Segunda-feira, Novembro 05, 2007

Horst Köhler - Não esmagar o continente africano

Horst Köhler
No fecho de uma conferência sobre África, o Presidente da Alemanha Horst Köhler acusou os países industrializados de usarem dois pesos e duas medidas nas suas relações com África. Apelou para que fossem apoiados acordos euro-africanos que são alvo de controvérsia.

Ao dirigir-se aos participantes da conferência que se realizou em Frankfurt no domingo, Köhler disse que os países industriais são muitas vezes injustos ao definirem as suas políticas comerciais, tratarem das questões de imigração, contratos de pesca e de outros recursos africanos.

"Nós, os do hemisfério Norte, temos que mudar a nossa forma de pensar", disse Köhler, que elegeu a luta contra a pobreza como o centro da sua exposição. Esta é a terceira conferência de presidentes africanos apoiada por Köhler, que anteriormente esteve à frente do Fundo Monetário Internacional em Washington.

Encorajou os países industriais a não se limitarem a observar de longe os países africanos a debaterem-se com crises atrás de crises.

"A África foi sempre o alvo das ideias expansionistas de nações externas", declarou Köhler aos participantes. Alertou principalmente contra a exploração dos recursos do continente. "Esmagar uma vez mais o continente africano seria um erro histórico", disse.

Apoio aos Acordos de Parceria Económica (EPA)

Köhler defendeu os controversos EPA's entre a Europa e a África, dizendo que satisfaziam os melhores interesses de ambos.

Solicitou aos estados africanos que esclarecessem o seu criticismo quanto aos planos do acordo e disse que a União Europeia (UE) deveria melhorar a equidade das condições comerciais com os seus parceiros africanos.

Köhler também apoiou o desenvolvimento da União Africana (UA) no sentido de se tornar uma entidade política semelhante à UE, como forma de dificultar as tentações de nações externas dividirem os países africanos, mediante acordos bilaterais com cada país individualmente.

Mundo cada vez mais interdependente

Acresentou além disso que os acordos com cada país individualmente fazem cada vez menos sentido num mundo em que as questões como alterações climáticas, a SIDA ou as migrações obrigam a uma conjugação de forças cada vez maior.

A conferência de dois dias foi assistida por 44 funcionários de topo, políticos e peritos africanos, que incluiram os presidentes do Botswana, Madagáscar, Moçambique, Benin e Nigéria.

Fonte: Deutsche Welle staf (jen), em
German President Critiques EU Double Standard on Africa,
publicado por Deutsche Weller World a 5 de Novembro de 2007

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