Madya Kandimba

Neves e Sousa, "Viuva da Quissama"
Imagem: Malambas
Madya Kandimba
Em 1875 surge-nos uma composição, que tem por título Madya Kandimba (Maria Coelhinho). É uma das primeiras peças de coro de Masemba recolhida por Óscar Ribas e que ele nos apresenta no seu livro Misoso III, (1964).
A peça conta-nos a história de um europeu de amores com a sua empregada africana. A mulher, ao tomar conhecimento deste romance, de pistola em punho, põe-se à procura da empregada, que foge de barco. Pela sua estrutura melódica e poética, somos levados a crer que Madya Kandimba é já um produto definido em termos de simbiose cultural. Outras peças mais recentes, têm a mesma estrutura, o que nos leva a crer que a génese da música suburbana é já anterior a 1875.
in Consulado Geral de Angola no Brasil
A peça conta-nos a história de um europeu de amores com a sua empregada africana. A mulher, ao tomar conhecimento deste romance, de pistola em punho, põe-se à procura da empregada, que foge de barco. Pela sua estrutura melódica e poética, somos levados a crer que Madya Kandimba é já um produto definido em termos de simbiose cultural. Outras peças mais recentes, têm a mesma estrutura, o que nos leva a crer que a génese da música suburbana é já anterior a 1875.
in Consulado Geral de Angola no Brasil
Duo Ouro Negro e Sivuca
No ano seguinte (1959, Sivuca) retorna à Europa, residindo em Lisboa e Paris até 1964. Em Portugal, como produtor, gera o primeiro disco de música Angolana, Africaníssimo, Sivuca/Duo Ouro Negro.
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A canção
Duo Ouro Negro e Sivuca: Maria Candimba
Algumas palavras
“...Madya Kandimba wakambe o sonyi
Madya Kandimba tirivida
Wabiti bhu mwelu dya sinyiola...”
Madya Kandimba tirivida
Wabiti bhu mwelu dya sinyiola...”
Incontrolavelmente, meu corpo ginga e treme sob a imposição do ritmo, exatamente como acontecia outrora...
“...Malê, malê
Male, malê
Ituxi ngana
Ya kidiwanu!...”
Male, malê
Ituxi ngana
Ya kidiwanu!...”
A volta no tempo, aos anos de juventude irresponsável, das noites perdidas com cerveja, suor e ritmo nos ambientes pesadamente carregados com uma mistura de fumaça de cigarro e kangonha, katinga e lavanda, em recintos mal iluminados como convinha...
“...Sinyiola wakwata pixitola
Wandala kulosa Madya Kandimba!
Madya Kandimba watele o kulenga...
Kandimba walenge mu vapolo ê...”
Wandala kulosa Madya Kandimba!
Madya Kandimba watele o kulenga...
Kandimba walenge mu vapolo ê...”
A rebita tomou conta e só fisicamente eu permaneço atado ao presente...
in Mukandas do Nelsinho





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