Tratado de Lisboa - técnicas de usurpação do poder

Pergunta: É o Tratado Reformador Europeu apenas a falhada Constituição Europeia com um nome diferente?
Resposta: Inicialmente, o Tratado reformador foi descrito como "estando desprovido de características constitucionais", porém os investigadores e analistas internacionais realçaram que há apenas duas das 440 disposições do Tratado Reformador que diferem da (proposta rejeitada) de Constituição original. A Constituição mencionava a bandeira e o hino, que não foram vistos com bons olhos pelos eleitores e foram descartados. Porém, o actual bandeira, o actual hino e a divisa europeia -- "Unidos na Diversidade" - persistem.
O papel do Ministro das Relações Externas, que estava previsto no texto constituicional, foi também substituido pelo do "Alto Representante da União para as Relações Externas e Política de Segurança" e o uso do termo "Lei europeia" foi substituido por "Regulamento europeu".
in The European Union's Lisbon Treaty: Frequently Asked Questions
publicado por Deutsche Weller em 16 de Junho de 2008
Ou seja, os eleitores franceses e holandes reprovam a Constituição e os respectivos governos simplesmente aprovaram com um nome diferente a mesma coisa. Que o Tratado Reformador Europeu, eufemisticamente designado Tratado de Lisboa, é a Constituição reprovada fica também claro pela necessidade de qualquer alteração à constituição irlandesa ter que ser sujeita a referendo. Se não houvesse implicações constitucionais, se fosse apenas assim uma coisita qualquer simplificada (José Sócrates), o referendo irlandês nem teria acontecido. (AF)
No mundo orweliano da União Europeia, um "não" não significa realmente um "não", um tratado declarado morto pelo voto popular está ainda vivo e os parlamentos do bloco rejeitam o voto popular como anti-democrático.
Andrew Bounds in What Ireland’s ‘no’ vote means for the EU treaty
publicado por Financial Times em 16 de Junho de 2008
Resposta: Inicialmente, o Tratado reformador foi descrito como "estando desprovido de características constitucionais", porém os investigadores e analistas internacionais realçaram que há apenas duas das 440 disposições do Tratado Reformador que diferem da (proposta rejeitada) de Constituição original. A Constituição mencionava a bandeira e o hino, que não foram vistos com bons olhos pelos eleitores e foram descartados. Porém, o actual bandeira, o actual hino e a divisa europeia -- "Unidos na Diversidade" - persistem.
O papel do Ministro das Relações Externas, que estava previsto no texto constituicional, foi também substituido pelo do "Alto Representante da União para as Relações Externas e Política de Segurança" e o uso do termo "Lei europeia" foi substituido por "Regulamento europeu".
in The European Union's Lisbon Treaty: Frequently Asked Questions
publicado por Deutsche Weller em 16 de Junho de 2008
Ou seja, os eleitores franceses e holandes reprovam a Constituição e os respectivos governos simplesmente aprovaram com um nome diferente a mesma coisa. Que o Tratado Reformador Europeu, eufemisticamente designado Tratado de Lisboa, é a Constituição reprovada fica também claro pela necessidade de qualquer alteração à constituição irlandesa ter que ser sujeita a referendo. Se não houvesse implicações constitucionais, se fosse apenas assim uma coisita qualquer simplificada (José Sócrates), o referendo irlandês nem teria acontecido. (AF)
No mundo orweliano da União Europeia, um "não" não significa realmente um "não", um tratado declarado morto pelo voto popular está ainda vivo e os parlamentos do bloco rejeitam o voto popular como anti-democrático.
Andrew Bounds in What Ireland’s ‘no’ vote means for the EU treaty
publicado por Financial Times em 16 de Junho de 2008
Etiquetas: UE, usurpação do poder
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4 Comentários:
É o nosso Obama, este Tratado de Lisboa.
Fugiram com o rabo à seringa, com as ratificações parlamentares... e o voto da Irlanda mostrou que os burocratas estavam cheios de razão em não confiar nos eleitores, mais conhecidos por ( yack!!!) povo.
Olha se esta "barraca" do NÃO era outra vez na França, ou na Holanda, ou (deus nos livre!) em Portugal, onde o bendito Tratado-Porreiro-Pá nasceu!?...
Abraço
«No mundo orweliano da União Europeia...» Em 4 linhas apenas você diz tudo o que há a dizer sobre esta problemática! Inteiramente de acordo. Felicitações.
António Marques Pinto
A frase é de Andrew Bounds.
Obrigado pela visita
Samuel
A posição de Durão Barroso, imputando a responsabilidade do voto irlandês ao primeiro ministro, também é muito sintomática.
de.puta.madre
Penso que é mais o nosso Bush
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