram, nomeadamente, à mudança no fornecedor dos painéis. Assim, optou-se agora pela introdução de painéis móveis, que têm uma rentabilidade superior em cerca de 30 por cento, ou seja, com os mesmos megawatts consegue-se produzir mais 30 por cento de energia», explicou ao Água&Ambiente fonte ligada ao processo.

Ora, esta alteração implicaria que «a subsidiação inicialmente prevista também teria de ser superior em 30 por cento, o que não estava contemplado», acrescenta. Por isso, optou-se por reduzir a potência instalada. O Água&Ambiente tentou saber junto da Amper a nova potência da unidade, no entanto, ainda não obteve qualquer resposta.

As obras para a construção da central, na freguesia da Amareleja, deverão ter início em Outubro. «Oo desafio que a Acciona, investidora do projecto, tem agora pela frente é o de conseguir finalizar todo o projecto até ao final do próximo ano, de forma a que ainda possa usufruir dos fundos provenientes do Quadro Comunitário de Apoio em vigor», adianta a mesma fonte. Para acelerar o processo cerca de 800 pessoas estarão a trabalhar no desenvolvimento do projecto, quase o triplo do que estava previsto.

Etiquetas: , ,

Segunda-feira, Junho 23, 2008

Matemática das bolinhas

Venn diagram for 2 sets


P(A ∪ B)=0,8
P(B)=0,6
P(A ∩ B)=0,1
P(A)=?


Exame Nacional do Ensino Secundário
Grupo I, Questão 2. da Prova Escrita de Matemática A,
12º ano de Escolaridade
Prova 635/1ª Fase
Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE)
Ministério da Educação

Documentos relacionados da Sociedade Portuguesa de Matemática
Parecer
Proposta de resolução

Etiquetas: , ,

Deutsche Weller - Central fotovoltaica de Waldpolenz

Painéis solares electrovoltaicos
@picture alliance/dpa

A central fotovoltaica descrita pelo seu operador como a maior do mundo iniciou a produção de electricidade no domingo, 22 de Junho, num lugar da antiga Alemanha do Leste.

Capacidade inicial - 24 MW
Módulos instalados - 350.000
Capacidade final (2009) - 40 MW
Módulos fase final - 550.000
Custo - 130 milhões de €


Deutche Weller staff [dpa (jam)] in World's Biggest Solar Plant Goes Online in Germany
publicado por Deutsche Weller em 23 de Junho de 2008

Etiquetas: , ,

Sexta-feira, Junho 20, 2008

Solstício de Junho

Dançarina

Duo Ouro Negro:

Cidrálea

Som:Quipiri
Imagem:Lycos

Etiquetas: , , , ,

Uma pergunta para o GAVE:

Assinalar com uma cruz, duas ou três cruzes ou nenhuma cruz, qual é a resposta que deve obter a cotação total da pergunta:

a) o aluno trabalhou correctamente a questão proposta, mas no campo "resposta" inseriu uma resposta errada;

b) o aluno trabalhou incorrectamente a questão proposta, mas no campo "resposta" inseriu a resposta certa;

c) o aluno trabalhou correctamente a questão proposta, mas não preencheu o campo "resposta".

Se algum leitor por acaso conseguir encontrar um documento oficial com a resposta a esta questão, agradecia que inserisse essa resposta no comentário.

Muito obrigado,

Etiquetas: ,

Carlos Fiolhais versus Maria de Lurdes Rodrigues

Carlos FiolhaisEm matéria de exames, há dois aspectos que são bem mais relevantes que os erros pontuais nas provas. Em primeiro lugar, toda a gente, excepto o GAVE, percebe que os exames estão, em geral, cada vez mais fáceis. Quem não sabe nada de nada pode sempre tentar a sua sorte em mal alinhavadas questões de "cruzinhas", não precisando sequer de saber escrever. Este caminho para o abismo da ignorância tem sido denunciado por muita gente. Mas o presidente do GAVE, num insulto à inteligência, retorquiu dizendo que não existem "perguntas demasiado elementares, mas sim de dificuldade diferente". O que fazer a não ser, talvez, dar gargalhadas?

O segundo aspecto é tão grave como o primeiro (quase apetece o trocadilho "tão GAVE"). Trata-se da linguagem tanto das provas como das "propostas" de correcção oficiais. É uma enormidade linguística e educativa que, num exame do 12º ano de Poirtuguês, apareça uma frase como:
"Para responder, escreva, na folha de respostas, o número do item, o número identificativo de cada elemento da coluna A e a letra identificativa do único elemento da coluna B que lhe corresponde".
Isto não é um exame a sério do domínio da língua, é uma charada.

Como fiquei sem saber para que serve este tipo de exames, fui ao sítio do GAVE:
"Os exames nacionais são instrumentos de avaliação sumativa externa no Ensino Secundário. Enquadram-se num processo que contribui para a certificação das aprendizagens e competências adquiridas pelos alunos e, paralelamente, revelam-se instrumentos de enorme valia para a regulação das práticas educativas, no sentido da garantia de uma melhoria sustentada das aprendizagens."
Fiquei na mesma. Alguém me decifra este arrazoado?


Carlos Fiolhais in Errar muito é desumano
publicado no jornal Público em 20 de Junho de 2008

Etiquetas: , ,

Sociedade Portuguesa de Matemática versus GAVE

Provas de Aferição
Resposta ao director do GAVE



As declarações que o Director do GAVE fez a propósito do parecer da Sociedade Portuguesa de Matemática sobre as recentes provas de aferição são inexactas e infelizes.

O tom é totalmente inadequado, não dignifica ninguém e não o mantemos. Estão em discussão duas provas concretas, às quais é necessário fazer reparos. Segundo o Jornal de Notícias, citando a Lusa, o Director do GAVE acusa as nossas críticas de "levianas", dando a entender que a SPM não detém o "conhecimento técnico indispensável".

Repudiamos em absoluto. A Sociedade Portuguesa de Matemática tem a competência para criticar rovas de matemática, fá-lo ponderadamente e tem todo o direito de o fazer.

Mantemos que "os enunciados contêm um número exagerado de questões demasiado elementares" (sublinhado do parecer). Vejam-se, por exemplo, a questão 18 da prova do primeiro ciclo e as questões 8 e 16 da do segundo ciclo. O comentário do Director do GAVE dá a entender que nunca, em circunstância alguma, poderia haver questões demasiado elementares, mas apenas questões de dificuldade variável. Discordamos, como é óbvio.

Este aspecto é muito importante, pois com provas tão fáceis, o Ministério está a desautorizar o esforço dos professores que têm insistido com os seus alunos na necessidade de dominar bem o cálculo, o raciocínio e os conceitos matemáticos. Estas provas não apoiam a exigência escolar nem fazem justiça ao esforço de professores e alunos.

As nossas críticas podem ser ouvidas, segundo o que diz o Director do Gave, mas não é verdade, em geral, que sejam tomadas em conta. Temos insistido na necessidade de provas fiáveis, comparáveis de ano a ano, mas o ministério não o tem querido, sabido ou decidido fazer. Temos insistido na necessidade de as provas serem mais exigentes e isso não tem acontecido. Temos insistido na necessidade de estabelecer mais exames, e isso não tem ocorrido.

Finalmente, temos de esclarecer que, apesar de nos termos sempre disposto a colaborar com o GAVE em todos os aspectos para que somos solicitados, não temos qualquer responsabilidade na concepção ou no grau de dificuldade de nenhumas provas. Neste particular, o único aspecto em que temos colaborado — e apenas em algumas provas, que não estas — é na correcção de possíveis erros científicos. A nossa colaboração com o Ministério, que mantemos e manteremos sempre que solicitada, não pode significar a restrição da discordância.

O Gabinete do Ensino Básico e Secundário
da Sociedade Portuguesa de Matemática


publicado pela Sociedade Portuguesa de Matemática
a 22 de Maio de 2008

Etiquetas: , , ,

Quinta-feira, Junho 19, 2008

Nuno Crato versus Maria de Lurdes Rodrigues

...as Provas de Aferição têm tido dois problemas. Em primeiro lugar, os enunciados contêm um número exagerado de questões demasiado elementares. Mesmo com estas questões, os resultados têm sido maus. Imagina-se que poderiam ser bastante piores se os enunciados fossem mais exigentes. Em segundo lugar, os enunciados têm pecado por um vício pedagógico: não se centram em questões relacionadas com os algoritmos e os conceitos básicos que os alunos deveriam dominar, mas sim em aplicações diversas, com questões em que a interpretação e a conjectura sobre os pressupostos assumem um papel excessivo.


Sociedade Portuguesa de Matemática in Parecer sobre as provas de aferição do primeiro e segundo ciclos - Matemática
20 de Maio de 2008




Nuno Crato é o Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática. O que se segue é uma entrevista da Ministra da Educação dada à SIC no dia 18 de Junho. (AF)




