Isabel do Carmo e o Serviço Nacional de Saúde

As críticas nas áreas da Educação e da Saúde feitas pelos partidos da direita, pelos cronistas fazedores de opinião ideológica à direita e pela sua movida tão presente na comunicação social, e particularmente na televisão, têm um objectivo de fundo, expresso ou oculto – apresentar como alternativa os benefícios do sistema privado. Mas como as críticas se baseiam muitas vezes sobre problemas reais, misturam-se em amálgama com as críticas dos partidos mais à esquerda. E estes deixam-se cavalgar e cavalgam as críticas de direita, sem fazerem uma separação higiénica e pedagógica. Há sempre um afã eleitoralista imediato ou mediato que cega e afasta os objectivos estratégicos. Será esta uma irremediável lógica partidária? Ou seja, as críticas centram-se muito mais no governo e nos seus protagonistas do que no sistema e na sua enxurrada. Assim se ajuda a abrir portas ao avanço da direita, do neoliberalismo e dos seus desígnios.
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O "bota-abaixo" do Serviço Nacional de Saúde
publicado pelo Le Monde diplomatique em 22 de Novembro de 2007
Etiquetas: liberalismo, Portugal, Saude


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