Quinta-feira, Novembro 15, 2007

Falta grave

O Sr Ministro da Saúde facilitou um mês, trinta dias para que a Ordem dos Médicos adaptasse o seu código deontológico à nova realidade legislativa do aborto;
que considera esse acto médico como uma falta deontológica grave;
enquadrando a participação dos médicos na sua prática dentro de determinados condicionalismos de natureza excepcional;
os quais, na douta opinião do ministro, são manifestamente ultrapassados pelos novos condicionalismos decorrentes da legislação que a sua efémera maioria parlamentar traduziu em forma de lei;
ou melhor dizendo, pela falta de condicionalismos que reduzem o aborto a um acto que sai mais barato ao cidadão anónimo do que o IVA que é chamado a desembolsar para adquirir um simples preservativo;
e que pode libertar o estado das manifestações inconvenientes à porta dos tribunais de cada vez que há uma queixa resultante da prática do aborto clandestino;
o qual nos termos da nova lei não deixa de existir, uma vez que ela continua a ilegalizar (por enquanto...) a prática do aborto depois das dez (ou serão doze?) semanas.

Se o Sr ministro está assim tão preocupado com o código deontológico da Ordem dos Médicos, tem bom remédio: não se inscreva nessa associação de criminosos fora da lei.
Cá estaremos para assistir aos próximos episódios.
Da efémera maioria parlamentar.

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