SICPergunto-lhe, Sra Ministra, se o Ministério anda a fazer exames mais fáceis ou se os alunos andam a estudar muito?
Maria de Lurdes RodriguesSabe, eu não me consigo pronunciar dessa forma tão superficial. Como também considero superficial dizer que o exame de hoje ou de ontem foi a sério e que as provas de aferição não são a sério. Sabe que é muito desmobilizador para os professores e para as escolas dizer que aquilo que é um trabalho em que eles investem, só porque ele tem resultados positivos não é a sério.
SICTenho muita pena mas, neste contexto, tenho que me socorrer de autoridades como o Professor Nuno Crato que diz que há exames de preparação que são ridiculamente simples - e a expressão é dele -; tenho que me socorrer da Associação Nacional de Pais que vai ao encontro também desta expressão; tenho que me socorrer de um alerta lançado pelo Professor Paulo Heytor Pinto, da Associação Nacional de Professores de Português que diz que os professores só estão a ensinar para os exemes...
Maria de Lurdes RodriguesBom! Cada um socorre-se do que quer, cada um faz as suas escolhas...
SICEstou a socorrer-me de fontes credíveis!
Maria de Lurdes RodriguesConcerteza, são as fontes credíveis para si. Para mim, fonte credível é o Ministério da Educação e o instituto que promove a realização dos exames e que o faz com todo o rigor e com todas as exigências. É muito fácil...
SICNão são fáceis demais...?
Maria de Lurdes RodriguesEu não me consigo pronunciar, sabe? O Sr consegue pronunciar-se, essas pessoas também. Eu não consigo pronunciar-me. Sabe porquê?
SICEu não me lembro de os meus exames serem fáceis demais...
Maria de Lurdes RodriguesSabe porquê?
SIC... E acredito que quem a está a ouvir e a ver em casa também não tenha essa ideia.
Maria de Lurdes RodriguesNão... Eu gostava que me desse a oportunidade de responder. Já me fez três ou quatro perguntas e não me deu oportunidade de responder a nenhuma. Mas gostava de ter a oportunidade de responder, com toda a traquilidade, dizer-lhe o seguinte. O nível de complexidade de uma prova não se avalia assim pela opinião, pela sua opinião, a opinião dessas pessoas ou a minha. O nível de complexidade...
SICPor muito boas que essas pessoas sejam, no domínio das suas competências...
Maria de Lurdes RodriguesSe me permitir falar eu volto à SIC com toda a boa vontade. Mas se o Sr me interromper, não me deixar falar, não é possível esta entrevista.
SICFaça o favor.
Maria de Lurdes RodriguesBom! Que é que eu gostava de lhe dizer? Que o nível de complexidade de uma prova tem técnicas para ser avaliada. Não é a sua opinião, a opinião dessas pessoas ou a minha. O que conta, um dos principais indicadores que se usa, usam-se técnicas estatísticas para avaliar o nível de complexidade e uma das medidas mais simples é a curva de distribuição dos resultados. E quando apenas 5% dos alunos conseguem completar a totalidade de uma prova com êxito, isso diz tudo - ou diz alguma coisa - sobre a complexidade de uma prova. Foi o que aconteceu com todas estas que estão a ser feitas. As provas são calibradas e ajustadas ao nível de exigência daquilo que é o programa. Não é o nível de exigência que o Sr tem na cabeça ou que algum desses peritos tem na cabeça. É o nível de exigência do programa e isso é que é feito. Com todo o rigor e com toda a exigência.
SICEntão a Sra Ministra considera que estes especialistas estão a exigir demais?
Maria de Lurdes RodriguesDeixe-me acabar. Se não me deixa acabar, eu não consigo. O que eu considero é que
SICPermita-me lembrar-lhe, Sra Ministra isto não é um monólogo...
Maria de Lurdes RodriguesDeixe-me acabar.
SIC...E por isso eu pergunto-lhe, Sra Ministra, se na sua opinião estes especialistas estão a exigir demais?
Maria de Lurdes RodriguesDeixe-me acabar. O Sr já me fez essa pergunta e ainda não me deixou acabar a minha resposta. Primeiro...
SICPorque ainda não me respondeu.
Maria de Lurdes RodriguesPrimeiro ponto, o nível de complexidade de uma prova tem técnicas, não é uma questão de opinião, é uma questão de validação técnica, com recurso a técnicas estatísticas também. E essas pessoas, com a precipitação com que se pronunciaram, de certeza absoluta que não tiveram o rigor e exigência que pretendem para os outros. Depois...
SICEu diria que o Professor Nuno Crato é um reputadíssimo dominador do assunto.
Maria de Lurdes RodriguesDepois, eu gostava de lhe dizer que há uns quantos pessimistas de serviço neste país. Muito pessimista.
SICÉ o caso destas pessoas?
Maria de Lurdes RodriguesO que acontece é o país tem que estar sempre mal, e os alunos têm que ser empre maus. Quando os resultados são por si maus e revelam fragilidades nos conhecimentos e nas competências, aí está a prova que o país está mal.
SICOs pais também estão pessimistas, Sra Ministra?
Maria de Lurdes RodriguesQuando melhora, como o país não pode melhorar, são as provas que estão erradas. Mas isso faz parte...
SICInclui os pais nesse pessimismo, Sra Ministra?
Maria de Lurdes RodriguesNão incluo nada, estou-lh a responder a si.
SICÉ que eu tenho aqui uma situação da Confederação Nacional das Associações de Pais a dizer assim, o seu Presidente a dizer assim: Está tudo bem com os alunos até chegarem ao primeiro ano da faculdade e ser o descalabro, porque não têm competências nem aprenderam a estudar sozinhos. São os pais que dizem.
Maria de Lurdes RodriguesConcerteza. Mas sabe, eu não me pronuncio, eu tenho obrigação de ser exigente. Eu não me pronuncio sobre opiniões. Eu pronuncio-me sobre testes técnicos que são feitos às provas, sobre documentação que é necessário exigir quando se faz uma prova de aferição. O Sr terá oportunidade, se quiser, de convidar o director do GAVE e ele explica-lhe o que é preciso, do ponto de vista técnico, para fazer uma técn... hum... uma prova e para avaliar o nível da sua complexidade. E portanto, isto não é uma questão de opinião. E devíamos ser mais cautelosos e mais respeitadores do trabalho que os professores e as escolas fazem. Porque essas pessoas, não as vi pronunciarem-se sobre: Plano Nacional de Laitura e mais horas de trabalho na área da leitura em todas as escolas; Plano de Acção da Matemática e mais horas de trabalho para a Matemática em todas as escolas; orientações claras sobre o tempo de trabalho tanto na Matemática como na Laitura em todas as escolas; formação contínua para milhares de professores, do 1º e do 2º ciclo, em Português e Matemática. Eu gostava que o Sr e essas suas fontes, se pronunciassem sobre factos concretos: sobre as horas de trabalho, que escolas e professores tiveram, neste ano para melhorar...
SICNeste caso, Sra Ministra, as pessoas pronunciam-se sobre aquilo que pode ser corrigido.
Maria de Lurdes RodriguesNão são fontes fidedignas, são opiniões.
SICSra Ministra, gostava de
Maria de Lurdes RodriguesGostava ainda de dizer-lhe uma coisa. O facto de muitos jovens àcerca do teste: que se sentem confortáveis, aliviados por terem passado um momento em relação ao qual
SICNão é só isso, eles disseram que é fácil.
Maria de Lurdes RodriguesO facto de eles dizerem que é fácil não significa que a prova seja fácil. Como lhe disse, a simplicidade ou a complexidade de uma prova tem técnicas específicas...

Etiquetas: , , , ,

Segunda-feira, Junho 16, 2008

Tratado de Lisboa - técnicas de usurpação do poder

Irish people

Pergunta: É o Tratado Reformador Europeu apenas a falhada Constituição Europeia com um nome diferente?

Resposta: Inicialmente, o Tratado reformador foi descrito como "estando desprovido de características constitucionais", porém os investigadores e analistas internacionais realçaram que há apenas duas das 440 disposições do Tratado Reformador que diferem da (proposta rejeitada) de Constituição original. A Constituição mencionava a bandeira e o hino, que não foram vistos com bons olhos pelos eleitores e foram descartados. Porém, o actual bandeira, o actual hino e a divisa europeia -- "Unidos na Diversidade" - persistem.

O papel do Ministro das Relações Externas, que estava previsto no texto constituicional, foi também substituido pelo do "Alto Representante da União para as Relações Externas e Política de Segurança" e o uso do termo "Lei europeia" foi substituido por "Regulamento europeu".

in The European Union's Lisbon Treaty: Frequently Asked Questions
publicado por Deutsche Weller em 16 de Junho de 2008




Ou seja, os eleitores franceses e holandes reprovam a Constituição e os respectivos governos simplesmente aprovaram com um nome diferente a mesma coisa. Que o Tratado Reformador Europeu, eufemisticamente designado Tratado de Lisboa, é a Constituição reprovada fica também claro pela necessidade de qualquer alteração à constituição irlandesa ter que ser sujeita a referendo. Se não houvesse implicações constitucionais, se fosse apenas assim uma coisita qualquer simplificada (José Sócrates), o referendo irlandês nem teria acontecido. (AF)




No mundo orweliano da União Europeia, um "não" não significa realmente um "não", um tratado declarado morto pelo voto popular está ainda vivo e os parlamentos do bloco rejeitam o voto popular como anti-democrático.

Andrew Bounds in What Ireland’s ‘no’ vote means for the EU treaty
publicado por Financial Times em 16 de Junho de 2008

Etiquetas: ,

Domingo, Junho 15, 2008

The best speech ever of George Bush

George Bush giving a thought provoking and very knowledgeable speech. (arsalanjamshed)

Etiquetas: , , ,

Sexta-feira, Junho 13, 2008

Irlanda, capital europeia da democracia

Irlanda

Viva a participação democrática!
Viva a Irlanda!
Porreiro pá!

Porreiro pá!

