Jonathan Sherwood – Novo ponto de partida para a gravação musical

De há muito que é sabido que, no torvelinho aparentemente desordenado de factos, se sobrepoem dois tipos de constituintes: por um lado, o conjunto de elementos estruturantes, relativamente estáveis e possíveis de tipificar, por outro, o conjunto de elementos imprevisíveis ou contingentes, singulares e específicos de cada momento. As técnicas de gravação musical clássicas, devido ao desenvolvimento prodigioso da electrónica digital dos últimos anos, seguiu a via mais fácil de acompanhar o valor instantâneo da amplitude sonora, estreitando cada vez mais a distância temporal entre amostras consecutivas, isto é actuando na dimensão do ritmo da amostragem. É sabido também que existe um grau de redundância imenso na informação sonora e, por este motivo, esta abordagem mais não representou senão uma desistência de distrinçar entre as duas categorias de informação: a estruturante e a aleatória. Por ocasião do sexagésimo aniversário da Teoria da Informação, eis que a Universidade de Rochester tomou a dianteira numa direcção decisiva do processamento da Informação. Sendo este um dos meus temas de estimação, penso voltar a ele amiude ao longo deste ano. (AF)

publicado por a 1º de Abril de 2008

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