Maria Amélia Dalomba - Herança de Morte

| Lírios em mãos de carrascos Pombal à porta de ladrões Filho de mulher à boca do lixo Feridas gangrenadas sobre pontes quebradas Assim construímos África nos cursos de herança e morte Quando a crosta romper os beiços da terra O vento ditará a sentença aos deserdados Um feixe de luz constante na paginação da história Cada ser um dever e um direito Na voz ferida todos os abismos deglutidos pela esperança |
in Antologia da Poesia Feminina Angolana
publicado pela União dos Escritores Angolanos em 19 de Outubro de 2005
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3 Comentários:
A morte, cada vez mais, deixa de significar o final do projecto de uma vida, restando valor a um desvirtuado legado.
http://caparicaredneck.blogspot.com
(Kaizen antropológico)
CRN
Caro CRN
Obrigado pela visita. Há mais pulsar dos angolanos na antologia referida no post. Pelo comentário que deixou, estimo que seja do seu interesse.
"A morte pode não ser um fim mas sim um princípio"
C.F
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