Etiquetas: , , ,

Quarta-feira, Junho 11, 2008

Ramsey Clarck - Pela impugnação de Bush

Ramsey Clark
A impugnação não é uma questão política. A impugnação é um dever constitucional. É o único poder e a mais elevada obrigação que a Constituição outorga ao Congresso para manter, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos da América quando o Presidente, o Vice-Presidente e outros funcionários superiores dos Estados Unidos cometem traição, subornos ou outros actos de alta criminalidade ou delitos em geral.

De forma deliberada, falsa e sistemática, George Bush induziu em erro o Congresso e o povo americano quanto aos actos mais criminisos, ruinosos e prejudiciais desta administração, conduzindo-nos à guerra, perdas trágicas de vidas humanas, devastando o Iraque, gastando biliões de dólares em despesas militares, despedaçando a economia que levará décadas a recuperar, assaltando despoduradamente a Carta dos Direitos (Bill of Rights), promovendo um desastre humanitário internacional, o antagonismos entre os povos e entre as nações que antes se relacionavam, em geral, amistosamente e agravando o assalto à qualidade do ambiente na Terra.

Em 5 de Junho de 2008, um relatório de 170 páginas - longamente protelado por cinco anos - da Comissão especial do Senado sobre a espionagem concluiu por unanimidade que o Presidente Bush, o Vice-Presidente Cheney e outros funcionários superiores produziram acusações falsas e sistematicamente exacerbaram - para além do que era justificável face às provas fornecidas pelos serviços de espionagem - os perigos representados pelo Iraque. A Comissão foi composta tanto por democratas como por republicanos.

Hoje o Presidente Bush usa todo o seu poder e influência para obter o apoio da Europa, de Israel e de outros países para um ataque ao Irão, o que planeia fazer nos restantes meses do seu mandato. O Irão é maior que o Iraque e o Afganistão, tem milhões de habitantes, não foi atingido por qualquer guerra recente e lutará ferozmente se for atacado. George Bush negoceia uma presença militar permanente no Iraque, colocando os Estado Unidos da América nas fronteiras do Irão.

Os próximos presidentes dos EUA estão condenados a desgastarem-se em guerras iniciadas por Bush e a nossos recursos económicos estão condenados a serem consumidos em despesas militares.

A impugnação, uma obrigação constitucional, é a única maneira de impedir que George Bush e a sua cabala alastrem as guerras desastrosas que já infligiram ao mundo e ao povo americano. A Casa dos Representantes deve considerar com urgência que as razões para a impugnação foram largamente excedidas e o Senado deve preparar-se para levar Bush à barra do tribunal, tal como o Vice-Presidente Cheney e outros funcionários implicados.

Ramsey Clark
10 de Junho de 2008
publicado por Impeach Bush


Em 9 de Junho de 2008, Dennis Kucinich apresentou ao congresso 35 artigos acusatórios que justificam a impugnação do Presidente George W. Bush.

Etiquetas: , , ,

Segunda-feira, Junho 09, 2008

10 de Junho - dia da Língua Portuguesa ou de um povo espalhado pelo mundo

La Mer

© Bettina Bick / La mer 100 x 120 cm Acryl


Lusíadas, Canto quinto

1Estas sentenças tais o velho honrado

Vociferando estava, quando abrimos

As asas ao sereno e sossegado

Vento, e do porto amado nos partimos.

E, como é já no mar costume usado,

A vela desfraldando, o céu ferimos,

Dizendo: «Boa viagem!». Logo o vento

Nos troncos fez o usado movimento.


...
3Já a vista, pouco a pouco, se desterra

Daqueles pátrios montes, que ficavam;

Ficava o caro Tejo e a fresca serra

De Sintra, e nela os olhos se alongavam.

Ficava-nos também na amada terra

O coração, que as mágoas lá deixavam.

E já despois que toda se escondeu,

Não vimos mais, enfim, que mar e céu.




Luis de Camões




A musicalidade destas estrofes, o seu profundo significado, a ideia de partida desejada e a vontade de ficar que Camões dedilha magistralmente sempre me fascinou.

A descrição das façanhas dos portugueses nos descobrimentos feita por ele não imaginaria o resultado obtido: uma disseminação do espírito aventureiro de muitos homens que ainda hoje o revelam, uma língua falada por milhões de pessoas e um elo de cumplicidade entre elas.

Com Camões aprendi a escrever e a falar uma língua que considero riquíssima e que temo estar a ser tão maltratada.
(MR)

Etiquetas:

Daniel Estulin - Clube Bilderberg

Recebido por email (AF)
Daniel Estulin - 'Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo'
Preço :19,95 €
ISBN :9789727597840
Ano de Edição/ Reimpressão :2005
N.º de Páginas :300
Encadernação :Capa mole
Dimensões :15 x 23 x 2 cm
Disponibilidade :Esgotado ou não disponível ...(porquê? CENSURA?)

Sinopse

Imagine um clube onde presidentes, primeiros-ministros e banqueiros internacionais convivem, onde a realeza presente garante que todos se entendem, onde as pessoas que determinam as guerras, controlam os mercados e impõem as suas regras a todo o mundo dizem o que nunca ousariam dizer em público. Pois este clube existe mesmo e tem um nome. Ao longo dos últimos cinquenta anos, um grupo seleccionado de políticos, empresários, banqueiros e outros poderosos tem-se reunido em segredo para tomar as grandes decisões que afectam o mundo. Se quiser saber quem mexe os cordelinhos nos bastidores dos organismos internacionais conhecidos, não hesite: leia este livro.
Não temendo pôr em risco a própria vida, Daniel Estulin foi a única pessoa a conseguir romper o muro de silêncio que protege as reuniões do clube mais exclusivo e perigoso da história.
Fique a saber:
- Porque se reúnem os cem mais poderosos do mundo todos os anos durante quatro dias.
- O porquê do silêncio dos media em relação a estas reuniões.
- Que vínculos existem entre o Clube Bilderberg e os serviços secretos ocidentais.
- Quais os planos do Clube Bilderberg para o futuro da humanidade.




Mensagem de Daniel Estulin

«Chamo-me Daniel Estulin. Sou o autor de 'Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo'. Devido a algumas informações muito perturbadoras que temos recebido dos nossos amigos em Portugal, estou a escrever a todos os bloggers portugueses a pedir ajuda.

