Domingo, Outubro 07, 2007

Queixa-crime contra o PM

Ninguém me pediu para tomar a palavra em nome do PCP, mas em tempo de globalização dos insultos, em que um simples piropo pode ser matéria de processo-crime, não posso deixar passar em claro a gravíssima acusação que o PM desferiu contra o PCP na arruaça com que foi recebido este fim de semana em Coimbra.
Confrontado com o significado de mais esta manifestação de protesto, o nosso PM não viu no articulado da nova edição do Código do Processo Penal, deitada cá para fora à imagem e semelhança do processo da pedofilia na Casa Pia, não viu nada nesse articulado que lhe retirasse a impunidade em declarar que esta e outras arruaças, são da responsabilidade directa do PCP.
Ora, se quem não sente não é filho de boa gente, e sem pretender dar aqui lições a quem quer que seja, não vejo sinceramente porque é que o citado PCP não aproveita o prazo de seis meses a que tem direito, para mover um processo judicial contra o autor de tais acusações, pelo crime de difamação.
Sem o que, a ideia que fica é que realmente existe aceitação implícita da mesma acusação.
Podem dizer-me que a oposição não é feita com processos judiciais, mas aí também poderei responder que também a governação não se faz à custa de processos judiciais.
Se o próprio PM se sente no direito de atacar judicialmente cidadãos por exercerem o seu direito de cidadania, acho que seria didático para toda a gente, governo, oposição e cidadãos em geral, que o poder viesse a provar o sabor do seu próprio remédio.

0 Comentários:

Enviar um comentário

<< Home


hits: