O acorde(o)
A harmonia é rigorosa e por isso odiada.
Por assentar em princípios simples, que devem pouco à entrega emocional, fez-se escola e determinou-se que esta gente havia de tocar baixinho.
O problema é que a tarefa revelou-se penosa e não tardou- herdámos uma horda de alunos ansiosos pelo lugar do protagonista.
Na falta de maior arte, estes partiram a barreira do decibel conseguindo pelo menos, desequilibrar o cantor.
Reunidos os interessados acord(e)ou-se o seguinte:
Quem quiser brilhar a fazer suporte, que o faça com novas melodias.
Assim se criou um posto de trabalho. O de COMPOSITOR.
Nunca ninguém tinha precisado de um para nada... Eis que de repente ele é indispensável para gerir a continuidade da intriga e assegurar a sobrevivência do grupo.
O resultado? É como diz o Alfredo Saramago- Uma tropa de mortos vivos; Um cemitério de Arte Filtrada pelas gerações. O Maestro manda e a orquestra toca. Rios de pseudo-finórios acorrem ao evento, fecham os olhos e contactam com o além (com assinatura, claro). Os que não conseguem, pelo menos estreiam o fato.



3 Comentários:
O teu tom de sarcasmo é um dó de dor de quem já sofreu injustiças.
Todos nós as sofremos diariamente e é bom que delas falemos para alívio das nossas almas.
No entanto, devemos olhar para o futuro com algum fervor, numa tentativa de melhorar as coisas, participando - aliás como tu o fazes - para que a subida não seja tão penosa. A inclinação da montanha é grande e quantas mais cargas alijarmos melhor conseguiremos chegar ao topo.
Para ti será daqui a muito mais tempo do que para mim.
A mim falta-me pouco mas quero chegar lá e contemplar uma vista que não seja fosca. Quero uma visão clara e transparente, conseguir ver o que de belo deixei para ser tomado por outros de modo a continuarem aquilo que, pela minha mão, também já foi apanhado, coisas que outros muito importantes, para mim, me deixaram.
Um beijo.
O teu tom de sarcasmo é um dó de dor de quem já sofreu injustiças.
Todos nós as sofremos diariamente e é bom que delas falemos para alívio das nossas almas.
No entanto, devemos olhar para o futuro com algum fervor, numa tentativa de melhorar as coisas, participando - aliás como tu o fazes - para que a subida não seja tão penosa. A inclinação da montanha é grande e quantas mais cargas alijarmos melhor conseguiremos chegar ao topo.
Para ti será daqui a muito mais tempo do que para mim.
A mim falta-me pouco mas quero chegar lá e contemplar uma vista que não seja fosca. Quero uma visão clara e transparente, conseguir ver o que de belo deixei para ser tomado por outros de modo a continuarem aquilo que, pela minha mão, também já foi apanhado, coisas que outros muito importantes, para mim, me deixaram.
Um beijo.
10:47
Isto não é um desabafo.
Isto é história pelos luthiers.
cheers
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