Recebi informações de alguém que trabalha para a Temas & Debates em Portugal que os editores receberam FORTES PRESSÕES de membros do governo PARA NÃO VENDEREM O LIVRO acerca do Clube Bilderberg. Aparentemente este apanhou mesmo o governo de surpresa e assustou-o. Têm medo que este se torne num fenómeno mundial. De facto, está a tornar-se num fenómeno mundial, uma vez que foi editado em 28 países e em 21 línguas.

Esta carta é um pedido de ajuda. Por favor enviem-na a qualquer pessoa disposta a lutar pela liberdade de expressão. O governo e o meu editor em Portugal, Temas & Debates, estão a tentar sufocar este livro porque têm medo que este possa criar uma base que se transforme num movimento populista em Portugal, como já aconteceu na Venezuela, na Colômbia e no México, nos quais a primeira edição esgotou em menos de 4 horas e causou manifestações em frente das embaixadas dos EUA, algo que, como é óbvio e devido ao bloqueio da comunicação social, você não viu nem ouviu na televisão nem na imprensa nacionais.
Se não enfrentarmos estas pessoas da Tema & Debates e do governo, elas irão vencer esta luta e nós, o povo, ficaremos UM POUCO MENOS LIVRES E UM POUCO MAIS PODRES INTERIORMENTE.

Peço a todos aqueles que queiram ajudar que:
1. Apelem a todos os bloggers que por aí andam a telefonarem para a Temas & Debates e perguntarem o que se passa e a EXIGIREM que vendam este livro. Já contactei todas as pessoas que conheço pessoalmente e estas estão a organizar uma campanha de telefonemas e de envio de cartas PARA TELEFONAREM OU ESCREVEREM À TEMAS E DEBATES E EXIGIREM UMA EXPLICAÇÃO.

2. Estão dispostos a telefonar aos vossos contactos na imprensa, aos vossos amigos e aos amigos dos vossos amigos e verem se estão dispostos a publicar esta história e em ajudarem? O que o editor e o governo mais temem é O ESCRUTÍNIO PÚBLICO E A ATENÇÃO INDESEJADA.

Quantas mais pessoas telefonarem e assediarem o editor, e o governo, menos possibilidades terão eles de levar essa tarefa a cabo. Se não fizermos algo seremos tão só MENOS LIVRES NO FUTURO. É ESSE O OBJECTIVO DA BILDERBERG. MAS NÃO É ISSO O QUE EU QUERO PARA OS MEUS FILHOS.

Com base nas nossas fontes no Porto e em Lisboa, descobri que a muitas pessoas têm ido à FNAC à procura do livro mas que, de acordo com a FNAC, 'o editor, por qualquer razão, não está disposto a vendê-lo.'
Posso dizer-lhes, por experiência própria em Espanha, que esta pressão funciona. Inicialmente a primeira edição foi de 4.000 exemplares que se esgotou num dia. A Planeta (a editora espanhola - nota do tradutor) estava a ser MUITO vagarosa no reabastecimento das livrarias. Organizamos uma campanha massiva na comunicação social na qual isto quase se transformou num ponto crucial para a liberdade de expressão. E funcionou. A Planeta cedeu, o livro avançou e actualmente foram vendidas mais de 65.000 cópias. Também podem divulgar este número na vossa página.

Além disso, estou a organizar uma série de seminários em Portugal para falar sobre os Bilderbergers e os Planos da Ordem Mundial. Esta atenção indesejada irá irritá-los profundamente. Os Bilderbergers são como vampiros. O que odeiam mais que tudo na terra é que a luz da verdade brilhe sobre eles.

Se isto resultar em Portugal, irei enviar uma dura mensagem a outros países que desejem ceder à pressão dos membros do governo ou a quem quer que seja.
Agradeço-lhe adiantadamente e estou disponível para o que possam desejar de mim.»

Etiquetas: , ,

Domingo, Junho 08, 2008

Maksim Mrvica - O vôo do moscardo

Etiquetas: , ,

Sábado, Junho 07, 2008

Ranking das escolas privadas

É suposto um privado assumir o risco do seu negócio. Em Portugal, porém, há uma classe de privados especial: assumem o risco com os dinheiros públicos. Nada que lhes macule a alma genuinamente empreendedora ou lhes desinflame o discurso em prol do mercado livre. Eis verbas transferidas pelo Ministério da Educação para os dez falsos privados mais beneficiados:




Colégio MiramarMafra13.458.888,14
Colégio Liceal Santa Maria de LamasFeira4.976.306,32
Didáxis Soc. Coop. de EnsinoFamalicão4.456.932,14
Externato de PenafirmeTorres Vedras4.041.899,14
Externato Cooperativo da BeneditaAlcobaça3.737.326,54
Escola Cooperativa Vale S. CosmeFamalicão3.559.313,23
Escola Salesiana de ManiqueCascais3.434.207,64
Alfacoop Coop. Ensino de AlvitoBraga3.276.677,47
Externato João Alberto FariaArruda dos Vinhos3.135.527,05
Instituto Educativo D. João VPombal966.857,99

Faltam verbas para o Ensino Público? Pois, pois...

Diana Ramos in Privados recebem verba do Estado
publicado pelo Correio da manhã em 10 de Junho 2007

Agradeço a "não passarão!" o realce da notícia.

Consultar também esta lista do Diário da República. Graças à atenção de Paulo Guinote.

Etiquetas: , , ,

Jornadas de estudos em Grenoble: saber ler, escrever e contar

Madame, Monsieur,

Le Groupe de Réflexion Interdisciplinaire sur les Programmes organise les 21, 22 et 23 août 2008 à l'Université de Grenoble I
(Institut Fourier, Campus Universitaire de Saint-Martin d'Hères) des Journées d'études SLECC (Savoir Lire Ecrire Compter Calculer)

Ces journées feront état de l'expérimentation SLECC menée actuellement dans quelques dizaines de classes réparties sur le territoire français, dans le cadre d'une action agréée par la DGESCO et le Ministère de l'Education Nationale depuis juillet 2005.

Le but est de dispenser à des élèves non sélectionnés un enseignement structuré très riche, susceptible de leur permettre de dépasser les objectifs des programmes actuellement en vigueur. En ce sens, l'expérimentation SLECC peut éclairer la mise en place des réformes en cours et à venir.

