Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

A borboleta monarca

Exemplar do Jardim Botânico

Esta borboleta fez parte do meu mundo infantil. Corri atrás dela, admirei-lhe o rigor do desenho e acho que ainda espetei alguma(s) com um alfinete para uma possível colecção. Coisa que não sucedeu pois não me recordo de a concretizar!

É muito conhecida e famosa pelas longas viagens migratórias que a leva desde a América do Norte ao México, em número de milhões, todos os anos, pela altura do dia de finados, motivo pelo qual muitos mexicanos as vêem como almas de antepassados seus.
Elas fixam-se em terrenos onde cresça a sua planta hospedeira, a Asclepia cuvassarica. Existe há muito na ilha da Madeira onde encontrou a planta e as condições ecológicas de que necessita mas tem sido difícil a sua fixação no continente. Durante muito tempo foram observadas estas borboletas mortas junto à costa, no Algarve. Porém, conforme publicado no Boletim da Sociedade Portuguesa de Entomologia pelos biólogos Luis Palma e A. Bivar de Sousa, esta borboleta acaba de conseguir constituir uma colónia reprodutora em Portugal Continental, com centenas de indivíduos na ribeira de Seixe, na Serra de Monchique. Aqui as borboletas descobriram uma planta, a Gomphocarpus fruticosus, uma espécie de origem afro-asiática, que adoptaram para proliferar por ter compostos químicos semelhantes à de que depende na sua origem.
É uma notícia feliz!



Gomphocarpus fruticossus


Fonte: National Geographic


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2 Comentários:

At 23:54, Blogger José Ferrão disse...

Muito obrigado pelo pequeno arranjo editorial.
Realmente nunca mais consigo adaptar-me ao html.
Já agora, não cheguei a perceber:
não espetaste a borboleta, ou não concretizaste a coleccção?
Beijinhos a todos, e muitos parabéns aos papás babados.

 
At 10:39, Blogger Magda Nieto Reprezas disse...

Espetei mais do que uma borboleta e muitos mais animaizinhos indefesos.
Na verdade todas as crianças fazem o mesmo se tiverem oportunidade de o fazer e eu tive muitas como sabes. Não exagerei com os maiores mas ai dos pequeninos, especialmente se estalassem.
A curiosodade em algumas crianças é maior do que o medo de lhes tocar.
Lembro-me de ver uma cobra, gorda e anafada, a digerir o seu recém tomado almoço, toda enroscada. E eu lá lhe cortei a cabeça com uma catana e fui verificar in loco o que ela tinha comido! Era uma ratazana...
Vou ficar por aqui para não me enviares ao psiquiatra!

 

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