Quinta-feira, Março 06, 2008

A nova Inquisição - Epílogo

Parece chegar a um consenso o episódio do "arrependimento" do professor Manuel Cardoso da Escola EB 2,3 de Ribeirão no "Prós & Contras" .

O problema é que a acta que foi referida não apareceu na altura própria, e o jovem viu-se a braços com o ónus da prova num processo legal que não estava preparado para enfrentar, ainda por cima num ambiente de guerrilha permanente entre o ministério e os sindicatos, à volta dos recursos e contra-recursos judiciais que tem sido apanágio deste ministério.

Tudo isto porque a figura do "Livro de actas" deixou de fazer parte do quotidiano académico, deixando a acção de descontentamento dos docentes a descoberto no seu direito de defesa na altura em que essa acção possa assumir contornos jurídicos.

Em vez do Livro de actas, vulgarizou-se a elaboração de actas em folhas soltas, tornando o sistema muito mais permeável a actos de branqueamento decorrentes do interesse das partes.

"Os colegas na escola, andam receosos. O espírito é este."

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1 Comentários:

At 17:29, Blogger Maria Lisboa disse...

Por essas e por outras, é que o meu "chefe", apesar de eu protestar continuamente contra o horror de se manter aquele livro manuscrito, não permite que se ponha o dito livro de lado. Se calhar tem razão, mas até dele, em tempos, foram rasgadas umas folhitas necessárias num determinado processo. Por isso, digo-lhe eu, branquear, apagar ou rasgar... quando se quer fazer desaparecer provas, elas desaparecem, a não ser que de imediato sejam dadas copias a todos os professores. Tão simples como isto! Assim, seria muito difícil "matá-las a todas".

Acontece que a maioria das escolas não cumpre os preceitos legais - é obrigatória a afixação pública de cópia da acta do CP!

 

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