En calcul, sera présenté un Cahier d'exercices "Compter Calculer au CP" paru en Avril 2008 chez GRIP-Editions, qui décrit une progression très rigoureuse, et qui a permis de mener de front avec succès l'apprentissage de la numération et des 4 opérations dans plusieurs classes de CP. Cet ouvrage s'appuie sur 25 années de pratique en école maternelle et en CP.

Ces journées d'études peuvent certainement contribuer très utilement à la préparation des professeurs d'école et des professeurs de lycée et collèges, ainsi qu'à la réflexion des personnels chargés de leur formation.

Vous trouverez en annexe à ce message, le programme de ces journées, (grammaire, calcul, géométrie, géographie, ...) ainsi qu'une fiche pour la réservation de votre hébergement et de vos repas - veuillez ne pas tenir compte de ce message si vous avez déjà envoyé les informations nécessaires.

Nous vous prions de bien vouloir relayer cette information auprès de toutes les personnes de votre connaissance qui peuvent être intéressées.

Très cordialement,

Pour le GRIP, le 04/06/2008
JP Demailly

---------------------------------------------------------------------------

Informations supplémentaires sur le cahier d'exercices "Compter Calculer au CP" (Parution Avril 2008)

Ce Cahier d'exercices propose une progression rigoureuse qui permet de mener de front l'apprentissage de la numération et des opérations. Son auteur, aujourd'hui instituteur à Gien (45), s'appuie sur 25 ans de pratique en école maternelle et en CP.


"Tout comme la lecture ne peut se construire sans l'écriture, la numération ne peut se construire hors du calcul. Rien dans ce processus d'apprentissage ne justifie la restriction à une, deux, voire trois opérations : seule l'approche simultanée des quatre opérations (dans la manipulation, l'expression en langage courant puis l'écriture mathématique) permet de conduire à la connaissance intuitive du nombre."


Les Éditions du GRIP mettent aujourd'hui à la disposition des enseignants de CP le fruit de cette expérience. Nul doute qu'elle puisse aussi être utile aux parents désireux de faciliter à leurs enfants l'entrée dans le monde des nombres.

Le fichier est consultable en open content à http://www.slecc.fr/fiches_SLECC_CP.htm

contact pour le fichier : slecc.dupre@tele2.fr

inscription journées SLECC :
slecc.contact@aliceadsl.fr ou
M. Dupré au 02 38 38 03 93

Etiquetas:

Spéculation et crises : ça suffit ! Premier séminaire européen à Paris, le 21 juin 2008

Cher(es) signataires,
La pétition européenne "Spéculation et crises : ça suffit !" a atteint 36000 signatures en ligne et sa version papier a été signée par 2 500 personnes.
Pour poursuivre sur cette lancée, le collectif initiateur vous invite à un premier séminaire européen qui se tiendra à l'Université de Paris 1 Panthéon-Sorbonne, de 9h30 à 17h le 21 juin 2008 (Présentation ci-dessous).
Des informations plus détaillées sur le programme et les intervenants vous seront envoyées en début de semaine prochaine. Pour vous inscrire, il suffit d'envoyer un mail à l'adresse suivante: caroline.robert@attac.org avant le mardi 17 juin en indiquant vos nom, prénom ainsi que votre pays.

Pour le collectif initiateur "Stop-finance", - Jean-Marie Harribey (Université Bordeaux IV) +336 5 71 25 82- Frédéric Lordon (CNRS) +336 83 89 12 81
'"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""

Présentation du séminaire européen "Spéculation et crises : ça suffit !"
La crise financière confirme les analyses et les pronostics les plus pessimistes. C'est em>la plus grave crise depuis la seconde guerre mondiale. Elle est l'aboutissement de l'évolution du capitalisme vers sa logique la plus pure et en même temps la plus sauvage: rendre de la valeur aux actionnaires, finalité suprême de la libéralisation du mouvement des capitaux, de la déréglementation, de la prolifération des produits financiers, de la titrisation et de la dépolitisation des banques centrales pour qu'elles servent mieux les marchés financiers.

La pétition européenne initiée par une cinquantaine d'économistes pour demander:
l'abrogation de l'article 56 du Traité de Lisbonne, qui, interdisant toute restriction à ses mouvements, offre au capital financier les conditions de son emprise écrasante sur la société;
la restriction de la « liberté d'établissement » (art. 48) qui laisse l'opportunité au capital de se rendre là où les conditions lui sont le plus favorables, et permettrait ici aux institutions financières de trouver asile à la City de Londres ou ailleurs.... a recueilli à ce jour plus de 38 500 signatures.

Pour élargir la prise de conscience de la gravité de la situation et de la nécessité d'élaborer de toute urgence des propositions propres à juguler les méfaits de la finance, le collectif «Stop-finance», initiateur de la pétition, organise à Paris le 21 juin un séminaire européen, le lendemain du Conseil européen et à la veille du G8 au Japon où se rendront les chefs d'Etat et de gouvernement européens.

Ce séminaire portera sur quatre thèmes. Chacun d 'eux sera introduit par deux intervenants et sera suivi d'un débat avec la salle.

1. L'origine de la crise
Isaac Joshua (Université Paris XI)Michel Husson (IRES)

2. Les mécanismes de la crise
Gérard Duménil (CNRS) Intervenant à confirmer

3. Les conséquences de la crise
Jacques Sapir (EHESS) Peter Wahl (World Economy, Ecology & development)

4. Propositions alternatives
Dominique Plihon (Université Paris XIII)Frédéric Lordon (CNRS)

Etiquetas: , ,

Papoilas

Umas papoilas para alegrar os nossos dias, para nos lembrarmos que ainda é Primavera embora estas flores tenham chegado tardiamente.
São as cores de que mais gosto: o vermelho, o verde e o azul. Este amortece a força do vermelho e o verde torna-o mais irradiante. Juntas representam a alegria de viver, o renascer da Natureza.
É vê-las pelos caminhos, em pequenos grupos. Parecem falar umas com as outras dando vida à erva que vai secando em seu redor!

Etiquetas: , ,

Sexta-feira, Junho 06, 2008

Um recado da mãe natureza

Dammed

Imagem picada daqui

Etiquetas: , ,

A independência das nações segundo Dick Cheney

I want you to sign this

O presidente e os seus conselheiros empreenderam uma campanha sistemática, na sequência dos ataques (do 11 de Setembro), para usarem a guerra contra a Al Quaeda como justificação para derrubarem Saddam Hussein.
Relatório do Senado dos EUA sobre a preparação da invasão do Iraque.


