Ainda existem filósofos...
Eis uma história que queremos partilhar com vocês:
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Um dia, um velho professor da Escola Nacional de Administração de França foi convidado para fazer uma apresentação sobre planeamento eficaz do tempo a um grupo de administradores de empresas norte americanas. O tempo que lhe foi atribuído foi muito breve: o professor tinha apenas uma hora para fazer passar a sua mensagem.
Primeiro, o professor observou pausadamente os vários elementos deste grupo de elite (que estavam prontos a tomar notas de tudo o que o perito lhes quisesse ensinar). Seguidamente disse: “Vamos fazer uma pequena experiência.”
O professor tirou um enorme jarro de debaixo da secretária que o separava dos alunos e colocou-o com cuidado à sua frente. Depois tirou cerca de doze grandes seixos, aproximadamente do tamanho de uma bola de ténis, e colocou-os cautelosamente, um após o outro, dentro do jarro. Quando o jarro estava cheio até acima e não havia espaço para mais seixos, olhou para cima, erguendo lentamente a cabeça, e perguntou aos seus alunos: “Este jarro está cheio?”
E todos lhe responderam: “Sim...”
Ele esperou alguns segundos antes de perguntar: “De certeza?”
Então, desapareceu novamente por trás da sua secretária para reaparecer com um frasco cheio de gravilha. Despejou a gravilha sobre os seixos e em seguida agitou um pouco o jarro. A gravilha espalhou-se por entre os seixos até ao fundo do jarro.
O professor olhou novamente a sua audiência e perguntou: “Este jarro está cheio?”
Desta vez os alunos mais espertos começaram a entender. Um deles respondeu: “Provavelmente não.”
“Certo!” respondeu o professor.
Mais uma vez, desapareceu por trás da secretária e reapareceu com um balde de areia. Despejou a areia no jarro de forma que esta encheu o espaço entre os seixos e a gravilha. Perguntou novamente: “Este jarro está cheio?”
Desta vez, os alunos mais espertos responderam sem hesitação e em coro: “Não!”
“Certo!” disse o professor.
E tal como os seus alunos mais brilhantes já esperavam, ele pegou numa garrafa de água que tinha sob a secretária e encheu o jarro até acima. Então, olhou a audiência e perguntou: “Qual é a grande verdade que esta experiência nos ensina?”
O mais atrevido dos seus alunos – muito esperto – pensou no tema da apresentação e respondeu: “Ensina-nos que mesmo quando pensamos que a nossa agenda está completamente cheia, podemos sempre encaixar um encontro ou outras coisas a fazer.”
“Não,” disse o professor, “não é essa a lição. A grande verdade por trás desta experiência é a seguinte: se não puserem primeiro os seixos grandes no jarro, não será possível que todos caibam lá dentro mais tarde.” Seguiu-se um momento de silêncio. Todos se tinham apercebido
de que o professor tinha razão.
Seguidamente este perguntou: “Quais são os grandes seixos da vossa vida? A vossa saúde? A vossa família? Os amigos? Tornar realidade os vossos sonhos? Fazer o que gostam mais? Aprender? Defender uma causa? Descontrair? Ter tempo só para vocês? Ou... algo completamente diferente?”
“O que é realmente importante é pôr primeiro os seixos grandes da vossa vida. Caso contrário, não tomarão conta da vossa vida. Se derem primeiro atenção às coisas mais insignificantes (a gravilha, a areia...), encherão a vossa vida com coisas insignificantes e não terão tempo para as coisas realmente importantes. Não se esqueçam de perguntar a vocês próprios: ‘Quais são os seixos grandes da minha vida?’ Quando encontrarem a resposta ponham-nos em primeiro lugar no vosso jarro (na vossa vida)”
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Beijinhos,
Avó Wanda e Delphine



3 Comentários:
Sobre o que está a acontecer no "As Vicentinas de Braganza", agradecia que nos visitassem, e se pronunciassem, caso vos interesse o nosso novo dilema/problema
http://asvicentinasdebraganza.blogspot.com/2008/04/nota-constitucional.html#links
Arrebenta
Já deixei lá o meu comentário. Acho lamentável que a Google tenha implementado um mecanismo censório permitindo uma acção anónima. O mínimo exigível num confronto é que quem se sentisse com vontade de calar outras vozes estivesse obrigado a mencionar a sua identidade. Mas a Google age movida por lucros, é bom não esquecer estes pormenores. Só espero que, com o pré-aviso, o número de visitas aumente.
Um abraço
olá Vó e Delfine,
é bem verdadeira a moral da história,
mas nos dias que correm no nosso país, conseguem turvar-nos de tal modo a vista com pó,
que sentimos os seixos às apalpadelas e já vai longo o tempo em que não os vemos.
É um esforço permanente manter a nossa fé nestas filosofias...
Obrigada, por nos limpar um pouco as vistas.
Beijinhos
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