O Governo do Iraque reconhece aos EUA os seguintes direitos:
  • Manter até 50 bases militares no território do Iraque
  • Iniciar um ataque a qualquer país a partir do Iraque, sem necessidade de prévia aurorização do Governo do Iraque.
  • Conduzir actividades militares em qualquer parte do território do Iraque, sem consulta à autoridades locais
  • As forças dos EUA podem prender qualquer cidadão iraquiano sem consultar as autoridades do país.
  • Benefício da imunidade face à lei iraquiana de todos os militares e mercenários (contractors) dos EUA.
  • O espaço aéreo iraquiano é controlado pelos EUA abaixo de 29 mil pés.
  • Os ministérios iraquianos da Defesa, da Segurança e do Interior passam a estar subordinados aos EUA durante dez anos.
  • Cede aos EUA a prerrogativa de realizar os contratos de armamento durante dez anos.

Etiquetas: , , ,

Quinta-feira, Junho 05, 2008

Manifestação de 5 de Junho de 2008


200.000 pessoas dos mais diversos sectores, público e privados, de diferentes pontos do país, depois de uma convocatória deficitária, contra a revisão do Código de Trabalho, nos moldes em que está a ser feito e... Sócrates diz que não se impressiona!

Há pessoas que, ao mentirem, acreditam mesmo naquilo que inventaram para conseguirem sobreviver, para conseguirem adormecer. Pouco mais vêem do que aquilo que arquitectaram e, com palas nos olhos, avançam mesmo que seja para o abismo, pois já não lhes é possível voltar atrás e, com humildade, mudarem de rumo.

Sócrates ruma em frente sem olhar a quê nem a quem e não quer ser distraído, incomodado, mesmo que por 200.000 pessoas.

A sua arrogância vai sair-lhe cara!
A sua cegueira irá ser-lhe fatal.
Cairá do seu pedestal e quanto mais tarde maior será a queda.
E lá irá o seu rico nariz!

Etiquetas: , ,

Quarta-feira, Junho 04, 2008

Eugénio Rosa - A formação dos preços dos combustíveis

A Autoridade da Concorrência (AdC) acabou de apresentar o seu relatório sobre a formação dos preços dos combustíveis em Portugal. O cálculo dos preço dos combustível à saída da refinaria por parte das petrolíferas ( o chamado “pricing”) não se faz adicionando os custos suportados pela produção do combustível, que inclui o preço da matéria prima, que é o petróleo, e todos os custos de refinação, somando depois uma margem de lucro. As petrolíferas para estabelecerem os preços à saída da refinaria, recolhem os preços dos combustíveis no mercado de Roterdão, e depois os preços de venda dos combustíveis de cada dia aos distribuidores, à saída da refinaria, são os preços correspondentes aos do mesmo dia da semana anterior verificado naquele mercado do norte da Europa, a que deduzem apenas o chamado desconto de quantidade, que até beneficia mais a própria GALP, pois é ela que detém a maior quota a nível de distribuição (a GALP distribuição).

O que a Autoridade de Concorrência devis ter feito, mas não fez, era analisar se a adopção deste tipo de formação de preços se justificava, e se não estaria a determinar lucros especulativos para as petrolíferas à custa dos portugueses? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão o petróleo utilizado apesar de ter sido o adquirido 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, no entanto na formação dos preços à saída da refinaria ele é considerado como tivesse sido adquirido na semana anterior? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão os lucros da GALP só determinados pelo chamado “efeito sotck”, ou seja, pela razão referida no ponto anterior, tenham aumentado, entre o 1º Trimestre de 2007 e o 1º Trimestre de 2008, em 228,6%, pois passarem de 21 milhões de euros para 69 milhões de euros? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão a GALP passou a estabelecer os preços dos combustíveis com base nos preços de Roterdão da semana anterior, quando antes estabelecia com base nos preços de Roterdão do mês anterior, tendo passado depois para quinzenalmente, e agora semanalmente, e é de prever que, com a cobertura deste relatório, se prepare para ser diariamente o que, a concretizar-se, inflacionaria ainda mais os seus lucros com base na especulação à custa dos portugueses?

Leia o documento completo aqui

Etiquetas: , , , , ,

Fliscorno - Ficha de avaliação de professores

Avaliação de Professores
Imagem indecentemente roubada daqui.

Etiquetas: , , ,

Terça-feira, Junho 03, 2008

Sr Presidente da Galp

Muito agradeço o favor de enviar para o seguinte número de fax:
Fax: (351) 21 790 20 99
as minutas das reuniões de trabalho, mesmo quando têm lugar por ocasião de um almoço no Mercado do Peixe com os seus homólogos da BP, CEPSA ou similares, assim como reencaminhe cópia do expediente enviado para essas empresas, para facilitar as difíceis pesquisas da Autoridade Nacional da Concorrência àcerca da cartelização dos preços de combustíveis. Que as suas conversas com esses seus homólogos por telefone sejam objecto de transcrição estnográfica, devidamente vertidas no papel em letra de forma e enviadas depois para o mesmo número de fax. Que as mesmas regras se apliquem aos seus subordinados do departamento comercial, assim como a qualquer outro dos seus colaboradores secretamente investido nessa função. Que igualmente seja enviada para o mesmo destinatário a tabela de decifração das palavras usadas nessas trocas de informação - datas e montante dos aumentos - possibilitando a leitura no modo claro. Certo de que assim melhor honrará o relevante papel social da empresa que dirige, queira desde já aceitar

Os meus melhores cumprimentos

Etiquetas: , , ,

Elisabeth Rosenthal - Sul de Espanha sem água

Coisas estranhas acontecem quando o poder do Estado é legitimado pelos eleitores, mas não exercido em seu benefício, mas apenas no do "mercado livre". Ou as consequências sociais da Esquerda de Pacotilha. (AF)
Murcia, Espanha

Monica Gumm para o International Herald Tribune


O novo campo de batalha

Campos luxuriantes de alface e estufas de tomates ladeiam a estrada. Novos empreendimentos para umas férias verdejantes atraem compradores da Grã-Bretanha e da Alemanha. Campos de golfe - às dúzias, todos recentemente construidos - conduzem às praias. Finalmente, este recanto inóspito do sudeste espanhol prospera.

Um único senão neste quadro idílico: esta província, Múrcia, está sem água. As searas do sudeste de Espanha estão, de modo persistente, a converter-se num deserto, um processo desencadeado pelo aquecimento global e por deficiências na planificação dos recursos.

Em Múrcia, uma região agrícola tradicionalmente pobre, ocorreu recentemente uma construção desenfreada de casas de férias ao mesmo tempo que os agricultores mudaram para culturas mais sequiosas de água, encorajados pelos planos de transfega de água que, cada vez mais, se mostram insustentáveis. Estes dois factores conjugados pressionam a terra e o seu suprimento evanescente de água.

Este ano, os agricultores disputam aos construtores os direitos sobre a água. Também lutam entre eles pela água para as suas colheitas. Um sinal de desespero é o negócio da água, que se compra e vende como ouro num mercado negro em rápida expansão. A maior parte é extraida de furos ilegais.

Há muito que o Sul de Espanha é atingido por secas periódicas, porém a crise actual, segundo os cientistas, indicia provavelmente uma alteração climática permanente resultante do aquecimento global. É o pronúncio de uma nova espécie de conflito.

As batalhas de ontem foram travadas pela terra, advertem. As do presente estão centradas no petróleo. As do futuro - um futuro mais quente e mais seco devido a mudanças do clima em larga escala - parece que serão motivadas pela água, dizem.

"A água é a questão ambiental deste ano - o problema é urgente e imediato", diz Barbara Helferrich, uma porta-voz da Directoria Ambiental da Comissão Europeia. Se já há penúria de água na Primavera, o Verão que se aproxima será certamente mau.

...


Em Múrcia, a crise da água foi acelerada pelos construtores civis e pelos agricultores que deram o salto para culturas largamente inadaptadas para climas secos: alface, por exemplo, com a sua ampla exigência de irrigação, casas de férias com promessas de uma piscina no quintal, hectares de relvados frescos nos campos de golfe que sorvem milhões de litros de água todos os dias.

"Os agricultores e também os construtores pressionam-me fortemente para que lhes forneça água", afirma Antonio Pérez Garcia, o administrador da água em Fortuna, saboreando o seu café na companhia de agricultores na empoeirada praça central da cidade. Lamenta ser capaz de fornecer a cada proprietário apenas 30 porcento da quantidade racionada de água decidida pelo seu Governo.

"Nem sei o que faremos este Verão", acrescentou, observando que os níveis dos aquíferos locais estão a descer tão depressa que cedo as bombas não conseguirão alcançá-la. "Os consumidores podem queixar-se à vontade; quando não houver mais água, acabou-se. "Rubén Vives, um agricultor que confia da generosidade do Sr Pérez Garcia, disse que não pode suportar os preços da água no mercado negro. "Este ano o meu sustento corre perigo", disse o Sr Vives, que só cultiva espécies de sequeiro, como limoeiros, desde há cerca de vinte anos.

As centenas de milhares de furos - na maior parte ilegais, - que no passado aliviaram temporariamente a sede, esvaziaram-se a um nível de não retorno. A água do Norte, que em tempos era transfegada para aqui, foi-se esvaindo até se tornar um fio à medida que as províncias do Norte começaram também a secar.

A competição pela água está plena de escândalos. Há funcionários municipais na prisão por terem aceite subornos ao autorizarem a construção de edifícios em lugares sem rede de água apropriada. Chema Gil, uma jornalista que tornou público um destes esquemas, foi alvo de ameaças de morte, traz sempre consigo um spray de gás pimenta e é protegida dia e noite pela Guardia Civil, uma força policial que desempenha papéis civis e militares.

"O modelo (económico) de Múrcia é totalmente insustentável", assevera o Sr Gil. "Consumimos duas vezes e meia mais água que aquela que o sistema pode recuperar. Então, onde iremos buscá-la? Importamo-la algures? Secamos os aquíferos? Com as mudanças climáticas, entrámos num cul-de-sac(*). Toda a água que desperdiçamos na luxúria e nos campos de golfe fará falta para, simplesmente, conseguirmos beber."


(*)NT - em francês no original, beco sem saída.

Elisabeth Rosenthal in Water Is a New Battleground in Spain,
publicado por The New York Times em 3 de Junho de 2008

Etiquetas: , , , ,

Segunda-feira, Junho 02, 2008

Naomi Klein - O Capitalismo do desastre

Milton Friedman compreendeu que, tal como a determinação dos prisioneiros em resistir aos interrogatórios pode ser enfraquecida pelo choque no momento da captura, os grandes desastres podem servir para debilitar as resistências sociais face à sua cruzada radical pelo "mercado livre". Advertiu os políticos que imediatamente após o desastre as reformas devem ser aplicadas todas de uma só vez, antes que as pessoas recuperem o seu equilíbrio.
A melhor maneira de nos livrarmos do choque é mantermo-nos informados.

Etiquetas: , , ,

Domingo, Junho 01, 2008

O pensamento do dia

Magdalena Stupar - SérviaFlores de Maio do jardim de Magdalena Stupar - Sérvia

"O Mundo não está ameaçado pelas pessoas más
E sim por aquelas que permitem a maldade".
( A. Einstein )

Estou a pensar nas crianças já que o dia de hoje lhes é dedicado. A sua protecção é responsabilidade de todos nós.

Os governos mundiais pouca ou nenhuma atenção desperdiçam com elas, tão ocupados andam em produzir leis que os protejam e arranjar contactos que lhes permitam segurança económica e social quando saiem das suas funções governativas!

Por isso:
"Faz o que puderes, com o que tiveres, onde estiveres" - Theodore Roosevelt, pois "Sem esforço não há paz, sem luta não há vitória" - Tomás de Kempis.

Etiquetas: , ,

José Afonso - Bairro Negro

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar


Menino sem condição
Irmão de todos os nus
Tira os olhos do chão
Vem ver a luz

Menino do mal trajar
Um novo dia lá vem
Só quem souber cantar
Virá também

Negro, bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego


Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção

Se até da gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti

Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver


Zeca Afonso:

Bairro Negro


Texto: Lyrics Time™
Som: Musikalidades

Etiquetas: , , , ,

Boicote à GALP

Boicote à Galp

in sorria está a ser roubado
publicado por contramestre em 28 de Maio de 2008


Boicote à Galp

in Fomos a isto, Jumento
publicado por A barbearia do senhor Luís em 30 de Maio de 2008

Etiquetas: , , , ,


hits: